{"id":1826,"date":"2011-04-23T14:04:25","date_gmt":"2011-04-23T13:04:25","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1826"},"modified":"2011-09-02T23:31:23","modified_gmt":"2011-09-02T22:31:23","slug":"25-de-abril-uma-estacao-na-via-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1826","title":{"rendered":"25 de Abril uma Esta\u00e7\u00e3o na Via popular"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>25 de Abril uma Esta\u00e7\u00e3o na Via popular<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>O Povo a acordar \u00e9 Inverno a passar<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Um ar de Abril assome \u00e0s ruas da na\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Num misto de vozes, gestos e cores, o povo unido<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcha em filas ao ritmo da can\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Do quartel militar pr\u00e1s casernas do partido<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>\u201cO povo unido jamais ser\u00e1 vencido\u201d\u2026, gritava a cidade ao ritmo da marcha. \u201d Gr\u00e2ndola Vila Morena\u2026\u201d cantava o povo que, por momentos, descobria as cores da vida nos passos da liberdade ao ritmo ordenado da can\u00e7\u00e3o. A alegria da uni\u00e3o dan\u00e7ava nos cora\u00e7\u00f5es. Era o Portugal colorido a vibrar.<\/p>\n<p>No campo da p\u00e1tria cheirava a Abril e as cores do arco-\u00edris deslizavam, despreocupadas, pelas ruas. Era festa, a festa do povo a florir em cravos, rosas e papoilas. Um fluir de cores e vozes a acenar na p\u00e1tria em flor. Por um momento, se acaba a noite; a esperan\u00e7a acorda; no alfobre do povo, brilha o dia.<\/p>\n<p>O vermelho escuro, do sangue derramado no ultramar, ressurge e corre agora nos cravos das ruas a acenar. A vida pula na pra\u00e7a a cantar. Um misto de vozes e ritmos de paradas e de marchas populares ressoa cavo nos altos das colinas da cidade. \u00c9 o sentimento de cores e vozes das ruas baixas nos altos a ecoar.<\/p>\n<p>Quem gritava, cantava e acenava, aspirava a tornar-se povo mas o ritmo dos altos altifalantes \u201crevolucion\u00e1rios\u201d s\u00f3 conhecia popula\u00e7\u00e3o a acomodar!<\/p>\n<p>Depressa a sombra do entardecer bate \u00e0 porta do povo. O dia sem noite findou. A diferen\u00e7a voltou<strong>! Ao longe, logo se ouvem os clarinetes do toque a recolher \u00e0s casernas dos partidos. A liberdade fica agora apiada ao ritmo da marcha dos partidos. No arame farpado do pensamento, o povo dividido, canta j\u00e1 desafinado. O dia acabou. \u00c9 hora de recolher. <\/strong><\/p>\n<p>Nos andores dos revolucion\u00e1rios de Abril continuam a passar figuras de sorriso redondo a insuflar-se do sorriso e da \u00e1ria duma popula\u00e7\u00e3o a definhar num gesto sonolento e amarelo. A foicinha da revolu\u00e7\u00e3o ceifou-lhe as cores. Portugal de farda parda. O povo veste agora a cor do momento.<\/p>\n<p>Os zangados de ontem tornaram-se nos contentes de hoje! \u00c0 custa de novas zangas, novas opress\u00f5es.<\/p>\n<p>Mudar de filas, \u00e9 ordem do dia, \u00e9 a ordem da revolu\u00e7\u00e3o! No andor da televis\u00e3o, s\u00f3 os contentes acenam a sua cor, que n\u00e3o o colorido da na\u00e7\u00e3o. Continuam a fita do corta fitas na finta \u00e0 na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O sol de Abril perdeu-se no nevoeiro da esta\u00e7\u00e3o. A coloniza\u00e7\u00e3o, l\u00e1 fora, acabou, mas, c\u00e1 dentro, h\u00e1 muito que come\u00e7ou.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong> Portugal sem norte, na valeta <\/strong><\/p>\n<p><strong>Marca passo, esquerda-direita <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 massa em linha, sem vis\u00e3o, <\/strong><\/p>\n<p><strong>J\u00e1 em vias de rebeli\u00e3o! <\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Vinte e cinco de Abril<\/strong><\/p>\n<p><strong>Filho ignoto da na\u00e7\u00e3o<br \/>\n <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ningu\u00e9m te quer acolher<br \/>\n <\/strong><\/p>\n<p><strong>Abril dos cravos no ch\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Festa da conformidade <\/strong><\/p>\n<p><strong>Portugal inda por fazer<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Abril de 2011<br \/>\n <\/strong><\/p>\n<p><a href=\"mailto:antoniocunhajusto@googlemail.com\">antoniocunhajusto@googlemail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/\">www.antonio-justo.eu<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>25 de Abril uma Esta\u00e7\u00e3o na Via popular O Povo a acordar \u00e9 Inverno a passar Ant\u00f3nio Justo Um ar de Abril assome \u00e0s ruas da na\u00e7\u00e3o Num misto de vozes, gestos e cores, o povo unido Marcha em filas ao ritmo da can\u00e7\u00e3o Do quartel militar pr\u00e1s casernas do partido \u201cO povo unido jamais &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1826\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">25 de Abril uma Esta\u00e7\u00e3o na Via popular<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,14,4,5,6,7,8],"tags":[],"class_list":["post-1826","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-economia","category-educacao","category-escola","category-migracao","category-politica","category-religiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1826","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1826"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1826\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1828,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1826\/revisions\/1828"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}