{"id":1579,"date":"2010-06-25T09:13:46","date_gmt":"2010-06-25T08:13:46","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1579"},"modified":"2010-06-25T09:13:46","modified_gmt":"2010-06-25T08:13:46","slug":"regionalismo-ameacado-pelo-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1579","title":{"rendered":"REGIONALISMO AMEA\u00c7ADO PELO GOVERNO"},"content":{"rendered":"<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Portagens desviadas para Lisboa<\/strong><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<\/p>\n<p>A partir de 1 de Julho, o Governo de Lisboa pretende introduzir o pagamento de portagens nas SCUT do Grande Porto, Costa da Prata, e Norte Litoral.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>O governo, sem m\u00e3o na economia, inicia com as novas medidas mais um ataque da capital contra o Norte, discriminando esta regi\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras. <strong>Esta regi\u00e3o, j\u00e1 discriminada a n\u00edvel de investimentos e pelo desvio de apoios da EU para Lisboa,<\/strong> sente, cada vez mais na carne, as consequ\u00eancias duma economia centralista, insustent\u00e1vel, sem p\u00e9s nem cabe\u00e7a, levada a cabo por um executivo autista, que actua a olho, sem medida nem pondera\u00e7\u00e3o. No Norte trabalha-se e em \u201cLisboa\u201d gasta-se!<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>O povo protesta e como a revolta popular seria uma reac\u00e7\u00e3o adequada \u00e0 descrimina\u00e7\u00e3o, o bispo do Porto, v\u00ea-se obrigado a apelar \u00e0 pol\u00edtica para actuar no sentido da paz popular. Apelos n\u00e3o contam para uma pol\u00edtica consciente de que os c\u00e3es ladram mas a sua caravana sempre passa. A democracia s\u00f3 pode ser salva a partir da movimenta\u00e7\u00e3o das bases.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 estranho que o povo se sinta na necessidade de ir a Lisboa \u201csensibilizar\u201d os deputados para n\u00e3o apoiarem a introdu\u00e7\u00e3o de chipes electr\u00f3nicos para cobran\u00e7a das portagens. Os deputados \u201cprovincianos\u201d uma vez chegados a Lisboa s\u00f3 se solidarizam com o partido; este \u00e9 que concede mordomias.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>As auto-estradas j\u00e1 s\u00e3o sustentadas com os impostos de gasolina pagos pelos contribuintes. <strong>Em todo o caso, antes de qualquer plano de introdu\u00e7\u00e3o de portagens seria necess\u00e1ria a constru\u00e7\u00e3o de vias r\u00e1pidas (variantes) alternativas que circundem as popula\u00e7\u00f5es.<\/strong> J\u00e1 \u00e9 agora insuport\u00e1vel o peso da polui\u00e7\u00e3o sonora e do ar que as popula\u00e7\u00f5es t\u00eam de suportar. Se estas ainda n\u00e3o t\u00eam sentido de qualidade de vida deveriam t\u00ea-la os que planeiam as redes de estradas e auto-estradas. Uma pol\u00edtica falaciosa e autorit\u00e1ria continua a ser suportada por um povo rebanho que justifica um actuar pol\u00edtico, estranho a sociedades com civismo desenvolvido. Em Portugal <strong>\u201ccada ovelha vive com a sua parelha\u201d e assim se justifica que alguns fiquem sempre com a parte do le\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Na Alemanha n\u00e3o h\u00e1 portagens. O dinheiro que o Estado recebe do imposto da gasolina chega para construir e reparar as estradas e auto-estradas. Portagens s\u00f3 se introduziram, h\u00e1 pouco, para carros pesados pelo facto da Alemanha ser um pa\u00eds de passagem para o tr\u00e2nsito internacional. A grande aflu\u00eancia de cami\u00f5es de transportes internacionais que estragam bastante o piso das auto-estradas e podendo eles meter gasolina fora do pa\u00eds n\u00e3o podia continuar a ser subsidiada apenas pelo contribuinte alem\u00e3o, advogam eles.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>A pr\u00f3pria vizinha Espanha tem auto-estradas privadas com portagens e auto-estradas do estado sem portagens. A Uni\u00e3o Europeia concedeu grandes verbas para a constru\u00e7\u00e3o de auto-estradas em Portugal para beneficiar as regi\u00f5es, como foi o caso da A 28, e agora vem o governo, com uma simples leizita <strong>contrariar a pol\u00edtica de promo\u00e7\u00e3o regional da EU e acentuar as dissimetrias regionais.<\/strong> E isto para arrebanhar contribui\u00e7\u00f5es para poder continuar a governar levianamente \u00e0 custa do suor de alguns, sem uma pol\u00edtica s\u00e9ria que envolve tamb\u00e9m os ricos na tarefa de impedir a fal\u00eancia do Estado portugu\u00eas. Como em Portugal o abuso \u00e9 lei aceite, j\u00e1 se prev\u00ea a sobrecarga das popula\u00e7\u00f5es que ficam na traject\u00f3ria da EN13 e da antiga EN1. E estas que aceitem o jugo, \u00e0 maneira \u00e1rabe, sem tugir nem mugirem. N\u00e3o imaginam a qualidade de vida perdida, a desvaloriza\u00e7\u00e3o das casas \u00e0 beira de estradas que passar\u00e3o a ter de suportar um peso enorme devido ao tr\u00e2nsito que passar\u00e1 a ter de evitar as auto-estradas.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong>J\u00e1 \u00e9 tempo de dizer \u201cchega\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Assembleias das juntas de freguesias e assembleias paroquiais, unidas, poderiam dar express\u00e3o \u00e0 insatisfa\u00e7\u00e3o popular e organizar a desobedi\u00eancia civil com iniciativas da base em defesa do povo e das regi\u00f5es.<\/strong> Podiam-se formar iniciativas de impacto c\u00edvico que motivem o povo para ac\u00e7\u00f5es concretas, para iniciativas pol\u00edticas e jur\u00eddicas a n\u00edvel nacional e da EU, bloqueios de estradas e auto-estradas, chamada \u00e0 responsabilidade dos deputados regionais, iniciativas de organiza\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o do estado portugu\u00eas em tr\u00eas regi\u00f5es, com certa autonomia de impostos, ensino, etc. Doutro modo os explorados continuar\u00e3o na posi\u00e7\u00e3o de ovelhas ranhosas de que os lobos de Lisboa se riem!<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>A Na\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem cor nem tem donos. Ela \u00e9 um jardim colorido onde todas as cores se esvaem no \u00e2nimo dum povo arco-\u00edris.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 inaceit\u00e1vel que os elefantes da pol\u00edtica pateiam o jardim para o tornarem monocromo, ao jeito dum esp\u00edrito partid\u00e1rio antinacional e contra o povo. <strong>Portugal encontra-se cada vez mais desfocado da realidade<\/strong>, e mais fossilizado no brilho da cor de ideologias alheias ao pa\u00eds e ao povo.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>\u00c8 triste a discuss\u00e3o a que se assiste em Portugal em torno das portagens. <strong>Uma discuss\u00e3o est\u00e9ril, t\u00edpica de portugueses: muito floreada e intelectual, de encosto a uma ou outra ideologia, de alguns para alguns, sempre \u00e0 margem da realidade, da coisa em si, e \u00e0 margem do povo, do meio geogr\u00e1fico e da na\u00e7\u00e3o. <\/strong>Onde n\u00e3o h\u00e1 povo n\u00e3o h\u00e1 na\u00e7\u00e3o e ent\u00e3o surge o Estado autorit\u00e1rio com parasitas e abutres sobranceiros sempre com os olhos nalguma coisa que se mexa<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>A incompet\u00eancia pol\u00edtica e econ\u00f3mica gra\u00e7a entre agonia e accionismo<strong>. A pol\u00edtica despreza a realidade cultural e geogr\u00e1fica das diferentes regi\u00f5es portuguesas. <\/strong>Onde falta a compet\u00eancia diminui a autoridade aumenta o autoritarismo (j\u00e1 pior que no tempo de Salazar) e cresce a subservi\u00eancia do povo. A pobreza material e espiritual aumentam de maneira assustadora.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Os do are\u00f3pago querem o mundo s\u00f3 para eles, ou quando muito a servi-los. N\u00e3o permitem que o Homem honesto sonhe com um mundo mais equilibrado e mais justo. <strong>Contra o atrevimento e a irracionalidade pol\u00edtica que j\u00e1 n\u00e3o respeita democracia, povo nem na\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o que se levantar as mulheres e os homens honestos de todos os partidos e da religi\u00e3o, juntarem-se a n\u00edvel de freguesias e de par\u00f3quias, em ac\u00e7\u00f5es conjuntas e come\u00e7ar com a remodela\u00e7\u00e3o de mentalidades e estruturas encrostadas que nos conduzem \u00e0 ru\u00edna e \u00e0 desonra. <\/strong>A salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o vem das montanhas mas dos vales. Os cedros s\u00e3o um impedimento at\u00e9 para as ervas que asfixiam \u00e0 sua sombra. J\u00e1 Hor\u00e1cio admoestava para a realidade de que quando as montanhas d\u00e3o \u00e0 luz s\u00f3 nasce um ratinho rid\u00edculo.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Quem se lamenta ou \u00e9 fraco ou aguenta\u2026 H\u00e1 que redescobrir o lema de S. Paulo: \u201cN\u00e3o sou conduzido, conduzo\u201d (Non ducor, duco)<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p>antoniocunhajusto@googlemail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portagens desviadas para Lisboa Ant\u00f3nio Justo A partir de 1 de Julho, o Governo de Lisboa pretende introduzir o pagamento de portagens nas SCUT do Grande Porto, Costa da Prata, e Norte Litoral. 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