{"id":1861,"date":"2011-06-20T11:31:08","date_gmt":"2011-06-20T10:31:08","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1861"},"modified":"2011-06-20T11:31:08","modified_gmt":"2011-06-20T10:31:08","slug":"entre-o-eu-integral-e-o-eu-superficial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1861","title":{"rendered":"Entre o eu integral e o eu superficial"},"content":{"rendered":"<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: large;\"><strong>Problemas nas Rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o Momentos de Desenvolvimento<\/strong><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo <\/strong><\/p>\n<p>Uma pessoa, tal como o seu car\u00e1cter, \u00e9 mais que a soma dos seus detalhes psicol\u00f3gicos. Ao dizermos ou sentirmos o nosso eu referimo-nos a algo definido como se fosse um produto, algo j\u00e1 acabado e n\u00e3o um processo na realiza\u00e7\u00e3o do ser. O meu eu inclui-me a mim e \u00e0s minhas circunst\u00e2ncias. Estas s\u00e3o eu, tu, o outro, o universo e o mist\u00e9rio. <strong>A nossa personalidade \u00e9 formada por um eu profundo integral e por um eu superficial parcial, ou seja um eu luz e um eu treva. <\/strong>O ego \u00e9 a sombra do eu integral; \u00e9 como que a sua crusta, a parte opaca da transpar\u00eancia, a sombra duma realidade, mais ou menos oculta, a tudo conectada.<\/p>\n<p>No ego predominam as for\u00e7as centr\u00edpetas enquanto no eu integral reina a harmonia dum universo de for\u00e7as ordenadas. <strong>A rela\u00e7\u00e3o acontece na tens\u00e3o entre um eu e um tu para se realizar no n\u00f3s. <\/strong>No nosso trajecto vivemos a fugir da anonimidade duma massa despersonalizada para atrav\u00e9s do eu personalizado voltarmos \u00e0 comunidade dum n\u00f3s pessoal. \u00c9 a luta das cores por se diferenciarem do verde da natura para poderem brotar na flor. Somos com e no universo, todo o mundo, a caminho, na procura do \u201cSol\u201d, num mesmo sistema interligado pelas mesmas leis.<\/p>\n<p>Ao sermos projectados do \u00fatero da m\u00e3e inicia-se o processo da individua\u00e7\u00e3o. No grito original iniciamos uma nova rela\u00e7\u00e3o com \u00f3rbitra pr\u00f3pria a firmar-se numa nova constela\u00e7\u00e3o. Ao ser-nos cortado o cord\u00e3o umbilical, abandonamos o para\u00edso na procura de identidade. Come\u00e7a a marcha a caminho do eu no sentido de realizarmos a ipseidade no todo. Primeiro de gatas, depois amparado e por fim s\u00f3. Quanto ao desenvolvimento psicol\u00f3gico esse torna-se mais demorado e complicado. <strong>Como na natureza nem toda a planta chega a dar flor, o que n\u00e3o torna o seu verde menos esplendoroso.<\/strong> Vale a pena o esfor\u00e7o de ver para l\u00e1 dele.<\/p>\n<p>O desenvolvimento pressup\u00f5e um processo dial\u00e9ctico exterior numa realidade que ultrapassa a dial\u00e9ctica (afirma\u00e7\u00e3o-contradi\u00e7\u00e3o, tese-ant\u00edtese ou a mera s\u00edntese). A afirma\u00e7\u00e3o da parte contra a parte e deste modo o reagir e a distancia\u00e7\u00e3o contra o todo provoca a dor insatisfeita. Doutro modo a fric\u00e7\u00e3o do eu no tu seria integrada no desenvolvimento n\u00e3o se cristalizando na dor (culpa, medo). <strong>O movimento de separa\u00e7\u00e3o e aproxima\u00e7\u00e3o, tal como as ondas e as mar\u00e9s, n\u00e3o s\u00e3o mais que o pulsar do cora\u00e7\u00e3o com os seus impulsos e pausas, como a alegria e a tristeza, o entusiasmo e a frustra\u00e7\u00e3o; s\u00e3o momentos duma mesma realidade que nos envolve, define e determina.<\/strong><\/p>\n<p>A separa\u00e7\u00e3o que se d\u00e1 no desenvolvimento cumula na raz\u00e3o, onde o mundo deixa de ser uno como antes (\u00c1rvore da sabedoria no para\u00edso!). Aqui surge o perigo de o intelecto se autonomizar e criar um mundo \u201cideal\u201d \u00e0 margem da realidade com for\u00e7as que n\u00e3o se deixam reduzir a meras leis. Com a caminhada da raz\u00e3o, que agora se acentua, d\u00e1-se um processo de diferencia\u00e7\u00e3o, de distin\u00e7\u00e3o entre um eu e um tu; em fun\u00e7\u00e3o da individua\u00e7\u00e3o afirma-se um sujeito contra um objecto, que na realidade, \u00e9 sujeito numa din\u00e2mica de complementaridade; a dial\u00e9ctica leva o outro a ser tornado provisoriamente casulo para, assim, o eu se tornar sujeito. O sujeito, ao atingir o seu verdadeiro desenvolvimento, deveria passar a ver o resto da realidade como sujeito e relacionar-se de maneira a reconhecer-lhe tal dignidade (como parte dela\/e). (O esp\u00edrito incarna na mat\u00e9ria e a mat\u00e9ria ganha asas pr\u00f3prias para voar, tal como procura demonstrar o mist\u00e9rio da incarna\u00e7\u00e3o e ressurrei\u00e7\u00e3o \u00a0e a Trindade realiza). Ao encontrarmo-nos todos num processo de transforma\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o tentaremos destruir ou modificar o outro: a minha mudan\u00e7a j\u00e1 provoca a mudan\u00e7a do outro porque a transforma\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e rela\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o pessoal mesmo com o mundo inadequadamente considerado \u201ccoisa\u201d. <strong>Trata-se de superar um pensar unidimensional s\u00f3 com lugar para a parte geom\u00e9trica da vida, de superar o jogo das escondidas no nicho do intelecto.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os dist\u00farbios, de que todos sofremos como adultos, prov\u00eam dum mundo do pensamento paralelo, criado \u00e0 margem da realidade org\u00e2nica e aos \u201ctraumas\u201d que acompanharam o nosso desenvolvimento desde a crian\u00e7a infantil at\u00e9 ao estado de infantil adulto. <\/strong>A princ\u00edpio agarrados \u00e0s saias da m\u00e3e esperamos dela o amor simbi\u00f3tico que nos mantinha a ela unidos no seu ventre, o para\u00edso terreal (muitas vezes a luta posterior n\u00e3o passa duma tentativa por restabelecer o estado simbi\u00f3tico original: \u00e9 a luta errada por se satisfazer a \u201cculpa\u201d do \u201cpecado\u201d original). Tal uni\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o permitiria o desenvolvimento da pr\u00f3pria identidade passando, naturalmente, a acentuar-se as for\u00e7as centr\u00edfugas para depois culminarem na ressaca das for\u00e7as centr\u00edpetas (egoc\u00eantricas). Segue-se ent\u00e3o um caminho de experi\u00eancias mais ou menos agrad\u00e1veis, mais ou menos traum\u00e1ticas que nos levam a andar pelo pr\u00f3prio p\u00e9 ou a andar agarrados \u00e0s eternas muletas de situa\u00e7\u00f5es irreflectidas. <strong>A experi\u00eancia individual cria frustra\u00e7\u00f5es e gratifica\u00e7\u00f5es que mais tarde se podem revelar em sentimento de culpa, em sentimento de inferioridade\/superioridade<\/strong> <strong>que depois ser\u00e1 reafirmado pela vida fora num rescrito comportamental de arrog\u00e2ncia ou de timidez.<\/strong> Nesta fase dominam os mon\u00f3logos interiores e arrazoamentos que n\u00e3o permitem uma descri\u00e7\u00e3o adequada da realidade pr\u00f3pria nem dos outros. Como n\u00e3o nos encontramos a n\u00f3s mesmos continuamos a reduzir o outro \u00e0 qualidade de objecto a ser assimilado ou a ser repelido. Muitos agarram-se desesperadamente ao pesco\u00e7o da vida na fuga contra o vazio, contra a solid\u00e3o. Procuram fora o que j\u00e1 se encontra dentro. As muletas das ideias revelam-se depois como poluidoras de paisagens emocionais interiores. \u00c9 a fase da vida em canteiros de jardim infantil ou no jogo do gato e do rato.<\/p>\n<p>Na inf\u00e2ncia a harmonia \u00e9 procurada na m\u00e3e enquanto na fase adulta se procura na fus\u00e3o de dois (polos) sujeitos, na &#8220;uni\u00e3o conjugal&#8221;. Aqui encontram-se, a n\u00edvel psicol\u00f3gico e comportamental, for\u00e7as contradit\u00f3rias em ebuli\u00e7\u00e3o \u00e0 semelhan\u00e7a do que se d\u00e1 no desenvolvimento do universo com a sua forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias e de sistemas como o sistema solar,<strong> <\/strong>num jogo de for\u00e7as que procuram o equil\u00edbrio para depois seguiram o chamamento que pressup\u00f5e um novo desequil\u00edbrio; este mantem a ordem viva num sistema de universos a caminho. <strong>Egocentrismo (movimento de rota\u00e7\u00e3o em torno de si mesmo) e altrocentrismo (movimento de transla\u00e7\u00e3o em torno do outro) tornam-se condicionantes duma realidade maior. <\/strong>O amor que envolve os dois provoca o movimento aparentemente contradit\u00f3rio. A fixa\u00e7\u00e3o extrema no ego ou no outro fecha os olhos para a felicidade (equil\u00edbrio), para o amor, fixando-a no amor-pr\u00f3prio, na pr\u00f3pria necessidade sem contemplar o sistema. O ego procura ent\u00e3o n\u00e3o o outro mas a pr\u00f3pria felicidade no outro contradizendo assim a felicidade, que \u00e9 rela\u00e7\u00e3o, o momento de equil\u00edbrio (de esquecimento) que j\u00e1 traz em si o momento de desequil\u00edbrio que provoca o desenvolvimento, a vida e n\u00e3o a estagna\u00e7\u00e3o. A vida que engloba o outro e a mim a caminho duma maior grandeza. <strong>A for\u00e7a centr\u00edpeta, o ego\u00edsmo exige uma rela\u00e7\u00e3o de subalternos, quer ter, n\u00e3o quer ser, (ou confunde o ter com o ser) faz de todos seus sat\u00e9lites desprezando a realidade de que tamb\u00e9m os astros pertencem a estrelas e estas a gal\u00e1xias, ao servi\u00e7o duma realiza\u00e7\u00e3o maior.<\/strong> Cada um, tal como o universo, est\u00e1 chamado a seguir um chamamento; encontramo-nos todos a caminho do mist\u00e9rio na realiza\u00e7\u00e3o do amor, que \u00e9 a energia que mantem todo o ser e todo o universo, unindo o que parece contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p>A necessidade do amor infantil (amor necessidade) domina as rela\u00e7\u00f5es que se tornam por isso insatisfat\u00f3rias. Cada um, crian\u00e7a tra\u00edda, acusa no outro, sem saber, a sua m\u00e3e que o n\u00e3o acariciou suficientemente ou o considerou apenas seu sat\u00e9lite. <strong>Em vez de cada um se assumir aceitando as dores do parto de si mesmo (em processo) deixa-se dominar pelos fantasmas do passado <\/strong>sem reconhecer a realidade das for\u00e7as pr\u00f3prias e ambientais na sua interdepend\u00eancia e complementaridade. Pior ainda: projecta no outro as pr\u00f3prias defici\u00eancias querendo torna-lo a m\u00e3e que n\u00e3o teve. Nesta din\u00e2mica, mendigos do amor tornam outros mendigos tamb\u00e9m. Cada um gira em torno de si mesmo querendo criar os outros \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Num processo de desenvolvimento para a maturidade (a n\u00edvel dos dois) dever\u00e1 criar-se um espa\u00e7o para se fazerem as pazes com os \u201ctraidores\u201d da inf\u00e2ncia para que estes n\u00e3o nos atrai\u00e7oem no outro. Isto deve ser naturalmente integrado em movimentos consecutivos de ensombramento de si mesmo e de luminosidade do outro e vice-versa; o mesmo se d\u00e1 de forma inconsciente no ciclo do dia e da noite que pressup\u00f5e o reconhecimento da exist\u00eancia dos outros astros na realidade do n\u00f3s (indiv\u00edduos e comunidade). Nesta realidade sentiremos e integraremos em n\u00f3s n\u00e3o s\u00f3 a desejada acalmia primaveril e veraneia mas tamb\u00e9m as ventanias outonais que purificar\u00e3o o nosso ser da folhagem impeditiva da pr\u00f3xima fase de desenvolvimento no sentido do todo.<\/p>\n<p>Na constela\u00e7\u00e3o relacional do desenvolvimento tamb\u00e9m se encontram meteoritos isolados que vivem apenas o sexo \u00e0 margem do acto criador de interac\u00e7\u00e3o. Esta pressup\u00f5e amor e este pressup\u00f5e a dor, resultada da tens\u00e3o entre o eu e o outro. <strong>A dor \u00e9 o momento de desequil\u00edbrio que possibilita a evolu\u00e7\u00e3o. Fugir \u00e0 dor \u00e9 negar-se, \u00e9 negar o outro em si e negar-se a si no outro; n\u00e3o basta procurar, porque o sentido \u00e9 encontrar-se, encontrar-se como universo a dar \u00e0 luz. <\/strong>A vida inconsciente, al\u00e9m de viver na fuga e da fuga, luta continuamente com o destino. Falta-lhe a coragem para a felicidade e abdica permanecendo na contradi\u00e7\u00e3o; esta pode, no m\u00e1ximo, produzir o gozo da fric\u00e7\u00e3o mas n\u00e3o a felicidade. Para o ego\u00edsta a culpa est\u00e1 nos outros, ele prefere ver a vida passar-lhe ao lado como os vinhateiros atrasados da par\u00e1bola. Mas tamb\u00e9m o altru\u00edsmo pode ser um ego\u00edsmo escondido ou ind\u00edcio dum eu fraco (debilitado). Manter o equil\u00edbrio da balan\u00e7a \u00e9 a tarefa da vida da pessoa e do universo sempre em movimento.<\/p>\n<p><strong>Eu e tu, os dois somos tr\u00eas a caminho do n\u00f3s. Eu e tu com o universo numa rela\u00e7\u00e3o amorosa n\u00e3o dial\u00e9ctica encontramo-nos num processo de interdepend\u00eancia e afirma\u00e7\u00e3o m\u00fatua; <\/strong>encontramo-nos todos ao servi\u00e7o uns dos outros, no seguimento duma for\u00e7a maior: o amor. O momento dial\u00e9ctico (contradi\u00e7\u00e3o) \u00e9 apenas o instante do desequil\u00edbrio num processo maior pendular de desequil\u00edbrio para o equil\u00edbrio, do equil\u00edbrio para o desequil\u00edbrio na realiza\u00e7\u00e3o dum equil\u00edbrio maior. Aqui j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 um com raz\u00e3o e o outro sem ela, agora j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 um perfeito e outro imperfeito, um culpado e o outro inocente. Aqui o intelecto e o cora\u00e7\u00e3o unem-se para possibilitarem uma vis\u00e3o global integral: a vida toda na pr\u00f3pria vida e n\u00e3o uma vida em segunda m\u00e3o.<\/p>\n<p>Deixa ent\u00e3o de haver a autonomia do astro rei e a depend\u00eancia do sat\u00e9lite para na complementaridade se desenvolver uma nova identidade, a identidade do n\u00f3s no eu criativo e criador. A felicidade realiza-se em comunidade (Filho pr\u00f3digo). Somos filhos do amor, fomos feitos de gra\u00e7a para vivermos na gra\u00e7a do amor.<strong> Como filhos da terra tornamo-nos no sol da natureza agradecida a aben\u00e7oar.<\/strong> Resta-nos o agradecimento e a paci\u00eancia. Somos novos mundos a criar um novo mundo, n\u00e3o podemos prar nem abdicar de n\u00f3s mesmos nem dos outros.<\/p>\n<p>Para criarmos uma nova maneira de estar no mundo, uma nova maneira de nos relacionarmos \u00a0nele e com ele teremos de criar uma nova rela\u00e7\u00e3o amorosa com o outro na realidade do n\u00f3s numa din\u00e2mica identit\u00e1ria processual do eu-tu-n\u00f3s: uma rela\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 de di\u00e1logo mas de tri\u00e1logo, \u00e0 maneira da incarna\u00e7\u00e3o e ressurrei\u00e7\u00e3o numa rela\u00e7\u00e3o pessoal trinit\u00e1ria na unidade do eu-tu-n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Te\u00f3logo e pedagogo<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"mailto:antoniocunhajusto@googlemail.com\"><strong>antoniocunhajusto@googlemail.com<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/\"><strong>www.antonio-justo.eu<\/strong><\/a><strong><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Problemas nas Rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o Momentos de Desenvolvimento Ant\u00f3nio Justo Uma pessoa, tal como o seu car\u00e1cter, \u00e9 mais que a soma dos seus detalhes psicol\u00f3gicos. Ao dizermos ou sentirmos o nosso eu referimo-nos a algo definido como se fosse um produto, algo j\u00e1 acabado e n\u00e3o um processo na realiza\u00e7\u00e3o do ser. O meu eu &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1861\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">Entre o eu integral e o eu superficial<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,4,5,7,8],"tags":[],"class_list":["post-1861","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-educacao","category-escola","category-politica","category-religiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1861","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1861"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1861\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1862,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1861\/revisions\/1862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}