{"id":1870,"date":"2011-06-22T21:06:58","date_gmt":"2011-06-22T20:06:58","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1870"},"modified":"2011-06-22T21:06:58","modified_gmt":"2011-06-22T20:06:58","slug":"a-uniao-europeia-destruiu-a-industria-tradicional-portuguesa-e-agora-pede-lhe-contas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1870","title":{"rendered":"A Uni\u00e3o Europeia destruiu a Ind\u00fastria tradicional portuguesa e agora pede-lhe Contas"},"content":{"rendered":"<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O Neg\u00f3cio com as D\u00edvidas dos Pa\u00edses sob Observa\u00e7\u00e3o da Troica da EU<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>A trag\u00e9dia da Gr\u00e9cia arrasta-se, de maneira humilhante, sem que haja uma perspectiva honrosa para as partes. A crise financeira em que se encontram os pa\u00edses sob observa\u00e7\u00e3o da Troika \u00e9 consequ\u00eancia dum crise das institui\u00e7\u00f5es da EU e da desarmonia das suas economias.<\/p>\n<p><strong>Assistimos a um conflito macabro entre a Europa do Norte e a Europa do sul; fundamentalmente um conflito entre os pa\u00edses carentes e os pa\u00edses fortes.<\/strong><\/p>\n<p>Os pa\u00edses ricos querem vender \/exportar para os pa\u00edses pobres, sem contrapartidas de investimento s\u00e9rio nestes pa\u00edses. Como macro-produtores colocam, os seus produtos a pre\u00e7o de concorr\u00eancia com os produtos das empresas locais. <strong>Em Portugal, a Uni\u00e3o Europeia destruiu as ind\u00fastrias do cal\u00e7ado, das pescas, dos t\u00eaxteis e em parte a agricultura.<\/strong> A princ\u00edpio, as multinacionais internacionais instalaram-se provisoriamente nos pa\u00edses da periferia para se aproveitarem dos fundo perdidos da EU. Depois de passar o prazo de compromisso assumido come\u00e7aram a abandonar o pa\u00eds ou a reduzir a produ\u00e7\u00e3o. Ficam redes de intermedi\u00e1rios que passam a servir o mercado com produtos importados<strong>.<\/strong> <strong>Resultado: a fraca economia \u00e9 ainda mais enfraquecida ao ver as pequenas e m\u00e9dias empresas desaparecerem.<\/strong><\/p>\n<p>Em Portugal pude observar isto na zona de S. Jo\u00e3o da Madeira. Uma empresa alem\u00e3, aproveitando-se do saber especializado da regi\u00e3o em cal\u00e7ado, instalou, l\u00e1 e noutras zonas, grandes f\u00e1bricas de cal\u00e7ado. A sua concorr\u00eancia levou muitas empresas pequenas e m\u00e9dias \u00e0 fal\u00eancia. Depois a empresa fechou uma f\u00e1brica e racionalizou outras para se irem aproveitar doutras zonas mais baratas fora de Portugal. Para tr\u00e1s ficam os trabalhadores sem capacidade de compra. Estes servem-se dos produtos chineses baratos mas de m\u00e1 qualidade.<\/p>\n<p>O turbo-capitalismo passa pelos pa\u00edses <strong>como um furac\u00e3o<\/strong> arrastando tudo atr\u00e1s dele. Deixam o pa\u00eds com maus h\u00e1bitos explorando-os depois atrav\u00e9s dos abutres financeiros.<\/p>\n<p>A Europa \u00e9 um projecto pol\u00edtico que est\u00e1 a ser destru\u00eddo por interesses econ\u00f3micos turbo-capitalistas demolidores de na\u00e7\u00f5es. S\u00e3o de tal modo grandes que obrigam os pa\u00edses a p\u00f4r tudo \u00e0 venda e a privatizar tudo no seu interesse.<\/p>\n<p><strong>Atendendo \u00e0s diferentes tradi\u00e7\u00f5es na economia n\u00e3o se pode chegar nunca a uma solu\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria, com agravante da moeda \u00fanica.<\/strong> Como a pol\u00edtica econ\u00f3mica europeia \u00e9 inconsequente, torna-se consequente a exig\u00eancia da Chanceler alem\u00e3 Merkel ao exigir que os bancos apoiem os pa\u00edses fracos. Os credores t\u00eam de renunciar a uma parte das suas exig\u00eancias atrav\u00e9s dum acordo de d\u00edvida, para que Portugal e a Gr\u00e9cia se libertem de parte da sua d\u00edvida. Consequentemente alguns bancos entrariam em crise.<\/p>\n<p><strong>S\u00f3 uma prorroga\u00e7\u00e3o dos per\u00edodos de reembolso para os t\u00edtulos do governo e cr\u00e9ditos de apoio com juros baixos poder\u00e3o dar tempo ao pa\u00eds para reorganizar e disciplinar a sua economia.<\/strong> S\u00f3 neste caso se poderia compreender a interven\u00e7\u00e3o duma Troika controladora. <strong>Portugal para cumprir o memorando da Troika ter\u00e1 de renunciar \u00e0 sua soberania e transformar os portuguesesem assalariados do grande capital, sem capacidade de se erguer com dignidade.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Temos uma EU com economias de diferentes tradi\u00e7\u00f5es.<\/strong> O Norte, exportador e disciplinado est\u00e1 interessado num euro forte devido aos interesses financeiros mundiais e o Sul que n\u00e3o consegue produtividade concorrente e que pelo facto estaria interessado na desvaloriza\u00e7\u00e3o do Euro, para assim poder exportar os seus produtos mais baratos em rela\u00e7\u00e3o a outras moedas. Como os pa\u00edses fortes n\u00e3o instalam empresas de grande alcance internacional nos pa\u00edses da periferia, estes, para manterem um n\u00edvel alto de vida, recorrem \u00e0 importa\u00e7\u00e3o e ao cr\u00e9dito financeiro internacional. Assim passa um pa\u00eds inteiro a viver \u201ccom as cal\u00e7as na m\u00e3o.\u201d Ter\u00e1 de hipotecar tamb\u00e9m os esfor\u00e7os de estabiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o lhe restando fundo de meneio para investimentos pr\u00f3prios.<\/p>\n<p><strong>No caso de n\u00e3o haver na Europa uma distribui\u00e7\u00e3o equitativa das fontes de produ\u00e7\u00e3o, o Norte Europeu ter\u00e1 de fazer grandes transfer\u00eancias de capitais (fundos de solidariedade) para os pa\u00edses pobres.<\/strong> Assistimos a um jogo de batoteiros em que uns t\u00eam os trunfos e os outros a \u201ccanalha\u201d. A \u00a0Troika vela pelos interesses do grande capital! Os deuses europeus parecem agarrar-se \u00e0 vaca da europa mas s\u00f3 enquanto ela d\u00e1 leite.<\/p>\n<p>Faltam os investimentos; os cr\u00e9ditos de apoio financeiro estrangulam povos ena\u00e7\u00f5es. Este apoio revela-se apenas em favor dos accionistas e dos pa\u00edses com economias fortes. Precisa-se uma pol\u00edtica de investimento econ\u00f3mico, de firmas alem\u00e3s e dos pa\u00edses criar f\u00e1bricas e lugares de trabalho nos pa\u00edses da periferia. <strong>Doutro modo encontramo-nos numa divis\u00e3o do mundo em pa\u00edses ricos produtores e em pa\u00edses pobres consumidores. Assiste-se, ao mesmo tempo, \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o do saber especializado nas m\u00e3os de alguns e do saber proletarizado para a generalidade.<\/strong><\/p>\n<p>O programa de assist\u00eancia financeira visa assegurar o pagamento aos credores internacionais. Estes v\u00eam dos pa\u00edses fortes, que se v\u00eaem divididos entre a defesa dos seus bancos interessando-se por isso em facilitar os cr\u00e9ditos para que os governos possam pagar os juros aos seus Bancos. Seguem assim uma pol\u00edtica anti-contribuinte.<\/p>\n<p>Um pa\u00eds como a Alemanha consegue cr\u00e9ditos no mercado financeiro internacional a 3% para depois poder emprest\u00e1-lo a Portugal a 7% e \u00e0 Gr\u00e9cia a 11%. Facto \u00e9 que Portugal tamb\u00e9m disponibilizou dinheiro para a Gr\u00e9cia ganhando algum; n\u00e3o muito porque n\u00e3o tem o cr\u00e9dito\/confian\u00e7a internacional duma Alemanha. Este sistema s\u00f3 beneficia os especuladores banc\u00e1rios com os seus accionistas e promove a irresponsabilidade.<\/p>\n<p>Na Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o h\u00e1 honestidade.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Antoniocunhajustogooglemail.com<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Neg\u00f3cio com as D\u00edvidas dos Pa\u00edses sob Observa\u00e7\u00e3o da Troica da EU Ant\u00f3nio Justo A trag\u00e9dia da Gr\u00e9cia arrasta-se, de maneira humilhante, sem que haja uma perspectiva honrosa para as partes. 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