{"id":1352,"date":"2008-09-07T15:35:00","date_gmt":"2008-09-07T14:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1352"},"modified":"2008-09-07T15:35:00","modified_gmt":"2008-09-07T14:35:00","slug":"saude-e-harmonia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1352","title":{"rendered":"Sa\u00fade \u00e9 Harmonia"},"content":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Justo<br \/>Sa\u00fade resulta da harmonia entre esp\u00edrito e corpo. A f\u00e9 e a ci\u00eancia complementam-se na sua tarefa de mobilizar a energia curativa da natureza. Se a ci\u00eancia procura o sentido e as leis do mundo exterior, a f\u00e9 procura sondar o sentido do interior do mesmo mundo e a rela\u00e7\u00e3o entre eles. S\u00e3o duas perspectivas complementares da mesma Realidade. H\u00e1 uma coer\u00eancia entre os mundos, f\u00edsico, moral, psicol\u00f3gico, fisiol\u00f3gico e espiritual. Criador e criado formam uma rela\u00e7\u00e3o de destino comum. O criador \u00e9 a for\u00e7a actuante da cria\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00edntima. Tudo se encontra em comum e a caminho.<\/p>\n<p>Na descoberta da fonte divina no nosso mais \u00edntimo, as fronteiras de n\u00f3s mesmos passam a transcender o espa\u00e7o e o tempo. Deixamos de ser o espectador \u00e0 beira-mar, para, do sentir do seu marulhar, passarmos a ser a pr\u00f3pria \u00e1gua, a ess\u00eancia. O que resta \u00e9 ritmo e resson\u00e2ncia. Na minha respira\u00e7\u00e3o reconhe\u00e7o ent\u00e3o o ritmo do vaiv\u00e9m das ondas e das mar\u00e9s\u2026<\/p>\n<p>Desta perspectiva o esp\u00edrito passa a ter o dom\u00ednio sobre os elementos, transfigurando-os mesmo. Ao reconhecer-me mar, o murm\u00fario das ondas j\u00e1 n\u00e3o me mete medo nem a sua infinidade me angustia. O que fica \u00e9 a ess\u00eancia da \u00e1gua. Assim descubro a minha energia, o esp\u00edrito divino que tudo enche e que reconhe\u00e7o tamb\u00e9m na neblina matinal, nas nuvens mais leves ou mais carregadas. Ent\u00e3o a energia-vital assoma ao meu corpo tornando-se todo o universo numa orquestra cuja melodia ressoa em todo o meu ser, tal como o marulhar do mar. A\u00ed, mesmo os acordes desafinados se tornam parte integrante da melodia universal. <\/p>\n<p>A energia positiva tal como a negativa \u00e9 contagiosa. Se nos ficamos apenas pelo \u00e2mbito dos fen\u00f3menos, a realidade continuar\u00e1 a parecer contradit\u00f3ria: dum lado a terra do outro o mar, dum lado a mat\u00e9ria, do outro o esp\u00edrito. O problema geralmente est\u00e1 na nossa cabe\u00e7a, no mundo da ideia. Esta pode ser o princ\u00edpio do problema ou o princ\u00edpio da sua solu\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o fosse a ideia do bem quem suportaria a vida? Aquela predisp\u00f5e-nos para uma compreens\u00e3o participativa das leis que nos governam e regem o universo. Tudo \u00e9 energia em rela\u00e7\u00e3o, tudo \u00e9 esp\u00edrito, tudo se reduz \u00e0 realidade trinit\u00e1ria! Trata-se de superar o di\u00e1logo para entrarmos no tri\u00e1logo\u2026<\/p>\n<p>Tudo se influencia num relacionamento mais ou menos materializado semelhante \u00e0s for\u00e7as que regulam os astros. A Lua na sua inoc\u00eancia distante influencia as mar\u00e9s e mesmo o sucesso das sementeiras, tal como a donzela atrai o jovem na sua graciosidade, tudo gerando \u00e0 volta do Sol, do Esp\u00edrito, na for\u00e7a do amor. <\/p>\n<p>Assim como uma ventania arrasta o negrume das nuvens que encobre o Sol assim os problemas podem encobrir o brilho do nosso esp\u00edrito a ponto da nossa alma ficar s\u00f3 na escurid\u00e3o. O que se d\u00e1 no macrocosmo acontece no microcosmo. O que se d\u00e1 no esp\u00edrito reflecte-se no corpo e vice-versa. A experi\u00eancia revela-nos que um esp\u00edrito bom, um simples abra\u00e7o, uma palavra, um olhar, um sorriso podem provocar altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas positivas inconceb\u00edveis em cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o da sa\u00fade j\u00e1 \u00e9 suficiente para movimentar em n\u00f3s as energias curativas jacentes. A abertura ao divino, \u00e0 ipseidade desbloqueia as for\u00e7as do esp\u00edrito. Ao reconhecer que Deus me \u00e9 mais \u00edntimo que eu mesmo entrarei na sua unidade, reconhecendo-me como esp\u00edrito. \u201cEu e o Pai somos um\u201d. Do \u00e2mago do meu ser jorra ent\u00e3o o esp\u00edrito por todos os poros do meu ser: o alvorecer do esp\u00edrito em mim alumia e vivifica toda a paisagem do meu corpo e os meus horizontes.<\/p>\n<p>Deus n\u00e3o p\u00f4de impedir a doen\u00e7a mas pode dar-nos novas capacidades, dar-nos for\u00e7a para a aguentar ou mesmo sarar ou mudar estilo de vida. Mesmo quando todas as luzes c\u00e1 fora se apagam, no meu \u00edntimo resta a minha luz, a luz divina que tudo iluminar\u00e1. A for\u00e7a do amor \u00e9 a for\u00e7a que nos alimenta e nos alumia o caminho. O deus demiurgo s\u00f3 cria, o nosso Deus tamb\u00e9m ama. Este amor foi-nos transmitido para podermos interferir no processo da cria\u00e7\u00e3o.<br \/>N\u00e3o se trata de merecer ou de ser ouvido nem de se fixar na ideia duma ora\u00e7\u00e3o mas de estar predisposto e aberto. De facto n\u00e3o se sabe porque \u00e9 que uns se curam e outros n\u00e3o. Importante \u00e9 abrir-nos para possibilitar em n\u00f3s as potencialidades que a natureza traz em si mesma. Para isso procuremos mobilizar a nossa intui\u00e7\u00e3o e a nossa raz\u00e3o no sentido de alcan\u00e7ar a sa\u00fade. A uni\u00e3o com Deus tornar-nos-\u00e1 fortes activando a for\u00e7a da vontade para agirmos no sentido da cura. O sentido da medita\u00e7\u00e3o ou ora\u00e7\u00e3o \u00e9 possibilitar o contacto com a natureza e com o pr\u00f3ximo. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o recolho-me no sil\u00eancio do meu quarto, entro dentro de mim mesmo para dar lugar \u00e0 harmonia, num exerc\u00edcio de eutonia, ouvindo m\u00fasica, o sil\u00eancio, ou o respirar do universo. O processo de al\u00edvio e cura realiza-se na harmonia do meu expirar e inspirar. A paz invade-me ao sentir a plenitude do ser. Ao poder do esp\u00edrito nada resiste. Neste ambiente \u00e9-me mais f\u00e1cil reconhecer as causas da minha doen\u00e7a. Ao centrar o esp\u00edrito sobre a minha sombra, sobre a parte dolorosa, a sombra e a dor, esvai-se donde se tinha aninhado. O esp\u00edrito divino manifesta-se como a brisa primaveril que d\u00e1 vida \u00e0s flores do campo e estimula o chilreio dos passarinhos. O mesmo acontece na relva do meu ser ent\u00e3o agraciado com o sol do Esp\u00edrito. Ent\u00e3o acordo rejuvenescido na consci\u00eancia de que a vida precisa de mim. Reconhe\u00e7o que as plantas ao sol vivem mais, s\u00e3o mais saud\u00e1veis. O sol d\u00e1-lhes sa\u00fade e motiva o sentido. O sol do meu esp\u00edrito inebria-me de tal modo que em toda a minha paisagem reconhe\u00e7o o Sol que me vivifica. Ent\u00e3o um sentimento de seguran\u00e7a surge na minha alma e a impress\u00e3o de ser necess\u00e1rio prolonga a minha vida na consci\u00eancia do seu sentido.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es da nossa vida, as intemp\u00e9ries corporais ou psicol\u00f3gicas t\u00eam a sua causa no nosso esp\u00edrito e no seu modo de se relacionar com as coisas. Do olhar e da nossa atitude de alma depender\u00e1 o tempo, o clima da paisagem, a nossa maneira de ser e de estar. Se o meu olhar \u00e9 puro, a paisagem humana \u00e0 minha volta n\u00e3o perturbar\u00e1 o meu humor. De facto, quando estou mal-humorado vejo o mundo turvo e transmito a minha agress\u00e3o ao outro que inconscientemente se encontra com ela e n\u00e3o comigo mesmo, e vice-versa. Geralmente vivemos no desencontro de n\u00f3s mesmos, no desencontro com os outros e com o mundo. Em vez de nos encontrarmos com o outro, encontramo-nos com a sua sombra. O problema n\u00e3o est\u00e1 na aranha mas no medo que se tem dela, na pr\u00f3pria projec\u00e7\u00e3o! Lamentamos o sombrio rosto do vizinho, sem notarmos que ele se encontra sob a nossa sombra.<\/p>\n<p>O medo e a insatisfa\u00e7\u00e3o s\u00e3o como um \u00edman que atrai as coisas mobilizando as for\u00e7as negativas. Em vez do medo \u00e9 preciso dar espa\u00e7o \u00e0 coragem, \u00e0 confian\u00e7a, \u00e0 energia positiva que oportunamente se mobilizar\u00e1. De facto o medo, o olhar desconfiado predisp\u00f5e e paralisa. O medo e a excita\u00e7\u00e3o desviam-nos da Realidade e roubam-nos energias impedindo o fluxo da vida. Para que as ideias se tornem for\u00e7as positivas pressup\u00f5e-se a iniciativa da vontade. Se procurarmos o bem, encontraremos o bem, se procurarmos o mal encontraremos o mal. N\u00e3o podemos transformar-nos em caixote do lixo dos nossos queixumes nem t\u00e3o-pouco no caixote do lixo dos outros. Trata-se de abrir as cortinas do nosso espa\u00e7o e do espa\u00e7o dos outros para que o sol entre. Ent\u00e3o surgir\u00e1 a brisa da inoc\u00eancia, da bondade e do amor que tudo quer abordar e inebriar. Ent\u00e3o o vento das preocupa\u00e7\u00f5es e dos desejos amainar\u00e3o. \u201cOlhem os passarinhos do campo\u2026\u201d. Eles seguem a ordem das coisas sem as complicarem com pensamentos ou emo\u00e7\u00f5es. Sen\u00e3o vejamo-nos ao espelho ou olhemos para a pessoa amada. O amor e a paz tornam-nos mais belos! O mesmo se verifica na harmonia do rosto das crian\u00e7as ou no seu olhar, no trato do dia a dia ou quando lhes damos o \u201cbom dia\u201d inesperado ao passar por elas. Quando o nosso amigo nos fala das suas mazelas porque as fortalecemos acrescentando-lhes as nossas? Se um Cristo abandonado me encontra, talvez eu possa ser nesse momento a sua oportunidade, a sua outra parte, o Cristo ressuscitado. Se me conhe\u00e7o na totalidade, e se conhe\u00e7o o mundo s\u00f3 me resta perdoar e aben\u00e7oar no amor\u2026<\/p>\n<p>Antes de n\u00f3s est\u00e1 a ideia. Ela vem do esp\u00edrito que \u00e9 o fundamento de tudo. A ideia \u00e9 com um magnete que conduz \u00e0 ac\u00e7\u00e3o. Se mantivermos a mente jovem o corpo manter-se-\u00e1 jovem. Quem trabalha com crian\u00e7as facilmente notar\u00e1 que estas se entusiasmam pelo educador independentemente da idade ou da apar\u00eancia f\u00edsica deste. Condi\u00e7\u00e3o \u00e9 manter-se um esp\u00edrito alegre, puro e aberto. Num ambiente despretensioso, d\u00e1-se ent\u00e3o uma osmose, uma troca de vitalidade entre corpo e alma, entre as pessoas em rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A companhia de pessoas soalheiras, incomplicadas e optimistas favorecer\u00e1 a flu\u00eancia da energia positiva nas nossas veias e nos nossos nervos. Principalmente nos momentos em que nos sentimos mais fracos. As plantas n\u00e3o gostam da sombra; na sombra n\u00e3o se desenvolve a alma nem o esp\u00edrito. Para tratarmos o corpo temos que come\u00e7ar pelo esp\u00edrito. Na descoberta do sentido seremos o m\u00e9dico preventivo de n\u00f3s mesmos. Ent\u00e3o o nosso bi\u00f3topo ser\u00e1 mais harmonioso e nele raiar\u00e1 o sol e os passarinhos vir\u00e3o beber e espraiar-se na nossa fonte.<\/p>\n<p>As m\u00e1s ideias, a fixa\u00e7\u00e3o na doen\u00e7a ou na morte \u00e9 como um v\u00edrus contagioso que infecta o corpo e a alma. A n\u00edvel psicol\u00f3gico, no relacionamento com pessoas, certamente que cada um de n\u00f3s j\u00e1 fez a experi\u00eancia pela positiva e pela negativa. Se a pessoa \u00e9 negativa e s\u00f3 fala de problemas, de doen\u00e7as, da maldade dos vizinhos, o nosso esp\u00edrito turva-se e vamos carregados e sombrios para casa. Pelo contr\u00e1rio se est\u00e1vamos tristes e tivemos a dita de encontrar uma pessoa positiva, vamos mais aliviados para casa. O mesmo acontece na rela\u00e7\u00e3o corpo esp\u00edrito. Se o nosso esp\u00edrito \u00e9 pessimista e negativo, o nosso corpo inibe-se favorecendo o aparecimento dum sintoma corporal ou espiritual correspondente. <\/p>\n<p>Naturalmente que tamb\u00e9m h\u00e1 males corporais que influenciam o esp\u00edrito e acabrunham a nossa alma. No caso de doen\u00e7as heredit\u00e1rias a quest\u00e3o complica-se, mas tamb\u00e9m a\u00ed o esp\u00edrito pode vir a dominar o corpo, ou pelo menos a activar os mecanismos de defesa fortalecendo o sistema imune. N\u00e3o \u00e9 empresa f\u00e1cil a repara\u00e7\u00e3o de defeitos na malha das c\u00e9lulas e dos cromossomas. A\u00ed precisa-se de muita for\u00e7a e tamb\u00e9m da ajuda exterior para se n\u00e3o trope\u00e7ar e n\u00e3o se tornar v\u00edtima. O esp\u00edrito est\u00e1 por detr\u00e1s de toda a muta\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio tub\u00e9rculo no recanto mais escuro dirige o seu embri\u00e3o na procura do sol. A mais fr\u00e1gil semente chega a romper a dureza do alcatr\u00e3o para avistar a luz do sol. N\u00f3s, pelas mais crustas da doen\u00e7a ou da desgra\u00e7a que tenhamos em n\u00f3s, conseguiremos descobrir o sentido da vida, o sentido do esp\u00edrito, se nos abrirmos a ele.<\/p>\n<p>\u00c9 importante fortalecer o sistema imune interior. Se quero ver o Sol deixo de olhar para a sombra. Esta apenas pode ser um momento curto que me d\u00e1 a oportunidade de descobrir a direc\u00e7\u00e3o do sol, que se encontra na direc\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria. O mal, o \u00f3dio, a vingan\u00e7a, a doen\u00e7a, os maus pensamentos, o pessimismo, o des\u00e2nimo, a inveja s\u00e3o zonas h\u00famidas e sombrias propensas a todas as doen\u00e7as parasitas do esp\u00edrito e da vida.<\/p>\n<p>Muitas vezes andamos encandeados pela vida sendo puxados por ela como um c\u00e3o pelo seu dono. A necessidade, uma desgra\u00e7a, tem, por vezes, o sentido de nos acordar para n\u00f3s mesmos e de nos predispor para mudarmos o estilo de vida. Com as coisas que trazemos na cabe\u00e7a e com a rotina perdemos a vida. Ningu\u00e9m \u00e9 culpado disto ou daquilo.<\/p>\n<p>Tanto tu como eu, temos uma natureza comum, somos filhos da divindade! Participamos activamente da divindade do Pai e do Filho atrav\u00e9s do Esp\u00edrito em n\u00f3s presente. O Esp\u00edrito, o Sol est\u00e1 em n\u00f3s mesmos. Cada acto de esperan\u00e7a e de confian\u00e7a \u00e9 uma abertura ao raio de sol a passar pelo ramalhal da tristeza e do des\u00e2nimo. As virtudes maiores s\u00e3o a \u2018f\u00e9\u2019, a \u2018esperan\u00e7a\u2019 e a caridade: a harmonia no amor; aquelas preparam esta. A melhor medicina \u00e9 o esp\u00edrito que nos conduz ao amor. \u201cEm Deus tudo \u00e9 poss\u00edvel\u201d. A doen\u00e7a pode ser uma ponte para n\u00f3s mesmos, para os outros, para Deus em tudo e em todos.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<br \/>\u201cPegadas do Esp\u00edrito\u201d, Kassel, 2008<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio JustoSa\u00fade resulta da harmonia entre esp\u00edrito e corpo. A f\u00e9 e a ci\u00eancia complementam-se na sua tarefa de mobilizar a energia curativa da natureza. 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