{"id":2339,"date":"2012-11-07T18:48:59","date_gmt":"2012-11-07T17:48:59","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2339"},"modified":"2012-11-07T19:55:20","modified_gmt":"2012-11-07T18:55:20","slug":"portugal-nao-deve-tornar-se-no-cristo-da-europa-e-do-turbocapitalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2339","title":{"rendered":"Portugal n\u00e3o deve tornar-se o Cristo da Europa e do Turbocapitalismo"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong>Os Erros feitos por todos devem ser sanados em Comunh\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>Entre os muitos E-mails de felicita\u00e7\u00f5es pela \u201cCarta aberta de um Portugu\u00eas a \u00c2ngela Merkel\u201d houve um que via na \u201ccarta\u201d uma \u201cpostura de joelhos\u201d perante a Alemanha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portugal \u00e9 talvez, na Europa, o pa\u00eds que mantem mais vivo, no seu inconsciente, o esp\u00edrito europeu, de que foi pioneiro na \u00e9poca dos descobrimentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portugal encontra-se, de facto, ajoelhado, a n\u00edvel internacional, cumprindo uma penit\u00eancia semelhante \u00e0 que vem do pecado original mas de que se n\u00e3o pode limpar simplesmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A opini\u00e3o p\u00fablica, isto \u00e9, publicada\u00a0\u00a0 nos Media da \u201copini\u00e3o correcta\u201d europeia e em Portugal, n\u00e3o me parece adequada \u00e0 seriedade da crise que enfrentamos. Ela perturba o esp\u00edrito aberto e universal portugu\u00eas, ao afirmar-se contra atitudes de tend\u00eancia \u201cracista\u201d mas, ao mesmo tempo, dando relev\u00e2ncia ao preconceito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O problema de Portugal \u00e9 estrutural e faz parte da crise europeia. Aquilo que leva muitas pessoas a esperar por um D. Sebasti\u00e3o \u00e9 naturalmente a m\u00e1 situa\u00e7\u00e3o em que se encontram e o irracionalismo da pol\u00edtica europeia e portuguesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Naturalmente que se tivermos em conta as d\u00edvidas dos Estados europeus, Jap\u00e3o e USA, a coisa mais vi\u00e1vel ser\u00e1, um dia, a cat\u00e1strofe econ\u00f3mica de todos; em n\u00f3s (sul), o sintoma da doen\u00e7a comum \u00e9 mais vis\u00edvel e os predadores do mercado vingam-se mais ainda, na sua ca\u00e7a, nos que n\u00e3o t\u00eam pernas t\u00e3o boas para fugir.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Se<\/strong> <strong>Portugal reflectisse sobre o que lhe \u00e9 genu\u00edno (Guimar\u00e3es, Sagres, cren\u00e7a original), aquilo que o fez grande, teria ainda muito a dizer \u00e0 Europa e ao mundo. Daqui deveria partir o que urge fazer na Europa e que a poderia unir: os valores originais da cristandade (S\u00edntese do esp\u00edrito judaico, grego, romano e b\u00e1rbaro), valores humanistas universais e um cora\u00e7\u00e3o onde todo o mundo e todos os povos pulsam. Doutro modo continuar\u00e3o a espalhar-se os esp\u00edritos de antanho que tinha guarida nos castelos: o poder e o controlo!<\/strong> <strong>Temos que reconhecer que a EU ainda n\u00e3o apresenta uma verdadeira alternativa aos Estados nacionais.<\/strong> Os USE n\u00e3o se devem perder de vista!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Problema de Merkel \u00e9 ser, tamb\u00e9m ela parte do problema, um elemento ao servi\u00e7o do adiamento da cat\u00e1strofe comum, dum sistema europeu corrupto beneficiador da anonimidade e das multinacionais. <strong>Como pode um portugu\u00eas concorrer com a alta tecnologia alem\u00e3 e como ordenado dum chin\u00eas de 50 C\u00eantimos? <\/strong>Isto foi querido pelos grandes!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEm 1953, a Alemanha \u2026ficou sem dinheiro para fazer mover a atividade econ\u00f3mica do pa\u00eds &#8211; tal qual como a Gr\u00e9cia atualmente\u201d. Os pa\u00edses credores internacionais (entre eles a Gr\u00e9cia) tiveram considera\u00e7\u00e3o pelos problemas de reconstru\u00e7\u00e3o da Alemanha e facilitaram-lhe a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica mediante ren\u00fancia a parte dos cr\u00e9ditos. A Alemanha deveria ter isto em conta possibilitando aos pa\u00edses do sul capital suficiente para poderem mover a sua economia. Naturalmente, n\u00e3o se pode tornar na fiadora de todos os pa\u00edses carenciados e menos ainda em seu bode expiat\u00f3rio! <strong>Importante \u00e9 que a Alemanha seja fiadora para proveito de Portugal e n\u00e3o para que os predadores internacionais assegurem melhor o seu dinheiro, lucrando apenas eles com isso.<\/strong> Importante \u00e9 tamb\u00e9m que a balan\u00e7a econ\u00f3mica entre pa\u00edses a n\u00edvel de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o seja equilibrada, favorecendo-se uma maior importa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses deficit\u00e1rios. A Troika exige reflex\u00e3o e mudan\u00e7a mas apenas no seu sentido. A EU \u00e9 irreflectida e em muitos aspectos antieuropeia. A Alemanha investe muito mais nos imigrantes turcos do que nos imigrantes doutras nacionalidades. Investe onde v\u00ea contrapartidas econ\u00f3micas (grande mercado turco) mas neste caso privilegia precisamente aqueles que s\u00e3o contra o esp\u00edrito europeu! A mera considera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica sacrifica valores civilizacionais que depois faltam para se conseguir um consenso baseado no g\u00e9nio europeu. Acusam-se os pa\u00edses do sul de consumirem mais dinheiro do que o que produzem. Por outro lado o banco central europeu cria notas do nada para apoiar apenas os bancos e os que com eles jogam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A emigra\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria empobrece ainda mais os pa\u00edses do sul. Encontramo-nos numa fase em que as pessoas s\u00e3o preparadas para afirmarem a \u201copini\u00e3o correcta\u201d publicada e para se renderem incondicionalmente a poderes an\u00f3nimos: o fascismo com a sua promiscuidade entre Estados e capital afirma-se cada vez mais no inconsciente europeu. <strong>A n\u00edvel internacional tem-se espalhado na opini\u00e3o p\u00fablica um socialismo rasteiro, um turbocapitalismo totalit\u00e1rio aliado \u00e0 ideologia \u00e1rabe sem algu\u00e9m que apresente observa\u00e7\u00f5es razo\u00e1veis ao que acontece. O problema do futuro da Europa e de Portugal \u00e9 uma quest\u00e3o moral e de princ\u00edpios. Aqueles que nos aparecem como inimigos n\u00e3o o s\u00e3o, na realidade. N\u00f3s \u00e9 que somos demasiado fracos e permitimos que eles avancem.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os pa\u00edses do sul encontram-se num beco sem sa\u00edda. Portugal deveria recusar-se a pagar as d\u00edvidas. Os credores ao exigirem juros exagerados assumiram tamb\u00e9m o risco que qualquer fiador corre. Porqu\u00ea esta promiscuidade entre Estados e bancos? O pior que Portugal poderia fazer seria aceitar renegociar as d\u00edvidas, como fizeram impensadamente os Gregos. Atrav\u00e9s das \u00faltimas negocia\u00e7\u00f5es responsabilizaram a na\u00e7\u00e3o grega e assumiram a responsabilidade, a posteriori, tamb\u00e9m pelos causadores do desastre de que tamb\u00e9m eles s\u00e3o v\u00edtimas, coisa que n\u00e3o estava prevista nos acordos anteriores. Com os novos asseguraram os seus direitos os dinoss\u00e1urios financeiros internacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o questiono a escolha das elites, o que questiono \u00e9 a mentalidade que as envolve e o facto da generalidade dos que as escolhem se encontrarem demasiadamente condicionados e longe do acontecer econ\u00f3mico e pol\u00edtico para poderem formar opini\u00e3o \u00e0 altura do problema. A opini\u00e3o p\u00fablica corresponde \u00e0 opini\u00e3o publicada e n\u00e3o \u00e0 realidade factual!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o me ajoelho perante Merkel mas pelo que oi\u00e7o na imprensa portuguesa e agress\u00f5es latentes em muitas pessoas, preocupa-me, o esp\u00edrito que chega a atingir, por vezes, a express\u00e3o racista. Estou bem consciente de que o que acontece agora nas margens da Europa atingir\u00e1 tamb\u00e9m o centro; a intensidade da crise ser\u00e1 s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo. A irresponsabilidade como M\u00e1rio Soares e outros falam, que deveriam saber um pouco mais do que o geral da popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 preocupante; isto leva-me a apontar, em artigos de perspectivas diferentes, para a complexidade do problema.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O problema europeu, para mim, \u00e9 uma quest\u00e3o de consci\u00eancia\/identidade europeia que tem actuado sem uma \u00e9tica de base, e por isso decadente. Destr\u00f3i sistematicamente a heran\u00e7a judaico-crist\u00e3 e greco-romana em favor duma ideologia pragmatista, b\u00e1rbara, \u00a0sem tecto metaf\u00edsico que a cubra. Portugal segue a mesma onda de derrocada e de abdica\u00e7\u00e3o que a Europa segue, perdendo, deste modo, qualquer autoridade moral para chamar a aten\u00e7\u00e3o da Europa para os seus grandes ideais atrai\u00e7oados. Compreendo a queixa de Portugal mas n\u00e3o o que faz para se recuperar os valores que o tornaram grande, como civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao observar o discurso do dia-a-dia ganha-se a impress\u00e3o de que \u201ccasa em que n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o todos berram e ningu\u00e9m tem raz\u00e3o\u201d. Neste momento dif\u00edcil em que nos encontramos seria importante a activa\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia emocional para n\u00e3o cairmos no preconceito banal.<\/p>\n<p>Naturalmente que a Alemanha tem sido muito radical e unilateral nas exig\u00eancias que tem feito. <strong>A pol\u00edtica e as institui\u00e7\u00f5es europeias t\u00eam falhado e poem os custos dos erros institucionais na conta do povo e dos pa\u00edses desprotegidos.<\/strong> De facto, em nome do bem-comum, os Estados europeus encontram-se atolados pelo pr\u00f3prio paternalismo e t\u00eam aturdido o povo com a opini\u00e3o publicada; os portugueses t\u00eam aguentado corajosamente as investidas dum turbo-capitalismo radical e desumano. Quem mais se aproveitou das institui\u00e7\u00f5es e mercados comunit\u00e1rios ter\u00e1 de assumir responsabilidade e tamb\u00e9m \u00a0ceder a muitas das exig\u00eancias de pa\u00edses que se encontram na emin\u00eancia da fal\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O facto de Merkel n\u00e3o ter raz\u00e3o (por s\u00f3 adiar a derrocada em que nos encontramos), a cr\u00edtica que se lhe faz tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel. N\u00e3o se constr\u00f3i uma USE sem compromissos vinculativos. Uma cr\u00edtica a fazer-se ter\u00e1 de ser dirigida aos proteccionismos que protegem os pa\u00edses e as firmas mais fortes e destroem empresas e pa\u00edses sem capacidade investidora. Os paternalismos nacionais chegam a usar os dinheiros dos impostos para subsidiar interesses de multinacionais farmac\u00eauticas, etc. impedindo assim uma concorr\u00eancia leal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os pa\u00edses fortes subsidiam fiscalmente as suas empresas, o que pa\u00edses menos fortes n\u00e3o o fazem e isso cria uma situa\u00e7\u00e3o de desequil\u00edbrio na concorr\u00eancia das economias entre pa\u00edses. As empresas ainda rent\u00e1veis para os Estados pequenos s\u00e3o-lhe tiradas em nome duma privatiza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 leal dado vir encher apenas os bolsos dos predadores do alheio. Destr\u00f3i-se assim a classe m\u00e9dia e a colectividade. A legalidade em que se baseia a EU com a sua Troika est\u00e1 ao servi\u00e7o da imoralidade de elites an\u00f3nimas que engordam \u00e0 custa do mal que fazem a outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pa\u00edses em perigo de fal\u00eancia pensam que se a Europa alterasse os crit\u00e9rios de converg\u00eancia de d\u00e9fice de 3% para 5%, relativamente aos crit\u00e9rios de converg\u00eancia, resolveriam metade do problema! Isto por\u00e9m concederia uma vantagem tamb\u00e9m aos povos mais fortes e apressaria a derrocada conjunta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portugal para voltar a ter o brilho do Ocidente em quest\u00f5es de g\u00e9nio e de identidade ocidental ter\u00e1 de abandonar o jacobinismo de que se infectou com a revolu\u00e7\u00e3o francesa, ter\u00e1 que trabalhar de maneira a produzir o suficiente para se alimentar sem precisar de recorrer continuamente \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o usada como credora (com remessas) de uma sociedade que vive acima das suas possibilidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O esp\u00edrito portugu\u00eas assim como nasceu das gentes galaico-portuguesas do norte, tamb\u00e9m morrer\u00e1 com elas. Os ventos de Bruxelas e de Lisboa t\u00eam-se revelado contra o g\u00e9nio portugu\u00eas!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p><a href=\"mailto:antoniocunhajusto@gmail.com\">antoniocunhajusto@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\">www.antonio-justo.eu<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Erros feitos por todos devem ser sanados em Comunh\u00e3o Ant\u00f3nio Justo Entre os muitos E-mails de felicita\u00e7\u00f5es pela \u201cCarta aberta de um Portugu\u00eas a \u00c2ngela Merkel\u201d houve um que via na \u201ccarta\u201d uma \u201cpostura de joelhos\u201d perante a Alemanha. &nbsp; Portugal \u00e9 talvez, na Europa, o pa\u00eds que mantem mais vivo, no seu inconsciente, &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2339\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">Portugal n\u00e3o deve tornar-se o Cristo da Europa e do Turbocapitalismo<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[14,4,7],"tags":[],"class_list":["post-2339","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","category-educacao","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2339","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2339"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2339\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2341,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2339\/revisions\/2341"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2339"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2339"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2339"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}