{"id":1473,"date":"2010-02-09T10:50:00","date_gmt":"2010-02-09T09:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1473"},"modified":"2010-02-09T10:50:00","modified_gmt":"2010-02-09T09:50:00","slug":"doi-mais-pensar-do-que-trabalhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1473","title":{"rendered":"DOI MAIS PENSAR DO QUE TRABALHAR"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight:bold;\"><\/span><br \/><span style=\"font-weight:bold;\">           A POL\u00cdTICA ENGANA O POVO QUE PREFERE SER ENGANADO<\/span><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<br \/>O Governo n\u00e3o pode revelar o estado da na\u00e7\u00e3o ao povo n\u00e3o s\u00f3 por raz\u00f5es de interesses pr\u00f3prios como tamb\u00e9m pelo facto do povo n\u00e3o estar preparado para aguentar a verdade. <\/p>\n<p>Se Jos\u00e9 S\u00f3crates dissesse que o seu activismo, em quest\u00f5es de ensino, trabalho, sa\u00fade e de finan\u00e7as, n\u00e3o passou de paliativo para se aguentar na administra\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria, acontecer-lhe-ia como aconteceu ao primeiro-ministro h\u00fangaro, quando em 2006 disse que o seu governo n\u00e3o passou duma farsa. Ent\u00e3o o povo saltou para a rua em demonstra\u00e7\u00f5es e lutas contra a pol\u00edcia.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold;\">Os pol\u00edticos dan\u00e7am o tango costumado porque lhes faltam as ideias e a coragem para fazer algo diferente. Impotentes, agem todos sob a batuta an\u00f3nima internacional, contentando-se, pessoalmente, com a representa\u00e7\u00e3o! Ningu\u00e9m se atreve a dizer que o rei vai nu!<\/span> Dado a situa\u00e7\u00e3o a resolver ser contextual global, s\u00f3 lhes restaria a amargura ou a resigna\u00e7\u00e3o! Limitam-se, por isso, a pol\u00edticas de clientela e de guerra ideol\u00f3gica a n\u00edvel de costumes em torno do sexo e quejandas, para irem distraindo o povo. Sabem que as solu\u00e7\u00f5es que apresentam para os problemas j\u00e1 n\u00e3o correspondem \u00e0s do s\u00e9culo XXI, que \u00e9 um mundo cada vez com menos recursos naturais e com multid\u00f5es de pobres que querem atingir o n\u00edvel de vida do mundo ocidental, o que a natureza n\u00e3o pode dar, nos termos de trato e explora\u00e7\u00e3o actual. Embora cada pa\u00eds saiba que, num mundo tornado global, a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nacional, cada povo procura puxar a brasa \u00e0 sua sardinha, consciente embora que j\u00e1 n\u00e3o estamos no tempo da brasa mas das labaredas! A continuarmos assim j\u00e1 se podem prever guerras e guerrilhas de grande dimens\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 adequada uma pol\u00edtica de empobrecimento das massas populares ocidentais enquanto a gan\u00e2ncia dos andares superiores continua desregrada. Urge o in\u00edcio duma cultura da mod\u00e9stia e duma sociedade empenhada na realiza\u00e7\u00e3o da dignidade humana. O problema \u00e9 de mentalidade e de sistema de pensamento!<\/p>\n<p>Vivemos de necessidades e de produtos desnecess\u00e1rios. Porque n\u00e3o pensamos, n\u00e3o actuamos numa perspectiva duradoira constru\u00edda na base da dignidade humana e do respeito por animais e pessoas. Ao abandonar-se a tentativa duma ortodoxia para passar-se a outra, renuncia-se automaticamente a uma ortopraxia. Fere mais pensar do que trabalhar! Como consequ\u00eancia temos uma pol\u00edtica do activismo que segue atr\u00e1s da banalidade factual e dos ventos do oportuno ocasional. Como consequ\u00eancia temos uma crise duradoira a n\u00edvel econ\u00f3mico, pol\u00edtico e cultural. Deixa-se a reflex\u00e3o e a medita\u00e7\u00e3o para os conventos e para alguns movimentos esot\u00e9ricos. Vende-se o recheio da casa para n\u00e3o se ir para a rua!<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold;\">                             \u00c0 Espera de Godot<\/span><br \/>Neste sistema o desemprego aumentar\u00e1 continuamente e a escola n\u00e3o garantir\u00e1 emprego. Alguns trabalhos tornaram-se impag\u00e1veis com vencimentos horrendos enquanto que o sal\u00e1rio carente prolet\u00e1rio \u00e9 cada vez mais prec\u00e1rio com consequ\u00eancias terr\u00edveis para a vida actual e para a reforma. <\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito de acad\u00e9micos desempregados \u00e9 enorme. Acad\u00e9micos sem trabalho metem-se em novos estudos na esperan\u00e7a de virem a ter um emprego. Constr\u00f3i-se ilus\u00e3o sobre ilus\u00e3o. Quem puder que se salve! Adia-se a vida num Estado n\u00e3o interessado numa verdadeira forma\u00e7\u00e3o escolar e profissional. As escolas formam pessoal para uma sociedade que o n\u00e3o precisa e despreza. Elas tornam-se cada vez mais em institui\u00e7\u00f5es de conserva, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o, num Estado que n\u00e3o sabe que fazer e constr\u00f3i sobre a areia. <span style=\"font-weight:bold;\">Antigamente t\u00ednhamos os soldados da reserva, hoje temos os oper\u00e1rios da reserva e os estudantes da reserva.<\/span> Tudo \u00e0 espera de Godot!&#8230; O problema \u00e9 que o pr\u00f3prio tempo de espera se tornou banal porque o objecto da espera \u00e9 aliena\u00e7\u00e3o pura. Quando esta massa acordar para a realidade e n\u00e3o se limitar com as migalhas que caem da mesa dos grandes, ser\u00e1 f\u00e1cil recrutar a revolu\u00e7\u00e3o e a anarquia! O que vale ainda aos que ocupam os postos do Estado \u00e9 o facto de terem um sistema de ensino que educou para a apatia e ensinou os alunos a adaptar-se mas n\u00e3o a agir nem a pensar, ensinou a obedecer mas n\u00e3o a ser! <\/p>\n<p>No melhor dos casos uma sociedade pensante poderia criar \u201cf\u00e1bricas de pensamento\u201d, facultadoras duma revolu\u00e7\u00e3o interior com projectos de sociedade que tenha por base a natureza e por fim o Homem, numa praxis concretizadora da dignidade humana e da dignidade das rela\u00e7\u00f5es com a natureza e com os bi\u00f3topos sociais.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos permitirmo-nos continuar a aprisionar a natureza nas f\u00e1bricas, a encarcerar os trabalhadores nas reparti\u00e7\u00f5es de trabalho, a aprisionar a intelig\u00eancia em institui\u00e7\u00f5es escolares e a viver dos reservados do pensamento dos minist\u00e9rios e ao mesmo tempo a degradar a natureza e o povo. Isto \u00e9 vida em segunda m\u00e3o, \u00e9 servid\u00e3o de sistemas para os seus aproveitadores. Chega de aliena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e cultural!<\/p>\n<p>O mercantilismo dos valores asfixia-nos o horizonte e destr\u00f3i-nos o futuro.<\/p>\n<p>\u00a9 Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<br \/>antoniocunhajusto@googlemail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A POL\u00cdTICA ENGANA O POVO QUE PREFERE SER ENGANADO Ant\u00f3nio JustoO Governo n\u00e3o pode revelar o estado da na\u00e7\u00e3o ao povo n\u00e3o s\u00f3 por raz\u00f5es de interesses pr\u00f3prios como tamb\u00e9m pelo facto do povo n\u00e3o estar preparado para aguentar a verdade. 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