{"id":1590,"date":"2010-10-05T19:54:36","date_gmt":"2010-10-05T18:54:36","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1590"},"modified":"2010-10-23T19:58:23","modified_gmt":"2010-10-23T18:58:23","slug":"integracao-dos-imigrantes-na-europa-um-problema-muculmano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1590","title":{"rendered":"INTEGRA\u00c7\u00c3O DOS IMIGRANTES NA EUROPA: UM PROBLEMA MU\u00c7ULMANO"},"content":{"rendered":"<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> Sarrazin provoca uma Tempestade na Opini\u00e3o P\u00fablica alem\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<\/p>\n<p>A turbul\u00eancia em torno da pessoa de Thilo Sarrazin e do seu livro\u201cDeutschland schafft sich ab\u201d (A Alemanha abole-se a si mesma) n\u00e3o parece querer amainar. Sarrazin, ex-ministro das Finan\u00e7as do Estado Federado Berlim, trata, no seu livro o tema da integra\u00e7\u00e3o dos mu\u00e7ulmanos nas sociedades para onde emigram, de maneira demasiado clara e indiplom\u00e1tica. Um assunto mantido tabu pela classe pol\u00edtica, pela opini\u00e3o publicada e pelos intelectuais, vem mostrar a divis\u00e3o entre os alem\u00e3es.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong> A Tese de Sarrazin<\/strong><\/p>\n<p>Os problemas da integra\u00e7\u00e3o \u201csurgem exclusivamente nos migrantes mu\u00e7ulmanos\u2026 e isto deve-se ao fundo cultural isl\u00e2mico\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00a0de opini\u00e3o que a sociedade alem\u00e3 se estupidifica mais nas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es, pelo facto de a popula\u00e7\u00e3o alem\u00e3 se estar a alhear \u00e0 cultura enquanto os mu\u00e7ulmanos migrantes geram mais filhos, diminuindo assim o potencial intelectual da sociedade anteriormente liderado pela classe m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Segundo o autor, \u201cos turcos na Alemanha geram o dobro das crian\u00e7as do que corresponderia \u00e0 sua percentagem na popula\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cOs Turcos invadem a Alemanha tal como os \u2018kosovares\u2019 invadiram o Kosovo: atrav\u00e9s duma taxa de natalidade superior\u201d.<\/p>\n<p>V\u00ea na fecundidade mu\u00e7ulmana \u201cuma amea\u00e7a ao equil\u00edbrio cultural da Europa e um risco para o modelo cultural europeu\u201d. Segundo o relat\u00f3rio 2010 da Confer\u00eancia dos Ministros da Educa\u00e7\u00e3o dos estados federados da Alemanha, nas grandes metr\u00f3poles Frankfurt, Munique, Col\u00f3nia e Estugarda, mais de metade de todas as crian\u00e7as at\u00e9 aos tr\u00eas anos tem base migrante.<\/p>\n<p>Sarrazin lamenta a baixa quota de turcos dispostos a aprender bem a l\u00edngua alem\u00e3 prejudicando assim a pr\u00f3pria carreira escolar que se reflecte no facto de 54% dos turcos entre os 25 e os 36 anos n\u00e3o terem conclu\u00eddo a forma\u00e7\u00e3o profissional. Os resultados das escolas alem\u00e3s nos estudos comparativos de PISA baixam devido ao insucesso escolar dos turcos na Alemanha. Sarrazin receia assim a diminui\u00e7\u00e3o do quociente m\u00e9dio de intelig\u00eancia da sociedade alem\u00e3 baseada na vontade procriadora da classe mais baixa. Parece desconhecer por\u00e9m os factores ambientais. Os turcos certamente n\u00e3o ser\u00e3o mais est\u00fapidos que os outros imigrantes. Estudos provam um n\u00edvel intelectual inferior das crian\u00e7as turcas mas n\u00e3o que sejam mais est\u00fapidas.<\/p>\n<p>Com montes de estat\u00edsticas apresenta a tese de que os turcos, com muita emigra\u00e7\u00e3o em busca da assist\u00eancia social alem\u00e3, \u201ccertamente n\u00e3o contribu\u00edram para o nosso bem-estar\u201d. Atesta que \u201cem todos os pa\u00edses da Europa, os migrantes mu\u00e7ulmanos custam mais do que a mais valia econ\u00f3mica que trazem\u201d.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>O autor best-seller atesta e testemunha, com n\u00fameros, o que o povo pensa.<\/p>\n<p>Contrap\u00f5e o direito do Estado \u201ca decidir, ele mesmo, quem quer receber no seu pa\u00eds ou na sua sociedade\u201d, ao abandono deste direito aos partidos.<\/p>\n<p>O tema da integra\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana (sua resist\u00eancia \u00e0 integra\u00e7\u00e3o) passou a dominar a floresta das folhas dos jornais. Uma Alemanha, que integrou milh\u00f5es de polacos nos finais do s\u00e9culo XIX e 12 milh\u00f5es de desterrados depois da segunda guerra mundial, sente-se impotente perante 4 milh\u00f5es de mu\u00e7ulmanos no pa\u00eds. Atrapalha a Alemanha o facto destes parecerem, na sua grande maioria, contentar-se com a pr\u00e1tica da religi\u00e3o e o reagrupamento familiar, levando uma vida em contraposi\u00e7\u00e3o e \u00e0 margem do pa\u00eds acolhedor. O facto dos problemas da Fran\u00e7a com os seus 5,5 milh\u00f5es de mu\u00e7ulmanos \u00e9 visto pelos alem\u00e3es como um problema consequente da coloniza\u00e7\u00e3o francesa. Silencia-se que a economia moderna explora, de maneira agressiva, os aut\u00f3ctones da classe m\u00e9dia e baixa e os migrantes.<\/p>\n<p>O bar\u00f3metro da excita\u00e7\u00e3o atingiu alta intensidade e n\u00e3o parece haver lugar para uma aberta. Uma opini\u00e3o p\u00fablica pautada pela norma da boa educa\u00e7\u00e3o correcta e pelo tabu social, em que \u201csobre estrangeiros ou se fala bem ou n\u00e3o se fala\u201d, acorda estremunhada e revela n\u00e3o ter solu\u00e7\u00f5es contra o medo sub-rept\u00edcio da balcaniza\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong> Reac\u00e7\u00e3o da classe pol\u00edtica ao livro de Sarrazin<\/strong><\/p>\n<p>As elites reagiram com nervosismo e irreflex\u00e3o: exigiram a sua expuls\u00e3o da direc\u00e7\u00e3o do Banco Alem\u00e3o e a sua expuls\u00e3o do partido SPD. A liberdade de opini\u00e3o \u00e9 um bem a cultivar enquanto n\u00e3o se pertence \u00e0 classe privilegiada!&#8230; A direc\u00e7\u00e3o do partido quer expuls\u00e1-lo mas a base compreende-o e mais de 2.000 cartas foram recebidas na central do partido. 90% eram a favor de Sarrazin.<\/p>\n<p>Os pol\u00edticos temem o esc\u00e2ndalo duma realidade que se quer silenciada. N\u00e3o admitem que um dos seus questione o pensar correcto que \u00e9 o dogma hodierno das classes dirigentes. Da\u00ed a necessidade destas em desacredit\u00e1-lo e em declar\u00e1-lo como ap\u00f3stata. Conseguiram afast\u00e1-lo da direc\u00e7\u00e3o do Banco Alem\u00e3o mediante a sua indemniza\u00e7\u00e3o duma pens\u00e3o vital\u00edcia farta, evitando assim perder um processo em tribunal.<\/p>\n<p>O Povo apoia-o e as chefias dos partidos atacam-no. Com a sua cr\u00edtica, ele atinge o sistema partid\u00e1rio que em vez de o discutir o ataca a n\u00edvel pessoal. Na sua repulsa prim\u00e1ria, a pol\u00edtica distanciou-se ainda mais do povo j\u00e1 em dissid\u00eancia da pol\u00edtica (por este andar, o partido dos n\u00e3o votantes atingir\u00e1 os 40%). Na Europa, cada vez mais se assiste a reac\u00e7\u00f5es hist\u00e9ricas entre pol\u00edticos e povo. Numa sociedade em que as elites se afastam cada vez mais do povo, estas n\u00e3o querem acolher Sarrazin nas suas fileiras, nem um povo que exige vontade de integra\u00e7\u00e3o aos mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p>A m\u00e1 consci\u00eancia pol\u00edtica relativamente ao problema da imigra\u00e7\u00e3o faz-se sentir numa campanha concertada contra Sarrazin, uma cr\u00edtica virada apenas contra o seu estilo e ignorando a realidade do conte\u00fado. Mais uma vez se misturam alhos com bugalhos. Com Sarrazin a classe m\u00e9dia aproveita para manifestar o seu descontentamento perante uma pol\u00edtica que a tem ignorado e manifesta-se o descontentamento perante uma opini\u00e3o p\u00fablica dominada pela esquerda liberal que a\u00e7ama a voz da burguesia e da raia-mi\u00fade que construiu e levantou a Alemanha p\u00f3s-guerra!<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Na espiral dum sil\u00eancio pol\u00edtico envenenado surgem brechas que se tornar\u00e3o explosivas nas campanhas eleitorais. Segundo progn\u00f3sticos estat\u00edsticos, se Sarrazin fundasse um partido receberia 20% de apoiantes.<\/p>\n<p>As opini\u00f5es pol\u00e9micas que Sarrazin expressa sobre a atitude dos partidos, fruto da neglig\u00eancia destes no que toca \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o turca, que sob o manto da reuni\u00e3o familiar passou de 750 mil turcos para tr\u00eas milh\u00f5es habitantes de ascend\u00eancia turca, deixar\u00e3o rasto profundo na sociedade. Quatro milh\u00f5es de mu\u00e7ulmanos, em grande parte, vivendo em guetos e em torno das suas mesquitas, com os piores resultados escolares em termos comparativos com outros migrantes e com manifesta falta de vontade de integra\u00e7\u00e3o, metem medo a muito alem\u00e3o que se sente atrai\u00e7oado pela pol\u00edtica e vive com a impress\u00e3o que a classe pol\u00edtica n\u00e3o protege o pr\u00f3prio pa\u00eds nem a pr\u00f3pria cultura e se coloca ao servi\u00e7o de ego\u00edsmos e oportunismos individualistas ou de classe.<\/p>\n<p>O medo e o oportunismo t\u00eam muito poder numa sociedade habituada a varrer para baixo do tapete o lixo que produz e os problemas n\u00e3o resolvidos desde os anos 60. Assim o CDU\/CSU e Liberais fecharam sempre os olhos aos problemas, no que tocava aos estrangeiros, vendo-os apenas como m\u00e3o-de-obra barata que vinha solucionar os problemas duma economia em expans\u00e3o. Os Verdes cresceram sob a bandeira dos estrangeiros e da ecologia, colhendo agora os frutos que se expressam nos resultados das elei\u00e7\u00f5es; o SPD preocupou-se em integr\u00e1-los no partido, atendendo ao potencial que significam em termos de votos para o futuro.<\/p>\n<p>Sarrazin, embora pol\u00edtico, n\u00e3o gosta do jogo preferido dos pol\u00edticos: o Pingue-pongue; gosta mais de futebol! Quer ver a bola na baliza ao exigir medidas reais para a integra\u00e7\u00e3o dos mu\u00e7ulmanos no pa\u00eds. As suas exig\u00eancias correspondem, em parte, \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o vigente na USA, Canad\u00e1 e Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>No fim de contas, fica a impress\u00e3o de que os alem\u00e3es preferem continuar a falar alem\u00e3o macarr\u00f3nico com os estrangeiros, n\u00e3o tolerando que Sarrazin, o povo, fale alem\u00e3o claro. Este descreve um estado de facto mas num tom exaltado e metendo, por vezes o p\u00e9 na po\u00e7a. E os seus cr\u00edticos abusam do moralismo \u2018multiculti\u2019 para encobrir os pr\u00f3prios erros e para disciplinar ideias da direita e\/ou assegurar resultados eleitorais. O problema em aberto \u00e9 que os pol\u00edticos passam e os problemas ficam.<\/p>\n<p>Depois da campanha contra Sarrazin os partidos parecem voltar \u00e0 normalidade come\u00e7ando agora a pronunciar-se por uma discuss\u00e3o aberta e falando da necessidade de integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong> Europa em efervesc\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Thilo Sarrazin provoca na Alemanha uma discuss\u00e3o que j\u00e1 se vai fazendo sentir noutros pa\u00edses europeus. A Holanda que nos anos 80 era modelo nas medidas de acolhimento e apoio aos imigrantes manifesta agora, com reac\u00e7\u00f5es xen\u00f3fobas, que o seu latim chegou ao fim.<\/p>\n<p>Por toda a Europa se sente um fervilhar inquieto no povo. Este v\u00ea a pobreza a imigrar para a Europa e sente-se mais depauperado pelos pr\u00f3prios Estados onde as leis e os impostos asfixiam cada vez mais o cidad\u00e3o laborioso. Uma insatisfa\u00e7\u00e3o cada vez mais expl\u00edcita contra o agir da classe pol\u00edtica estabelecida ter\u00e1 como consequ\u00eancia a forma\u00e7\u00e3o de novas for\u00e7as pol\u00edticas. A crise econ\u00f3mica e financeira leva os perdedores da sociedade a revoltarem-se contra as elites que cada vez mostram mais desprezo pelos de baixo.<\/p>\n<p>As camadas m\u00e9dia e baixa da sociedade sentem-se inseguras num momento em que a oligarquia da Uni\u00e3o Europeia, as fam\u00edlias partid\u00e1rias e a sua burocracia se tornam mais fortes.<\/p>\n<p>Os problemas econ\u00f3micos cada vez mais reais, a esterilidade das mulheres europeias e a resist\u00eancia mu\u00e7ulmana \u00e0 integra\u00e7\u00e3o e correspondente vontade procriadora, levam muita gente a sentir o Isl\u00e3o como uma amea\u00e7a \u00e0 pr\u00f3pria cultura.<\/p>\n<p>Muitos constatam que os explorados de ontem reagem agora \u2013 via imigra\u00e7\u00e3o e procria\u00e7\u00e3o \u2013 explorando as leis existentes, a liberdade religiosa e a provid\u00eancia social, vivendo em gueto em torno das suas mesquitas e afirmando-se contra a sociedade acolhedora. Emigram para fugirem \u00e0 desumanidade social dos pa\u00edses de origem mas temem os valores da nova sociedade.<\/p>\n<p>Entretanto o estrato social inferior aut\u00f3ctone descobre-se como parte da classe social multi-\u00e9tnica prec\u00e1ria entregue a uma concorr\u00eancia selvagem. Por outro lado uma classe secular v\u00ea na atitude mu\u00e7ulmana contra a emancipa\u00e7\u00e3o, contra o indiv\u00edduo e contra o iluminismo uma amea\u00e7a \u00e0s conquistas republicanas. V\u00ea-se confrontada com uma religi\u00e3o eminentemente pol\u00edtica, sem pol\u00edtica que a confronte. A for\u00e7a ideal reage e aproveita os fracos do poder econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>A raiva do povo nunca foi boa conselheira mas a inc\u00faria pol\u00edtica n\u00e3o pode continuar a ser a resposta a problemas a resolver agora, em termos bilaterais.<\/p>\n<p>Os \u201cpopulistas\u201d ter\u00e3o sucesso porque os nossos pol\u00edticos revelam menos intelig\u00eancia do que o Povo em geral.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>\u201cDeutschland schafft sich ab\u201d \u00e9 um livro inc\u00f3modo para alem\u00e3es e mu\u00e7ulmanos. O livro reflecte a opini\u00e3o do povo, a opini\u00e3o dos que mais sentem os ventos fortes e frios do turbo-capitalismo. Em rela\u00e7\u00e3o aos outros estrangeiros e seus descendentes concorre para uma discuss\u00e3o mais adequada, uma vez que a imprensa alem\u00e3 estava habituada a tratar os problemas especificamente turcos sob o manto de \u201cproblemas dos emigrantes e seus descendentes\u201d.<\/p>\n<p>Ressentimento por um lado e arrog\u00e2ncia pelo outro n\u00e3o resolvem o problema. A integra\u00e7\u00e3o do mundo turco e \u00e1rabe na Europa \u00e9 demasiado complexa para se poder solucionar com simples posi\u00e7\u00f5es de pr\u00f3 e contra.<\/p>\n<p>Nem a xenofobia nem a arrog\u00e2ncia das elites resolver\u00e3o os problemas de pessoas oprimidas econ\u00f3mica e\/ou culturalmente. Em tempos de crise todos tendem a sobre-reagir! Na casa em que n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o todos ralham mas ningu\u00e9m tem raz\u00e3o!<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Na nossa sociedade em ebuli\u00e7\u00e3o \u00e9 de preferir um inimigo ver\u00eddico a um amigo falso.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p>Alemanha, 5 de Outubro de 2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sarrazin provoca uma Tempestade na Opini\u00e3o P\u00fablica alem\u00e3 Ant\u00f3nio Justo A turbul\u00eancia em torno da pessoa de Thilo Sarrazin e do seu livro\u201cDeutschland schafft sich ab\u201d (A Alemanha abole-se a si mesma) n\u00e3o parece querer amainar. 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