{"id":2223,"date":"2012-04-24T19:43:53","date_gmt":"2012-04-24T18:43:53","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2223"},"modified":"2012-04-25T09:15:10","modified_gmt":"2012-04-25T08:15:10","slug":"militares-de-abril-querem-sair-de-novo-para-a-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2223","title":{"rendered":"&#8220;Militares de Abril&#8221; boicotam Comemora\u00e7\u00f5es Oficiais do 25 de Abril"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>MILITARES DE ABRIL QUEREM SAIR DE NOVO PARA A RUA Protagonismo pol\u00edtico camuflado na A25A <\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>A \u201cAssocia\u00e7\u00e3o 25 de Abril\u201d (A25A) fiel \u00e0 ideologia inicial do seu \u201cAbril n\u00e3o desarma\u201d declara que <strong>\u201cn\u00e3o participar\u00e1 nos actos oficiais nacionais<\/strong> evocativos do 38.\u00ba anivers\u00e1rio do 25 de Abril\u201d mas sim em comemora\u00e7\u00f5es populares; isto traduzido em texto claro significa: <strong>participar\u00e1 em comemora\u00e7\u00f5es arruaceiras<\/strong>. A A25A quer ver os seus militares abrilistas na rua a fazer barulho antes que sejam chamados a responsabilidades de ac\u00e7\u00f5es antipatri\u00f3ticas outrora praticadas. Nestes festejos, a sociedade portuguesa deve estar atenta n\u00e3o s\u00f3 aos que comemoram a oficialidade como tamb\u00e9m aos mais populistas, aos que agora afirmam ser \u201cconscientes das obriga\u00e7\u00f5es patri\u00f3ticas que a nossa condi\u00e7\u00e3o de Militares de Abril nos imp\u00f5e\u2026\u201d, aos que, oportunamente abandonam as bancadas, como faz agora Soares. S\u00f3 assim, os portugueses poder\u00e3o concluir do conluio entre irresponsabilidade pol\u00edtica e popular para se poder tornar imune contra o oportunismo da ideologia e da rect\u00f3rica alienante.<\/p>\n<p><strong>Aproveitando-se do mal-estar portugu\u00eas, a A25A torna-se porta-voz de recalcados anseios dos seus \u201cMilitares de Abril\u201d por um novo Golpe Militar.<\/strong> <strong>A A25A apoia descaradamente a op\u00e7\u00e3o militarista como solu\u00e7\u00e3o para os problemas de Portugal, como se Portugal fosse uma rep\u00fablica das bananas interessada na solu\u00e7\u00e3o \u00e1rabe para Portugal. De facto, a A25A, no seu manifesto, confessa, para quem l\u00ea nas entrelinhas:<\/strong> \u201c<strong>declaramos ter plena consci\u00eancia da import\u00e2ncia da institui\u00e7\u00e3o militar, como recurso derradeiro nas encruzilhadas decisivas da Hist\u00f3ria do nosso Portugal<\/strong>\u201d. Portugal \u201cnosso\u201d deles\u2026<\/p>\n<p>Continua-se com a mesma orat\u00f3ria de h\u00e1 200 anos para c\u00e1, como se os problemas pol\u00edticos e sociais das sociedades modernas pudessem ser solucionados com uma rect\u00f3rica partid\u00e1ria irrespons\u00e1vel. T\u00eam ainda a insol\u00eancia de afirmar: \u201ca nossa atitude n\u00e3o visa as Institui\u00e7\u00f5es de soberania democr\u00e1ticas\u201d, como se esta ac\u00e7\u00e3o demag\u00f3gica n\u00e3o partisse de pessoas ligadas \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de soberania como \u00e9 o caso de Militares e n\u00e3o fosse apoiada por pessoas como M. Soares.<\/p>\n<p>Afinal, quem s\u00e3o os \u201cMilitares de Abril\u201d? Uma apari\u00e7\u00e3o salvadora? O protagonismo pol\u00edtico, que a A25A cobre, \u00e9 irrespons\u00e1vel, num momento em que Portugal ferve e deveria reflectir sobre si mesmo e sobre estrat\u00e9gias isentas para sair da crise. Fala-se do Militares de Abril como se na terceira rep\u00fablica n\u00e3o tiv\u00e9ssemos tamb\u00e9m os militares de Novembro. Ser\u00e1 que as for\u00e7as militares se sentem obrigadas a ideologias ou estar\u00e1 a fac\u00e7\u00e3o abrilista interessada em criar o caos em Portugal?<\/p>\n<p><strong>Os interesses da fac\u00e7\u00e3o dos \u201cMilitares de Abril\u201d e seus aliados, em tempos de crise, descobrem a rua e muitas autarquias locais como campo de ac\u00e7\u00e3o, para, \u00e0 custa do mito de Abril (Primavera) poderem continuar a vestir a pele de cordeiro e poderem, no ribeiro popular, afirmar que quem \u201csuja\u201d a \u00e1gua n\u00e3o s\u00e3o eles mas os outros, os maus.<\/strong> Camuflados dos ideais de liberdade, justi\u00e7a e liberta\u00e7\u00e3o enganam o povo dizendo \u201cA A25A participar\u00e1 nas Comemora\u00e7\u00f5es Populares e outros actos locais de celebra\u00e7\u00e3o do 25\u201d. &#8220;Abril n\u00e3o desarma&#8221;! Que armas t\u00eam estes militares?<\/p>\n<p>\u00c9 cinismo verificar como \u201cMilitares de Abril\u201d, que, com os seus c\u00famplices de partido, atrai\u00e7oaram os interesses de Portugal, a n\u00edvel internacional, se querem agora aproveitar da crise e das insatisfa\u00e7\u00f5es do momento bem como correspondente descarga de culpas no estrangeiro. A culpa morreu solteira, sabia tamb\u00e9m o povo de antigamente! Em nome de Abril, a terceira rep\u00fablica meteu a carro\u00e7a da na\u00e7\u00e3o na lama e os seus beneficiados querem-se agora ilibar, armando-se em libertadores da na\u00e7\u00e3o. Oportunos, falam agora mas n\u00e3o quando deveriam ter falado! Coisa semelhante aconteceu na primeira rep\u00fablica que depois deu origem \u00e0 do Estado Novo. A Na\u00e7\u00e3o portuguesa j\u00e1 est\u00e1 habituada a ser o bombo da festa de oportunistas \u00e0 espera do momento para assaltar o Estado. Quem provou os seios do Estado foge do povo para se alimentar dele. Da situa\u00e7\u00e3o de Portugal somos todos respons\u00e1veis, a n\u00e3o ser que pretendamos a\u00a0 confus\u00e3o dum estado para mamar e doutro para acusar!<\/p>\n<p>Na sua \u00e9tica e moral jacob\u00ednias atiram pedras escondendo-se por tr\u00e1s de palavrinhas m\u00e1gicas como liberdade, cidadania, etc.<strong> Do alto do barranco do protagonismo pol\u00edtico da A25A, pretendem a sua \u201cIntegra\u00e7\u00e3o plena na sociedade portuguesa\u201d como se eles n\u00e3o se tivessem de integrar na sociedade portuguesa. <\/strong>Esta mentalidade tem sido o cancro da na\u00e7\u00e3o: em vez de se pretender integrar as partes no todo pretende-se reduzir o todo \u00e0 parte!<\/p>\n<p>Que as condi\u00e7\u00f5es mercantilistas impostas a Portugal devam ser contestadas \u00e9 l\u00f3gico mas que o movimento republicanista se lave as m\u00e3os da lixeira por ele criada, ultrapassa os limites do toler\u00e1vel.<\/p>\n<p>O que falta em Portugal \u00e9 o sentido dum trabalho produtivo, um voltar \u00e0 terra e ao povo deixando a ideologia que apenas serve os privilegiados, os tais de \u201ccorpo inteiro\u201d, j\u00e1 que turbo-capitalismo e esquerdismo s\u00f3 valorizam o trabalho \u00e0 custa da dignidade humana. Os quadros da ideologia e da economia, esses, os senhores da \u00e9tica (que enriqueceram \u00e0 custa do 25 falam agora de \u201c\u00e9tica como \u201cpalavra v\u00e3\u201d) s\u00e3o os novos-ricos alimentados \u00e0 custa da exclus\u00e3o social e de dinheiros da UE. Sen\u00e3o observe-se a excresc\u00eancia que o 25 de Abril tem produzido: gente esfomeada do dinheiro e da ideologia a viver em nichos e uma pobreza cada vez mais envergonhada no povo. <strong>Enriqueceram \u00e0 custa da revolu\u00e7\u00e3o e \u00e0 sombra da revolu\u00e7\u00e3o atiram pedras sabendo bem que quem paga a crise n\u00e3o s\u00e3o eles, os encostados \u00e0 Na\u00e7\u00e3o mas sim o povo que a alimenta.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Constru\u00edram um Portugal dos oportunos (somos dos pa\u00edses com mais cargos em institui\u00e7\u00f5es internacionais e v\u00eam agora queixar-se que \u201cPortugal n\u00e3o tem sido respeitado entre iguais\u201d.<\/strong> Precisam dum Portugal v\u00edtima para n\u00e3o terem de ser chamados \u00e0 responsabilidade. Os delinquentes s\u00e3o sempre os de fora! Para si s\u00f3 importam o marisco!&#8230;<\/p>\n<p><strong>Falam de barriga cheia porque sabem que a crise, seja ela qual for, s\u00f3 ajuda os das margens da esquerda e os das margens da direita.<\/strong> A terceira rep\u00fablica fomentou, entre coisas boas e m\u00e1s, a irresponsabilidade, o medo sub-rept\u00edcio, o conformismo e o oportunismo; tudo isto em nome do combate ao fantasma de Salazar, pensando que se pode viver \u00e0 custa do trabalho dos outros. Lavam os seus erros nos erros de Salazar. O povo n\u00e3o come moral nem ideologia e neste momento o que tem \u00e9 fome, fome de justi\u00e7a e de trabalho digno e de honra ganha com o pr\u00f3prio esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>Os Militares revolucion\u00e1rios de Abril queriam-nos um protectorado de Cuba, Pequim e Moscovo e, agora, no seu camuflado de libertadores abrilistas, acusam-nos de sermos um \u201cprotectorado\u201d. <strong>Protectorado n\u00e3o \u00e9 porque Portugal conhece bem o sol do oportunismo e a sua situa\u00e7\u00e3o de terra maninha, a terra do que \u00e9 mais forte. A nossa Hist\u00f3ria dos \u00faltimos s\u00e9culos s\u00f3 d\u00e1 raz\u00e3o aos fracos no momento em que servem de plinto para os mais fortes subirem.<\/strong><\/p>\n<p>No manifesto da A25A, incapazes (a situa\u00e7\u00e3o em que nos encontramos \u00e9 disso a prova) acusam Portugal de ter \u201cdirigentes sem capacidade aut\u00f3noma de decis\u00e3o\u201d como se n\u00e3o tivessem sido eles, tamb\u00e9m, quem na altura abdicou de Portugal para se deixar ir na corrente mais forte.<\/p>\n<p><strong>O regime da terceira rep\u00fablica configurou a Constitui\u00e7\u00e3o Portuguesa e o povo na afirma\u00e7\u00e3o dos seus ideais e valores ideol\u00f3gicos e numa estrat\u00e9gia de derrube de tudo o que cheirasse a tradi\u00e7\u00e3o ou a \u00e9tica da responsabilidade pessoal e institucional.<\/strong> O povo dan\u00e7ou e dan\u00e7a nele ao toque das bandas pol\u00edticas deles e da moda; agora sofre as consequ\u00eancias e os organizadores da festa t\u00eam o desplante de se armarem em homens bons<strong>. Porque \u201cAbril n\u00e3o desarmou\u201d, Portugal chegou onde chegou.<\/strong> H\u00e1 38 anos os militares de Abril na \u201cconvicta certeza \u201e de s\u00f3 eles serem os porta-vozes do povo, quando, o que fizeram foi substituir um regime autorit\u00e1rio por outro, e permanecer na sua \u201cconvicta certeza\u201d de s\u00f3 terem certezas para oferecer, esquecendo que <strong>o que faz um povo crescer \u00e9 a d\u00favida met\u00f3dica<\/strong>. Se \u201cAbril n\u00e3o desarma\u201d o povo encontra-se em guerra: a guerra do oportunismo s\u00f3 serve os tais que sempre vivem encostados \u00e0 \u201cconvicta certeza\u201d como quer a A25A.<\/p>\n<p>Ontem como hoje os portugueses gritaram e gritam por liberdade; ontem como hoje os respons\u00e1veis falam da culpa dos outros e o mesmo povo entra no jogo n\u00e3o notando que est\u00e1 sempre a canto! O que Portugal precisa n\u00e3o \u00e9 de revolu\u00e7\u00e3o, o que o precisa \u00e9 de responsabilidade. <strong>Quem aposta na culpa dos outros precisa de um inferno para eles! Esquece que o para\u00edso que tem para oferecer \u00e9 o inferno dos outros tamb\u00e9m!<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Viva Portugal&#8221;, termina o manifesto. <strong>Os mercen\u00e1rios internacionalistas de outrora camuflam-se agora de patriotas e gritam a palavra oportuna do momento: Viva Portugal!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"mailto:antoniocunhajusto@gmail.com\">antoniocunhajusto@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/\">www.antonio-justo.eu<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MILITARES DE ABRIL QUEREM SAIR DE NOVO PARA A RUA Protagonismo pol\u00edtico camuflado na A25A Ant\u00f3nio Justo A \u201cAssocia\u00e7\u00e3o 25 de Abril\u201d (A25A) fiel \u00e0 ideologia inicial do seu \u201cAbril n\u00e3o desarma\u201d declara que \u201cn\u00e3o participar\u00e1 nos actos oficiais nacionais evocativos do 38.\u00ba anivers\u00e1rio do 25 de Abril\u201d mas sim em comemora\u00e7\u00f5es populares; isto traduzido &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2223\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">&#8220;Militares de Abril&#8221; boicotam Comemora\u00e7\u00f5es Oficiais do 25 de Abril<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[14,4,7],"tags":[],"class_list":["post-2223","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","category-educacao","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2223"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2225,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2223\/revisions\/2225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}