{"id":1471,"date":"2010-02-04T13:28:00","date_gmt":"2010-02-04T12:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1471"},"modified":"2010-02-04T13:28:00","modified_gmt":"2010-02-04T12:28:00","slug":"paises-europeus-candidatos-a-falencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1471","title":{"rendered":"PA\u00cdSES EUROPEUS CANDIDATOS \u00c0 FAL\u00caNCIA"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight:bold;\"><\/span><br \/><span style=\"font-weight:bold;\">             GR\u00c9CIA ANTECIPA OS PROBLEMAS DA UNI\u00c3O EUROPEIA<\/span><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<br \/>A Gr\u00e9cia, pa\u00eds da zona monet\u00e1ria Euro, encontra-se \u00e0s portas da Bancarrota. Segundo a imprensa alem\u00e3, h\u00e1 grande preocupa\u00e7\u00e3o e nervosismo por tr\u00e1s dos bastidores da Uni\u00e3o Europeia (EU). Esta v\u00ea-se obrigada a elaborar cen\u00e1rios de salva\u00e7\u00e3o, todos eles muito complicados porque as d\u00edvidas de cada pa\u00eds est\u00e3o distribu\u00eddas por toda a Europa. Segundo o tratado de Lisboa nenhum pa\u00eds europeu pode responsabilizar-se pelas d\u00edvidas do outro. Uma nova crise financeira n\u00e3o seria aceite pelos cidad\u00e3os.<br \/><span style=\"font-weight:bold;\"><br \/>                  GR\u00c9CIA SUJEITA AO DITADO DA EU POR DOIS ANOS<\/span> <\/p>\n<p>Para que a Gr\u00e9cia n\u00e3o v\u00e1 \u00e0 fal\u00eancia a EU receitou-lhe p\u00edlulas muito amargas. Passa a ser obrigada a reduzir os ordenados dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos entre 4 e 6% e a ter um stop de contratos de pessoal p\u00fablico durante um ano; ter\u00e1 tamb\u00e9m que criar novos impostos sobre imobili\u00e1rio; 10% das despesas or\u00e7amentais planeadas t\u00eam que ser guardadas numa reserva de seguran\u00e7a; tem que modificar o sistema de sa\u00fade; tem que reformar o sistema de reformas da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica dado os respectivos funcion\u00e1rios receberem uma reforma quase t\u00e3o alta como o vencimento no tempo de activos; tem de criar um imposto especial acrescido de 7 c\u00eantimos sobre todos os combust\u00edveis.<\/p>\n<p>Assim a EU administra indirectamente por dois anos o or\u00e7amento de estado grego tendo como objectivo de reduzir o d\u00e9fice do Estado de 12,7% para 2,8% at\u00e9 2012. Se a EU n\u00e3o constatar progresso a Gr\u00e9cia ter\u00e1 de pagar uma multa de 0,5% do PIB. <\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold;\">               PA\u00cdSES QUE CAUSAM DORES DE CABECA \u00c0 EUROPA RICA<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold;\">Estados que causam grande preocupa\u00e7\u00e3o e dores de cabe\u00e7a \u00e0 EU, para al\u00e9m da Gr\u00e9cia com 113% de d\u00edvidas do Estado em rela\u00e7\u00e3o ao PIB anual nacional, s\u00e3o, a Espanha com 54%, Portugal com 77%, a Isl\u00e2ndia com 118%, a It\u00e1lia com 115%, Let\u00f3nia com 33%, Ucr\u00e2nia com 85%.<\/span> <\/p>\n<p>H\u00e1 pa\u00edses com grandes d\u00edvidas, mas n\u00e3o causam tanta preocupa\u00e7\u00e3o, como no caso da It\u00e1lia, porque muitos dos seus d\u00e9bitos s\u00e3o internos e possu\u00edrem grande capacidade econ\u00f3mica nacional, n\u00e3o estando t\u00e3o dependentes do estrangeiro, como outros estados com menos percentagem de d\u00edvidas mas com pouca produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Representantes de estados europeus pensam que a melhor solu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 entrarem como fiadores. Querem resolver o problema rapidamente para que os mercados financeiros internacionais n\u00e3o comecem j\u00e1 a especular qual ser\u00e1 o pr\u00f3ximo candidato \u00e0 fal\u00eancia. Um pa\u00eds sem cr\u00e9dito tem de pagar altos juros ao estrangeiro e com o aumento dos juros sobem as d\u00edvidas do pa\u00eds. Este \u00e9 tamb\u00e9m o grande problema dos pa\u00edses do terceiro mundo.<\/p>\n<p>A Irlanda, que n\u00e3o pertencia ao Euro, p\u00f4de desvalorizar a sua moeda e deste modo estimular as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a crise, a Gr\u00e9cia teve que passar a pagar mais 2,29 % de juros ao estrangeiro do que os alem\u00e3es. \u00c9 o pre\u00e7o da credibilidade do pa\u00eds. A Gr\u00e9cia gasta um ter\u00e7o do or\u00e7amento de Estado para pagar os juros. \u00c9 o pa\u00eds mais fraco da zona Euro com 300 bili\u00f5es de \u20ac de d\u00edvidas. Tem uma nova d\u00edvida de 13% quando a EU s\u00f3 permite um m\u00e1ximo de 3% do PBI. Sem medidas dr\u00e1sticas, de aperto do sinto dos cidad\u00e3os e dos funcion\u00e1rios, chega-se ao momento em que o pa\u00eds se encontra falido, n\u00e3o olhando ent\u00e3o a medidas para alcan\u00e7ar o cr\u00e9dito e a honra perdida a n\u00edvel internacional, tal como aconteceu em Portugal em 1928, vendo-se o pa\u00eds ent\u00e3o obrigado a chamar Salazar para tirar o pa\u00eds da fal\u00eancia.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que se a Gr\u00e9cia cair tamb\u00e9m caem a Espanha e Portugal. Este \u00e9 o grande receio dos pa\u00edses fortes. A EU n\u00e3o pode ajudar directamente a Gr\u00e9cia, doutro modo, logo, a Espanha e a Irlanda pederiam o apoio de Bruxelas. Al\u00e9m do mais, uma ajuda externa significaria um apoio \u00e0 indol\u00eancia dum pa\u00eds que n\u00e3o precisaria de se esfor\u00e7ar! Por outro lado a EU n\u00e3o se pode permitir uma interven\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica na soberania dum estado como a Gr\u00e9cia numa fase em que a EU ainda n\u00e3o se encontra consolidada. Deixar a Gr\u00e9cia dependente dos empr\u00e9stimos da IWF implicaria uma cura radical mas por outro lado a sua inger\u00eancia num pa\u00eds de EU.<\/p>\n<p>O Banco Central Europeu encontra-se em apuros. Os seus donos s\u00e3o, entre outros, Portugal com 1,75 do capital, a Alemanha com 18,94%, a Inglaterra com 14,52%, a Fran\u00e7a com 14,22%, a It\u00e1lia com 12,5%, a \u00c1ustria com 1,94%, a Gr\u00e9cia com 1,96%, a Espanha com 8,3%, a Dinamarca com 1,48%, a Su\u00e9cia com 2,22%, a Pol\u00f3nia com 4,9%, a Hungria com 1,39%, a Rom\u00e9nia com 2,46% (cf. EZB\/2009).<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold;\"><br \/>                                       ALEMANHA EM MAUS LEN\u00c7\u00d3IS<\/span><\/p>\n<p>A Alemanha est\u00e1 preocupada com o dinheiro que emprestou a pa\u00edses a caminho da fal\u00eancia. DIE ZEIT refere que os Bancos Alem\u00e3es emprestaram 38 bili\u00f5es de \u20ac a empresas, governo e reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas gregas; 191 bili\u00f5es de \u20ac \u00e0 Espanha, 202 bili\u00f5es de \u20ac \u00e0 It\u00e1lia. S\u00f3 os turistas alem\u00e3es levam 15 bili\u00f5es de \u20ac por ano para It\u00e1lia, Espanha, Gr\u00e9cia e Portugal.<\/p>\n<p>No caso dum pa\u00eds n\u00e3o poder pagar os juros, o Banco Alem\u00e3o teria grandes perdas o que obrigaria o Estado alem\u00e3o a ter de entrar com o dinheiro para apoiar o Banco, doutro modo, haveria de novo uma crise banc\u00e1ria.<\/p>\n<p>Um pa\u00eds como a Gr\u00e9cia que ainda tem dinheiro para pagar aos professores e \u00e0 pol\u00edcia, a deixar agravar a sua situa\u00e7\u00e3o conduziria \u00e0 subleva\u00e7\u00e3o do povo.<\/p>\n<p>Por outro lado os especuladores internacionais est\u00e3o interessados em que um pa\u00eds como a Gr\u00e9cia perca a credibilidade financeira e que saia a Zona Euro.<\/p>\n<p>Tudo isto revela a necessidade das pot\u00eancias industriais europeias seguirem uma nova pol\u00edtica de solidariedade com os pa\u00edses da periferia. Se o n\u00facleo dos pa\u00edses da EU n\u00e3o quiserem ver a estabilidade do Euro posta continuamente em perigo pelos pa\u00edses mais fracos, ter\u00e3o de implementar a cria\u00e7\u00e3o de empresas est\u00e1veis nestes pa\u00edses. N\u00e3o chega produzir no centro e vender na periferia. A periferia ter\u00e1 que poder subsistir por ela.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold;\">                                 PERDA DA SUBERANIA NACIONAL<\/span><\/p>\n<p>Um estado sem controlo sobre o or\u00e7amento do Estado tem condi\u00e7\u00f5es muito agravadas no mercado de capital, dependendo estas da sua capacidade de cr\u00e9dito. Institui\u00e7\u00f5es, como a Rating-Agentur Titch, que controlam a credibilidade de cr\u00e9dito dos pa\u00edses atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o do seu crescimento econ\u00f3mico, taxa de infla\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a de impostos, est\u00e3o muito atentas ao desenvolvimento e chamam a aten\u00e7\u00e3o internacional para o estado dum Estado em desequil\u00edbrio. <\/p>\n<p>Estados salvos ou em grave crise al\u00e9m de terem de pagar muito mais juros pelos empr\u00e9stimos, t\u00eam de ceder grande parte da soberania ao estrangeiro e a organiza\u00e7\u00f5es internacionais. Estes passam a determinar as taxas de impostos e as despesas para escolas, estradas, etc., \u00e0 margem do parlamento nacional, tal como acontece no terceiro mundo. As empresas internacionais procuram salvar o seu dinheiro retirando os seus investimentos do pa\u00eds que n\u00e3o ofere\u00e7a credibilidade.<\/p>\n<p>Segundo a imprensa internacional, Portugal permitiu aumentos de sal\u00e1rio superiores ao dobro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia europeia. Ao contr\u00e1rio da Gr\u00e9cia, Portugal j\u00e1 tem um bom sistema de controlo fiscal, mas o que n\u00e3o compreendem s\u00e3o as reformas do funcionalismo p\u00fablico. Por outro lado o dinheiro p\u00fablico \u00e9, por vezes, investido em projectos de prest\u00edgio e n\u00e3o em projectos produtivos para a na\u00e7\u00e3o. Na Espanha o dinheiro foi empregado em objectos de constru\u00e7\u00e3o especulativa.<\/p>\n<p>Um pa\u00eds com grandes d\u00edvidas perde a moral, tal como aconteceu na primeira rep\u00fablica portuguesa. A oposi\u00e7\u00e3o parlamentar portuguesa, em vez de se aproveitar da situa\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica em que se encontra o pa\u00eds para ganhar cr\u00e9ditos pol\u00edticos partid\u00e1rios, tem mostrado grande responsabilidade ajudando o governo socialista de S\u00f3crates a elaborar um Or\u00e7amento de Estado que impe\u00e7a a situa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia. O problema \u00e9 que em Portugal as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais geralmente n\u00e3o trabalham com consci\u00eancia nacional nem de Estado.<\/p>\n<p>Um pa\u00eds como Portugal, com fraca produ\u00e7\u00e3o nacional e muita importa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode equilibrar as d\u00edvidas externas apenas com os apoios da Uni\u00e3o Europeia e com as remessas dos emigrantes e permitir-se, ao mesmo tempo, continuar a levar uma vida de rico. Um pa\u00eds que n\u00e3o se refinancia a si mesmo e vive de empr\u00e9stimos do estrangeiro incapacita-se e torna-se num problema para os outros membros da Uni\u00e3o que, por outro lado, n\u00e3o pode permitir-se a bancarrota dum dos seus membros pelo impacto que isso teria a n\u00edvel internacional e em rela\u00e7\u00e3o ao Euro que cairia bastante em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Dado o Estado n\u00e3o poder desvalorizar por si mesmo a moeda \u00fanica, s\u00f3 lhe resta poupar nas despesas p\u00fablicas e tornar os seus produtos concorrentes no mercado. Isto significa conten\u00e7\u00e3o nos ordenados por um per\u00edodo de v\u00e1rios anos. De facto, Portugal tem um d\u00e9fice de produtividade econ\u00f3mica que se contabiliza num buraco de 12,1 % da balan\u00e7a comercial. Portugal come mais do que produz e nalguns sectores do imobili\u00e1rio tem impostos superiores \u00e0 m\u00e9dia europeia! Por outro lado quando se vai ao supermercado fazer as compras alimentares constato (neste caso constata\u00e7\u00e3o subjectiva minha) que o pre\u00e7o, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o do p\u00e3o, de bolos e pouco mais, \u00e9 cerca de 20% mais caro que na Alemanha!<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunhas Duarte Justo<br \/>antoniocunhajusto@googlemail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GR\u00c9CIA ANTECIPA OS PROBLEMAS DA UNI\u00c3O EUROPEIA Ant\u00f3nio JustoA Gr\u00e9cia, pa\u00eds da zona monet\u00e1ria Euro, encontra-se \u00e0s portas da Bancarrota. Segundo a imprensa alem\u00e3, h\u00e1 grande preocupa\u00e7\u00e3o e nervosismo por tr\u00e1s dos bastidores da Uni\u00e3o Europeia (EU). 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