{"id":1851,"date":"2011-05-17T19:49:14","date_gmt":"2011-05-17T18:49:14","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1851"},"modified":"2011-05-17T19:49:14","modified_gmt":"2011-05-17T18:49:14","slug":"brasil-pais-em-ascensao-assume-modelos-decadentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1851","title":{"rendered":"Brasil &#8211; Pa\u00eds em Ascens\u00e3o assume Modelos decadentes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>Facilitismo ocidental \u00e9 mau Exemplo para Pa\u00edses no Vigor da sua Juventude<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 proibido proibir\u201d,\u201d tudo \u00e9 relativo!\u201d, \u201cquem manda nos substratos inferiores \u00e9 a opini\u00e3o\u201d! Defendem os novos profetas da pol\u00edtica, da psicologia e da sociologia, oriundos de povos desenvolvidos mas j\u00e1 virados para o p\u00f4r-do-sol da civiliza\u00e7\u00e3o.<strong> Na\u00e7\u00f5es jovens deixam-se combalir por ideias e pr\u00e1ticas de decl\u00ednio, v\u00e1lidas talvez para civiliza\u00e7\u00f5es decadentes mas n\u00e3o para na\u00e7\u00f5es ou culturas ascendentes \u00e0 tribuna do desenvolvimento\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Uma rede de elites, a n\u00edvel internacional, une-se para, do alto do seu mirante, ditar as suas senten\u00e7as e impedir o desenvolvimento dos bi\u00f3topos culturais, tal como fez, na paisagem, uma economia que devastou as florestas naturais.<strong> <\/strong>Ao colonialismo econ\u00f3mico parece seguir-se o colonialismo cultural. Este parte de areais cerebrais aparentemente an\u00f3nimos e \u00e1vidos de poder! <strong>As na\u00e7\u00f5es abdicam de si mesmas para estarem atentas aos deuses do Olimpo no seu arrastar das cadeiras. Aqui troveja o deus da sociologia, acol\u00e1 pontifica o deus da moda, mais al\u00e9m ribomba um deus da universidade com outros deuses da jerarquia. E ao povo, mesmo culto, resta-lhes levantar a cabe\u00e7a e cacarejar como habitantes dum galinheiro.<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto na\u00e7\u00f5es culturalmente conscientes se preocupam em fomentar a qualidade do ensino, observa-se, em certas na\u00e7\u00f5es,<strong> a tenta\u00e7\u00e3o de educar para o facilitismo. <\/strong>Em nome duma socializa\u00e7\u00e3o do ensino, baixam-se os crit\u00e9rios de qualidade e as exig\u00eancias na maioria dos estabelecimentos de ensino estatal. Por outro lado as classes dominantes, conscientes da import\u00e2ncia da qualidade do ensino ministrado inscrevem seus filhos em escolas de qualidade (longe das favelas) ou no ensino privado, vocacionado para a qualidade.<\/p>\n<p>Uma ideologia da igualdade moment\u00e2nea exige:<strong> todo o aluno tem de passar de ano automaticamente, num sistema de ensino indiferenciado. Isto \u00e9 fraude \u00e0s classes sociais prec\u00e1rias e menos atentas. Estas s\u00f3 descobrem o dolo e o tempo perdido ao chegarem ao mercado de trabalho.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>A divis\u00e3o do pa\u00eds come\u00e7a com a divis\u00e3o da l\u00edngua!<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O MEC (Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura do Brasil) distribuiu um livro por 4.236 escolas para quase meio milh\u00e3o de alunos que estabiliza barbaridades do discurso popular falado, como estas: &#8220;Os livro ilustrado mais interessante est\u00e3o emprestado&#8221;, &#8220;Voc\u00ea pode estar se perguntando: \u201cMas eu posso falar os livro?\u201d, \u201cn\u00f3s vai\u201d. Naturalmente que \u00e9 dever da escola pegar no aluno, com respeito por ele, no est\u00e1dio onde se encontra, independentemente do n\u00edvel da linguagem, mais ou menos adequada, por ele usada. \u00c9 natural que na perspectiva do meio popular a crian\u00e7a ao dizer \u201cn\u00f3s vai \u201en\u00e3o comete erro porque seguia o padr\u00e3o social ambiental. Onde n\u00e3o h\u00e1 ci\u00eancia n\u00e3o se pode culpar a consci\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Apesar dos reparos ao livro distribu\u00eddo, por cientistas da l\u00edngua, para o MEC, ele corresponde aos PCNs (Par\u00e2metros Curriculares Nacionais) &#8211;normas a serem seguidas por todas as escolas e livros did\u00e1cticos. O MEC argumenta: &#8220;A escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma \u00fanica forma &#8216;certa&#8217; de falar, a que parece com a escrita; e o de que a escrita \u00e9 o espelho da fala&#8221;, afirma o texto dos PCNs. <\/strong><\/p>\n<p><strong>O MEC parece considerar o ensino um acto colonizador sentindo-se mais propenso a incrementar um analfabetismo funcional. A eterna quest\u00e3o entre educar e instruir!<\/strong><\/p>\n<p>A escola n\u00e3o pode querer a bagun\u00e7a da l\u00edngua nem pode esgotar-se no combate ao \u201cpreconceito lingu\u00edstico\u201d. A vida social, com as injusti\u00e7as sociais a ela inerentes, s\u00f3 se melhora ajudando os alunos a estarem preparados para enfrentarem a vida social e profissional com dignidade. A fonte do \u201cpreconceito\u201d est\u00e1 na injusti\u00e7a da desigualdade de oportunidades e esta come\u00e7a pela l\u00edngua. Quem vai para a escola acredita na ascens\u00e3o social. Tamb\u00e9m \u00e9 natural que qualquer variedade da l\u00edngua se adequa a uma situa\u00e7\u00e3o.<strong> <\/strong>O aluno deve ser especialmente preparado para se desembara\u00e7ar nas situa\u00e7\u00f5es mais exigentes.<strong> A m\u00e1 consci\u00eancia duma sociedade que discrimina \u00e0 nascen\u00e7a n\u00e3o remedia a situa\u00e7\u00e3o recorrendo apenas a eufemismos de linguagem. Apenas se desobriga sociol\u00f3gica e psicologicamente. <\/strong>Facto \u00e9 que o emprego duma linguagem inadequada pode constituir um erro para a vida pretendida.<\/p>\n<p>Sem esfor\u00e7o n\u00e3o se avan\u00e7a. A \u00e1gua n\u00e3o sobe pelos rios. Para subir tem de se \u201cespiritualizar\u201d em vapor. O mesmo se diga duma pessoa, dum povo ou duma cultura. Criar a impress\u00e3o que o progresso se alcan\u00e7a sem disciplina (regras gerais), sem vontade de subir, sem liberdade criativa \u00e9 discriminar pela negativa. Para baixo anda a chuva! Pensar faz doer, o ensino pressup\u00f5e uma pedagogia desadaptada da sociedade dominante. Doutro modo como aprender\u00e3o os alunos, em tempo \u00fatil, a \u201clevar a \u00e1gua ao seu moinho\u201d?<\/p>\n<p><strong>Para andarmos na estrada precisamos de regras (c\u00f3digo ou regras de tr\u00e2nsito); para circularmos na sociedade precisamos de conhecer as regras da l\u00edngua (a gram\u00e1tica). Doutro modo passaremos a vida a andar por carreiros ou por estradas camar\u00e1rias sem termos a possibilidade de entrar nas auto-estradas da vida social.<\/strong><\/p>\n<p><strong>As elites hodiernas, sem conte\u00fados nem ideias humanos, optam pelo simplismo. Para oferecerem aos distra\u00eddos da vida t\u00eam sexo, divers\u00e3o e opini\u00e3o! Isto \u00e9 de gra\u00e7a para todos; o poder e o melhor p\u00e3o, esses s\u00e3o para os que se empenharam na sua forma\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>No mundo da opini\u00e3o toda a gente tem raz\u00e3o. S\u00f3 que a l\u00edngua \u00e9 anterior \u00e0 filosofia e para se\u201d ter raz\u00e3o\u201d n\u00e3o chega a opini\u00e3o, \u00e9 precisa a raz\u00e3o que adv\u00e9m da sua fundamenta\u00e7\u00e3o. No mundo do dogma da verdade da opini\u00e3o preparam-se as pessoas a ter opini\u00e3o sem raz\u00e3o e assim a aceitarem a opini\u00e3o sem destrin\u00e7a. Nisto est\u00e1 interessado um globalismo que pretende reservar para poucos a capacidade de pensar e v\u00ea na forma\u00e7\u00e3o s\u00e9ria da maioria um impedimento \u00e0s suas arbitrariedades. <strong>Manter um povo na incapacidade de se expressar \u00e9 o melhor pressuposto para uma ditadura consistente e para impedir a concorr\u00eancia de poss\u00edveis competidores treinados.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A defesa e empenhamento pelo proletariado n\u00e3o podem abdicar da qualidade; n\u00e3o chega o \u201epara quem \u00e9, bacalhau basta\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>O Homem define-se e desenvolve-se pela L\u00edngua<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong> Na capacidade de diferencia\u00e7\u00f5es dentro duma l\u00edngua, podemos observar a maior ou menor capacidade de express\u00e3o dum povo. Ela \u00e9 como que a sua matriz e d\u00e1 testemunho do seu maior ou menor grau de desenvolvimento intelectual.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A l\u00edngua \u00e9 ao mesmo tempo a minha casa e a minha \u00c1gora.<\/strong> Ela \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 abrigo mas tamb\u00e9m express\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o.<strong> <\/strong>Para se abrigar, tanto chega uma palhota, uma favela, como um pal\u00e1cio. Como vivemos num mundo do \u201chomo homini lupus\u201d temos por\u00e9m que preparar o aluno\/a com instrumentos adequados. Antigamente dizia-se: \u201cpela aragem se v\u00ea quem vai na carruagem\u201d.<\/p>\n<p>Um esp\u00edrito decadente e uma proletariza\u00e7\u00e3o da cultura est\u00e3o cada vez mais na moda.<\/p>\n<p>Quem defende a proletariza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua, ao orientar-se por um padr\u00e3o minimalista e miserabilista, atrai\u00e7oa o interesse do proletariado. Este tem de exercitar o seu intelecto e aprender formas mais complicadas de entender uma realidade complexa. A c\u00fapula da pir\u00e2mide n\u00e3o desce \u00e0 base prolet\u00e1ria; esta \u00e9 que tem de se preparar e consciencializar da subida. \u201cPara cima s\u00f3 os anjos ajudam; para baixo todos os diabos empurram!\u201d<\/p>\n<p>Em geral reconhece-se que a matem\u00e1tica e o latim s\u00e3o grandes meios auxiliares de estrutura\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro e do pensamento.<\/p>\n<p><strong>O ensino s\u00e9rio duma gram\u00e1tica coerente \u00e9 certamente o primeiro instrumento de organiza\u00e7\u00e3o e ordena\u00e7\u00e3o mental que n\u00e3o deve ser recusado ao povo, seja ele o mais pobre e alheio \u00e0 cultura oficial!<\/strong> Regras n\u00e3o inibem a criatividade. S\u00e3o pelo contr\u00e1rio o seu pressuposto. A criatividade ordena o caos. Pressup\u00f5e intelig\u00eancia e esfor\u00e7o!<\/p>\n<p>Um pa\u00eds que ainda n\u00e3o atingiu o apogeu do seu desenvolvimento n\u00e3o se pode deixar orientar pelo relativismo decadente vigente nos povos ocidentais interessados em n\u00e3o ca\u00edrem sozinhos.<\/p>\n<p>Um pa\u00eds como o Brasil, para assumir a lideran\u00e7a do continente sul-americano tem que arrogar-se responsabilidade apostando sobretudo na forma\u00e7\u00e3o do povo. O relativismo decadente assumido em pol\u00edtica de l\u00edngua pode ser um sinal de que o Brasil n\u00e3o se quer preparar para assumir tal posi\u00e7\u00e3o! O pa\u00eds n\u00e3o se pode perder em repetir experi\u00eancias de povos decadentes. Deve ter a coragem de errar por si para aprender; tem de crer para poder!<\/p>\n<p><strong>&#8221; Mesmo o mais corajoso entre n\u00f3s s\u00f3 raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece&#8221;,<\/strong> Nietzsche (citado em JORNAL DE OLEIROS).<\/p>\n<p><strong>Boa noite Brasil!<\/strong><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p><a href=\"mailto:antoniocunhajusto@googlemail.com\">antoniocunhajusto@googlemail.com<\/a><\/p>\n<p>www.antonio-justo.eu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Facilitismo ocidental \u00e9 mau Exemplo para Pa\u00edses no Vigor da sua Juventude Ant\u00f3nio Justo \u201c\u00c9 proibido proibir\u201d,\u201d tudo \u00e9 relativo!\u201d, \u201cquem manda nos substratos inferiores \u00e9 a opini\u00e3o\u201d! Defendem os novos profetas da pol\u00edtica, da psicologia e da sociologia, oriundos de povos desenvolvidos mas j\u00e1 virados para o p\u00f4r-do-sol da civiliza\u00e7\u00e3o. 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