{"id":2374,"date":"2012-12-13T15:28:28","date_gmt":"2012-12-13T14:28:28","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2374"},"modified":"2012-12-13T15:28:28","modified_gmt":"2012-12-13T14:28:28","slug":"advento-do-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2374","title":{"rendered":"ADVENTO DO NATAL"},"content":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Justo<\/p>\n<p>Chegou o advento vem o Natal. Aquele tempo em que optimistas celebram e pessimistas lamentam, produzindo a harmonia das notas do Universo. Uns cantam em bemol, outros em allegretto (sustenido). Para todos \u00e9 Natal em cada dia: uns na alegria do gerar outros nas dores do parto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se n\u00e3o fosse a refer\u00eancia de Lucas no seu evangelho de que Jesus nasceu num curral de pastores com os anjos a cantar e os reis magos a visit\u00e1-lo, certamente que a ideia do pres\u00e9pio n\u00e3o se teria vulgarizado e o mundo seria mais frio. Independentemente da exactid\u00e3o hist\u00f3rica do relato, imaginem como seria frio e sombrio o m\u00eas de Dezembro, sem a festa de Natal. Lucas quer com a sua narra\u00e7\u00e3o dizer que do seu pres\u00e9pio surgir\u00e1 o amigo dos pobres (dos pastores que eram ent\u00e3o a classe mais baixa da sociedade). Das baixezas dum curral surge a luz da justi\u00e7a a preparar a paz. A f\u00e9 nesta mensagem \u00e9 o contraponto da f\u00e9 nas ac\u00e7\u00f5es da bolsa e da f\u00e9 dos milh\u00f5es que levar\u00e3o a paz apenas aos mercados financeiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Natal a vida re\u00fane-se em festa. A natureza unida toca-nos porque l\u00e1 no \u00edntimo do pres\u00e9pio, de cada um, flagra uma chama, sorri uma crian\u00e7a. Quem ama n\u00e3o est\u00e1 sozinho, encontra-se \u00e0 lareira do pres\u00e9pio onde se encontram pessoas, animais, pastores e reis sob o mesmo calor. No pres\u00e9pio do mundo, somos todos reis a seguir uma estrela, a luz do horizonte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Natal, independente do credo, celebra-se a humanidade, por isso Natal \u00e9 a festa de todos, a festa mais humana de todas as festas. Nela o mundo muda, n\u00f3s mudamos; \u00e9 natal, a vida a jorrar em tudo: Deus a tornar-se homem para podermos ser crian\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>L\u00e1 fora na pra\u00e7a a sede dum tempo novo passa. No ch\u00e3o as leis, enlameadas, tornam a pra\u00e7a escorregadia. No ar sombrio dum tempo \u00e1rido, se ergue, nas nuvens da amargura, o gralhar da dor de doentes, desempregados, desiludidos e n\u00e3o amados. As sombras invertidas. Ruinas de vida, no ch\u00e3o, estendidas. Esbo\u00e7os no ch\u00e3o, \u00e0 espera do presente da vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste dia em que nada acontecia marquei um encontro comigo. A consoada estava demorada; em casa, sozinho, descanso das compras. No recolhimento, ou\u00e7o algu\u00e9m que bate \u00e0 porta. &#8211; Quem \u00e9? &#8211; \u00c9 um Jesus fugitivo, que precisa de pausa, para descansar do estresse do dia. &#8211; A minha porta est\u00e1 aberta mas a minha casa desarrumada. &#8211; N\u00e3o importa, o que conta \u00e9 a porta aberta para poder entrar e comigo a paz. Muitos t\u00eam a porta fechada, com os meus presentes amontoados \u00e0 porta&#8230; &#8211; Como v\u00eas s\u00f3 tenho aqui umas rabanadas, uns bolos e o resto por acabar de fazer. Que desejas? \u2013 Quero amor, aquela parte de mim, que tu \u00e9s. -Eu amo e tu \u00e9s a resposta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>antoniocunhajusto@gmail.com<\/p>\n<p>www.antonio-justo.eu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Justo Chegou o advento vem o Natal. Aquele tempo em que optimistas celebram e pessimistas lamentam, produzindo a harmonia das notas do Universo. 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