{"id":2111,"date":"2011-12-06T13:57:46","date_gmt":"2011-12-06T12:57:46","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2111"},"modified":"2011-12-06T14:33:44","modified_gmt":"2011-12-06T13:33:44","slug":"porque-nos-guerreamos-mesmo-no-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=2111","title":{"rendered":"Porque nos guerreamos mesmo no amor?"},"content":{"rendered":"<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sempre que vou \u00e0 pra\u00e7a encontro pessoas e amigos\/as com problemas que me tocam de perto porque elas e eles fazem parte da minha viv\u00eancia. Encontro amigos e amigas que sofrem porque a rela\u00e7\u00e3o com os seus parceiros n\u00e3o corre como, no seu sentir, seria de desejar. \u00c9 um problema por que toda a gente que vive passa, quando entra numa rela\u00e7\u00e3o mais \u00edntima com algu\u00e9m. Naturalmente que na rela\u00e7\u00e3o de parceiros um naco pode ser mais dif\u00edcil que o outro, correndo cada um o perigo de se fixar mais na parte escura do outro e assim esconder, inconscientemente, \u00a0a pr\u00f3pria escurid\u00e3o. Cada um envove-se ent\u00e3o numa tarefa ingl\u00f3ria, a tarefa de mudar o outro; o combate torna-se constante e com fim tr\u00e1gico se n\u00e3o se mudarem os dois. Cada parceiro traz consigo muitos problemas ps\u00edquicos inatos ou adquiridos, encontrando-se, muitas vezes, vergado sob a pr\u00f3pria cruz, sem espa\u00e7o para ver novos horizontes. Al\u00e9m disso, numa rela\u00e7\u00e3o matrimonial ou numa rela\u00e7\u00e3o \u00edntima, h\u00e1 sempre tr\u00eas fases:<\/strong><\/p>\n<p><strong>A primeira fase \u00e9 a do apaixonamento<\/strong><\/p>\n<p><strong>A segunda fase \u00e9 a da luta, da luta por dominar o outro.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A terceira fase \u00e9 a fase da aceita\u00e7\u00e3o e do amor. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Em todas as rela\u00e7\u00f5es h\u00e1 sempre momentos de mistura das tr\u00eas fases, fases estas, que acontecem paralelamente. O problema \u00e9 que os pares continuam por muito tempo em luta e esta tem de ser superada pela aceita\u00e7\u00e3o do outro como ele \u00e9.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A segunda fase tem de ser superada pela terceira fase que \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o do outro como ele \u00e9. Cada um traz problemas consigo mas s\u00f3 cada um ter\u00e1 de regular a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o, independentemente do outro. Uma pessoa n\u00e3o pode interferir com o desejo de mudar o outro, pode manifestar desejos mas sem serem desejos gancho. Quem o fizer j\u00e1 perdeu a raz\u00e3o e n\u00e3o respeitou o outro. O que geralmente acontece \u00e9 que as pessoas lutam sempre durante o tempo de vida que est\u00e3o juntos, e, assim, a vida passa-lhes ao lado. Deixam de ser sujeitos da vida para passarem a ser seus objectos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Criam-se expectativas irrealistas sobre o parceiro. Objectivamente podem estar certas as observa\u00e7\u00f5es que se fazem sobre o parceiro mas isso n\u00e3o justifica o poder que se quer ter sobre ele. N\u00e3o temos o direito de impedir a vida do outro nem o outro tem direito de impedir a nossa. H\u00e1 objectivos comuns que se v\u00e3o adquirindo no compromisso e respeito m\u00fatuo. O respeito de um pelo outro pode ser um ponto de orienta\u00e7\u00e3o; se o h\u00e1 quer dizer que a rela\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o morreu.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O meu sofrimento n\u00e3o acabar\u00e1 enquanto n\u00e3o conseguir deixar o parceiro ser como ele \u00e9 e enquanto ele n\u00e3o me aceitar como sou. Isto \u00e9 muito dif\u00edcil. Mas uma pessoa pensa que tem mais raz\u00e3o que o parceiro. Ent\u00e3o bombardeamo-lo com ideias, conselhos e moralismos. Verdade \u00e9 que ele ou eu aprendemos sobretudo atrav\u00e9s dos erros. Geralmente aprende-se atrav\u00e9s dos erros, n\u00e3o atrav\u00e9s das correc\u00e7\u00f5es. Quanto mais tempo dura a luta mais r\u00edgidas se tornam as atitudes e os pap\u00e9is, dum lado e do outro. Problem\u00e1tico torna-se que cada qual, no meio de tanta luta, se esque\u00e7a de viver e perca o comboio da vida. Importante \u00e9 desenvolver-nos e descobrir-nos, descobrir-nos como mundo e como parte dele. Ent\u00e3o, em vez da raiva surge a compaix\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos esquecer: Quando algu\u00e9m nos fecha uma janela Deus abre-nos uma porta. A nova situa\u00e7\u00e3o pode tornar-se oportunidade para um renascer. \u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Importante \u00e9 que sejas cada vez mais tu (sujeito n\u00e3o objecto) deixando de ter o outro como muleta. Ent\u00e3o a vida sorrir\u00e1 e na vegeta\u00e7\u00e3o do teu jardim brilhar\u00e3o todas as cores do arco-\u00edris. Em qualquer rela\u00e7\u00e3o o importante \u00e9 que tu te tornes tu e n\u00e3o definas a tua personalidade pela dos outros nem a dos outros pela tua. Ao tomares consci\u00eancia de ti descobres os outros tamb\u00e9m. Faz tu o que pensas que \u00e9 bem para ti independentemente do que os outros pensam e a vida te trar\u00e1 muito perfume e brilho tamb\u00e9m. Importante \u00e9 que se trate os outros sempre bem tamb\u00e9m. Doutro modo corres o perigo de querer atingir o imposs\u00edvel e de te esgotares nisso. A demasiada identifica\u00e7\u00e3o com o outro ou consigo mesmo pode tornar mais dif\u00edcil a pr\u00f3pria aceita\u00e7\u00e3o e a aceita\u00e7\u00e3o dos outros. A demasiada fixa\u00e7\u00e3o em si mesmo ou no outro deve ser contrabalan\u00e7ada com uma actividade ou ocupa\u00e7\u00e3o que d\u00ea sentido \u00e0 vida doutro modo torna-se o parceiro ou a pr\u00f3pria pessoa o \u00fanico conte\u00fado da vida e isto \u00e9 mortal! Geralmente, na nossa vida, fazemos do nosso ser um palco em que deixamos alternar cenas em que somos dirigidos pelo eu infantil ou pelo eu paterno em vez de nos descobrirmos como eu, como ipseidade, como eu adulto. Jogamos \u00e0s escondidas connosco mesmos entre o nosso eu infantil e o nosso eu paterno distraindo-nos do nosso eu adulto e respons\u00e1vel. Assim abdicamos de ser adultos e respons\u00e1veis, sendo amarrados \u00e0 trela dos outros. H\u00e1 que descobrir em n\u00f3s o mesmo Sol que a todos puxa e quer de n\u00f3s luz.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre que vou \u00e0 pra\u00e7a encontro pessoas e amigos\/as com problemas que me tocam de perto porque elas e eles fazem parte da minha viv\u00eancia. 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