{"id":1388,"date":"2009-02-05T21:39:00","date_gmt":"2009-02-05T20:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1388"},"modified":"2009-02-05T21:39:00","modified_gmt":"2009-02-05T20:39:00","slug":"consulados-deitados-ao-abandono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1388","title":{"rendered":"CONSULADOS DEITADOS AO ABANDONO"},"content":{"rendered":"<p>Pol\u00edtica simb\u00f3lica ou de Apelo ao Esp\u00edrito de Sacrif\u00edcio<br \/>Ant\u00f3nio Justo<br \/>Os portugueses na Alemanha v\u00eaem-se confrontados com uma pol\u00edtica portuguesa de emigra\u00e7\u00e3o reduzida \u00e0 simbologia e ao apelo ao esp\u00edrito de sacrif\u00edcio dos portugueses. Uma pol\u00edtica para pobres mas que se permite funcion\u00e1rios ricos. Esta pol\u00edtica para ingl\u00eas ver tem-se vindo a piorar a partir de 1997. A Administra\u00e7\u00e3o portuguesa, fecha-se nela mesma apenas virada para a resolu\u00e7\u00e3o de problemas burocr\u00e1tico, intra muros. <\/p>\n<p>Embaixadores e C\u00f4nsules parecem ilesos ao bem e ao mal que acontece, n\u00e3o se preocupando com o que sucede ou deixa de suceder. S\u00e3o como os tr\u00eas macacos japoneses que n\u00e3o v\u00eaem, n\u00e3o ouvem nem falam. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade portuguesa foi o esc\u00e2ndalo do Ensino de Portugu\u00eas (EPE) que desacreditou pol\u00edticos e administra\u00e7\u00e3o portuguesa. A n\u00edvel de servi\u00e7os sociais foi a transfer\u00eancia  do Conselheiro Matos, desaparecendo, com a sua sa\u00edda, uma certa presen\u00e7a da embaixada do meio das associa\u00e7\u00f5es portuguesas. A Embaixada de Portugal encontra-se desapercebida no mundo portugu\u00eas migrante. Al\u00e9m dumas informa\u00e7\u00f5es de actividades culturais nada mais sai c\u00e1 para fora. Portugal continua encerrado nos corredores das suas institui\u00e7\u00f5es vendo se reduzido aos fluxos da migra\u00e7\u00e3o. O associativismo \u00e9, duma maneira geral, muit\u00edssimo carente. Depois da era das associa\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0s miss\u00f5es e \u00e0 Caritas motivadas pela escola e pela necessidade de apoio inicial e pelo desejo de matar saudades em torno da mesa e da dan\u00e7a, a partir dos anos noventa, assiste-se a um desmoronamento atendendo a que outras necessidades preocupam a nova gera\u00e7\u00e3o em desfavor da cultura. Naturalmente que se encontram tamb\u00e9m honrosas excep\u00e7\u00f5es. Desde sempre faltou o apoio administrativo e t\u00e9cnico aos dirigentes das associa\u00e7\u00f5es. Estas tornaram-se em agremia\u00e7\u00f5es ad hoc e num caso ou noutro em torno dalgum partido ou iniciativa econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>O pa\u00eds  e os cinco milh\u00f5es de portugueses espalhados pelo mundo mereceriam mais que uma pol\u00edtica simb\u00f3lica tamb\u00e9m vis\u00edvel em mensagens e apelos aos portugueses em festas natal\u00edcias e outras tal como em apregoa\u00e7\u00f5es virtuais. As institui\u00e7\u00f5es encontram-se muito distantes das pessoas e muitas vezes o trabalho burocr\u00e1tico n\u00e3o permite conv\u00edvio. O problema, mais que do estatuto da institui\u00e7\u00e3o (Consulado, Vice-consulado ou Escrit\u00f3rio consular) est\u00e1 no empenho e din\u00e2mica dos funcion\u00e1rios; se s\u00e3o pessoas que visitam regularmente as comunidades ou se o fazem, apenas nalguma festividade. O trabalho burocr\u00e1tico parece ser de tal ordem que n\u00e3o deixa for\u00e7as dispon\u00edveis para o contacto directo com a comunidade nem margem para ideias criativas. O povo, instintivamente trabalhador, \u00e9, tamb\u00e9m c\u00e1 fora, administrado por dirigentes sem conceitos nem estrat\u00e9gias definidas. Estes, desligados de tudo e de todos, n\u00e3o precisam de prestar contas a ningu\u00e9m; esgotam-se nos actos das suas liturgias. Enlevados na fragr\u00e2ncia do seu incenso conseguem assim afastar-se dos odores do redil. O problema n\u00e3o \u00e9 de dinheiro; o problema vem de cima; est\u00e1 na falta de pessoal de c\u00fapulas carente de compet\u00eancia, car\u00e1cter e vontade. \u00c9 a tradicional \u201capagada e vil tristeza\u201d dum pa\u00eds que se permite dirigentes \u201csem rei nem roque nem o diabo que os toque\u201d. Uma elite mediana que se limita a administrar a mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 estrat\u00e9gia nem log\u00edstica administrativa na equa\u00e7\u00e3o e resolu\u00e7\u00e3o dos problemas consulares e associativos. O povo encontra-se abandonado a ele mesmo conduzido apenas pelas necessidades mais imediatas de sobreviv\u00eancia. Atendendo a que os portugueses, a partir da segunda gera\u00e7\u00e3o, se integram na comunidade envolvente, permanece o problema dos que chegam e dos mais idosos. Os consulados n\u00e3o se encontram vocacionados nem equipados com pessoal para um servi\u00e7o directo \u00e0 comunidade. O investimento estatal n\u00e3o atinge os objectivos compat\u00edveis com o interesse nacional.<br \/>A devisa do povo \u00e9: \u201cquem nao chora n\u00e3o mama\u201d e a devisa do homem de estado e da administra\u00e7o \u00e9 quem n\u00e3o gatinha n\u00e3o chega a subir aos miradouros do Estado.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<br \/>antoniocunhajusto@googlemail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pol\u00edtica simb\u00f3lica ou de Apelo ao Esp\u00edrito de Sacrif\u00edcioAnt\u00f3nio JustoOs portugueses na Alemanha v\u00eaem-se confrontados com uma pol\u00edtica portuguesa de emigra\u00e7\u00e3o reduzida \u00e0 simbologia e ao apelo ao esp\u00edrito de sacrif\u00edcio dos portugueses. Uma pol\u00edtica para pobres mas que se permite funcion\u00e1rios ricos. 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