{"id":2994,"date":"2014-12-30T10:36:37","date_gmt":"2014-12-30T09:36:37","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2994"},"modified":"2014-12-30T10:36:37","modified_gmt":"2014-12-30T09:36:37","slug":"2014-o-ano-da-viragem-para-o-incerto-um-ano-de-crises-multiplas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2994","title":{"rendered":"2014 O ANO DA VIRAGEM PARA O INCERTO &#8211; UM ANO DE CRISES M\u00daLTIPLAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Guerra na Europa &#8211; Terrorismo do Estado Isl\u00e2mico pior que o Nazismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><br \/>\nSe passarmos em revis\u00e3o o ano 2014 notaremos que foi um ano de surpresas e mudan\u00e7a. A guerra tamb\u00e9m voltou \u00e0 Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNeste centen\u00e1rio da primeira guerra mundial com 18 milh\u00f5es de mortos d\u00e1-se in\u00edcio aos v\u00edcios do s\u00e9culo XX: Kiev, Krim, o inferno da S\u00edria e do Iraque s\u00e3o o melhor exemplo disso e preparam uma nova era tamb\u00e9m na cena pol\u00edtica internacional. Pa\u00edses fronteiri\u00e7os da R\u00fassia revelam-se como palco para motejo entre a R\u00fassia e o Ocidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo Iraque e na S\u00edria instala-se um estado de terror ainda pior que os de Hitler e de Estaline. <strong>Fen\u00f3meno novo preocupante e indicativo da globaliza\u00e7\u00e3o do terrorismo revela-se o facto de os terroristas isl\u00e2micos serem recrutados tamb\u00e9m das cidades de Estados de direito como a UE.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA Turquia (membro da nato) torna-se mais islamista e d\u00e1 cobertura ao terrorismo sunita na S\u00edria e no Iraque, a que os curdos resistem com a esperan\u00e7a de a Hist\u00f3ria lhes vir a fazer justi\u00e7a e lhes reconhecer posteriormente o direito \u00e0 sua nacionalidade, ao estado do Curdist\u00e3o. (Este ser\u00e1 o pr\u00f3ximo conflito!). A pol\u00edtica internacional aceita a destrui\u00e7\u00e3o de um estado antes multicultural como era a S\u00edria, e em coniv\u00eancia com a fac\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana sunita (turca e saudita) contra a fac\u00e7\u00e3o xiita (iraniana) aceita dividir a regi\u00e3o em territ\u00f3rio sunita e xiita deixando tamb\u00e9m o problema do Curdist\u00e3o para as calendas gregas. O ocidente apenas reage mas sem um conceito integral; a liga \u00e1rabe n\u00e3o est\u00e1 interessada em consenso. A ONU reflecte a divis\u00e3o dos estados e dos interesses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA Alemanha prefere dedicar-se ao neg\u00f3cio econ\u00f3mico e falar da solidariedade dos outros pa\u00edses europeus no que toca \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o dos refugiados. Entretanto cresce na Alemanha o desejo de participar mais activamente nas interven\u00e7\u00f5es militares de conflitos mundiais. Isto significar\u00e1 o acr\u00e9scimo de poder tamb\u00e9m militar n\u00e3o s\u00f3 da Alemanha mas tamb\u00e9m da Europa. Em 2014 cria-se a necessidade de intensificar o armamento. A Alemanha inicia uma nova pol\u00edtica e a NATO forma uma nova tropa de reac\u00e7\u00e3o; a pol\u00edcia e os servi\u00e7os secretos de informa\u00e7\u00e3o preparam-se para piores tempos ao constatar o terrorismo extra e intra muros. Por isso a Alemanha cala os casos de espionagem dos EUA na Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO apoio russo aos separatistas do leste da Ucr\u00e2nia (invas\u00e3o) e a sua anexa\u00e7\u00e3o da ilha krim na R\u00fassia criam uma nova situa\u00e7\u00e3o na Europa. A Ucr\u00e2nia que tinha entregado as armas nucleares \u00e0 R\u00fassia em 1994 pensava, com isso, adquirir a sua independ\u00eancia e integridade territorial. A R\u00fassia sente-se ferida nos seus interesses fronteiri\u00e7os com a NATO e parece encetar um caminho imprevis\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSans\u00f5es contra a R\u00fassia provocaram uma crise econ\u00f3mica na R\u00fassia com consequ\u00eancias negativas tamb\u00e9m para a economia ocidental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPutin considera a queda da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica como \u201ca maior cat\u00e1strofe geopol\u00edtica do s\u00e9culo XX\u201d. N\u00e3o aceita que as fronteiras da NATO se tornem as fronteiras da R\u00fassia, o que vai levar a NATO \u00e0 corrida \u00e0s armas. Um caso bicudo de resolver tamb\u00e9m devido \u00e0 falta de entendimento entre os pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOs EUA espionam os amigos, porque consideram priorit\u00e1rios os interesses pol\u00edticos, econ\u00f3micos e de defesa. A crise da UE vai-se arrastando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nMilhares de refugiados da guerra e da mis\u00e9ria morrem no mediterr\u00e2neo e muitos milhares encontram ref\u00fagio entre n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>A sociedade n\u00e3o se encontra preparada sequer para reconhecer os perigos e conflitos que ela mesma anda a chocar. Tem medo de imaginar e analisar cen\u00e1rios poss\u00edveis porque muita da nossa intelig\u00eancia pol\u00edtica foi formada numa mentalidade polar ou da guerra fria.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOs crist\u00e3os tornaram-se nas maiores v\u00edtimas da modernidade; em cada cinco minutos que passam \u00e9 morto um crist\u00e3o. Hoje tornou-se moda atacar os crist\u00e3os. At\u00e9 quando surge um coment\u00e1rio sobre o terrorismo \u00e1rabe logo surge uma resposta desculpante ou desviadora do assunto para canto, com o argumento de que os crist\u00e3os tamb\u00e9m j\u00e1 perseguiram com a inquisi\u00e7\u00e3o ou ca\u00e7a \u00e0s bruxas. 400 milh\u00f5es de crist\u00e3os encontram-se amea\u00e7ados e 100 milh\u00f5es sofrem viol\u00eancia directa (massacres, aprisionamento, marca\u00e7\u00e3o das casas onde vivem crist\u00e3os com o nome nazareno, pagamento do imposto de cabe\u00e7a \u2013 por crist\u00e3o, como era costume durante a ocupa\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, etc.) . As igrejas do ocidente n\u00e3o reagem porque se encontram preocupadas com problemas de umbigo e sob o pensar correcto que domina a imprensa e a pol\u00edtica ocidental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO Ano 2014 n\u00e3o ser\u00e1 para esquecer pelas consequ\u00eancias das trag\u00e9dias nele iniciadas ou acentuadas a n\u00edvel internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPortugal encontra-se ainda em estado de excep\u00e7\u00e3o dado estar submetido a um regime especial de poupan\u00e7a; a confian\u00e7a do cidad\u00e3o na pol\u00edtica est\u00e1 de rastos, o combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o encontra muita resist\u00eancia por parte de poderes enredados e instalados.<br \/>\n2015 n\u00e3o parece prometer muito, resta-nos a esperan\u00e7a.<br \/>\n<strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nJornalista<br \/>\nwww.antonio-justo.eu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guerra na Europa &#8211; Terrorismo do Estado Isl\u00e2mico pior que o Nazismo Ant\u00f3nio Justo Se passarmos em revis\u00e3o o ano 2014 notaremos que foi um ano de surpresas e mudan\u00e7a. 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