{"id":1411,"date":"2009-05-28T19:56:00","date_gmt":"2009-05-28T18:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1411"},"modified":"2009-05-28T19:56:00","modified_gmt":"2009-05-28T18:56:00","slug":"portugal-no-topo-da-uniao-europeia-na-injustica-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1411","title":{"rendered":"PORTUGAL NO TOPO DA UNI\u00c3O EUROPEIA NA INJUSTI\u00c7A SOCIAL"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight:bold;\">Dan\u00e7arinos do Poder governam Portugal<\/span><br \/>Ant\u00f3nio Justo<br \/>Com base em 35 indicadores forem investigadas cinco dimens\u00f5es da pol\u00edtica social nos 27 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia. A investiga\u00e7\u00e3o baseia-se nas estat\u00edsticas actuais de Eurostar e OECD. As dimens\u00f5es analisadas foram: chances de forma\u00e7\u00e3o, justi\u00e7a entre as gera\u00e7\u00f5es, situa\u00e7\u00e3o na procura de emprego, igualdade entre homem e mulher e distribui\u00e7\u00e3o de rendimento. <\/p>\n<p>Os cinco melhores lugares com melhor justi\u00e7a social foram ocupados pela Su\u00e9cia, Dinamarca, Holanda Finl\u00e2ndia e Eslov\u00e9nia. <\/p>\n<p>Relativamente a Portugal, os resultados s\u00e3o fulminantes. Ocupa com a Hungria o lugar 24 estando abaixo deles a Rom\u00e9nia e a Gr\u00e9cia. Em Portugal, a situa\u00e7\u00e3o piora em rela\u00e7\u00e3o ao passado aumentando as desigualdades em quase todos os sectores especialmente na distribui\u00e7\u00e3o dos rendimentos e na justi\u00e7a entre as geracoes. <\/p>\n<p>18 % dos portugueses s\u00e3o pobres. A percentagem de pessoas pobres a partir dos 65 anos atinge os 26%. E 5% das crian\u00e7as portuguesas t\u00eam os pais desempregados.<\/p>\n<p>No sector do emprego a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 miser\u00e1vel. Muitos empregos s\u00e3o carentes e falta de emprego \u00e9 crescente. Um Estado, habituado a exportar a pobreza e a explorar as remessas dos emigrantes, v\u00ea-se agora com o problema de pa\u00edses europeus estarem a reduzir a importa\u00e7\u00e3o de trabalhadores. A d\u00edvida de Estado, um ensino prec\u00e1rio descomprometido e descomprometidor e o desemprego prolongado s\u00e3o indicadores dum futuro ainda mais penhorado. <\/p>\n<p>Uum pobre alem\u00e3o n\u00e3o \u00e9 igual a um pobre portugu\u00eas. As estat\u00edsticas referem dados relativos. <\/p>\n<p>Isto releva a inefici\u00eancia da pol\u00edtica portuguesa. O povo portugu\u00eas revela-se muito tolerante no que respeita \u00e0 pobreza social e \u00e0 falta de responsabilidade do Estado.<\/p>\n<p>A classe que se serve do Estado n\u00e3o precisa de pensar no dia de amanh\u00e3 porque o seu amanh\u00e3 est\u00e1 na pens\u00e3o assegurada por um Estado de que se serviram e servem. Se os dirigentes actuassem como se pertencessem \u00e0 camada social econ\u00f3mica e culturalmente desfavorecida, ent\u00e3o ter\u00edamos uma na\u00e7\u00e3o inteira e n\u00e3o repartida. <\/p>\n<p>A pol\u00edtica n\u00e3o se preocupa com a compensa\u00e7\u00e3o social, com um compromisso entre pobres e ricos, entre regi\u00f5es pobres e ricas, assistindo-se ao desequil\u00edbrio cr\u00f3nico. Os espertos encostam-se aos partidos, que, por sua vez, ocupam os sectores do Estado onde se ganha melhor.<\/p>\n<p>E no meio de tudo isto os nossos pol\u00edticos ainda t\u00eam coragem de sair para a rua e mostrar os seus dentes brilhantes. Pavoneiam-se nas televis\u00f5es como se fossem benfeitores do povo portugu\u00eas, quando administram mal o pa\u00eds. Trabalham para si e fazem bem aos do partido sem responsabilidade de estado. Cada vez se ostenta mais os galard\u00f5es das ideologias e se v\u00ea mais vaidade encenada num pa\u00eds reduzido a est\u00e1dio de futebol. <\/p>\n<p>       <span style=\"font-weight:bold;\">Estado Novo e Democracia na Liga dos mais fracos da Europa<\/span><\/p>\n<p>Se antigamente est\u00e1vamos \u201corgulhosamente s\u00f3s\u201d, hoje marcamos passo orgulhosamente s\u00f3s!<\/p>\n<p>O \u00e1trio do pa\u00eds passou a ser o partido. N\u00e3o h\u00e1 povo, n\u00e3o h\u00e1 actores, apenas espectadores dum pa\u00eds a salto.<\/p>\n<p>A imprensa portuguesa, que deveria confrontar continuamente os pol\u00edticos com esta realidade, vive tamb\u00e9m ela no pa\u00eds da Bela Adormecida, espalhando o tapete vermelho a pol\u00edticos que falam de tudo, menos do que importa a Portugal e deveria importar aos portugueses.<\/p>\n<p>Como de costume, se o governo for questionado sobre t\u00e3o miser\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o, os espertos do poder comparar\u00e3o a sua mis\u00e9ria com pior mis\u00e9ria de algum caso particular dum pa\u00eds de nome, para assim fugirem com o rabo \u00e0 seringa e enganarem um povo sempre crente. Quem observa com olhos de ver as atitudes de pol\u00edticos na TV at\u00e9 fica com calafrios perante os seus tiques e peculiaridades dandy. Vivem em grande parte da arte de enganar quem quer ser enganado. Somos inveteradamente vaidosos!<\/p>\n<p>Vivem do factor Salazar, sempre na desculpa e no empolgamento, justificando uma pol\u00edtica improdutiva na ideia de liberdade e democracia.<\/p>\n<p> Os nossos pol\u00edticos n\u00e3o t\u00eam no\u00e7\u00e3o de estado nem de povo, servem-se deles em vez de os servir. Partidarismo e servilismo oportunista enchem a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e rebentam o aparelho do estado pelas costuras. Depois desculpam-se que \u00e9 a vida e que o povo tem os pol\u00edticos que merecem. O povo por\u00e9m precisa de exemplos e de personalidades que se tornem a consci\u00eancia da na\u00e7\u00e3o para impedirem que mercen\u00e1rios continuem a abusar do povo, a violar Portugal. Aqui, as revolu\u00e7\u00f5es, a partir do s\u00e9culo XVIII, t\u00eam um denominador comum, satisfazer uma classe descontente que ao assumir o poder se satisfaz \u00e0 custa do Estado e em gozar o povo. <\/p>\n<p>Na democracia, o povo portugu\u00eas continua a desobrigar-se com a ida \u00e0s urnas como antigamente se desobrigava da abstin\u00eancia com a bula.<\/p>\n<p>Portugal joga cronicamente na Liga dos derrotados, antigamente com honra, hoje com orgulho. Pa\u00edses que no Estado Novo estavam atr\u00e1s de Portugal encontram-se hoje \u00e0 sua frente quando; apesar do 25 de Abril n\u00e3o sa\u00edmos do grupo dos pa\u00edses em que nos encontr\u00e1vamos no tempo de Salazar. Portugal a continuar assim daria raz\u00e3o aos que defende que em vez de mudar os sistemas \u00e9 preciso mudar o povo! Estes gostariam de nos ver espanh\u00f3is. O que precisamos todos \u00e9 de mudar o nosso ide\u00e1rio de povo, mudar a nossa mentalidade e n\u00e3o suportar os que usam e abusam do Estado e desencorajam a iniciativa privada em nome do monop\u00f3lio partid\u00e1rio. O esp\u00edrito da terra, da ecologia, do bem comum expresso nos \u201cHomens Bons\u201d dos tempos da funda\u00e7\u00e3o da monarquia deveria tornar-se o padr\u00e3o a seguir no governo de Portugal e n\u00e3o o da ideologia. Por um Portugal dos bi\u00f3topos naturais com menos coutadas ideol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n<p>antoniocunhajusto@googlemail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dan\u00e7arinos do Poder governam PortugalAnt\u00f3nio JustoCom base em 35 indicadores forem investigadas cinco dimens\u00f5es da pol\u00edtica social nos 27 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia. A investiga\u00e7\u00e3o baseia-se nas estat\u00edsticas actuais de Eurostar e OECD. 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