{"id":1420,"date":"2009-07-09T17:04:00","date_gmt":"2009-07-09T16:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1420"},"modified":"2009-07-09T17:04:00","modified_gmt":"2009-07-09T16:04:00","slug":"eleicoes-europeias-revelam-desinteresse-numa-europa-desalmada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1420","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es europeias revelam desinteresse numa Europa desalmada"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight:bold;\"><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold;\">       TOMADA DE POSSE DOS EURODEPUTADOS EM BRUXELAS<\/span><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<br \/>Numa Uni\u00e3o Europeia (EU) de 493 milh\u00f5es de cidad\u00e3os registou-se 57% de absten\u00e7\u00e3o \u00e0s elei\u00e7\u00f5es para o parlamento europeu, realizadas de 4 a 7 de Junho de 2009.<\/p>\n<p>No dia 14 de Julho (no esp\u00edrito da revolu\u00e7\u00e3o francesa), 736 deputados de 27 estados da EU ir\u00e3o iniciar em Bruxelas a legislatura de 2009-2014. <\/p>\n<p>O sal\u00e1rio bruto dum eurodeputado \u00e9 de 7.665 euros, acrescido de 17.450 euros para despesa de secretariado e assistentes e de 4.200 euros para despesas gerais. <\/p>\n<p>Quanto mais o povo desconfia mais os pol\u00edticos se aconchegam numa plataforma ol\u00edmpica a que o povo n\u00e3o tem acesso. Teimam em construir uma Europa distante, de livres-pensadores e materialistas com uma nomenclatura de burocratas superiores e um proletariado rasteiro, cada vez mais igual, numa Europa cada vez mais conforme e chata. Parte do folclore permitido consta do len\u00e7o na cabe\u00e7a e duns cachec\u00f3is de futebol, o resto quer-se desnudado de esp\u00edrito. A luta duma oligarquia cada vez mais safada contra cidad\u00e3os queridos plebe, cada vez alastra mais, como nevoeiro serrado que aperta todos os pa\u00edses da Europa. Assim a avaliam os votantes e a admoesta o Tribunal Constitucional alem\u00e3o com uma decis\u00e3o que d\u00e1 raz\u00e3o aos cr\u00edticos do Tratado de Lisboa. Afinal, estes revelaram-se os verdadeiros defensores da democracia e da soberania ao criticarem a Uni\u00e3o Europeia dos funcion\u00e1rios. Os alem\u00e3es, os beneficiados do Tratado de Lisboa com os pa\u00edses grandes europeus, revelaram-se, com a decis\u00e3o independente do tribunal, verdadeiros democratas.<\/p>\n<p>A Europa descobriu o mundo e mudou-o. Ela \u00e9 fruto duma ideia progressiva universal que depois de tanto se expandir para o exterior, segundo a for\u00e7a centr\u00edfuga \u00e0 procura do universo, sente no esp\u00edrito do povo a necessidade dum crescimento interior, uma for\u00e7a centr\u00edpeta que a leve a redescobrir-se. S\u00f3 na auto-mudan\u00e7a se mudar\u00e1 a Europa e com ela o mundo. O cristianismo universalista e global, que lhe deu o ser no respeito pelo indiv\u00edduo e pelas consci\u00eancias individuais e sociais, n\u00e3o poder\u00e1 ser desqualificado na constru\u00e7\u00e3o da nova Europa e do mundo do globalismo.<\/p>\n<p>Torna-se \u00f3bvio que o desenvolvimento estrutural da Europa dever\u00e1 ser acompanhado pela consci\u00eancia do povo. O povo n\u00e3o pode votar no que desconhece. Mais que ter ter\u00e1 de ser.<br \/>A Europa ainda n\u00e3o est\u00e1 madura para dar o passo na sua direc\u00e7\u00e3o. Precisa duma metamorfose. Como ponta avan\u00e7ada das civiliza\u00e7\u00f5es ainda ter\u00e1 de realizar em si a descoberta do outro na aceita\u00e7\u00e3o da sua diferen\u00e7a e particularidade.<\/p>\n<p>Os pol\u00edticos ainda se encontram muito verdes na mat\u00e9ria, continuando com uma mentalidade tutelar e dirigista. Armam-se em progressistas de rosto luzidio e cabe\u00e7a leve. A ideologia materialista marxista, j\u00e1 ultrapassada cient\u00edfica e politicamente, ainda se encontra demasiado jacobina e \u00e0 vontade nas estruturas da Europa. Se os pol\u00edticos n\u00e3o se encontram \u00e0 altura do que pretendem, que dizer do povo\u2026<\/p>\n<p>A actual crise econ\u00f3mica \u00e9 consequ\u00eancia da perda de valores morais e da falta duma ideia forte de identidade comum \u00e0 Europa e ao Ocidente em geral.<\/p>\n<p>A Europa precisa, de novo, duma ideia forte e renovada, baseada no humanismo crist\u00e3o e no respeito pela natureza. N\u00e3o chegam interesses econ\u00f3micos de elites mercantilistas nem ideologias de livres-pensadores \u00e0 la 14 de Julho, nem duma devo\u00e7\u00e3o constitucional para se construir um povo com identidade pr\u00f3pria. <\/p>\n<p>Por interesses ideol\u00f3gicos e por respeito \u00e0 Turquia os mercen\u00e1rios querem uma Europa sem cristianismo, sem via espiritual, uma Europa s\u00f3 para eles, longe do povo e das tradicoes. Esquecem que por detr\u00e1s de toda a realidade se encontra uma energia espiritual. Contra a religi\u00e3o e contra a identidade nacional n\u00e3o se constroem complexos com bom fundamento. O povo pressente o esp\u00edrito que est\u00e1 por detr\u00e1s da EU: o esp\u00edrito materialista liberal determinista e mecanicista da f\u00edsica que teve alardes de universalidade at\u00e9 \u00e0s descobertas da nova f\u00edsica qu\u00e2ntica. <\/p>\n<p>N\u00e3o chegam os interesses duma elite, de eunucos da vida, que aspira ao poder mundial sob os ausp\u00edcios do dinheiro. O povo v\u00ea o proveito deles e nota que o pr\u00f3prio ordenado \u00e9 cada vez mais miser\u00e1vel e inseguro. O cidad\u00e3o sente-se cada vez mais controlado e explorado por um Estado e institui\u00e7\u00f5es que s\u00f3 conhecem o valor do dinheiro e da concorr\u00eancia como reguladores das rela\u00e7\u00f5es humanas. Isto significa a abdica\u00e7\u00e3o de valores humanos. Numa Europa riqu\u00edssima em rela\u00e7\u00e3o ao passado, assiste-se \u00e0 expropria\u00e7\u00e3o dos direitos nacionais e humanos. Fazem da na\u00e7\u00e3o monte tal como o p\u00f3s-guerra fez da prov\u00edncia terras degradadas, em servi\u00e7o duma pol\u00edtica de enquartelamento do povo nas cidades. O pvo reage instintivamente.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso arredar dum pensar redutor que se encontra longe da dimens\u00e3o espiritual nobilitadora do Homem e do Povo; n\u00e3o chegam institui\u00e7\u00f5es de escravos da lei. Na democracia ocupada \u201celes comem tudo e n\u00e3o deixam nada\u201d\u2026 Comprazem-se em oferecer pseudo liberdades e sexo&#8230; Quando se apanham em Lisboa, tornam-se irreconhec\u00edveis, ningu\u00e9m os conhece mais, e uma vez em Bruxelas logo ficam com a aur\u00e9ola de consagrados!&#8230;<\/p>\n<p>No tempo da Internet a consci\u00eancia torna-se rasante no seu desenvolvimento o que poder\u00e1 apressar um processo de desenvolvimento da estrutura EU e da consci\u00eancia individual. Isto pressup\u00f5e uma nova ordem baseada na originalidade e na personalidade individual.<\/p>\n<p>O poeta Novalis, no seu livro \u201eCristandade ou Europa\u201d confessa: \u201cS\u00f3 a religi\u00e3o pode acordar a Europa de novo e proteger os povos\u201d. Os partidos usam e abusam do povo e da na\u00e7\u00e3o. O Cristianismo foi a alma da Europa e o seu garante, n\u00e3o ser\u00e1 que estamos a construir uma Europa desalmada, uma Europa s\u00f3 para alguns?<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<br \/>antoniocunhajusto@googlemail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TOMADA DE POSSE DOS EURODEPUTADOS EM BRUXELAS Ant\u00f3nio JustoNuma Uni\u00e3o Europeia (EU) de 493 milh\u00f5es de cidad\u00e3os registou-se 57% de absten\u00e7\u00e3o \u00e0s elei\u00e7\u00f5es para o parlamento europeu, realizadas de 4 a 7 de Junho de 2009. 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