{"id":1539,"date":"2010-05-04T13:23:34","date_gmt":"2010-05-04T12:23:34","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1539"},"modified":"2010-05-04T13:23:34","modified_gmt":"2010-05-04T12:23:34","slug":"maria-%e2%80%93-maio-%e2%80%93-fatima-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1539","title":{"rendered":"MARIA \u2013 MAIO \u2013 F\u00c1TIMA"},"content":{"rendered":"<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong> EXPRESS\u00d5ES CONCRETAS DA FEMINIDADE<\/strong><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<\/p>\n<p>Maio \u00e9 o m\u00eas das flores (maias), \u00e9 o m\u00eas de Maria (da feminidade), o m\u00eas do povo. Maria, tal como a natureza em Maio, assume as mais diversas express\u00f5es. As diferentes devo\u00e7\u00f5es a Maria s\u00e3o, tamb\u00e9m elas, manifesta\u00e7\u00f5es da multiplicidade da realidade e das imagens da alma humana. <strong>A natureza feminina manifesta-se em F\u00e1tima, a 13 de Maio de 1917. A regi\u00e3o de F\u00e1tima j\u00e1 era, antigamente, um lugar alto a n\u00edvel de for\u00e7as tel\u00faricas; com as apari\u00e7\u00f5es da cova da Iria torna-se tamb\u00e9m num altar da espiritualidade feminina. <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Maria insurge-se contra a guerra e contra os extravios da R\u00fassia. O Povo Portugu\u00eas, tal como nos s\u00e9culos XIV e XV, recorda-se da sua miss\u00e3o hist\u00f3rica de dar \u201cnovos mundos ao mundo\u201d nos descobrimentos, e redescobre-se, pela voz de tr\u00eas pastorinhos, na miss\u00e3o de levar a R\u00fassia ao bom caminho, atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o. Este foi um ponto alto da consci\u00eancia nacional portuguesa. Num momento em que a Portugal se alienava de si mesmo com guerrilhas ideol\u00f3gicas e as na\u00e7\u00f5es se encontravam em guerra, consegue iniciar um movimento com repercuss\u00f5es mundiais na luta contra o comunismo de car\u00e1cter estalinista e marxista.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Maria, tal como a alma humana, tem mil rostos. Expressa-se como m\u00e3e, rainha, virgem, auxiliadora, a Senhora de Lurdes, de F\u00e1tima, etc. Nela se manifesta tamb\u00e9m a nossa geografia espiritual, o nosso ser de paisagem no tempo e no espa\u00e7o. Em Maria se expressa a escrituras e a tradi\u00e7\u00e3o, a espiritualidade e a teologia, o rito e o folclore. Nela, tal como em Cristo, encontra-se o ser humano completo.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>A teologia feminista procura ver nela sobretudo a dimens\u00e3o humana (1). Maria \u00e9 a mulher expropriada. Ao p\u00f4r-se na disponibilidade do acto criador, Maria, e com ela a mulher, \u00e9 libertada das correntes que a submetem ao homem e \u00e0 sociedade. <strong>Na sua disposi\u00e7\u00e3o e abertura ao esp\u00edrito ela torna-se o prot\u00f3tipo da cria\u00e7\u00e3o, da arte \u2013 o dar \u00e0 luz em si.<\/strong> Torna-se a imagem de todo o artista cujo programa se realiza no Magnificat. Nele se revela o segredo do processo de expropria\u00e7\u00e3o, o programa para todo o homem e mulher na integra\u00e7\u00e3o da polaridade, superando assim a explora\u00e7\u00e3o e o dom\u00ednio sobre o outro.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong>Um pensar caracteristicamente masculino, o racionalismo exacerbado, n\u00e3o entende os meandros duma realidade, toda ela, formada na\/da complementaridade.<\/strong> Por isso, nos seus excessos repudia Maria, repudia a religi\u00e3o, que s\u00e3o a for\u00e7a e o s\u00edmbolo da realidade feminina na humanidade e no universo. O povo, com as suas exig\u00eancias integrais, \u00e9 um factor correctivo da hist\u00f3ria do pensamento humano demasiado elitista e selectivo, e pelo facto, n\u00e3o integrador.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Na teologia feminista Maria, como todos os s\u00edmbolos religiosos, pode ser vista das mais variadas perspectivas. Maria \u00e9 ao mesmo tempo submissa e insubordinada. O movimento emancipador das mulheres procura em Maria marcas em que se apoie. Muitas v\u00eaem nos evang\u00e9licos, na sua acentua\u00e7\u00e3o s\u00f3 em Cristo, a esconjura\u00e7\u00e3o dos restos da feminidade na religi\u00e3o<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>O feminismo radical, de car\u00e1cter mais masculino, numa estrat\u00e9gia polarizante, procura conquistar terreno vendo em Maria a deusa das origens. Independentemente dos abusos masculinos, na interpreta\u00e7\u00e3o do divino, deve recordar-se que o Cristianismo original n\u00e3o \u00e9 de conota\u00e7\u00e3o sexual nem se deixa reduzir a interpreta\u00e7\u00f5es, a perspectivas e maneiras de ver pr\u00f3prias do tempo. Estas dependem do desenvolvimento da consci\u00eancia humana e do esp\u00edrito correspondente a cada \u00e9poca, dando \u00e0s interpreta\u00e7\u00f5es uma certa relatividade. F\u00e9 mais que um credo \u00e9 uma viv\u00eancia, uma m\u00edstica e s\u00f3 assim universal na sua integralidade.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong>Os Tempos est\u00e3o maduros para se compreender o Significado de Maria, a Mitiga\u00e7\u00e3o do Machismo hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong>A Hist\u00f3ria profana, e em parte a hist\u00f3ria religiosa, tem sido uma hist\u00f3ria masculina, uma hist\u00f3ria de machos.<\/strong> Com o irromper dos novos tempos, do s\u00e9culo XXI vai sendo tempo de integrar na sua feitura hist\u00f3rica o p\u00f3lo feminino da humanidade.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Os tempos v\u00e3o estando maduros para compreender o significado de Maria. Muitas das imagens de Maria s\u00e3o pr\u00e9-crist\u00e3s. Maria cristianiza as deusas pag\u00e3s e assume as suas resid\u00eancias num processo esp\u00e1cio-temporal evolutivo. Nela se re\u00fanem todas as met\u00e1foras femininas e se encontra a abertura do limiar do tempo novo. <strong>Maria \u00e9 a Deusa secreta do Cristianismo e um apelo \u00e0 Humanidade para reconhecer a complementaridade da vida<\/strong>. As suas apari\u00e7\u00f5es expressam tamb\u00e9m o grande poder da realidade do inconsciente individual e colectivo.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o peregrino, no seu caminhar, se sente como parte dum todo; o povo, a natureza respondem ao chamamento interior. Tamb\u00e9m por isso, ser\u00e1 in\u00fatil muito do esfor\u00e7o de padres na tentativa de racionalizarem (masculinizarem) certas pr\u00e1ticas e promessas dos crentes a Nossa Senhora. <strong>A raz\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m ela demasiado masculina e unilateral para poder compreender a outra parte da natureza humana.<\/strong> Assim assiste-se a um exagero (polariza\u00e7\u00e3o) tanto na an\u00e1lise como na pr\u00e1tica religiosa: Animus contra anima.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>De momento assiste-se, por\u00e9m, a uma tend\u00eancia de espiritualizar a natureza, num regresso aos cultos pr\u00e9-marianos e a um polite\u00edsmo de car\u00e1cter biot\u00f3pico particularista<strong>. A masculinidade, com a sua maneira de pensar racionalista acompanhante, domina toda a sociedade e at\u00e9 os rec\u00f4nditos mais genu\u00ednos da feminilidade (\u201csentimento\u201d) o que conduz a uma reac\u00e7\u00e3o social de fuga e de acentua\u00e7\u00e3o do outro extremo, a irracionalidade.<\/strong> O irracionalismo, em voga, favorece tudo o que est\u00e1 fora da tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica e da tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Refugia-se, muitas vezes, numa interpreta\u00e7\u00e3o feminista de espiritualidade \u00e0 la carte, dirigida apenas para a corporeidade e adversa \u00e0 raz\u00e3o. O mundo da racionalidade usual n\u00e3o deixa espa\u00e7o para imagens, ficando estas, quando muito, limitadas ao mundo da religi\u00e3o e da arte. A capacidade de compreens\u00e3o simb\u00f3lica torna-se, no dia a dia, cada vez mais dif\u00edcil. A alma por\u00e9m revela-se e fala atrav\u00e9s de imagens. O desequil\u00edbrio manifesta-se no neg\u00f3cio com os devocionais e o esoterismo florescente. H\u00e1 que reconciliar a masculinidade com a feminidade, a raz\u00e3o com a intui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Maria \u00e9 a mulher f\u00e9rtil que transmite a vida. No princ\u00edpio est\u00e1 a m\u00e3e original. A mulher traz a vida sem a interven\u00e7\u00e3o do homem. <strong>Maria virgem e m\u00e3e \u00e9 a met\u00e1fora dum novo come\u00e7o.<\/strong> As imagens de Maria surgem da base. Ela torna-se o prot\u00f3tipo, a mulher, a m\u00e3e da humanidade; ela encontra-se no centro de cada mulher, de cada homem e da natureza.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>O humanismo de Jesus foi em parte absorvido pela cultura. O problema \u00e9 que um humanismo radical pretende abdicar da tradi\u00e7\u00e3o, da mem\u00f3ria, da terra que possibilita a vida: a mulher. Na mem\u00f3ria \u00e9 que se procria e se d\u00e1 o nascimento espiritual.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong>Da Sociedade Machista para a Sociedade integral<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>\u201cAquele que faz a minha vontade \u00e9 meu pai, minha m\u00e3e e meu irm\u00e3o\u201d. O mestre de Nazar\u00e9 estoira com os pap\u00e9is a que as pessoas se encostam, sejam eles familiares, sociais, pol\u00edticos, religiosos ou de sexos; faz <strong>a revolu\u00e7\u00e3o das revolu\u00e7\u00f5es<\/strong>. Com Jesus e com Maria irrompe o tempo do homem-mulher adulto. <strong>Homem e mulher est\u00e3o chamados a integrar em si o animus e a anima, o masculino e o feminino.<\/strong> Para Jo\u00e3o a filia\u00e7\u00e3o divina (adulta) s\u00f3 acontece no Esp\u00edrito Santo, na liberdade criativa. Supera-se a domin\u00e2ncia do g\u00e9nero! Maria, a pessoa, engravida por obra do esp\u00edrito santo, por for\u00e7a do Esp\u00edrito e n\u00e3o apenas pela obra do macho. A dimens\u00e3o do esp\u00edrito \u00e9 reconhecida como essencial, como formadora da realidade mas n\u00e3o defin\u00edvel nem localiz\u00e1vel numa s\u00f3 dimens\u00e3o particular. <strong>Com Maria e seu filho, o Homem-Mulher emancipa-se da tribo e do papel sexual e social que desempenha<\/strong>. O seu valor acontece na ipseidade que implica uma rela\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o bin\u00e1ria (da dial\u00e9ctica) mas trin\u00e1ria (da trindade), n\u00e3o j\u00e1 pela afirma\u00e7\u00e3o pela contradi\u00e7\u00e3o (de opostos objectivantes) mas na afirma\u00e7\u00e3o na complementaridade (relacional personificante). Passa-se para uma estrat\u00e9gia\/viv\u00eancia j\u00e1 n\u00e3o apenas de di\u00e1logo mas de tri\u00e1logo.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Para o evangelista Mateus Jesus re\u00fane em si as esperan\u00e7as dos judeus na adop\u00e7\u00e3o de Jesus por Jos\u00e9, descendente da casa de David (tradi\u00e7\u00e3o), e a esperan\u00e7a de toda a humanidade no totalmente novo como filho do esp\u00edrito (<strong>O Homem novo surge duma virgem e n\u00e3o de algu\u00e9m com poderes sobre ele \u2013 O Homem\/Mulher da Nova alian\u00e7a \u00e9 o novo Ad\u00e3o\/Eva, o Homem\/Mulher em cont\u00ednua recria\u00e7\u00e3o<\/strong>). Re\u00fane a tradi\u00e7\u00e3o e o novo numa identidade nova e pr\u00f3pria. Ele \u00e9 o esperado que atrav\u00e9s do esp\u00edrito apresenta o totalmente novo, n\u00e3o precisando dum legitima\u00e7\u00e3o fora dele; \u00e9 o Homem novo. Deus interv\u00e9m assim, hist\u00f3rica e misticamente, atrav\u00e9s do esp\u00edrito. A imagem judaica tradicional de Deus \u00e9 superada. Maria, na anuncia\u00e7\u00e3o e concep\u00e7\u00e3o, embora ligada a David, indirectamente atrav\u00e9s de Jos\u00e9, realiza nela a alian\u00e7a hist\u00f3rica de Deus ao povo de Israel alargando essa alian\u00e7a a todo o indiv\u00edduo, a todo o cidad\u00e3o do mundo, atrav\u00e9s do gerar por ac\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito. (Naturalmente que na b\u00edblia se trata de teologia e n\u00e3o de mera Biologia ou de Hist\u00f3ria, como gostariam os racionalistas que sonham com uma igreja muda, ou uma forma de pensar masculina do \u201cdivide et impera\u201d.) O acto legitimador n\u00e3o se reduz ao institucional hist\u00f3rico, ele passa a ser o Esp\u00edrito que sopra independentemente de condicionamentos e condicionalismos.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>No Magnificat, as v\u00edtimas tornam-se sujeito da ac\u00e7\u00e3o. A salva\u00e7\u00e3o vem de baixo e n\u00e3o de cima, como querem os poderes\/pensares racionalistas e o poder estabelecido. Hoje, mais que nunca, necessita-se de uma exegese, duma hist\u00f3ria, duma pol\u00edtica com uma veia m\u00edstica. No caminho m\u00edstico d\u00e1-se a converg\u00eancia da transcend\u00eancia com a iman\u00eancia, do masculino com o feminino.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>N\u00e3o podemos reconhecer s\u00f3 a terra como deusa, como quer o feminismo radical (l\u00f3gico) infecundo nem s\u00f3 o c\u00e9u como horizonte descontextuado como pretende a dial\u00e9ctica do pensar masculino. Num processo aberto \u00e0 m\u00edstica conseguir-se-\u00e1 reconciliar o mundo das ideias com o da realidade, o mundo do esp\u00edrito com o da mat\u00e9ria, as elites com o povo. Seria falso desmiolar os mitos. O mito age a partir do que est\u00e1 escondido, na conflu\u00eancia da for\u00e7a vertical com a for\u00e7a horizontal. Todo o componente da realidade est\u00e1 integrado num todo global complementar, num sistema din\u00e2mico relacional na interliga\u00e7\u00e3o dos campos f\u00edsico, fenomenol\u00f3gico e espiritual como manifesta a vis\u00e3o trinit\u00e1ria.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>No m\u00eas de Maio por todo o mundo cat\u00f3lico se observa grande actividade em torno de Maria. Muitas vezes as celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas s\u00e3o orientadas por leigos. Nestas liturgias marianas privilegia-se a feminidade. A reza do ter\u00e7o \u00e9 uma forma de medita\u00e7\u00e3o global que integra nela a inspira\u00e7\u00e3o e a expira\u00e7\u00e3o em ritmo complementar. Em liturgias, paraliturgias e actos seculares deveria dar-se mais relevo ao papel da feminidade.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Um aspecto importante que se enquadraria dentro desta espiritualidade seria a introdu\u00e7\u00e3o de ritos de imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os em todas as par\u00f3quias. A\u00ed, todos os participantes, em resposta \u00e0 diversidade dos dons do esp\u00edrito santo em cada um, poderiam criar ritos em que, tamb\u00e9m o tratamento de corpo e alma, a cura dos fi\u00e9is presentes se tornassem pr\u00e1ticas usuais, mediante a imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os por parte dos fi\u00e9is. Isto corresponderia a uma necessidade real e cuja vulgariza\u00e7\u00e3o poderia ter como orienta\u00e7\u00e3o a b\u00ean\u00e7\u00e3o dos enfermos realizada em F\u00e1tima nos dias treze, bem como certas pr\u00e1ticas dos movimentos carism\u00e1ticos. As liturgias marianas poderiam tornar-se num exerc\u00edcio com express\u00f5es mais adequadas \u00e0s necessidades do lugar e do tempo, num dar resposta aos sinais dos tempos. <strong>Maio \u00e9 um apelo \u00e0 pol\u00edtica, \u00e0 religi\u00e3o, \u00e0 economia a integrar na sua masculinidade o outro p\u00f3lo da realidade que \u00e9 a feminidade. Esta encontra-se oprimida pela din\u00e2mica dum poder e dum pensar todo ele masculino.<\/strong><\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo<\/p>\n<p>antoniocunhajusto@googlemail.com<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>(1) Sabe-se da investiga\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica que o modo de pessoas compreenderem a b\u00edblia depende muit\u00edssimo da sua pr\u00e9-atitude. A cabe\u00e7a do leitor, formata \u00e0 sua medida um texto virtual a partir do texto b\u00edblico que tem pela frente. Tamb\u00e9m o modo de compreender o texto se processa diferentemente. Enquanto que leitores ligados \u00e0 igreja compreendem o texto num contexto global b\u00edblico, leitores sem experi\u00eancia eclesial procuram o acesso ao texto atrav\u00e9s da perspectiva hist\u00f3rica.\u00a0 O mesmo se d\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o a n\u00edvel de culturas. O animus, com\u00a0 a sua maneira de pensar masculina polar exclui , a anima como maneira de pensar mais integral (feminina).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EXPRESS\u00d5ES CONCRETAS DA FEMINIDADE Ant\u00f3nio Justo Maio \u00e9 o m\u00eas das flores (maias), \u00e9 o m\u00eas de Maria (da feminidade), o m\u00eas do povo. Maria, tal como a natureza em Maio, assume as mais diversas express\u00f5es. 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