{"id":1617,"date":"2010-12-07T12:03:11","date_gmt":"2010-12-07T11:03:11","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1617"},"modified":"2010-12-07T12:03:11","modified_gmt":"2010-12-07T11:03:11","slug":"luz-do-mundo-%e2%80%93-o-papa-a-igreja-e-os-sinais-dos-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1617","title":{"rendered":"Luz do Mundo \u2013 O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>BENTO XVI ABRE-SE AO JORNALISMO CONTEMPOR\u00c2NEO<\/strong><strong><br \/>\n \u201cLuz do Mundo \u2013 O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<\/p>\n<p>O livro, \u201cLuz do Mundo \u2013 O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos\u201d, resulta duma entrevista efectuada de 26 a 31 de Julho, onde Bento XVI em Castel Gandolfo respondia, uma hora por dia, \u00e0s perguntas directas e pessoais do jornalista\u00a0 Peter Seewald.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Bento XVI d\u00e1 assim continuidade aos livros-entrevista &#8220;O sal da terra&#8221; e &#8220;Deus e o mundo&#8221;, resultantes das entrevistas que o outrora comunista Peter Seeweald fizera ao ent\u00e3o ainda Cardeal Razinger.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Esta nova forma de abertura ao jornalismo contempor\u00e2neo possibilita a leitura a um p\u00fablico mais abrangente que o das enc\u00edclicas.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>No livro \u201cLuz do Mundo\u201d, o chefe supremo de 1.200 mil milh\u00f5es de cat\u00f3licos, toma posi\u00e7\u00e3o no respeitante aos problemas da Igreja e da sociedade, falando, sem subterf\u00fagios, sobre si, o seu pontificado, a<strong> <\/strong><strong>alegria do cristianismo, <\/strong>os abusos na Igreja, o ecumenismo, a sida,<strong> <\/strong><strong>mesquitas e burca, o modernismo, o progresso, a droga, a sexualidade, Pio XII, a mulher, o celibato, etc. Ao ler-se o livro acompanha-se um Papa sublime e humilde, que, no centro da vida, quer dar vida \u00e0 f\u00e9 e trazer f\u00e9 \u00e0 vida.<\/strong><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>D\u00e1 prazer ler os escritos l\u00facidos dum homem s\u00e1bio, fiel a Deus e \u00e0 humanidade, que, neste momento crucial da Hist\u00f3ria humana, constata que \u201c\u00e9 absolutamente inevit\u00e1vel um exame de consci\u00eancia global.\u201d <strong>N\u00e3o chega guiar-se pelo ponto de vista \u201c da factibilidade e do sucesso.\u201d <\/strong>Para evitarmos certos aspectos destrutivos do progresso \u201cdevemos reflectir sobre os crit\u00e9rios a adoptar a fim de que o progresso seja verdadeiramente progresso\u201d. A sociedade ocidental encontra-se numa encruzilhada que conduz ou a um secularismo que n\u00e3o tem nada para contrapor aos grandes problemas da humanidade ou a uma nova questiona\u00e7\u00e3o sobre Deus. Reconhece que \u201cmuitas coisas devem ser repensadas e expressas de um modo novo.\u201d<\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p>O an\u00fancio do Evangelho n\u00e3o pode ser consensual: \u201cSe o consenso fosse total, teria de me interrogar seriamente sobre se estaria a anunciar realmente o Evangelho todo\u201d. Reconhece por\u00e9m que n\u00e3o se tem apresentado suficientemente o potencial libertador e o sentido da f\u00e9 em Deus. \u201cO cristianismo d\u00e1 alegria, alarga os horizontes.\u201d<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Nota-se que Bento sofre pelo facto dos Media e dos cr\u00edticos da Igreja condicionarem a modernidade da Igreja \u00e0s quest\u00f5es que t\u00eam a ver com os sexos.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Torna-se nefasto e desastroso para a Europa e para o mundo o caso do modernismo europeu reduzir a imagem da Igreja cat\u00f3lica ao seu trato do sexo e condicionar a sua aceita\u00e7\u00e3o \u00e0 sua maneira de encarar a sexualidade. Uma Europa que deve a sua configura\u00e7\u00e3o ao Cristianismo e um mundo que tem no catolicismo o seu primeiro modelo implementador de globaliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o revelam car\u00e1cter ao rebelarem-se como filhos pr\u00f3digos renitentes na sua primeira fase de abandono e repulsa.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Estes filhos pr\u00f3digos apoderaram-se de grande parte dos m\u00e9dia, das pol\u00edticas e das administra\u00e7\u00f5es, controlando grande parte da opini\u00e3o p\u00fablicada e dos centros do poder e tratando a Igreja como sua rival. Os preconceitos medi\u00e1ticos e a desinforma\u00e7\u00e3o tornam cada vez mais necess\u00e1ria a abordagem directa dos textos papais.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Contesta o relativismo propagado afirmando que \u201co homem tem de procurar a verdade; ele \u00e9 capaz da verdade. \u00c9 evidente que a verdade necessita de crit\u00e9rios de verifica\u00e7\u00e3o e de falsifica\u00e7\u00e3o\u201d. E mostra o seu desconsolo sentindo-se &#8220;<strong>decepcionado sobretudo por existir no mundo ocidental esse desgosto com a Igreja, pelo fato do secularismo continuar tornando-se aut\u00f3nomo, pelo desenvolvimento de formas nas quais os homens s\u00e3o afastados cada vez mais da f\u00e9, pela tend\u00eancia geral da nossa \u00e9poca de continuar sendo oposta \u00e0 Igreja&#8221;. <\/strong><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Lamenta a cegueira do mundo ocidental onde muitas pessoas n\u00e3o distinguem entre o bem e o mal; reconhece na Europa for\u00e7as destrutivas e manifesta esperan\u00e7as nas pessoas fora da Europa. <strong>Questiona uma sociedade em que as sondagens se tornam \u201co crit\u00e9rio do verdadeiro e do justo.\u201d<\/strong> Para a Igreja &#8220;a estat\u00edstica n\u00e3o \u00e9 a medida da moral&#8221;.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Preocupa-o a nova intoler\u00e2ncia propagada por um laicismo activista que em nome da toler\u00e2ncia se aproveita para afastar s\u00edmbolos religiosos dos espa\u00e7os p\u00fablicos e assim safar o cristianismo da Europa. \u201cA verdadeira amea\u00e7a frente \u00e0 qual nos encontramos \u00e9 que a<strong> <\/strong>toler\u00e2ncia seja abolida em nome da pr\u00f3pria toler\u00e2ncia\u2026 <strong>Existem regras ensaiadas de pensamento que s\u00e3o impostas a todos e que s\u00e3o depois anunciadas como uma esp\u00e9cie de toler\u00e2ncia negativa<\/strong>\u2026. h\u00e1 uma religi\u00e3o negativa abstracta que se transforma em crit\u00e9rio tir\u00e2nico e que todos devemos seguir\u2026 Ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a ser crist\u00e3o. Mas ningu\u00e9m deve ser t\u00e3o pouco obrigado a viver a \u00abnova religi\u00e3o\u00bb determinada como \u00fanica e obrigat\u00f3ria para toda a humanidade\u2026 O que importa \u00e9 que procuremos viver e pensar o cristianismo de tal modo que ele absorva o moderno que \u00e9 bom e est\u00e1 certo e, ao mesmo tempo, se separe e diferencie do que \u00e9 uma contra-religi\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Apela \u00e0 defesa da f\u00e9<strong> <\/strong>como catalisadora do mal num mundo secularista agressivo. Este quer o ser humano inteiramente dispon\u00edvel ao seu dom\u00ednio e \u00e0 sua ideologia reduzindo-o a indiv\u00edduo e a coisa sem dignidade divina. \u201cPor\u00e9m, a presen\u00e7a divina revela-se sempre no Homem.\u201d<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Para Bento XVI raz\u00e3o e f\u00e9 n\u00e3o s\u00e3o contradit\u00f3rias; <strong>v\u00ea na<\/strong> <strong>f\u00e9 um servi\u00e7o cr\u00edtico e um limite razo\u00e1vel da raz\u00e3o<\/strong>. Doutro modo, o Homem, ao fazer-se a medida de todas as coisas, reduz e desumaniza a cria\u00e7\u00e3o. O Homem sem Deus, destr\u00f3i-se a si mesmo e a cria\u00e7\u00e3o, sem se sentir respons\u00e1vel perante ningu\u00e9m.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>No que respeita ao sacerd\u00f3cio da mulher, Bento XVI diz que o facto dos ap\u00f3stolos terem sido homens levou esta pr\u00e1tica a ser assumida pela Igreja como norma, sentindo-se ele, assim, condicionado pelo direito. Ao argumentar com a norma consuetudin\u00e1ria deixa o campo aberto \u00e0 discuss\u00e3o teol\u00f3gica. De facto o NT tamb\u00e9m diz:\u201d\u2026o que ligares na terra ser\u00e1 ligado no c\u00e9u\u2026\u201d Bento tamb\u00e9m testemunha que \u201co significado das<strong> <\/strong>mulheres \u2013 de Maria a M\u00f3nica at\u00e9 Madre Teresa de Calcut\u00e1 \u2013 \u00e9 t\u00e3o proeminente que, de muitas maneiras, <strong>as mulheres<\/strong> <strong>definem o rosto da Igreja mais do que os homens<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Quanto ao uso do preservativo o \u201cgrande Mestre\u201d aponta para a possibilidade da casu\u00edstica: um m\u00e9todo da Tradi\u00e7\u00e3o que faculta, em casos de conflito entre princ\u00edpios morais, a possibilidade de optar pelo princ\u00edpio maior (neste caso a defesa do corpo e da vida \u00e9 mais relevante que a proibi\u00e7\u00e3o do uso do preservativo para impedir a natalidade). A Igreja n\u00e3o se pode encostar aos adaptados que t\u00eam apenas respostas f\u00e1ceis e ideologia para oferecer. Ela \u00e9 acontecimento, milhares dos seus membros entregam-se abnegadamente na ajuda aos infectados pela SIDA. Bento XVI atesta que \u201conde quer que algu\u00e9m queira obter preservativos, eles existem. S\u00f3 que isso, por si s\u00f3, n\u00e3o resolve o assunto. \u00c9 preciso fazer muito mais\u201d. \u201cA mera fixa\u00e7\u00e3o no preservativo significa uma banaliza\u00e7\u00e3o da sexualidade, e \u00e9 precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas j\u00e1 n\u00e3o encontram na sexualidade a express\u00e3o do seu amor, mas antes e apenas uma esp\u00e9cie de droga que administram a si pr\u00f3prias<strong>\u201d&#8230; O uso do preservativo \u00e9 leg\u00edtimo \u201cem casos pontuais, justificados\u2026<\/strong> o preservativo pode ser um primeiro passo na direc\u00e7\u00e3o de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.\u201d Solicita a\u201d humaniza\u00e7\u00e3o da sexualidade\u201d.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Quanto \u00e0 homossexualidade, ensina: <strong>os homossexuais &#8220;merecem respeito&#8221; e &#8220;n\u00e3o devem ser rejeitados por causa disso&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Relativamente \u00e0 possibilidade de renunciar ao papado responde \u201c<strong>Se o papa chega a reconhecer com clareza que f\u00edsica, ps\u00edquica e mentalmente j\u00e1 n\u00e3o pode suportar o peso do seu of\u00edcio, tem o direito e, em certas circunst\u00e2ncias, tamb\u00e9m o dever de renunciar.&#8221;<\/strong><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Segundo ele, tamb\u00e9m as <\/strong><strong>feridas da Igreja<\/strong><strong> \u201ct\u00eam para n\u00f3s uma for\u00e7a purificadora e, no final, podem ser elementos positivos<\/strong><strong>&#8220;. <\/strong>De facto, na Igreja como na natureza encontra-se a contradi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o fosse ela vida.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>A droga &#8220;destr\u00f3i os jovens, destr\u00f3i as fam\u00edlias, leva \u00e0 viol\u00eancia e amea\u00e7a o futuro de na\u00e7\u00f5es inteiras&#8221;.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>A humanidade alcan\u00e7ou os limites do seu crescimento. A solu\u00e7\u00e3o crist\u00e3, para sair da crise e para resolver os problemas do ambiente e da humanidade, n\u00e3o vem de iniciativas da economia de mercado mas da metan\u00f3ia, da mudan\u00e7a da consci\u00eancia individual. Bento, o Cristianismo, aposta na pessoa e cr\u00ea na sua capacidade de mudan\u00e7a atrav\u00e9s do aprofundamento da consci\u00eancia individual numa perspectiva de f\u00e9.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>O Papa sublinha a esperan\u00e7a crist\u00e3 e a necessidade de colocar Deus em primeiro lugar para que a Igreja seja a luz de todo o mundo.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>A Igreja, como organismo vivo \u00e9 processo e n\u00e3o uma institui\u00e7\u00e3o que se deixe regular apenas por leis externas. O Papa n\u00e3o pode nem deve dar resposta imediata a tudo. Ele \u00e9 como a Constitui\u00e7\u00e3o dum pa\u00eds. Da Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o se podem esperar respostas muito espec\u00edficas. Para isso est\u00e3o as leis, para isso h\u00e1 a pastoral que tentar\u00e1 dar respostas adequadas a situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, \u201cin loco\u201d, tal como as leis do Estado fazem, tendo como inspira\u00e7\u00e3o o esp\u00edrito da Lei Fundamental.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Em caso de conflito de consci\u00eancia o Crist\u00e3o est\u00e1 chamado a orientar-se pela pr\u00f3pria consci\u00eancia, como advogava j\u00e1 S. Tom\u00e1s de Aquino. \u00c9 tamb\u00e9m um princ\u00edpio crist\u00e3o que o amor est\u00e1 por cima da lei.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Resta aos crist\u00e3os e ao mundo \u201cencontrar palavras e modos novos para permitir ao homem destruir o muro do som do finito.\u201d<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p>antoniocunhajusto@googlemail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BENTO XVI ABRE-SE AO JORNALISMO CONTEMPOR\u00c2NEO \u201cLuz do Mundo \u2013 O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos\u201d Ant\u00f3nio Justo O livro, \u201cLuz do Mundo \u2013 O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos\u201d, resulta duma entrevista efectuada de 26 a 31 de Julho, onde Bento XVI em Castel Gandolfo respondia, uma hora &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1617\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">Luz do Mundo \u2013 O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,4,5,6,7,8],"tags":[],"class_list":["post-1617","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-educacao","category-escola","category-migracao","category-politica","category-religiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1617","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1617"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1617\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1618,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1617\/revisions\/1618"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1617"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1617"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1617"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}