{"id":2390,"date":"2013-01-08T13:51:07","date_gmt":"2013-01-08T12:51:07","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2390"},"modified":"2013-01-08T13:51:07","modified_gmt":"2013-01-08T12:51:07","slug":"uniao-europeia-exporta-pobreza-para-a-periferia-e-furta-lhe-a-mao-de-obra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2390","title":{"rendered":"Uni\u00e3o Europeia exporta Pobreza para a Periferia e furta-lhe a M\u00e3o-de-Obra"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>Emigrantes desesperados \u00e0 Procura do Futuro<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>A Uni\u00e3o Europeia exporta a Pobreza para a Periferia e furta-lhe a M\u00e3o-de-Obra<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<\/p>\n<p><b>\u00c0 Imigra\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria segue-se a Procura da Imigra\u00e7\u00e3o qualificada <\/b><\/p>\n<p>A Alemanha que nos anos 60 precisava de trabalhadores desqualificados para dar resposta ao milagre econ\u00f3mico alem\u00e3o necessita hoje de m\u00e3o-de-obra qualificada para as novas apostas no futuro. Outrora, com a imigra\u00e7\u00e3o carente provocou a concorr\u00eancia a n\u00edvel de classe oper\u00e1ria nacional e estrangeira, conseguindo iniciar assim um nivelamento do operariado pela base. Foi a fase da concorr\u00eancia entre as camadas baixas da sociedade. Disciplinou a classe obreira para o combate econ\u00f3mico iniciado com a globaliza\u00e7\u00e3o. Actualmente procura-se disciplinar e dominar a camada social m\u00e9dia. A luta passou a dar-se entre a camada m\u00e9dia alem\u00e3 com os seus t\u00e9cnicos e a classe m\u00e9dia estrangeira, imigrantes especialistas internacionais. Assim a Alemanha consegue manter-se como o lugar privilegiado da tecnologia e do desenvolvimento, assegurando assim para a Europa a vanguarda do progresso tecnol\u00f3gico e econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>A crise do Sul da EU beneficia os povos mais ricos que, por sua vez, desestabiliza os estados da periferia. <b>Exercita neles<\/b> <b>poss\u00edveis cen\u00e1rios de conflitos laborais e sociais de gera\u00e7\u00f5es vindouras dos actuais pa\u00edses fortes<\/b>. <b>Portugal \u00e9 o pa\u00eds que exporta m\u00e3o-de-obra mais qualificada deixando assim um buraco de menor produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/b> Estes emigrantes s\u00e3o altamente motivados e contribuem, pelo seu perfil biol\u00f3gico e curr\u00edculo para o incremento do n\u00edvel social alem\u00e3o (pa\u00edses fortes) e consequentemente para o empobrecimento do n\u00edvel social portugu\u00eas\/ da periferia. Geralmente emigram os melhores, com maior esp\u00edrito criativo e de mobilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>A Alemanha absorve 400.000 imigrantes por ano<\/b><\/p>\n<p>A Alemanha precisa dum contingente de 400.000 imigrantes por ano para equilibrar a o d\u00e9fice demogr\u00e1fico. O problema da diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o alem\u00e3 com os consequentes problemas para o pagamento de reformas futuras, seguran\u00e7a social equilibrada e pagamento das d\u00edvidas, anteriormente prognosticado por cientistas, j\u00e1 n\u00e3o mete medo devido \u00e0 crescente imigra\u00e7\u00e3o para a RFA.<\/p>\n<p>A crise do Sul beneficia os povos mais ricos para onde emigram. Segundo relata a revista \u201cmanager magazine\u201d 1\/2013 alem\u00e3 conta-se, pelo menos, com um aumento de 2,2 milh\u00f5es de habitantes na Alemanha at\u00e9 2017, e, perante a \u201ctristeza de depress\u00e3o do sul da Europa\u201d, a aflu\u00eancia podia at\u00e9 aumentar. Este ano a imigra\u00e7\u00e3o para a Alemanha j\u00e1 atingiu os 400.000; isto corresponde a duas cidades m\u00e9dias por ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Erro crasso dos Governos do Sul<\/b><\/p>\n<p>Em 2011 emigraram 44 mil portugueses. Portugal e os pa\u00edses da periferia ficam com as d\u00edvidas, com a sangria da sua juventude qualificada, com as pessoas idosas a manter e com um operariado n\u00e3o confrontado com a concorr\u00eancia oper\u00e1ria (entre firmas) mas sim com o receio entre emprego e desemprego. No s\u00e9culo passado estados nacionais compensavam a sangria, provocada pela emigra\u00e7\u00e3o, com uma maior natalidade e com as remessas dos emigrados. Nessa altura as pot\u00eancias europeias viam no incremento da imigra\u00e7\u00e3o uma esp\u00e9cie de apoio ao desenvolvimento econ\u00f3mico dos pa\u00edses pobres considerando as remessas como cr\u00e9dito para estes pa\u00edses poderem pagar as suas encomendas. Hoje esta seria uma conta errada tanto para os estados credores como para os devedores. A situa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses devedores \u00e9 tal que para poderem alimentar o povo e evitar revoltas sociais ter\u00e3o de exigir uma nova ordem econ\u00f3mica na Zona Euro. Dado os pa\u00edses fortes serem os beneficiados desta zona teria de ser criado um instrumente equilibrador das diferentes regi\u00f5es econ\u00f3micas. Os pa\u00edses economicamente fortes teriam de efectuar uma transfer\u00eancia solid\u00e1ria de dinheiros para as regi\u00f5es mais fracas. Al\u00e9m disso na Alemanha unida h\u00e1 o \u201cimposto de solidariedade\u201d que cada empregado paga para que a zona da antiga Alemanha socialista (DDR) consiga atingir o mesmo n\u00edvel de vida da antiga parte ocidental da Alemanha (BRD). Esta contribui\u00e7\u00e3o de solidariedade corresponde a 5% dos impostos que se pagam.<\/p>\n<p><b>Pelo que se observa os nossos pol\u00edticos deixam-se enganar hoje com as remessas dos emigrantes como ontem com os apoios da EU.<\/b> A m\u00e3o-de-obra especializada \u00e9 a melhor \u2018mat\u00e9ria-prima\u2019 dum pa\u00eds moderno.<\/p>\n<p>Portugal, conjuntamente com os pa\u00edses da periferia, repete hoje o mesmo erro que cometeu com a pol\u00edtica de fomento da Uni\u00e3o Europeia limitando-se a dar resposta \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es do grande capital internacional. Os governos tornaram-se nos servidores do capital internacional aplicando apenas as suas directrizes estruturais. <b>H\u00e1 por\u00e9m uma grande diferen\u00e7a entre as pequenas economias e as economias dos estados pot\u00eancias. Estes t\u00eam as pol\u00edticas aferidas \u00e0s suas elites financeiras enquanto os estados pequenos n\u00e3o t\u00eam elites financeiras capazes de estrat\u00e9gia pol\u00edtica para concorrer a n\u00edvel internacional.<\/b> A EU implementou a constru\u00e7\u00e3o das infraestruturas da periferia com avultados apoios financeiros, cr\u00e9ditos e investimentos a fundos perdidos. As grandes multinacionais europeias em parcerias com os seus estados atrav\u00e9s da pol\u00edtica da EU, conseguiram assim aproveitar-se dos fundos europeus fazendo investimentos nos respectivos pa\u00edses. Passados poucos anos as firmas abandonaram os pa\u00edses levando com elas os lucros para os investirem na competi\u00e7\u00e3o das firmas a n\u00edvel global (China, etc.). Provocaram a ru\u00edna das firmas aut\u00f3ctones rudimentares e deixaram as economias nacionais destru\u00eddas e consumidores exigentes. A colabora\u00e7\u00e3o dos Estados fortes com as suas empresas no investimento do desenvolvimento tecnol\u00f3gico faz destes estados os lugares privilegiados na renova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, a \u00fanica estrat\u00e9gia capaz de manter a supremacia sobre os pa\u00edses emergentes. A Alemanha \u00e9 a na\u00e7\u00e3o da EU mais preparada e vocacionada para dar resposta ao desafio do futuro. A cria\u00e7\u00e3o do euro n\u00e3o passa duma tentativa estrat\u00e9gica e capitalista para disciplinar a pol\u00edtica, os estados e o operariado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Remessas de 2.254,580 milh\u00f5es de Euros para Portugal em 2012<\/b><\/p>\n<p>O maior aumento de remessas em rela\u00e7\u00e3o a 2011 foi o da Alemanha que passou de 92,1 milh\u00f5es para 142,7 milh\u00f5es \u20ac; na Fran\u00e7a diminuiu de 749,8 milh\u00f5es \u20ac para 712,9 milh\u00f5es \u20ac.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo as estat\u00edsticas do Banco de Portugal as remessas dos emigrantes portugueses para Portugal atingiram, nos primeiros dez meses de 2012, os 2.254,580 milh\u00f5es de Euros. Isto s\u00e3o os n\u00fameros oficiais porque h\u00e1 muito outro dinheiro que se leva directamente para Portugal. Os pa\u00edses de maior envio foram: Fran\u00e7a 718,934 milh\u00f5es \u20ac, Su\u00ed\u00e7a 540,870 milh\u00f5es \u20ac (230mil portugueses), Angola 219,072 milh\u00f5es \u20ac (100.000 port.), Alemanha 142,732 milh\u00f5es \u20ac (92 mil port.), EUA 113,922 milh\u00f5es \u20ac, Reino Unido 107,708 milh\u00f5es (84 mil portugueses). Espanha 105,595 milh\u00f5es \u20ac (146 mil port.), Luxemburgo 62,464 milh\u00f5es \u20ac; B\u00e9lgica 42,057 milh\u00f5es \u20ac, Canad\u00e1 39,370 milh\u00f5es \u20ac.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Numa era em que os estados nacionais se dissolvem, a europeiza\u00e7\u00e3o se alarga e a instabilidade econ\u00f3mica aumenta e os emigrados n\u00e3o se sentir\u00e3o a aumentar remessas para zonas inst\u00e1veis. J\u00e1 hoje, muita dos emigrantes da velha gera\u00e7\u00e3o, que se encontra reformada, n\u00e3o se sente motivada a regressar e chega mesmo a lamentar o n\u00e3o ter investido atempadamente na na\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia em vez de o ter feito na na\u00e7\u00e3o m\u00e3e<b>. Isto nota-se principalmente nas mulheres. A nova gera\u00e7\u00e3o de emigrantes far\u00e1 uma aplica\u00e7\u00e3o mais racional que emocional das suas poupan\u00e7as.<\/b> Prevendo-se isto urge uma nova pol\u00edtica nacional e europeia.<\/p>\n<p>A actual pol\u00edtica da EU revelar-se-\u00e1 catastr\u00f3fica para o sul. Enquanto o sul sofre a Alemanha (e pa\u00edses centrais) esfrega as m\u00e3os de contente. Os imigrantes provenientes da periferia europeia s\u00e3o bem-vindos porque s\u00e3o trabalhadores qualificados e n\u00e3o causam os problemas de guetos que os imigrantes mu\u00e7ulmanos criam. <b>Para agora chegam os imigrantes da periferia e t\u00eam a vantagem de serem mais qualificados; por isso se reserva para mais tarde o fomento da angaria\u00e7\u00e3o os emigrantes da \u00c1frica do Norte, \u00c1sia, etc<\/b>. Assim n\u00e3o se precisa de prover a uma pol\u00edtica de fam\u00edlia respons\u00e1vel. <b>Em 2012 a Alemanha deu trabalho a 25.000 especialistas imigrados<\/b> <b>provindos de Espanha, Portugal e Gr\u00e9cia.<\/b> As firmas recrutam o pessoal de forma objectivada procurando engenheiros nos ramos de engenharia de constru\u00e7\u00e3o e engenharia el\u00e9trica. Recrutam os melhores absolventes das faculdades estrangeiras, tal como sempre fizeram os americanos. <b>Principalmente o sudoeste alem\u00e3o aponta para o futuro apostando na imigra\u00e7\u00e3o qualificada.<\/b> H\u00e1 ag\u00eancias especializadas no recrutamento de engenheiros e profiss\u00f5es qualificadas.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o do mercado europeu favorece os seus epicentros da economia. Assim podem com os imigrados manter as ind\u00fastrias no pa\u00eds n\u00e3o precisando de fundar sucursais nas periferias. Muitos m\u00e9dicos e engenheiros emigram tamb\u00e9m devido \u00e0 atrac\u00e7\u00e3o da estabilidade social alem\u00e3. Um aspecto interessante de algumas firmas pequenas alem\u00e3s \u00e9 o facto de se preocuparem tamb\u00e9m com o bem-estar familiar do empregado, apoiando-o, por vezes, no sentido de encontrar lugar de trabalho tamb\u00e9m para a namorada. Para a nova gera\u00e7\u00e3o de emigrantes \u00e9 muito importante a estabilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>EU actualmente ao servi\u00e7o do grande capital<\/b><\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia (EU), desde o in\u00edcio, desenvolveu uma estrat\u00e9gia de fortalecimento das suas elites financeiras atrav\u00e9s do fomento da EU e da cria\u00e7\u00e3o do Euro para elas poderem fazer frente \u00e0s elites financeiras americanas e mundiais. As na\u00e7\u00f5es fortes da Europa elaboram as suas pol\u00edticas com base em prognoses e programas econ\u00f3micos cient\u00edficas a longo prazo. Assim asseguram o bem-estar dos seus cidad\u00e3os dando resposta adequada aos problemas do seu futuro econ\u00f3mico. As na\u00e7\u00f5es mais d\u00e9beis, porque n\u00e3o t\u00eam grandes elites econ\u00f3micas, limitam-se a reagir \u00e0s macropol\u00edticas sem pensar nos verdadeiros objectivos a elas subjacentes.<\/p>\n<p>Nos anos oitenta e noventa a Alemanha seguiu uma pol\u00edtica de fortalecer as grandes empresas nacionais para estarem preparadas para o combate econ\u00f3mico da globaliza\u00e7\u00e3o; essa pol\u00edtica revelou-se nacionalmente inteligente por dar resposta ao grande problema da concorr\u00eancia com os pa\u00edses emergentes e a fortaleza da sua ind\u00fastria atrair imigrantes t\u00e9cnicos que compensam a falta de m\u00e3o-de-obra devida \u00e0 baixa natalidade (o grande problema do futuro).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p><a href=\"mailto:antoniocunhajusto@gmail.com\">antoniocunhajusto@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\">www.antonio-justo.eu<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emigrantes desesperados \u00e0 Procura do Futuro A Uni\u00e3o Europeia exporta a Pobreza para a Periferia e furta-lhe a M\u00e3o-de-Obra &nbsp; Ant\u00f3nio Justo \u00c0 Imigra\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria segue-se a Procura da Imigra\u00e7\u00e3o qualificada A Alemanha que nos anos 60 precisava de trabalhadores desqualificados para dar resposta ao milagre econ\u00f3mico alem\u00e3o necessita hoje de m\u00e3o-de-obra qualificada para as &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2390\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">Uni\u00e3o Europeia exporta Pobreza para a Periferia e furta-lhe a M\u00e3o-de-Obra<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[14,6,7],"tags":[],"class_list":["post-2390","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","category-migracao","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2390","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2390"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2390\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2391,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2390\/revisions\/2391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}