{"id":1632,"date":"2010-12-16T11:00:10","date_gmt":"2010-12-16T10:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1632"},"modified":"2010-12-16T11:00:10","modified_gmt":"2010-12-16T10:00:10","slug":"capitalismo-de-estado-contra-turbo-capitalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1632","title":{"rendered":"Capitalismo de Estado contra Turbo-capitalismo"},"content":{"rendered":"<p><strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/strong><\/p>\n<p><strong><strong> ECONOMIA CHINESA FERE O CORA\u00c7\u00c3O DO OCIDENTE<\/strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>O regime chin\u00eas re\u00fane numa s\u00f3 m\u00e3o o poder pol\u00edtico e econ\u00f3mico, tornando-se agora, com o seu capitalismo de estado, numa amea\u00e7a para o capitalismo ocidental n\u00e3o regulado. Este passe de rasteira ao capitalismo internacional leva, por seu lado, os estados livres a produzir leis proteccionistas das suas economias para impedirem a fuga do capital, produzido pelos oper\u00e1rios, para na\u00e7\u00f5es concorrentes. A pol\u00edtica de expans\u00e3o chinesa, permite-se transgredir leis internacionais de mercado e mesmo o roubo de tecnologias.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>\u00c0 maneira capitalista, compra companhias, t\u00e9cnica, know-how (europeu e americano) e as riquezas do solo (\u00c1frica, Austr\u00e1lia e Am\u00e9rica Latina). Por outro lado, em nome da paz social na China, mant\u00e9m a sua moeda (Yuan) subvalorizada, beneficiando assim a sua exporta\u00e7\u00e3o. Pior ainda, o Estado subvenciona as firmas nacionais com cr\u00e9ditos baratos e discrimina os investidores estrangeiros no acesso \u00e0s mat\u00e9rias-primas e na concess\u00e3o de empreitadas p\u00fablicas. Por outro lado os mesmos pa\u00edses v\u00eaem-se obrigados a comprar produtos chineses por serem mais baratos. Deste modo v\u00e3o iludindo a cont\u00ednua baixa do poder de compra do povo ocidental.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>A EU j\u00e1 pensa, como fez a USA, em tomar medidas proteccionistas tamb\u00e9m: discrimina\u00e7\u00e3o contra discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Os chineses fazem o que os japoneses fizeram: com os seus estudantes, copiaram as tecnologias nas universidades ocidentais e depois puseram os seus produtos a pre\u00e7os concorrentes no ocidente. Ao contr\u00e1rio dos chineses consideravam os concorrentes como parceiros, respeitando as regras do jogo para os grandes.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong> Provocaram a Crise t\u00eaxtil europeia como provocar\u00e3o a crise autom\u00f3vel<\/strong><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>A revista alem\u00e3 de finan\u00e7as \u201cManegermagazin\u201d de 12\/10, j\u00e1 teme o futuro da economia ocidental, descreve a agress\u00e3o chinesa no sector financeiro internacional. Refere a aquisi\u00e7\u00e3o ou participa\u00e7\u00e3o de empresas chinesas no estrangeiro (num valor que vai de um bili\u00e3o \u2013 cem mil milh\u00f5es- a 14,3 bili\u00f5es de d\u00f3lares por firma) das seguintes empresas: Rio Tinto na Argentina, Addax (Inglaterra),Bridas Corp (Argentina), Itaminas (Brasil), Plena Transmissoras (Btasil), Peregrino \u00d6lfeld (Brasil), Penn West (Canad\u00e1), Syncrude (Canad\u00e1), Volvo (Su\u00e9cia), Arrow Energy (Austr\u00e1lia), Bauxit Mine (Gana), Reps Brazil (Brasil), \u00d6lfeld Texas (USA), Nigerien Telecom (Nig\u00e9ria), Fortis-Sparte (USA). Destas firmas 11 s\u00e3o do ramo das mat\u00e9rias-primas, uma da energia, uma autom\u00f3vel, uma Telecom e uma de Bancos. Todos estes sectores determinantes para o futuro.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Por estes andares, a Europa encontra-se a caminho de se tornar museu enquanto a China se tornar\u00e1 o centro da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>A economia dirigida do mercado causa dores de cabe\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 grandes multinacionais como aos Estados do Ocidente. A China concorre hoje com produtos de terceira categoria com as pequenas e m\u00e9dias empresas ocidentais, amanh\u00e3 concorrer\u00e1 com os produtos de primeira classe das multinacionais europeias e americanas.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>O monopolista estado aprendeu as regras do turbo-capitalismo seguindo uma estrat\u00e9gia desleal. Mas o que \u00e9 mal dum lugar pode ser bem do outro.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Ser\u00e1 que o capitalismo liberal, para reagir, ter\u00e1 de voltar aos nacionalismos de ontem ou prepar\u00e1ramo-nos para o conflito de civiliza\u00e7\u00f5es? Este ser\u00e1 o caso, segundo a ordem das coisas na Hist\u00f3ria: primeiro deu-se o conflito entre tribos, depois entre na\u00e7\u00f5es e o \u00faltimo ser\u00e1 entre regi\u00f5es ou civiliza\u00e7\u00f5es. O maior conflito que se avizinha, com graves consequ\u00eancias para a escalada dos pre\u00e7os e conflitos dar-se-\u00e1 no sector das mat\u00e9rias-primas.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Uma economia nacionalista dirigista criar\u00e1 grandes problemas ao capitalismo liberalista internacional e ao globalismo. Avizinham-se tempos altos para as ideologias. \u00c0 revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica chinesa segue-se a expans\u00e3o econ\u00f3mica e ao bem-estar europeu o inc\u00f3modo social.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria dos imperialismos aflora-se um novo imperialismo. O crit\u00e9rio da sua avalia\u00e7\u00e3o orientar-se-\u00e1 pela participa\u00e7\u00e3o do povo na produ\u00e7\u00e3o e no consumo. O certo \u00e9 que <strong>o socialismo primeiro luta pela liberta\u00e7\u00e3o e quando se encontra no poder luta pela ideologia que reprime a liberdade. <\/strong>Uma perspectiva a partir da precariedade n\u00e3o se preocupa com direitos humanos, com participa\u00e7\u00e3o popular nem com a corrup\u00e7\u00e3o. Todas as nomenclaturas ter\u00e3o o indiv\u00edduo como concorrente e corrector.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Semelhante ao Isl\u00e3o, entra nos estados pela porta traseira, para depois, do alto do seu mirante, exigir e ditar condi\u00e7\u00f5es. <strong>Servem-se da fraqueza de sistemas, Estados e firmas para se afirmarem, com as suas companhias estatais, nas partes fracas do Ocidente<\/strong>. Aprenderam depressa a estrat\u00e9gia ocidental, o que ir\u00e1 emperrar a realidade democr\u00e1tica ocidental. N\u00e3o fosse a Hist\u00f3ria um palco de colonialismos e imperialismos sucessivos e a sua plataforma o sempre povo.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Na sua estrat\u00e9gia de invadir os pa\u00edses do euro, os bancos nacionais chineses concedem cr\u00e9ditos mais baratos aos estados em dificuldade, investindo, sobretudo, na constru\u00e7\u00e3o de estradas, caminhos-de-ferro e aeroportos. Entram em Estados pobres com um m\u00ednimo de capital procurando tirar o maior lucro econ\u00f3mico e ganhar o m\u00e1ximo de influ\u00eancia pol\u00edtica como se viu no \u00faltimo apelo chin\u00eas ao boicote da celebra\u00e7\u00e3o Nobel.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong>J\u00e1 aplicou esta estrat\u00e9gia de apoio na Gr\u00e9cia e agora faz o mesmo em Portugal.<\/strong> <strong>Esta \u00e9 uma novidade que poder\u00e1 ser, numa primeira fase, interessante para economias fracas. Ser\u00e1, mais que isso, um contributo para disciplinar um liberalismo capitalista feroz. <\/strong>De resto ficar\u00e1 a velha praxe:<strong> <\/strong>Da luta dos grandes sempre restam algumas migalhas para os pequenos!<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>A Alemanha \u00e9 o pa\u00eds da EU que est\u00e1 mais preparado para resistir \u00e0 concorr\u00eancia barata chinesa. Apesar disso, <strong>os grandes empres\u00e1rios alem\u00e3es queixam-se e j\u00e1 v\u00eaem nuvens no horizonte. <\/strong><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p>antoniocunhajusto@googlemail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ECONOMIA CHINESA FERE O CORA\u00c7\u00c3O DO OCIDENTE Ant\u00f3nio Justo O regime chin\u00eas re\u00fane numa s\u00f3 m\u00e3o o poder pol\u00edtico e econ\u00f3mico, tornando-se agora, com o seu capitalismo de estado, numa amea\u00e7a para o capitalismo ocidental n\u00e3o regulado. 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