{"id":2194,"date":"2012-02-20T23:45:49","date_gmt":"2012-02-20T22:45:49","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2194"},"modified":"2012-02-20T23:47:39","modified_gmt":"2012-02-20T22:47:39","slug":"sentido-duma-%e2%80%9cvida-sem-sentido%e2%80%9d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2194","title":{"rendered":"Sentido duma \u201cVida sem Sentido\u201d"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong>Tudo funciona em Termos de Fim<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>Nietzsche dizia \u201equem tem um porqu\u00ea para viver, suporta quase cada como\u201d. O problema est\u00e1 para quem n\u00e3o tem porqu\u00ea nem como. Sim, at\u00e9 porque a vida \u00e9 mestra e a Hist\u00f3ria obriga.<\/p>\n<p>Na luta da vida, uns ganham, outros perdem e outros nascem perdidos. De premeio fica a perspectiva individual, numa atmosfera social mais ou menos intoxicada, diria eu.<\/p>\n<p>Nos prim\u00f3rdios da humanidade, os nossos antepassados ca\u00e7adores-colectores esfalfavam-se em manada atr\u00e1s da ca\u00e7a e da fruta. Levavam uma vida n\u00f3mada e na luta pela subsist\u00eancia viam-se obrigados a viver na manada.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia dos h\u00e1bitos ancestrais de ca\u00e7adores-colectores, pratica-se tamb\u00e9m hoje a ca\u00e7a e a colecta nos centros comerciais (\u201cShoppings\u201d). Escarmentados das fadigas invernais sentimos cada vez mais o prazer no ter do que no ser. Surge o prest\u00edgio e este baseia-se j\u00e1 n\u00e3o na necessidade directa mas na ideia (necessidade constru\u00edda). A satisfa\u00e7\u00e3o e o prest\u00edgio de ter passam a impor-se ao do ser. A massa j\u00e1 n\u00e3o segue em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 ca\u00e7a, mas o sentido da ideia dela.<\/p>\n<p>As pessoas perdem a individualidade pensando e vivendo cada vez mais em termos de manada. Do t\u00e9dio da monotonia redil surge a necessidade de se diferenciar numa corrida ao prest\u00edgio baseado na ideia do sucesso econ\u00f3mico. A animalidade individual, agora encarcerada numa cultura domesticadora procura os seus tubos de escape numa ideia de distin\u00e7\u00e3o e de liberdade apregoada pelo mercado. Os pobres de cima e os pobres de baixo, tudo em fuga, vivem da futilidade dum ter mais que o outro e duma distin\u00e7\u00e3o que se revela no poder de compra. Cada um quer levar o mundo \u00e0s costas, querem tudo na sua mochila. Na luta contra o caos afirmam-se as for\u00e7as da animalidade violenta de uns contra os outros. De momento, grande parte das elites financeiras manifesta-se como extremista e sem um conceito ordenado de sociedade. A brutalidade de oligarquias torna-se exemplar para as bases que a sust\u00eam levando-as primeiramente \u00e0 desorienta\u00e7\u00e3o e depois \u00e0 anarquia.<\/p>\n<p>Uma sociedade que n\u00e3o canalize a brutalidade dos seus membros est\u00e1 irremediavelmente perdida. Para o poder necessitar\u00e1 de ideais e metas metaf\u00edsicas. As estruturas precisar\u00e3o de homens bons e a contrabalan\u00e7ar os seguidores da oportunidade. Doutro modo, sob o impulso de canalizar a animalidade, continuar\u00e3o a esconder-se, por tr\u00e1s dos bastidores, os interesses individualistas, nacionalistas e ideol\u00f3gicos. Estes s\u00f3 querem indiv\u00edduos e n\u00e3o pessoas, querem apenas clientes e crentes. Neste sistema, quem n\u00e3o pertencente ao rebanho, n\u00e3o orienta a intelig\u00eancia em benef\u00edcio pr\u00f3prio. Uma sociedade sem consci\u00eancia pessoal e comunit\u00e1ria transcendente e que engendra para cada qual um deus indiferente que tudo permite deixa a bestialidade humana governar.<\/p>\n<p><strong>A natureza, para n\u00e3o estagnar, n\u00e3o quer harmonia. Ela tem, al\u00e9m dum sentido imediato, um sentido telel\u00f3gico, virado para uma meta, um objectivo sempre mais distante do que a mira da nossa ca\u00e7adeira alcan\u00e7a. Quem n\u00e3o descobrir essa meta ser\u00e1 condenado, como S\u00edsifo a empurrar repetidamente uma pedra (a sua vida) at\u00e9 ao lugar mais alto da montanha para a ver rolar de novo para o fundo dela.<\/strong><\/p>\n<p>Depois de cada ca\u00e7ada, de cada compra, de cada vit\u00f3ria fica a depress\u00e3o do desconsolo duma ca\u00e7adeira descarregada, de vida vazia. Resta a sensa\u00e7\u00e3o de um ca\u00e7ador cansado, a subir a encosta, \u00e0 semelhan\u00e7a de S\u00edsifo no mito.<\/p>\n<p>S\u00edsifo quer-nos alertar para uma vida digna de viver e para a necessidade de intervir no destino. Primeiro procura-se o que d\u00e1 alegria: um trabalho, uma casa, uma crian\u00e7a; depois vem a insatisfa\u00e7\u00e3o, da falta duma tarefa, da falta de realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso de desemprego inutilizam-se as pr\u00f3prias capacidades e conhecimentos. Pior ainda; a sociedade s\u00f3 exige e n\u00e3o louva, o que diminui a satisfa\u00e7\u00e3o. O horizonte reduz-se, cada vez mais, ao panorama dos pr\u00f3prios problemas. Por fim o cen\u00e1rio pode reduzir-se a si mesmo. Sem a perspectiva do outro n\u00e3o haver\u00e1 realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Uma exist\u00eancia sem metas \u00e9 vida desperdi\u00e7ada e perdida<\/strong><\/p>\n<p>Uma vida sem metas \u00e9 como um carro com motor em ponto morto, s\u00f3 gasta e desgasta ou anda \u00e0 roda como os carrinhos el\u00e9ctricos das feiras.<\/p>\n<p>Desde a natureza \u00e0 l\u00f3gica e ao sentimento, tudo funciona em termos de fim. O ciclo da traject\u00f3ria duma semente n\u00e3o \u00e9 terminar nela; contra isto fala a evolu\u00e7\u00e3o e a \u00e2nsia de sentido no mais profundo de cada cora\u00e7\u00e3o. O sentido encontra-se n\u00e3o s\u00f3 em n\u00f3s, no todo mas tamb\u00e9m fora dele. Tudo se encontra a caminho, a natureza inteira, cada povo e cada pessoa. O seu ser n\u00e3o se reduz ao caminho como apregoam os barateiros do mercado.<\/p>\n<p>Sentido \u00e9 algo subjectivo mas um consolo apenas subjectivista (individualista) encerraria o ser num labirinto. O sentido experimenta-se na rela\u00e7\u00e3o entre o eu e o n\u00f3s, numa rela\u00e7\u00e3o de di\u00e1logo bin\u00e1rio e trin\u00e1rio dum receber e dar para mais criar. A natureza orienta-nos para o futuro, muito embora o futuro n\u00e3o seja o seu fim.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que o sol nasce todos os dias. Ele parece resumir o sentido que a semente sente numa continuidade repetitiva a caminho dum chamamento imanente e transcendente. Aquele chamamento vem dum fora dentro a que o pr\u00f3prio Sol obedece no reconhecimento dum sentido maior.<\/p>\n<p>A vida individual, familiar, social e nacional ocidental encontra-se amea\u00e7ada pelo facto de n\u00e3o reconhecer algo que a transcenda, n\u00e3o conhecer uma meta mais abrangente que n\u00e3o seja o ciclo das esta\u00e7\u00f5es do ano. Tudo circula ent\u00e3o em torno do pr\u00f3prio umbigo como se cada um fosse o umbigo do mundo. Uma multid\u00e3o sem necessidade de dar \u00e0 luz. Um mundo assim concebido j\u00e1 n\u00e3o precisa de her\u00f3is nem de santos, acomoda-se ao destino duma rota de exploradores e explorados.<\/p>\n<p>Prometeu, prot\u00f3tipo do homem grego, foi her\u00f3i ao conseguir roubar o fogo dos deuses para o dar ao humano. Este, ao desistir do fogo dos deuses ser\u00e1 reduzido \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de prisioneiro e acorrentado \u00e0 pr\u00f3pria arrog\u00e2ncia e entregue, pelos deuses, \u00e0 voragem das \u00e1guias que se alimentar\u00e3o do seu f\u00edgado. Ao acomodar-se \u00e0 fuga do medo n\u00e3o chega a experimentar a satisfa\u00e7\u00e3o de que a rebeldia por fim lhe trar\u00e1 consola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Equivoca-se a pol\u00edtica ao reduzir a vida p\u00fablica a uma mera luta de interesses entre grupos. Erra a psicologia que se fixa no ego, encurtando o horizonte da pessoa a ela mesma e a vida a uma mera estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia individual, dando receitas que n\u00e3o passam de anestesiantes para um ego que sofre de miopia. Por isso, a sociedade, cada vez produz mais doentes e a frustra\u00e7\u00e3o individual est\u00e1 cada vez mais patente.<\/p>\n<p>Geralmente procura-se a solu\u00e7\u00e3o para os problemas onde ela n\u00e3o pode estar. Coloca-se a bola da vida nas m\u00e3os dos donos de matraquilhos ignorando que eles, consciente ou inconsciente, pretendem levar a bola ao seu buraco. Uns e outros parecem adiar a vida em trips de egos. Por falta de panorama limitam-se a ajudar S\u00edsifo a subir a montanha para de novo cair a seus p\u00e9s. <strong>Uma solu\u00e7\u00e3o que se contenta com a satisfa\u00e7\u00e3o do eu, s\u00f3 em si, n\u00e3o satisfaz porque empobrece a pessoa, reduzindo-a \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de S\u00edsifo. A concentra\u00e7\u00e3o no ego possibilita a masturba\u00e7\u00e3o mas n\u00e3o a criatividade, realiza-se \u00e0 margem da evolu\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>No mercado da pra\u00e7a p\u00fablica encontramos muitos profetas do ego. At\u00e9 parecem que t\u00eam a vida para dar ao oferecerem mais sexo, mais droga, mais liberdade, como se fossem os donos disto. Eles fixam o bem-estar a um hedonismo que reduz a felicidade ao acto de striptees, ao acto do momento, como se o dia n\u00e3o tivesse um nascer e um p\u00f4r-do-sol, como se o dia completo n\u00e3o contivesse tamb\u00e9m a noite. Para que a realidade da noite n\u00e3o seja consciencializada t\u00eam como solu\u00e7\u00e3o a bebedeira. Muita da psicoterapia, dos curandeiros, dos esp\u00edritas e muito outra boa gente s\u00f3 ajudam as pessoas a adiar a vida, sempre \u00e0 cata dum raio de sol f\u00fatil. O pior \u00e9 que ainda pagam para isso!&#8230; Uma vida com sentido \u00e9 entrega, \u00e9 oferecer consciente que no dar se entra em comunica\u00e7\u00e3o com o outro e nele com o pr\u00f3prio profundo. Doutro modo, o sentido duma vida sem sentido ser\u00e1 alimentar os parasitas da vida. Uns como outros correm o perigo de se encontram virados apenas para si reduzindo o seu sentido ao alimentar dos vermes do cemit\u00e9rio. Naturalmente que a paci\u00eancia do verde da roseira se premeia nas rosas da roseira tamb\u00e9m na vida humana n\u00e3o haver\u00e1 alegria sem sofrer.<\/p>\n<p>A felicidade d\u00e1-se no n\u00f3s, na rela\u00e7\u00e3o; o eu encontra, ao mesmo tempo, o seu limite e a sua complementa\u00e7\u00e3o no outro. A sociedade ocidental estressou a pessoa reduzindo-a a indiv\u00edduo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do seu mercado: Reduz a pra\u00e7a social a grupos de vendedores concorrentes entre si sem um sentido individual nem colectivo. Para isso quer uma sociedade aberta sem bi\u00f3topos, quer apenas indiv\u00edduos indefesos estando, por isso, interessada em destruir a pessoa (a pessoa, ao contr\u00e1rio do indiv\u00edduo, encontra-se embutida numa paisagem, numa regi\u00e3o, num pa\u00eds, numa cultura, numa fam\u00edlia; a ideologia, pelo contr\u00e1rio s\u00f3 conhece uma cor, as cores do arco-\u00edris de que a pessoa seria portadora constituiria um impedimento a qualquer ideologia seja ela econ\u00f3mica ou do pensamento). Por isso se v\u00ea cada vez mais a afirma\u00e7\u00e3o da ideologia do indiv\u00edduo contra a pessoa. O turbo-capitalismo, o socialismo materialista e os d\u00e9spotas querem indiv\u00edduos despojados de ideias pr\u00f3prias, despojados de fam\u00edlia e de na\u00e7\u00e3o. \u00a0Uma sociedade como a nossa, j\u00e1 a caminho do p\u00f4r-do-sol, infecta outras sociedades emergentes e ensombra a vida com valores j\u00e1 n\u00e3o de esperan\u00e7a mas de desilus\u00e3o. Privilegia a for\u00e7a da entropia s\u00f3 tendo em conta o ego, sem a consci\u00eancia de que este faz parte dum bi\u00f3topo cultural empenhado na constru\u00e7\u00e3o dum ecossistema espiritual universal.<\/p>\n<p>O horizonte do nosso ego encontra-se numa rela\u00e7\u00e3o complementar \u00e0 intimidade do n\u00f3s. Somos o cruzamento duma panor\u00e2mica com v\u00e1rios horizontes, todos eles enquadrados na nossa pessoa e a serem considerados no trilho da sociedade. Como o Sol tem uma miss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra assim o humano tem uma miss\u00e3o de seguir e criar sentido. Quem cria e d\u00e1 sentido sente sentido na vida, realizando-se e expandindo-se na alegria dos raios sociais que irradia. Ent\u00e3o as sombras da vida j\u00e1 n\u00e3o adoentam, passam a ser canais por onde passa a luz, por onde passa a vida. Da\u00ed surge a satisfa\u00e7\u00e3o de tornar a humanidade e o mundo num lugar digno, onde a vida \u00e9 equacionada e mantida sob o ponto de vista da pessoa, do universo e do divino.<\/p>\n<p>A futilidade dum viver numa democracia de cidad\u00e3os vencedores e perdedores, de realiza\u00e7\u00e3o individual, sem uma \u00f3rbitra que transcenda o eu, s\u00f3 poder\u00e1 conduzir \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o que constata nas \u00f3rbitras das institui\u00e7\u00f5es do Estado e da humanidade a repeti\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria \u00f3rbitra egoc\u00eantrica, apenas um pouco mais alargada.<\/p>\n<p>Falta a consci\u00eancia duma \u00f3rbitra universal cujo trajecto se origina no n\u00f3s e tende para o n\u00f3s numa din\u00e2mica complementar. Uma teoria e uma praxis na perspectiva do n\u00f3s (comunidade e n\u00e3o mera sociedade) interromperia a continuidade hist\u00f3rica de explora\u00e7\u00e3o (a rela\u00e7\u00e3o de ca\u00e7ador e presa) para, na Hist\u00f3ria da humanidade, se introduzir a sustentabilidade do seu desenvolvimento. Isto para n\u00e3o reduzirmos o trajecto hist\u00f3rico a um movimento rotativo de explorados e exploradores.<\/p>\n<p>Doutro modo a nossa vida dar\u00e1 sustentabilidade \u00e0 reitera\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o e da lamenta\u00e7\u00e3o, continuando a Hist\u00f3ria ordenada em dois acampamentos: dum lado os mais solid\u00e1rios, do outro os mais ego\u00edstas, os privilegiados.<\/p>\n<p>Marx pensava poder mudar a humanidade e a natureza humana, se se acabasse com a propriedade privada. O seu erro foi querer reduzir tudo ao ciclo da mat\u00e9ria e querer sacrificar as diferentes esperan\u00e7as da humanidade \u00e0 sua esperan\u00e7a, n\u00e3o contando que a realidade consta de erros complementares que possibilitam o al\u00edvio do mal. H\u00e1 muitos caminhos na tentativa de superar o mal e de melhorar a sociedade. Ser\u00e1 tarefa de todos fazer desembocar o seu caminho na comunidade e no respeito da diferen\u00e7a. Uma s\u00f3 solu\u00e7\u00e3o \u00e9 engano. At\u00e9 hoje, as revolu\u00e7\u00f5es criam novas classes dominantes que se legitimam com novas ideias impostas ao povo e aos vencidos. A ilus\u00e3o voa mas o sofrimento provocado pelo ser humano \u00e9 continuado sob o sol de novas explica\u00e7\u00f5es e domina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A tarefa apontar\u00e1 no sentido de se agir a partir do ponto de vista do n\u00f3s. Para isso ajuda um princ\u00edpio duma \u00e9tica universal digna: n\u00e3o fa\u00e7as ao outro o que n\u00e3o queres que te fa\u00e7am a ti. A \u00e9tica superior das bem-aventuran\u00e7as poder\u00e1 ficar para uma segunda fase da evolu\u00e7\u00e3o da humanidade. Por enquanto continuamos a ser crian\u00e7as contentando-nos com o jogo das escondidas.<\/p>\n<p>Cada sistema de valores corresponde a um ecossistema cultural aferido \u00e0 geografia, \u00e0s necessidades e desejos de cada bi\u00f3topo. Destru\u00ed-los em nome doutras grandezas seria crime. H\u00e1 que disponibilizar o sol para todos. A \u00f3ptica divina apela \u00e0 consci\u00eancia duma perspectiva universal num mundo a ter de se recriar: um mundo de todos para todos.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"mailto:antoniocunhajusto@googlemail.com\">antoniocunhajusto@googlemail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/\">www.antonio-justo.eu<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo funciona em Termos de Fim Ant\u00f3nio Justo Nietzsche dizia \u201equem tem um porqu\u00ea para viver, suporta quase cada como\u201d. O problema est\u00e1 para quem n\u00e3o tem porqu\u00ea nem como. Sim, at\u00e9 porque a vida \u00e9 mestra e a Hist\u00f3ria obriga. Na luta da vida, uns ganham, outros perdem e outros nascem perdidos. 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