{"id":2328,"date":"2012-10-19T14:12:54","date_gmt":"2012-10-19T13:12:54","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2328"},"modified":"2012-10-20T11:12:55","modified_gmt":"2012-10-20T10:12:55","slug":"depressoes-bipolares-e-depressoes-unipolares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2328","title":{"rendered":"DEPRESS\u00d5ES  BIPOLARES E DEPRESS\u00d5ES UNIPOLARES"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>N\u00e3o h\u00e1 Raz\u00e3o para se envergonhar<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>Uma pessoa diagnosticada com depress\u00e3o unipolar, depress\u00e3o bipolar, burn-out, borderline, ou outra doen\u00e7a, n\u00e3o deve ser colocada na gaveta do preconceito. Deve ter-se muito em conta que o paciente \u00e9 uma pessoa como outra qualquer e com direito a ser tratado n\u00e3o como doente, mas como os considerados \u201cnormais\u201d, com todo o respeito, dignidade e considera\u00e7\u00e3o. De facto n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que seja cem por cento s\u00e3o. <strong>Todos temos alguma \u201ctelha\u201d e se pensamos n\u00e3o t\u00ea-la, ainda pior: isso significa que ainda n\u00e3o a descobrimos e quem sofre com ela s\u00e3o os outros.<\/strong> A pessoa faz parte da natureza com momentos est\u00e1veis e com outros menos est\u00e1veis; como a natureza, trazemos em n\u00f3s as altas e baixas press\u00f5es psicol\u00f3gicas que originam dias soalheiros e chuvosos. Fazemos parte dum globo com diferentes zonas clim\u00e1tica, ideias e ideologias. H\u00e1 pessoas com regi\u00f5es de alma mais inst\u00e1veis com tsunamis, tempestades incontrol\u00e1veis. Neste estado h\u00e1 que ir ao psiquiatra para conseguir estabilizar o pr\u00f3prio clima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No meio de tudo isto h\u00e1 um problema grande que \u00e9 o pr\u00f3prio preconceito e o preconceito dos outros no que toca \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As depress\u00f5es unipolares tornaram-se entretanto socialmente mais aceites; especialmente o burn-out (esgotamento), adquirido pelo demasiado estresse, por se ter trabalhado demais e por n\u00e3o se ter poupado, indo mais al\u00e9m do que as pr\u00f3prias energias permitiam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mundialmente, cada vez mais pessoas sofrem de depress\u00f5es unipolares. Depress\u00f5es unipolares s\u00e3o as depress\u00f5es em que as pessoas s\u00f3 sofrem de disposi\u00e7\u00f5es depressivas enquanto nas depress\u00f5es bipolares as pessoas sofrem de fases de depress\u00e3o e de fases de euforia. Estas s\u00e3o mais raras e menos aceites pela sociedade. H\u00e1 entretanto grandes diferen\u00e7as de express\u00e3o de depress\u00e3o e de grau de bipolaridade. <strong>Pessoas com depress\u00f5es unipolares chegam a sofrer mais do que pessoas com depress\u00f5es bipolares porque aquelas s\u00f3 t\u00eam fases depressivas. <\/strong>Naturalmente, tudo depende do grau da depress\u00e3o que pode ser leve, m\u00e9dia ou grave. O estado grave de depress\u00e3o \u00e9 descrito por doentes como o &#8220;inferno na terra&#8221;. Naturalmente tamb\u00e9m bipolares, nas fases de depress\u00e3o, podem chegar a tais estados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No dia-a-dia as pessoas de conv\u00edvio com pessoas bipolares t\u00eam a tend\u00eancia a verem em tudo que os pacientes fazem ou dizem como resultado da doen\u00e7a. Isto dificulta a disponibilidade do bipolar em reconhecer a bipolaridade. Todos n\u00f3s temos caracter\u00edsticas doentes e saud\u00e1veis. O alto grau de intelig\u00eancia, de charme e brilho que muitos bipolares t\u00eam, s\u00f3 em parte ter\u00e1 a ver com a perturba\u00e7\u00e3o. O doente bipolar nota facilmente, quando est\u00e1 na fase de depress\u00e3o, porque sofre (nesta fase \u00e9 f\u00e1cil reconhecer a doen\u00e7a). Sente-se, por\u00e9m, muito bem na fase euf\u00f3rica, n\u00e3o sentindo o patol\u00f3gico dela; reconhece a pr\u00f3pria personalidade nela, considerando a fase depressiva, estranha \u00e0 sua natureza, o que torna dif\u00edcil o reconhecimento da pr\u00f3pria doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem convive com uma pessoa unipolar ou bipolar, na sua fase depressiva, deve ter em conta que ela, por vezes, fica incapacitada de agir e de tomar iniciativa; muitas vezes tenta mas n\u00e3o consegue. Por isso o paciente precisa muito do acompanhamento e apoio de pessoa \u00edntima para que aquele aceite o que ela diz e cumpra com a medica\u00e7\u00e3o. Muitas vezes o bipolar aceita tomar a medica\u00e7\u00e3o (estabilizadores de humor) na fase depressiva (fase desagrad\u00e1vel de sofrimento) mas quer interromp\u00ea-la na fase euf\u00f3rica (de felicidade). Na fase depressiva, \u00e0s vezes, o paciente bipolar (tal como acontece com doentes de borderline) tende a ver a causa da sua infelicidade fora de si, criticando extremamente um pseudo-advers\u00e1rio que \u00e9 responsabilizado pela sua situa\u00e7\u00e3o e sofrimento. Na fase euf\u00f3rica sente-se entusiasmado, fala muito, saboreando a sua genialidade e o seu aspecto excepcional e original, mas confundindo, muitas vezes, a fantasia com a realidade. Tamb\u00e9m chaga a ter prazer em fazer o destrutivo jogando com o risco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Muitas vezes o psiquiatra diagnostica uma depress\u00e3o unipolar em vez duma bipolar porque o paciente s\u00f3 se dirige a ele na fase de depress\u00e3o unipolar sem mostrar as caracter\u00edsticas da fase euf\u00f3rica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A oscila\u00e7\u00e3o de humor e das fases de maior ou menor ac\u00e7\u00e3o pode, a n\u00edvel social e individual, ser gerida de maneira a n\u00e3o se prejudicar a si nem aos outros. Se a doen\u00e7a ajuda a pessoa na sua vida social laboral e art\u00edstica \u00e9 uma quest\u00e3o de gest\u00e3o pessoal se n\u00e3o interferem negativamente com terceiros. H\u00e1 muitas pessoas, que se n\u00e3o tivesse sido a doen\u00e7a, n\u00e3o teriam atingido a celebridade que atingiram: Fernando Pessoa, Hermann Hesse, Sigmund Freud, Victor Hugo, Winston Churchill, Wolfgang Amadeus Mozart, Charles Chaplin, Napole\u00e3o Bonaparte, Abraham Lincoln, Elvis Presley, Woody Allen, e milhentos outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A criatividade de grandes artistas e personalidades mundiais foi, muitas vezes, alimentada pela doen\u00e7a bipolar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Escrevo este artigo na continua\u00e7\u00e3o doutros textos \u201cDist\u00farbio Bipolar ou Transtorno Bipolar\u201d <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1428\">https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1428<\/a> e \u201cDist\u00farbio Bipolar\u201d \u00a0<a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1200&amp;cpage=1#comment-20291\">https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1200&amp;cpage=1#comment-20291<\/a>, para complementar aspectos tratados e coment\u00e1rios a eles feitos, e s\u00f3 com o sentido de ajudar. O motivo que me levou a escrever sobre isto foi o facto de conhecer grandes amigos que tinham esta doen\u00e7a e que viviam, por vezes, uma vida dupla de sofrimento a n\u00edvel privado e de alegria a n\u00edvel exterior.<\/p>\n<p>S\u00f3 nos podemos ajudar a n\u00f3s mesmos ajudando os outros! Mas n\u00f3s tamb\u00e9m fazemos parte do outro!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aqui na Alemanha h\u00e1 muitos grupos de auto-ajuda e em Portugal e no Brasil tamb\u00e9m. Muitos s\u00e3o gratuitos, havendo outros em que se paga um contributo para despesas com programas pr\u00f3prios. No Porto h\u00e1 um grupo com o apoio duma m\u00e9dica especialista em depress\u00f5es unipolares e bipolares: <a href=\"http:\/\/www.adeb.pt\/\">http:\/\/www.adeb.pt\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se a doen\u00e7a for demasiado forte, chega a bloquear a pessoa. A fase depressiva pode matar a criatividade ou tornar a pessoa incapaz de se expressar artisticamente, por grandes fases. Importante \u00e9 estar com eles porque sofrem muito embora n\u00e3o pare\u00e7a. Os amigos s\u00e3o muito importantes e uma f\u00e9 forte tamb\u00e9m. O di\u00e1logo na intimidade com Deus, ou com o universo, torna-se libertador e ajuda a tirar o gosto de azedo que a vida, por vezes, tem.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Quem tem a doen\u00e7a deve procurar assumi-la, n\u00e3o tendo vergonha de a ter. A vida dos chamados \u201cnormais\u201d \u00e9, muitas vezes, mais \u201cdoente\u201d ainda, que a daqueles que a normalidade considera doente. A esta, falta-lhes, por vezes, um pouco da sensibilidade que aqueles parecem ter a mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"mailto:antoniocunhajusto@gmail.com\">antoniocunhajusto@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\">www.antonio-justo.eu<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o h\u00e1 Raz\u00e3o para se envergonhar Ant\u00f3nio Justo Uma pessoa diagnosticada com depress\u00e3o unipolar, depress\u00e3o bipolar, burn-out, borderline, ou outra doen\u00e7a, n\u00e3o deve ser colocada na gaveta do preconceito. 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