{"id":2326,"date":"2012-10-16T15:08:29","date_gmt":"2012-10-16T14:08:29","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2326"},"modified":"2012-10-16T15:08:29","modified_gmt":"2012-10-16T14:08:29","slug":"alimentacao-ecologica-%e2%80%93-um-servico-a-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2326","title":{"rendered":"Alimenta\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica \u2013 Um Servi\u00e7o \u00e0 Humanidade"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>Hoje celebra-se o dia mundial da alimenta\u00e7\u00e3o. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) submeteu a comemora\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o, deste ano, ao tema \u201cCooperativas agr\u00edcolas alimentam o mundo\u201d. Este constitui um pau de dois bicos se atendermos ao facto de muitas multinacionais ditarem os pre\u00e7os dos produtos agr\u00edcolas a cooperativas locais agr\u00edcolas, chegando at\u00e9 a for\u00e7a-las indirectamente a comprar-lhes as sementes e at\u00e9 pesticidas e adubos. Os arrendamento Leasing (loca\u00e7\u00f5es) torna-se problem\u00e1tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O direito a uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e equilibrada, num mundo j\u00e1 com 7 bilh\u00f5es de habitantes, \u00e9 tarefa dif\u00edcil num tipo de sociedade cada vez mais centrado em grandes cidades.<\/p>\n<p>O lema \u201cCooperativas agr\u00edcolas alimentam o mundo\u201d seria muito de saudar se acompanhado duma pol\u00edtica descentralizadora da produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos alimentares; isto \u00e9, se se fomentasse mais a produ\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e os bi\u00f3topos locais e regionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Facto \u00e9 que no mundo existem praticamente apenas 10 monopolistas que dominam o mercado mundial da alimenta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o as seguintes multinacionais: Nestl\u00e9, Kraft, Pepsico, P&amp;G, Kelloggs, MARS, J, Unilever, JonsonJonson e CocaCola.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Monopolistas destroem a Paisagem e os pequenos Lavradores<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o fortalecimento dos monopolistas e consequente redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o em poucas m\u00e3os, assiste-se tamb\u00e9m ao aumento das monoculturas e \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o de oferta de produtos e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o dos pequenos agricultores. Para se fortalecer os monopolistas os l\u00f3bis criam at\u00e9 leis sobre as medidas comerci\u00e1veis da banana, da ma\u00e7a, etc., para que as de tamanho mais reduzido e menos \u201cluzidio\u201d sejam impedidas, destruindo-se, assim, o pequeno lavrador e aqueles que n\u00e3o usam pesticidas. Os monop\u00f3lios agr\u00e1rios v\u00e3o contra a diversidade de produtos agr\u00edcolas, sendo dif\u00edcil de avaliar as consequ\u00eancias para a sa\u00fade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De facto, tamb\u00e9m dez multinacionais dominam tr\u00eas quartos do mercado das sementes. Monsanto (USA) domina 27% do mercado mundial. DuPont (USA) e Syngenta (CH), produzem tamb\u00e9m pesticidas. (Cf. <a href=\"http:\/\/www.saatgutfonds.de\">www.saatgutfonds.de<\/a>). Assim as multinacionais, entrela\u00e7adas entre elas determinam o produto agr\u00edcola a comercializar e at\u00e9 a fornecimento do adubo e pesticida a utilizar..<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A industrializa\u00e7\u00e3o da agricultura, concentrada em poucas firmas, leva tamb\u00e9m \u00e0 monocultura destruindo assim a individualidade da paisagem, amea\u00e7ando o sistema ecol\u00f3gico. <strong>Uma investiga\u00e7\u00e3o da Universidade Mochigan 2007 revela que se se procedesse \u00e0 convers\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o mundial de alimentos, em vigor, em agricultura biol\u00f3gica, verificar-se-ia um aumento na produ\u00e7\u00e3o de alimentos em 50%, o que corresponderia a 4381 quilocalorias por pessoa e por dia.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o (reprodu\u00e7\u00e3o) de sementes ecol\u00f3gicas protegeria a variedade de produtos vegetais e contribuiria para que os pequenos lavradores do interior se afirmassem n\u00e3o precisando de emigrar. As multinacionais fomentam apenas a produ\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies (sementes) que necessitam de fertilizantes artificiais e pesticidas para terem boas produ\u00e7\u00f5es e aumentarem os lucros especulativos. Na competi\u00e7\u00e3o da manipula\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica seria importante que os Estados se preocupassem em colaborar com universidades na produ\u00e7\u00e3o de novas variedades de sementes adaptadas \u00e0 mundivis\u00e3o ecol\u00f3gica. Por enquanto, a compra de produtos biol\u00f3gicos ainda \u00e9 um luxo, dado estes custarem, pelo menos, o dobro dos produtos agr\u00edcolas industriais. Os monopolistas fomentam a cria\u00e7\u00e3o de verdadeiros campos de concentra\u00e7\u00e3o de galinhas, porcos, etc. e roteamento de florestas. A humanidade ainda n\u00e3o chegou ao consumo alimentar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para se comer de consci\u00eancia tranquila n\u00e3o chega um tratamento humano dos animais segundo as esp\u00e9cies a consumir. Al\u00e9m doutros aspectos, \u00e9 preciso ter-se em conta o emprego da penicilina e hormonas no tratamento dos animais. A consequ\u00eancia do consumo de produtos, com tais ingredientes, v\u00ea-se j\u00e1 nas pessoas que cada vez se tornam maiores; h\u00e1 consequ\u00eancias que s\u00f3 podem ser observadas passadas v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es. Teologicamente poder-se-ia dizer que a Reden\u00e7\u00e3o de Cristo tamb\u00e9m se deu para os animais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois da segunda guerra mundial desenvolveram-se as monoculturas com a industrializa\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o com a cria\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies h\u00edbridas. Assiste-se a um \u00eaxodo das fam\u00edlias do campo para as cidades. Neste ambiente os monstros da economia cada vez se afirmam mais contra os bi\u00f3topos naturais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O consumo de recursos para produzir um quilo de carne \u00e9 hoje quatro vezes mais do que o que se precisaria para a produ\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o com cereais. A importa\u00e7\u00e3o de soja para alimentar os animais destr\u00f3i a floresta amaz\u00f3nica da am\u00e9rica do sul.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A aberra\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio est\u00e1 tamb\u00e9m no facto da ind\u00fastria e com\u00e9rcio alimentar se encontrarem nas m\u00e3os de accionistas que ganham imenso com a especula\u00e7\u00e3o de produtos alimentares. Um efeito colateral do grande neg\u00f3cio pode ver-se tamb\u00e9m no facto da produ\u00e7\u00e3o dos peitos de frangos se reservar para a Europa rica sendo os restos exportados para \u00c1frica, a pre\u00e7os naturalmente baixos, destruindo, deste modo, os mercados locais africanos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Urge criar uma nova ordem econ\u00f3mica de com\u00e9rcio justa e humana, especialmente no que respeita \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de alimentos. O consumidor tem o poder de reduzir o consumo de carne e optar por produtos regionais, por amor ao solo, aos animais, \u00e0s \u00e1guas e ao ar. S\u00f3 o consumidor poder\u00e1, atrav\u00e9s duma compra consciente, contribuir para se mudar o sistema da concorr\u00eancia actual num sistema de coopera\u00e7\u00e3o a favor do bem-comum.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>antoniocunhajusto@gmail.com<\/p>\n<p>www.antonio-justo.eu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o Ant\u00f3nio Justo Hoje celebra-se o dia mundial da alimenta\u00e7\u00e3o. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) submeteu a comemora\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o, deste ano, ao tema \u201cCooperativas agr\u00edcolas alimentam o mundo\u201d. 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