{"id":2332,"date":"2012-10-26T14:11:23","date_gmt":"2012-10-26T13:11:23","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2332"},"modified":"2012-10-26T14:11:23","modified_gmt":"2012-10-26T13:11:23","slug":"portugal-entre-o-colapso-financeiro-sem-a-troika-e-a-ruina-com-ela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2332","title":{"rendered":"Portugal entre o Colapso financeiro sem a Troika e a Ruina com ela"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong>Estados fortes e Plutocracia contra Estados d\u00e9beis e Pobres<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Recuperar a Honra de Portugal <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>\u201cTemos uma mentira institucionalizada no pa\u00eds\u2026 que n\u00e3o deixa que as coisas tenham a pureza que deviam ter&#8221; \u201d, diz o general Pires Veloso. Quando, os bem alimentados da na\u00e7\u00e3o, se atrevem j\u00e1 a falar assim \u00e9 mesmo grave o estado da na\u00e7\u00e3o e justificada a insatisfa\u00e7\u00e3o. <strong>O actual regime democr\u00e1tico, mais que fruto do desejo de liberdade e de bem comum, foi cinicamente constru\u00eddo amoralmente e baseado na manipula\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que permitiu muitos \u201ciluminados\u201d arrogantes apoderarem-se do Estado, e manter o povo na submiss\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o sombria mas risonha.<\/strong> Pessoas corruptas, com o apoio militar, instauram um estado corrupto, sem raz\u00e3o cr\u00edtica, sob o pretexto dos abrilistas serem os libertadores de Portugal. Sanearam Portugal \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a! O povo, atrai\u00e7oado pelas elites conservadoras e pelos oportunistas engravatados da ocasi\u00e3o, deixou-se enganar e agora acorda molhado. O maior roubo que se pode fazer a um pa\u00eds \u00e9 tirar-lhe a esperan\u00e7a, a autoconfian\u00e7a e a dignidade. Constru\u00edmos uma democracia duvidosa em que pol\u00edticos n\u00e3o s\u00e3o responsabilizados pelo seu mau comportamento mas o cidad\u00e3o sim. As ideologias e os interesses pessoais e de coutos sobrepuseram-se aos de povo e na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Urge sanear o Pa\u00eds desde o Estado \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A atitude do ministro Nuno Crato, mandando reavaliar todas as licenciaturas que foram atribu\u00eddas com recurso \u00e0 credita\u00e7\u00e3o profissional, deveria ser um primeiro passo no saneamento do Estado no sentido de desinstitucionalizar a corrup\u00e7\u00e3o; deveria passar-se a rever tamb\u00e9m as medidas que possibilitam tal credita\u00e7\u00e3o. O trabalho seria colossal porque teria de chegar tamb\u00e9m aos diferentes \u00f3rg\u00e3os de Estado e a uma revis\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o portuguesa, nascida sob ausp\u00edcios ideol\u00f3gicos e partid\u00e1rios! O resto \u00e9 s\u00f3 maculatura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O saneamento da na\u00e7\u00e3o implicaria coragem e vontade para o abandono de regalias adquiridas na base de legisla\u00e7\u00f5es nep\u00f3ticas (favoritismo!) e de ac\u00e7\u00f5es como as de for\u00e7as de press\u00e3o orientadas apenas pela gan\u00e2ncia \u00e0 custa da destrui\u00e7\u00e3o da economia nacional, tal como acontece com a greve dos maquinistas e outras. Um pa\u00eds que orienta a sua ac\u00e7\u00e3o na base de aquisi\u00e7\u00e3o de regalias mata de in\u00edcio a solidariedade e destr\u00f3i-se a si mesmo impossibilitando a governa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 muitos portugueses que anseiam pela revolu\u00e7\u00e3o, esperando que a rebeli\u00e3o comece em Espanha.<\/strong> Os alem\u00e3es, os franceses e os Ingleses temem a instabilidade do Euro; mais que a desgra\u00e7a da Gr\u00e9cia ou de Portugal, preocupa-os sobremaneira a insatisfa\u00e7\u00e3o popular incontida duma Espanha ou duma It\u00e1lia. As consequ\u00eancias para o projecto EU (Euro) seriam catastr\u00f3ficas. Por enquanto entretemo-nos com a periferia; com o tempo tamb\u00e9m a Fran\u00e7a passar\u00e1 a entrar na dan\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma Alemanha que exige conten\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica aos pa\u00edses menos fortes como Gr\u00e9cia, Portugal, Espanha e It\u00e1lia, continua a endividar-se apesar duma economia florescente. Endividando-se aposta j\u00e1 na infla\u00e7\u00e3o que aos outros n\u00e3o \u00e9 permitida devido a um Euro de v\u00e1rias velocidades! (A RFA, no seu or\u00e7amento federal para 2013 prev\u00ea, nos seus gastos totais, 33,3 bilh\u00f5es com a d\u00edvida federal que ocupa o terceiro lugar, depois da defesa tamb\u00e9m com 33,3 bilh\u00f5es e dos gastos no \u00e2mbito laboral e social com 118,7 bilh\u00f5es). No que respeita a endividamento para empr\u00e9stimo, o Estado alem\u00e3o n\u00e3o tem dificuldade com isso, porque ganha com a diferen\u00e7a do cr\u00e9dito (pede dinheiro emprestado a 2% e empresta-o a 6% ou mais). Por outro lado o banco central europeu empresta dinheiro aos bancos a 1% em vez de o emprestar directamente aos Estados deficit\u00e1rios, favorecendo assim a usura dos bancos que depois concedem cr\u00e9ditos a terceiros a pre\u00e7o especulativos. <strong>N\u00e3o ser\u00e1 que no caso duma reforma monet\u00e1ria quem mais sofrer\u00e1 ser\u00e1 quem mais poupou?<\/strong> O Jap\u00e3o e os USA n\u00e3o se encontram em melhor situa\u00e7\u00e3o que a EU. S\u00f3 que o d\u00f3lar \u00e9 suportado mundialmente, podendo os USA produzir bilh\u00f5es de notas por m\u00eas sem que o mundo berre, ao contr\u00e1rio do que faz com a Europa. \u00c9 que a Europa apesar das diferen\u00e7as gritantes ainda reserva um bom \u00f3bolo para os desfavorecidos do sistema e da natureza e isso desagrada aos tubar\u00f5es do mercado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Povo v\u00edtima de Institui\u00e7\u00f5es corruptas e da pr\u00f3pria Apatia<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis pelo colapso econ\u00f3mico n\u00e3o s\u00e3o chamados \u00e0 responsabilidade pelo Estado portugu\u00eas que, ao contr\u00e1rio do que acontece na Isl\u00e2ndia, assalta a carteira do povo, poupando a dos que se encheram. Facto \u00e9 que <strong>o povo portugu\u00eas foi v\u00edtima dos governos de Portugal e da especula\u00e7\u00e3o financeira internacional. <\/strong>O apoio da EU (Uni\u00e3o Europeia) e a concess\u00e3o de cr\u00e9ditos aos pa\u00edses pobres parece ter sido para estes poderem fazer compras aos pa\u00edses ricos e ao mesmo tempo terem a oportunidade de beneficiarem as grandes empresas para a competi\u00e7\u00e3o internacional da nova realidade global (turbo-capitalismo). \u201cConfiaram\u201d na capacidade pol\u00edtica e financeira dos pol\u00edticos estatais e<strong> agora vem a Troika, controlar a na\u00e7\u00e3o sem se interessar pelo Estado nem para onde foi o dinheiro. <\/strong>Como precisam dos seus mercen\u00e1rios governamentais para executarem as suas exig\u00eancias n\u00e3o lhes tocam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os povos da periferia, com uma elite pol\u00edtica n\u00e3o habituada a deitar contas \u00e0 vida, deixaram-se iludir com promessas e hist\u00f3rias de para\u00edsos tur\u00edsticos, etc. <strong>Esta elite, \u201ccomprada\u201d, com postos e ordenados especulativos internacionais, permitiu a destrui\u00e7\u00e3o das pescas, agriculturas, t\u00eaxteis e das pequenas e m\u00e9dias empresas da na\u00e7\u00e3o;<\/strong> <strong>pior ainda, concretizam, ainda hoje com zelo, medidas europeias tendentes a destruir as regi\u00f5es e os seus produtos espec\u00edficos em benef\u00edcio das grandes multinacionais estrangeiras e de latifundi\u00e1rios<\/strong>. Agora que a periferia (Gr\u00e9cia, Espanha, Portugal, It\u00e1lia, etc.) se encontra na dependura especula-se no centro da Europa, se n\u00e3o seria melhor estes Estados optarem pela antiga moeda para melhor regularem o pr\u00f3prio mercado, ou se n\u00e3o ser\u00e1 melhor um euro \u201cduro\u201d e um euro \u201cmacio\u201d! Tudo desculpa para manter o terreno conquistado!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As multinacionais receberam parte dos apoios da EU, destru\u00edram as pequenas e m\u00e9dias empresas e foram-se embora deixando os consumidores dependentes da importa\u00e7\u00e3o que essas mesmas firmas agora servem, a partir do estrangeiro. Um enredamento bem perpetrado! O chanceler Helmut Kohl preparou as grandes empresas para a concorr\u00eancia internacional e o chanceler Schroeder a\u00e7aimou o operariado para a concorr\u00eancia com o operariado exterior&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As na\u00e7\u00f5es ricas, cada vez mais ricas ainda, criaram nelas tamb\u00e9m uma pobreza cada vez mais \u00e0 medida da pobreza da periferia. A introdu\u00e7\u00e3o do Euro correspondeu ao abandono da economia social tradicional em favor dum liberalismo econ\u00f3mico americano (anglo-sax\u00f3nico), tendente a criar os Estados Unidos da Europa \u00e0 medida dos USA.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Porque h\u00e1-de pagar a crise quem n\u00e3o tem dinheiro? Porque n\u00e3o se p\u00f5em os mais ricos a contribuir para se resolver a crise? Estes j\u00e1 n\u00e3o trazem benef\u00edcio para o Estado, numa fase em que o capitalismo comunista de Estado (China) tem poder econ\u00f3mico e pol\u00edtico para aniquilar o capitalismo de cunho privado (de multinacionais internacionais). <strong>Os magnates do dinheiro e as na\u00e7\u00f5es mais fortes t\u00eam-se permitido humilhar os povos da periferia porque ainda notam que estes se mant\u00eam ordeiros. <\/strong>A situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 a tornar-se t\u00e3o s\u00e9ria que s\u00f3 uma revolta popular s\u00e9ria poder\u00e1 levar muitos representantes do povo (pol\u00edticos mercen\u00e1rios) a arredar de caminho, porque <strong>a credibilidade internacional destes s\u00f3 vale na medida em que conseguem manter o pr\u00f3prio povo sem a revolta.<\/strong> A n\u00e3o ser que se aceite o surgir de grupos radicais no Ocidente \u00e0 imagem dos grupos Al Qaida (sistema de guerrilha!).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os que se assenhorearam do Estado portugu\u00eas (revolu\u00e7\u00e3o de Abril no seu aspecto de assalto \u00e0s institui\u00e7\u00f5es) come\u00e7aram por, da sua janela, anunciar o poder e a liberdade para o povo e por roubar-lho pela porta traseira! A fus\u00e3o de interesses mafiosos entre pol\u00edticos, institui\u00e7\u00f5es, administradores de empresas p\u00fablicas e conluio com a justi\u00e7a inviabiliza um Portugal honrado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Chegou a hora da mudan\u00e7a (convers\u00e3o) ou da revolu\u00e7\u00e3o! Como podem ricos e pol\u00edticos dormir, quando h\u00e1 j\u00e1 gente com fome! Ser\u00e1 que a globaliza\u00e7\u00e3o, a EU ter\u00e1 de acontecer \u00e0 custa da fome. A Europa conseguiu a paz acabando com a fome; agora, que a fome vem, prepara-se a guerra. O povo come\u00e7a a perceber que os seus governos t\u00eam os seus interesses salvaguardados sob a capa dum Estado \u201cpadrasto\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o est\u00e1 tanto na escolha de alternativas mas na mudan\u00e7a de mentalidade das elites governamentais (partid\u00e1rias) que nos t\u00eam governado e administrado e dum povo habituado a dan\u00e7ar ao ritmo duma m\u00fasica tocada por outros. <strong>N\u00e3o tempos tido governos nem partidos com capacidade para administrar um Estado e menos ainda uma na\u00e7\u00e3o. Os mesmos parlamentos que levaram o pa\u00eds \u00e0 ruina perderam a autoridade para governar Portugal e a Troika que o governa agora n\u00e3o est\u00e1 interessada nem no povo nem na na\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resta ao povo a metanoia, n\u00e3o comprar produtos estrangeiros e chamar o Estado e os gestores financeiros ao rego da na\u00e7\u00e3o. <\/strong>Estes por\u00e9m sabem que o povo, como a crian\u00e7a, s\u00f3 berra e n\u00e3o actua. Daqui a falta de esperan\u00e7a com a agravante de que a reconcilia\u00e7\u00e3o do povo com o seu Estado significaria mais uma vez abnega\u00e7\u00e3o.<strong> As pessoas s\u00e9rias do Estado deveriam proceder a um saneamento do Estado e das leis que protegem os que vivem encostados a ele. S\u00f3 assim poderiam os administradores da mis\u00e9ria readquirir a honra perdida para Portugal poder voltar a cantar \u201cHer\u00f3is do mar\u201d e da terra tamb\u00e9m!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p>antoniocunhajusto@gmail.com<\/p>\n<p>www.antonio-justo.eu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estados fortes e Plutocracia contra Estados d\u00e9beis e Pobres Recuperar a Honra de Portugal Ant\u00f3nio Justo \u201cTemos uma mentira institucionalizada no pa\u00eds\u2026 que n\u00e3o deixa que as coisas tenham a pureza que deviam ter&#8221; \u201d, diz o general Pires Veloso. 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