{"id":2881,"date":"2014-10-06T09:53:08","date_gmt":"2014-10-06T08:53:08","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2881"},"modified":"2014-10-06T09:53:08","modified_gmt":"2014-10-06T08:53:08","slug":"niveis-da-justica-e-da-etica-no-desenvolvimento-das-pessoas-e-das-culturas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2881","title":{"rendered":"N\u00edveis da Justi\u00e7a e da \u00c9tica no Desenvolvimento das Pessoas e das Culturas"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\">\n<strong>A Virtude da Toler\u00e2ncia desafia a Virtude da Coragem<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Por Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nO medo, o anseio por seguran\u00e7a, a leviandade mental s\u00e3o caracter\u00edsticos de uma sociedade em redemoinho que destr\u00f3i a personalidade e impede a reflex\u00e3o individual do cidad\u00e3o para o engavetar em padr\u00f5es sociais med\u00edocres.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A inseguran\u00e7a e o medo domam as energias criativas e impedem a compreens\u00e3o da vida, conduzindo a uma situa\u00e7\u00e3o de p\u00e2nico que provoca uma reac\u00e7\u00e3o de \u00e2nsia de sucesso imediato material e espiritual. A inseguran\u00e7a e a arbitrariedade no julgamento de pr\u00e1ticas pol\u00edticas e religiosas fomentam um moralismo preconceituoso e precipitado longe de uma \u00e9tica reflectida abrangente. Deixa-se de combater por ideais nobres para se pelejar com guerrilheiros que se encontram mais pr\u00f3ximos ou que s\u00e3o mais oportunos.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nA falta de discernimento conduz a opini\u00f5es precipitadas e intolerantes, pela positiva ou pela negativa. Da\u00ed a import\u00e2ncia de distinguir entre \u00e9tica e moral e de constatar a evolu\u00e7\u00e3o da \u00e9tica e dos costumes a n\u00edvel de pessoas, institui\u00e7\u00f5es e civiliza\u00e7\u00f5es para possibilitar um di\u00e1logo interactivo e produtivo entre pessoas e culturas. As culturas s\u00f3 t\u00eam a oportunidade de se aproximarem ou de se guerrearem. Se a sociedade continuar com a mesma pol\u00edtica dos \u00faltimos 60 anos a guerrilha proliferar\u00e1 de maneira avassaladora.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\n<strong>\u00c9tica \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o consciente<\/strong> por regras ou normas; implica uma conduta de vida criteriosa e ter a capacidade de decidir com discernimento entre ac\u00e7\u00f5es boas e m\u00e1s.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Moral diz respeito ao cumprimento das normas por que se orienta a maioria<\/strong> e que correspondem a determinadas ideias\/imagens na vida interpessoal. As normas adoptadas podem ser aplicadas consciente ou inconsciente.<\/h3>\n<h3>\n<span style=\"color: #ff0000;\">Podemos considerar quatro etapas do desenvolvimento da \u00e9tica e das sociedades que a praticam<\/span>:<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Na primeira etapa<\/strong> \u00e9 permitido castigar uma ac\u00e7\u00e3o sofrida com uma ac\u00e7\u00e3o pior. Exemplo: algu\u00e9m rouba algo e como castigo \u00e9-lhe cortada a m\u00e3o (cf. lei da Sharia no isl\u00e3o); o homem \u00e9 o lobo do homem (homo homini lupus!). <strong>Na segunda etapa<\/strong> da evolu\u00e7\u00e3o \u00e9tica passa a ser aplicado o princ\u00edpio de tali\u00e3o que corresponde a responder a uma ac\u00e7\u00e3o com outra ac\u00e7\u00e3o correspondente: \u201colho por olho e dente por dente\u201d (vingan\u00e7a igual). <strong>A terceira etapa<\/strong> que se encontra j\u00e1 no Antigo Testamento, no Hindu\u00edsmo, Confucionismo e na Filosofia grega, orienta-se pela \u201cregra de ouro\u201d que determina: \u201cN\u00e3o fa\u00e7as aos outros o que n\u00e3o queres que te fa\u00e7am a ti\u201d ou \u201cFaz aos outros o que queres que te fa\u00e7am a ti\u201d. A quarta etapa da \u00e9tica \u00e9 a \u00e9tica das Bem-aventuran\u00e7as, a \u00e9tica do amor ao inimigo e do vingar o mal com o bem; \u00e9 declarada no Serm\u00e3o da Montanha mas muito dif\u00edcil de praticar e em certos conflitos levar\u00e1 at\u00e9 \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o do bem, tal como aconteceu com a crucifica\u00e7\u00e3o do maior Mestre aparecido na Hist\u00f3ria. Pelas obras se mede a qualidade \u00e9tica das ac\u00e7\u00f5es, que se tornam mais ou menos virtuosas.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nVirtude \u00e9 a capacidade de comportamento determinado por um valor. Pressup\u00f5e uma decis\u00e3o baseada numa atitude e numa mundivis\u00e3o (experi\u00eancia de vida, idealismo). A virtude tem como actor contra ela (o v\u00edcio) a agress\u00e3o (o outro lado da calma) dado a agress\u00e3o parecer o meio natural de autoafirma\u00e7\u00e3o (movimento ego\u00edsta contra altru\u00edsta) na inten\u00e7\u00e3o de formar e afirmar identidade.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nO fil\u00f3sofo Arist\u00f3teles distinguia entre duas esp\u00e9cies de virtudes: As virtudes racionais (diano\u00e9ticas) intelig\u00eancia, sabedoria, o pensamento cient\u00edfico, etc. e as virtude \u00e9ticas ou da vontade. Para se determinar a virtude, Arist\u00f3teles elaborou o padr\u00e3o do Meio-termo, o meio justo (Mos\u00f3teles), vulgarmente dito na express\u00e3o, \u201ca virtude est\u00e1 no meio\u201d. Por exemplo, coragem \u00e9 o meio entre covardia e imprud\u00eancia (Temos o momento da falta, o momento da virtude e o momento do exagero, exemplo: falta: Sofrer de injusti\u00e7a \u2013 virtude: justi\u00e7a \u2013 excesso: praticar a injusti\u00e7a).<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nA virtude depende de um valor mais alto. Na hist\u00f3ria da \u00e9tica reconhece-se como valor mais elevado, a felicidade, Deus, o para\u00edso (nirvana), espiritualidade\u2026 A virtude pressup\u00f5e educa\u00e7\u00e3o, h\u00e1bito e rela\u00e7\u00e3o interior atrav\u00e9s da compreens\u00e3o, da alegria e do sofrimento.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nMax Klopfer, na sequ\u00eancia de Arist\u00f3teles, nomeia, para a determina\u00e7\u00e3o de cada virtude, as seguintes<strong> caracter\u00edsticas gerais:<\/strong> a) o meio entre dois extremos (aspecto formal), b) fundamento num bem maior (aspecto material); e para uma determinada virtude as <strong>caracter\u00edsticas especiais<\/strong> dela: a) baseada numa determinada situa\u00e7\u00e3o e b) relacionada a uma determinada pessoa (subjectividade).<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nAs virtudes encontram-se todas numa rela\u00e7\u00e3o de reciprocidade. Plat\u00e3o fala de quatro virtudes cardeais: sabedoria, coragem, prud\u00eancia e justi\u00e7a. Arist\u00f3teles fala de 14 virtudes: Sabedoria, coragem, prud\u00eancia, justi\u00e7a, serenidade, serenidade nobre, generosidade, magnanimidade, eleva\u00e7\u00e3o, honra, amizade, dignidade, indigna\u00e7\u00e3o justa, sinceridade, destreza social.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\n<strong>O cristianismo acrescentou-lhes, f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade. A Burguesia do s\u00e9culo XIX acrescentou-lhes as virtudes secund\u00e1rias: ordem, aplica\u00e7\u00e3o, limpeza, pontualidade, etc. Hoje, a sociedade europeia parece esgotar-se na virtude da abertura e da toler\u00e2ncia esquecendo que estas s\u00e3o virtudes secund\u00e1rias de outras virtudes oprimidas por uma sociedade demasiado preocupada com o pragmatismo pol\u00edtico.<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nO homem no decorrer do tempo hist\u00f3rico foi deixando as marcas do seu desenvolvimento ou reac\u00e7\u00e3o \u00e0s experi\u00eancias sociol\u00f3gicas e antropol\u00f3gicas pr\u00e9vias.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">\u00c9tica da lei<\/span> <\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nNa tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 vale a orienta\u00e7\u00e3o pelos dez mandamentos, em especial o amor ao pr\u00f3ximo e a Deus (Mat. 22,37-40). N\u00e3o se trata aqui de preceitos exteriores mas de configura\u00e7\u00f5es internas fluidas, n\u00e3o empedernidas na letra mas a serem sempre actualizadas pela atitude sempre nova e viva. A refer\u00eancia crist\u00e3 mais que de um livro ou norma \u00e9 a pessoa do JC. A ideia base \u00e9 a igualdade de todas as pessoas baseada na semelhan\u00e7a de toda a humanidade com Deus. Friedrich Nietzsche lamenta a heran\u00e7a crist\u00e3 dizendo: <strong>\u201cNa igualdade das almas perante Deus \u00e9 dado o padr\u00e3o de todas as teorias dos mesmos direitos para todos\u201d.<\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nA \u00e9tica mu\u00e7ulmana, essa sim, \u00e9 uma verdadeira \u00e9tica da lei ou do livro que dificulta qualquer teologia porque Deus se formaliza no Cor\u00e3o n\u00e3o dando lugar \u00e0 teologia, quase se esgotando na jurisprud\u00eancia.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\n<span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">\u00c9tica do dever &#8211;<\/span> <span style=\"color: #ff0000;\">orienta\u00e7\u00e3o<\/span> <span style=\"color: #ff0000;\">pelo senso comum<\/span><\/strong> <\/span><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nKant criou a \u00e9tica do dever como um tipo especial da \u00e9tica que se fundamenta na racionalidade humana. Para o fil\u00f3sofo o dever \u00e9 claro e incondicional; a ac\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende de condi\u00e7\u00f5es pelo que se torna num imperativo categ\u00f3rico desde que o modo de agir possa ser generalizado e a dignidade e liberdade da pessoa respeitada.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nOs estoicos j\u00e1 tinham ligado a moral ao dever, fundamentando-a na ideia do direito natural, baseado na natureza e que tinha como objectivo o dom\u00ednio dos afectos e do prazer. Seguir o prazer pressuporia desconhecer a ess\u00eancia do pr\u00f3prio ser; para o estoico, \u00e9 s\u00e1bio e livre quem ultrapassa a felicidade e a infelicidade; para ele tudo \u00e9 indiferente. No outro polo desta filosofia encontrava-se o epicurismo.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">\u00c9tica do \u00fatil (Utilitarismo)<\/span><\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nEpic\u00fario (um 341 a.C.) centrava a \u00e9tica no proveito individual dirigido para a felicidade e o prazer. Pretende fomentar necessidades que maximizem o prazer e o mundanismo radical. Enquanto para Epic\u00fario o objectivo era a felicidade individual, para os anglo-sax\u00f5es era a felicidade do grupo.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nNos pa\u00edses anglo-sax\u00f5es (Bentham, 1748-1832) o crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o \u00e9 o princ\u00edpio da utilidade para todos os participantes. Bom \u00e9 o que \u00e9 \u00fatil para todos; a diversidade das necessidades individuais n\u00e3o conta grande coisa.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nSegundo O. H\u00f6ffe a \u00e9tica utilit\u00e1ria inclui 4 princ\u00edpios: o princ\u00edpio das consequ\u00eancias (n\u00e3o interessa a atitude mas os resultados para decidir da ac\u00e7\u00e3o); o princ\u00edpio da utilidade (a avalia\u00e7\u00e3o das consequ\u00eancias orienta-se pelo bem abstracto, trata-se de consequ\u00eancias \u00fateis); o princ\u00edpio do prazer (o fim \u00faltimo \u00e9 a felicidade, bom \u00e9 o que d\u00e1 prazer e traz alegria); princ\u00edpio social (n\u00e3o conta a felicidade individual mas a de todos).<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nO utilitarismo favorece o direito das maiorias. Hoje, o fim n\u00e3o pode justificar os meios, estes t\u00eam de ser aferidos pelos direitos fundamentais do Homem.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">\u00c9tica da responsabilidade<\/span><\/strong><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\nO agir respons\u00e1vel pensa nas consequ\u00eancias que a ac\u00e7\u00e3o actual tem para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. O ser humano tem de julgar \u00e9tica e moralmente as consequ\u00eancias da sua maneira de agir. N\u00e3o se pode fazer tudo o que se pode, embora a t\u00e9cnica o possa permitir, a vontade tem limites se quer assumir responsabilidade e garantir sustentabilidade. A \u00e9tica da responsabilidade presume uma educa\u00e7\u00e3o para a liberdade; uma educa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o instrumentalize o medo como meio de tornar o Homem male\u00e1vel e funcional no sentido das institui\u00e7\u00f5es actuais.<br \/>\nContinua em <span style=\"color: #ff0000;\">\u201c\u00c9tica da Responsabilidade pressup\u00f5e a Educa\u00e7\u00e3o para a Liberdade\u201d<\/span><br \/>\n\u00a9<strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><br \/>\nJornalista e Ex-professor de filosofia aplicada<br \/>\nwww.antonio-justo.eu<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Virtude da Toler\u00e2ncia desafia a Virtude da Coragem Por Ant\u00f3nio Justo O medo, o anseio por seguran\u00e7a, a leviandade mental s\u00e3o caracter\u00edsticos de uma sociedade em redemoinho que destr\u00f3i a personalidade e impede a reflex\u00e3o individual do cidad\u00e3o para o engavetar em padr\u00f5es sociais med\u00edocres. 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