{"id":1669,"date":"2011-01-25T16:18:15","date_gmt":"2011-01-25T15:18:15","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1669"},"modified":"2011-01-25T16:18:15","modified_gmt":"2011-01-25T15:18:15","slug":"opiniao-e-realidade-%e2%80%93-ideia-e-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1669","title":{"rendered":"OPINI\u00c3O E REALIDADE \u2013 IDEIA E VERDADE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: x-large;\">A Vida n\u00e3o engana, as ideias \u00e9 que nos enganam!<strong> (3)<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p>A nossa opini\u00e3o traz a cor dos nossos \u00f3culos. \u00c9 monocrom\u00e1tica, enquanto a realidade tem todas as cores do arco-\u00edris. Com as lentes do nosso pensamento configuramos o mundo, a nossa maneira de ser, a nossa opini\u00e3o e mentalidade. Al\u00e9m disso, usamos uma matriz de percep\u00e7\u00e3o selectiva, dirigida para a realidade apreendida como objecto e n\u00e3o como sujeito (ser em processo). A natureza d\u00e1-nos assim, para nos individuarmos, a possibilidade de ver a sua flu\u00eancia transformada em camada de gelo, e assim nos podermos deslocar nela sem vertigens. Assim da \u00f3rbita do pensamento criamos uma realidade virtual s\u00f3 para n\u00f3s, separando-nos da natureza tal como a Lua se separou da Terra.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Fixados no movimento de rota\u00e7\u00e3o em volta de n\u00f3s mesmos (do nosso ego) n\u00e3o pressentimos que estamos enquadrados em outros movimentos e for\u00e7as, que fazemos parte duma Realidade complexa sob a for\u00e7a centr\u00edpeta dum Sol material e espiritual. Tal como o Sol continua a ser parte impercept\u00edvel da mat\u00e9ria at\u00e9 ao seu m\u00ednimo \u00e1tomo, assim o Esp\u00edrito faz parte do nosso corpo at\u00e9 \u00e0s profundidades da nossa alma. O sol brilha na natureza como a intelig1\u00eancia no Homem. Como o Sol d\u00e1 vida \u00e0 natureza tamb\u00e9m o Esp\u00edrito no Homem poderia dar maior brilho e honra \u00e0 natureza humana, animal e vegetal.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Afirmar-se ou definir-se pela pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o est\u00e1tica, pelo seu ponto de vista, \u00e9 t\u00e3o perigoso como se a Terra se afirmasse sem o Sol. O pr\u00f3prio ponto de encontro de si mesmo na pr\u00f3pria rota\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e a exist\u00eancia de outras \u00f3rbitas e for\u00e7as de transac\u00e7\u00e3o, a exist\u00eancia do outro, como parte tamb\u00e9m ela formadora da pr\u00f3pria identidade. Para entrarmos em n\u00f3s pressup\u00f5e-se ent\u00e3o a distancia\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos no outro, na outra parte que nos forma e alarga. Alarga n\u00e3o s\u00f3 na perspectiva do sistema mas no sentido metaf\u00edsico como o entende Heidegger em \u201cSer e Tempo\u201d ao distinguir entre \u201cas coisas do mundo\u201d e o \u201cSer\u201d, entre o nosso ser \u00f4ntico e ontol\u00f3gico.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Geralmente vive-se da fixa\u00e7\u00e3o na ilus\u00e3o da pr\u00f3pria vis\u00e3o longe da Realidade que n\u00e3o se deixa reduzir aos canais do pensamento mas acontece na din\u00e2mica do sempre novo, sempre diferente. A ideia \u00e9 abstrac\u00e7\u00e3o, uma paisagem da vida a partir da janela da nossa pessoa, condicionada ao nosso saber e sentir. N\u00e3o vemos a realidade, interpret\u00e1mo-la atrav\u00e9s da janela distante dos nossos sentidos. Somos tradutores dum texto comum em que as letras todas correm l\u00e1 no profundo de cada um de n\u00f3s e simultaneamente em toda a realidade.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Longe da vida e \u00e0 ca\u00e7a de viv\u00eancias, ficamos presos nas la\u00e7adas das nossas opini\u00f5es. Confundimos a realidade e a verdade profunda com as condutas de acesso a ela: as condutas das opini\u00f5es e concep\u00e7\u00f5es, os pipelines das civiliza\u00e7\u00f5es ou as maneiras de ver em voga. A vida torna-se no negativo (filme) da realidade. Na velocidade da dan\u00e7a e na riqueza superelegante da roupagem torna-se dif\u00edcil descobrir o rosto da vida. <strong>A vida n\u00e3o engana, o que engana \u00e9 a vertigem das ideias!<\/strong> Em vez de identificar o pensamento com a realidade, ser\u00e1 \u00f3bvio reconhecer no sistema de pensamento um sistema de abordagem e de condu\u00e7\u00e3o, no cruzamento de outras \u00f3rbitas. Para evitar a frustra\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio engano e do engano dos outros, h\u00e1 que descer \u00e0 profundidade do ser onde a vida corre como ribeiro impercept\u00edvel na floresta da realidade. No mais \u00edntimo de n\u00f3s mesmos, n\u00e3o s\u00f3 na rota das \u00f3rbitas, encontramos o mesmo Sol que procuramos l\u00e1 fora. A opini\u00e3o \u00e9 uma pobre membrana aberta \u00e0 osmose do ser todo que \u00e9 a Verdade! Nestas condi\u00e7\u00f5es, passo a ser todo na complementaridade do eu \u2013 tu \u2013 n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pedagogo e te\u00f3logo<\/p>\n<p>antoniocunhajusto@google.com<\/p>\n<p><a href=\"..\/\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Vida n\u00e3o engana, as ideias \u00e9 que nos enganam! (3) Ant\u00f3nio Justo A nossa opini\u00e3o traz a cor dos nossos \u00f3culos. \u00c9 monocrom\u00e1tica, enquanto a realidade tem todas as cores do arco-\u00edris. 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