{"id":1533,"date":"2010-04-30T18:13:23","date_gmt":"2010-04-30T17:13:23","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1533"},"modified":"2010-04-30T18:13:23","modified_gmt":"2010-04-30T17:13:23","slug":"belgica-proibe-o-uso-da-burca-islamica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1533","title":{"rendered":"B\u00c9LGICA PROIBE O USO DA BURCA ISL\u00c2MICA"},"content":{"rendered":"<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong> Da Multicultura para a Intercultura<\/strong><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<\/p>\n<p>O Parlamento belga decidiu ontem (29.04.2009) por unanimidade a proibi\u00e7\u00e3o do uso da Burca em p\u00fablico \u00e0s mulheres isl\u00e2micas. As infractoras passar\u00e3o a pagar uma multa de 25 Euros ou a sujeitar-se a pris\u00e3o de 7 dias. Para a Lei entrar em vigor necessita ainda da aprova\u00e7\u00e3o do Senado.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>A sociedade v\u00ea no uso da Burca e do Len\u00e7o um sinal pol\u00edtico reaccion\u00e1rio e uma express\u00e3o de repress\u00e3o da mulher e dum poder machista cimentado pela religi\u00e3o.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p><strong>Mulher prisioneira na \u201cgaiola da virgindade\u201d e na \u201cgaiola do Isl\u00e3o\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Embora o Estado esteja obrigado \u00e0 neutralidade tem que respeitar o ambiente cultural da sociedade maiorit\u00e1ria. N\u00e3o aceita que a religi\u00e3o determine regras humilhantes para o indiv\u00edduo ou que castigue os seus membros por infrac\u00e7\u00e3o \u00e0s suas regras. N\u00e3o tolera que um grupo minorit\u00e1rio abuse da toler\u00e2ncia da sociedade maiorit\u00e1ria para fomentar medidas intolerantes. Muitos v\u00eaem a mulher prisioneira na \u201cgaiola da virgindade\u201d e na \u201cgaiola do Isl\u00e3o\u201d! Muitas jovens menores querem casar para assim evitarem a lei da virgindade.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>A sociedade de acolhimento observa que as pessoas chegam a um pa\u00eds onde h\u00e1 liberdades que logo s\u00e3o combatidas pelas organiza\u00e7\u00f5es maometanas que d\u00e3o cobertura ou fazem vista grossa a assassinatos honrosos, casamentos for\u00e7ados, etc. De facto, em Berlim, onde se encontra uma forte col\u00f3nia turca, s\u00f3 em 2007 foram registados 378 casos de casamentos for\u00e7ados, segundo informa\u00e7\u00e3o da \u201cCasa das Mulheres\u201d de Berlim; em 2005 tinham sido registados 330 casos. O aumento dos registos \u00e9 explicado com o aumento de coragem e da consci\u00eancia individual das afectadas.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Acusam as associa\u00e7\u00f5es turcas e isl\u00e2micas de s\u00f3 se empenharem na defesa e imposi\u00e7\u00e3o dos seus direitos religiosos contra os direitos individuais sem se interessarem pela cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es de apoio aos membros necessitados, por exemplo, cria\u00e7\u00e3o de casas de ref\u00fagio para mulheres amea\u00e7adas (Casas das mulheres)\u2026<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>O argumento de que h\u00e1 extremistas em todas as religi\u00f5es n\u00e3o deve preparar o caminho ao islamismo militante que, sistematicamente, impede a integra\u00e7\u00e3o dos seus membros nas sociedades em que se encontra. Facto \u00e9 que, ao contr\u00e1rio do Isl\u00e3o, os crentes de outras religi\u00f5es n\u00e3o p\u00f5em em risco a vida quando n\u00e3o seguem as regras da sua religi\u00e3o. Partem do princ\u00edpio que os turcos \/mu\u00e7ulmanos desprezam as leis das culturas onde se encontram, ao contr\u00e1rio dos outros imigrantes.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>As na\u00e7\u00f5es em que se encontram grandes comunidades isl\u00e2micas s\u00e3o confrontadas com a confissionalizac\u00e3o do p\u00fablico em geral. Este fen\u00f3meno, por\u00e9m, observa-se tamb\u00e9m no militarismo ateu contra a sociedade religiosa e em especial contra o Catolicismo. N\u00e3o seria leg\u00edtimo culpar monocausalmente os mu\u00e7ulmanos de provocarem militantismos religiosos e seculares nas sociedades para onde emigram.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Esta reac\u00e7\u00e3o da B\u00e9lgica, uma na\u00e7\u00e3o que foi exemplar nas oportunidades que deu aos estrangeiros, torna-se compreens\u00edvel dado o comunidades turcas e as mesquitas s\u00f3 porem exig\u00eancias aos estados onde se encontram, n\u00e3o se integrando como fazem as outras etnias. Assim assiste-se a uma importa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de noivas da Turquia, a exig\u00eancias de nas escolas haver uma sala de ora\u00e7\u00e3o para mu\u00e7ulmanos, casamento por coac\u00e7\u00e3o, casamentos religiosos com menores a troco de dinheiro (14 anos), etc. Imagine-se que em na\u00e7\u00f5es mu\u00e7ulmanas como a Turquia, onde crist\u00e3os s\u00e3o discriminados no exerc\u00edcio do culto e da religi\u00e3o, um crist\u00e3o levantasse a exig\u00eancia de querer na escola p\u00fablica um lugar para poder rezar! Facto \u00e9 que na Alemanha, pelo menos numa escola p\u00fablica, os mu\u00e7ulmanos conseguiram um lugar de ora\u00e7\u00e3o para eles; imagine-se que todas as outras religi\u00f5es se lembrassem de colocar a mesma exig\u00eancia. Tudo isto \u00e9 poss\u00edvel devido ao desplante de uns e \u00e0 falta de crit\u00e9rio dos outros.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>O assunto do interculturalismo \u00e9 muito complexo atendendo aos diferentes modelos morais e \u00e0s matrizes espec\u00edficas de identifica\u00e7\u00e3o cultural. O Isl\u00e3o, certamente conseguiria mais aceita\u00e7\u00e3o na Europa, se deixasse de perseguir e descriminar os crist\u00e3os nos seus pa\u00edses.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Facto \u00e9 que, os imigrantes mu\u00e7ulmanos se encontram num paradoxo de sociedades com exig\u00eancias contradit\u00f3rias: dum lado, a sociedade isl\u00e2mica que corresponde a um colectivo patriarcal religioso e do outro a sociedade maiorit\u00e1ria que corresponde a um colectivo secularista tamb\u00e9m ele militante: Dois credos irreconcili\u00e1veis! Dum lado uma religi\u00e3o autorit\u00e1ria e hegem\u00f3nica e do outro um estado laicista pros\u00e9lito: um e outro de car\u00e1cter ideol\u00f3gico; duas f\u00e9s contradit\u00f3rias que n\u00e3o se suportam uma \u00e0 outra.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>No aspecto da capacidade de integra\u00e7\u00e3o, certamente que o povo portugu\u00eas \u00e9 o mais exemplar de todos, em todas as sociedades onde se encontra! \u00c9 chin\u00eas com os chineses, americano com os americanos, brasileiro com os brasileiros. Certamente por isso o Luxemburgo fomentou uma pol\u00edtica de imigra\u00e7\u00e3o que privilegia os portugueses no acesso ao Luxemburgo.<\/p>\n<p>Todos temos a aprender uns dos outros. por isso n\u00e3o podemos fechar-nos nas gaiolas culturais como se o mundo n\u00e3o existisse sendo formado dos mais diferentes bi\u00f3topos em complementaridade e simbiose. Da\u00ed a necessidade do passo da multicultura para a intercultura. A identidade duma pessoa desenvolvida consta de muitas identidades subjacentes.<\/p>\n<p><br class=\"spacer_\" \/><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da Multicultura para a Intercultura Ant\u00f3nio Justo O Parlamento belga decidiu ontem (29.04.2009) por unanimidade a proibi\u00e7\u00e3o do uso da Burca em p\u00fablico \u00e0s mulheres isl\u00e2micas. As infractoras passar\u00e3o a pagar uma multa de 25 Euros ou a sujeitar-se a pris\u00e3o de 7 dias. 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