{"id":1697,"date":"2011-02-15T11:45:45","date_gmt":"2011-02-15T10:45:45","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1697"},"modified":"2011-02-15T12:33:31","modified_gmt":"2011-02-15T11:33:31","slug":"corruptos-como-manequins-da-nacao-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1697","title":{"rendered":"Corruptos como Manequins da Na\u00e7\u00e3o Portuguesa"},"content":{"rendered":"<p><strong><br \/>\n <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: x-large;\"><strong>\u201cCOMO O ESTADO GASTA O NOSSO DINHEIRO\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>Portugal \u00e9 um pa\u00eds pequeno em que o governo n\u00e3o sabe do povo nem o povo sabe do governo. A economia n\u00e3o sabe das finan\u00e7as nem a pol\u00edtica sabe do pa\u00eds. Um pa\u00eds de sociedades secretas e de grupos empertigados e fortes, a viverem nos guetos das import\u00e2ncias, que n\u00e3o conhecem cidadania mas apenas clientelas. Um pa\u00eds com uma grande cultura e um grande povo, mas desencontrado a caminho da desintegra\u00e7\u00e3o social e cultural. <strong>O povo para desabafar fala do \u201cMarrocos de baixo\u201d e do \u201cMarrocos de cima\u201d!<\/strong><\/p>\n<p>Este mesmo povo admira o grito de liberdade e justi\u00e7a que vai pelo mundo fora e esquece-se de ver o que vai em casa para gritar. Naturalmente que os que possuem o saber e o poder vivem bem em Portugal e na Europa. Os cen\u00e1rios do futuro n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o r\u00f3seos como parecem. Facto \u00e9 que a incompet\u00eancia e arrog\u00e2ncia da classe dirigente de Portugal t\u00eam arruinado Portugal e as gera\u00e7\u00f5es do futuro.<\/p>\n<p><strong>O livro \u201cComo o Estado gasta o nosso Dinheiro\u201d de Carlos Moreno, juiz jubilado do Tribunal de Contas, mostra \u00e0 base de exemplos a incapacidade governativa dos pol\u00edticos. Carlos Moreno, n\u00e3o critica apenas, ele \u00e9 objectivo e aponta caminhos a seguir para um Estado s\u00e9rio gerir os dinheiros p\u00fablicos. Um livro que deveria ser lido por pol\u00edticos e jornalistas em todo o mundo lus\u00f3fono, porque as propostas que faz solucionariam muitos problemas e proporcionariam uma rela\u00e7\u00e3o sadia entre Estado e seus parceiros e um funcionamento produtivo dos \u00f3rg\u00e3os de Estado entre si.<\/strong><\/p>\n<p>Como refere o livro, a d\u00edvida externa bruta portuguesa (p\u00fablica + privada) atingiu em 2009 os 223% do PIB. O Estado assumiu em 2009 contratos dos PPP (empresas contratadas pelo sector p\u00fablico) no dom\u00ednio das infra-estruturas de transportes e de sa\u00fade em cerca de 50 mil milh\u00f5es de euros a pagar pelas gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p><strong>O Governo criou os PPP (Parceiros P\u00fablico-Privados), chamando assim o sector privado a tudo o que poderia vir a dar, de momento, dividendos pol\u00edticos aos governantes e a encobrir o endividamento progressivo do Estado.<\/strong> O Governo tamb\u00e9m se aproveita dos PPP para o seu favoritismo, baseado na coniv\u00eancia com sociedades secretas e com amigos da ideologia partid\u00e1ria ou da ocasi\u00e3o. Os processos de concurso s\u00e3o submetidos a exig\u00eancias administrativas arbitr\u00e1rias sem compet\u00eancia e sem transpar\u00eancia. O governo, para melhor precaver o seu favoritismo, n\u00e3o se preocupa com o controlo or\u00e7amental de encargos assumidos por empresas de coniv\u00eancia p\u00fablico-privadas. N\u00e3o recorre a pessoal externo para controlar. A n\u00edvel de PPP Portugal \u00e9 considerado, na EU, um mau exemplo na sua gest\u00e3o. <strong>Usam-se da democracia para anonimarem o roubo e o nepotismo duma partidocracia cimentada em sociedades secretas e organismos com redes internacionais (vide ma\u00e7onaria e irmandades partid\u00e1rias internacionais) acalentadas por uma mentalidade arrogante e sobranceira, sem consci\u00eancia de povo nem de na\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Um Pa\u00eds corrompido por Dan\u00e7arinos do Poder no Flamenco da Ostenta\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>\u201cPortugal \u00e9 o pa\u00eds da Europa com maior percentagem de PPP, que afogam os contribuintes em d\u00edvidas\u2026 com 1.559 mil milh\u00f5es de euros de empr\u00e9stimos, seguido da Fran\u00e7a com 467 mil milh\u00f5es\u201d. A casta pol\u00edtica serve nos PPP os seus servidores com lugares compensadores \u00e0 custa do Estado. O livro, de Carlos Moreno, mostra com exemplos escandalosos como, no caso do concurso do Metro Sul do Tejo em 2009 os encargos do Estado j\u00e1 iam em 350 milh\u00f5es de euros. A renegocia\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es SCUT (auto-estradas) passa para o regime de cobran\u00e7a de portagens, sobrecarregando assim o contribuinte em \u201ccerca de 10 milh\u00f5es de euros, favorecendo assim os boys das concession\u00e1rias e evitando a concorr\u00eancia. Neste paradigma duma administra\u00e7\u00e3o de amigalha\u00e7os, o Estado assume os riscos! \u201cAs previs\u00f5es de custos das obras p\u00fablicas chegam a ter derrapagens financeiras de 300%. Os contratos dos PPP, cada vez que s\u00e3o renegociados com os privados, acarretam mais e mais encargos pra os contribuintes\u2026 Nunca existem respons\u00e1veis e nada acontece.\u201d Atrav\u00e9s das empresas p\u00fablicas, o Estado cria novas d\u00edvidas, \u00e0 margem do or\u00e7amento do Estado, branqueado assim as estat\u00edsticas, tal como fazem com muitas estat\u00edsticas apesar duma pol\u00edtica orientada para a estat\u00edstica enganadora. Assim se falsifica o d\u00e9fice or\u00e7amental, se engana o povo e se evita um controlo externo s\u00e9rio. Trata-se de encargos p\u00fablicos que \u201cnem as gera\u00e7\u00f5es presentes nem as futuras v\u00e3o conseguir pagar sem muito penosos e long\u00ednquos sacrif\u00edcios\u201d.<\/p>\n<p>Encontramo-nos perante um Estado irrespons\u00e1vel sem precis\u00e3o nem rigor nas decis\u00f5es. <strong>A EU \u00e9 conivente, n\u00e3o sendo rigorosa na an\u00e1lise relativamente a Portugal, porque por detr\u00e1s de tudo isto se encontram redes internacionais de grande influ\u00eancia, tamb\u00e9m a enriquecer \u00e0 custa do povo sistematicamente marginalizado e dos pa\u00edses pequenos, onde a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 mais f\u00e1cil de se encobrir.<\/strong> Nos PPP o Estado assume os riscos sem se preocupar com rentabilidades. Alteram a matriz de riscos inicial favorecendo os seus parceiros. Entre outros m\u00e9todos para verem adjudicados os projectos fazem uma proposta de projecto baixa sabendo que o poder\u00e3o ir buscar depois! No povo corre a voz de que nestas empresas s\u00e3o aquartelados os irm\u00e3os da ma\u00e7onaria e os boys e girls dos partidos. Sob este guarda-sol vive bem a chusma dos Doutores e dos feitores da opini\u00e3o p\u00fablica que vive acomodada \u00e0 sombra da boiada assegurada a n\u00edvel internacional, nacional, distrital e concelhia.<\/p>\n<p>\u201cProjectos de PPP\u2026 devem ser transitoriamente suspensos, em nome da sustentabilidade or\u00e7amental e por os PPP se terem tornado n\u00e3o competitivos\u201d. Os boys e os pseudo-intelectuais do regime n\u00e3o permitir\u00e3o tal nem t\u00eam nada a recear porque conseguiram traumatizar o povo. S\u00e3o os herdeiros dos bar\u00f5es oportunistas das revolu\u00e7\u00f5es (cf. invas\u00f5es francesas)!<\/p>\n<p>O Tribunal de Contas (TC) faz parte do problema n\u00e3o podendo, por isso, evitar a cat\u00e1strofe do endividamento p\u00fablico. As auditorias n\u00e3o s\u00e3o independentes. O presidente do TC \u00e9 nomeado pelo governo que nomeia tamb\u00e9m dois dos cinco membros do j\u00fari do TC.<\/p>\n<p>O sistema tem sido mantido, sobre as v\u00e1rias rep\u00fablicas, devido \u00e0 rede subjacente ao sistema integrada em diferentes irmandades internacionais, que facilitam assim encobrir a dimens\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o do sistema portugu\u00eas. Tudo fachada e accionismo para ingl\u00eas ver! O parasitismo dum baronato pol\u00edtico e intelectual arraigado ao Estado \u00e9 o respons\u00e1vel pela m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o dum povo trabalhador que se v\u00ea obrigado a emigrar para ir enriquecer outros povos e estabilizar o mandarinato portugu\u00eas com as remessas.<\/p>\n<p>O sistema partid\u00e1rio portugu\u00eas carece, em muitos sectores, de valores e atitudes comportamentais e de esp\u00edrito transl\u00facido para poder levar o Estado a ser eficiente. Surgiram da cultura dos bar\u00f5es.<\/p>\n<p>Da revolu\u00e7\u00e3o francesa assumiram os v\u00edcios que se manifestaram na primeira Rep\u00fablica e foram fielmente transmitidos, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, por redes de clubes de homens que cultivam neles as mentalidades combatidas pela carta da independ\u00eancia americana. Em nome da rep\u00fablica e do progresso destroem a na\u00e7\u00e3o e enfraquecem o povo.<\/p>\n<p><strong>\u00c0 mesa do Or\u00e7amento do Estado sentam-se 14.000 entidades que \u201cno todo ou em parte s\u00e3o alimentados por dinheiros p\u00fablicos\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>O Governo administra com decretos-lei ou despachos \u201cvisando situa\u00e7\u00f5es casu\u00edsticas, para afastar o regime normal de contrata\u00e7\u00e3o\u201d. Assim favorece, com concess\u00f5es e adjudica\u00e7\u00f5es a sua rede parasita que poder contar sempre com a aval do Estado e com outras garantias p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Os pol\u00edticos limitam-se a apresentar as contas ao pa\u00eds sem prestar contas por elas. A incompet\u00eancia demonstrada, ano por ano, na gest\u00e3o p\u00fablica e pol\u00edtica, n\u00e3o receia consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Pobre Portugal todo feito de ambival\u00eancias e antagonismos, gerido por \u201celites\u201d irrespons\u00e1veis que n\u00e3o conhecem pa\u00eds nem povo! Portugal empobrecido por uma sociedade de ladr\u00f5es an\u00f3nimos que enriquecem \u00e0 custa do roubo que fazem ao povo.<\/p>\n<p>Boa noite Portugal! Quando come\u00e7as a ser povo?<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p><a href=\"mailto:antoniocunhajusto@googlemail.com\">antoniocunhajusto@googlemail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/\">www.antonio-justo.eu<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCOMO O ESTADO GASTA O NOSSO DINHEIRO\u201d Ant\u00f3nio Justo Portugal \u00e9 um pa\u00eds pequeno em que o governo n\u00e3o sabe do povo nem o povo sabe do governo. A economia n\u00e3o sabe das finan\u00e7as nem a pol\u00edtica sabe do pa\u00eds. Um pa\u00eds de sociedades secretas e de grupos empertigados e fortes, a viverem nos guetos &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1697\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">Corruptos como Manequins da Na\u00e7\u00e3o Portuguesa<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[14,4,5,6,7],"tags":[],"class_list":["post-1697","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","category-educacao","category-escola","category-migracao","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1697","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1697"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1697\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1699,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1697\/revisions\/1699"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}