{"id":1350,"date":"2008-09-01T10:34:00","date_gmt":"2008-09-01T09:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1350"},"modified":"2008-09-01T10:34:00","modified_gmt":"2008-09-01T09:34:00","slug":"curar-e-santificar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1350","title":{"rendered":"Curar \u00e9 Santificar"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight:bold;\"><\/span>O Poder da Ideia e do Esp\u00edrito<br \/>Ant\u00f3nio Justo<br \/>Em alem\u00e3o a palavra curar tem a mesma raiz que a palavra santificar. Pressup\u00f5e uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica \u00edntima entre corpo e esp\u00edrito. Ambos se encontram integrados numa realidade mais abrangente: a harmonia com as leis materiais e espirituais no confluir do finito como infinito. Para descobrir a causa do meu estado f\u00edsico ou ps\u00edquico terei de descer ao meu interior porque l\u00e1 se encontra a origem dos meus sofrimentos. Do mais \u00edntimo de mim mesmo jorram as energias da vida. A impedi-las est\u00e3o os n\u00f3s provocados pelas intemp\u00e9ries da vida, pelo medo e pelas excita\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Porque correr tanto \u00e0 procura de fontan\u00e1rios, na tentativa de apagar a sede, de se curar, se a verdadeira fonte se encontra no nosso interior? J\u00e1 Agostinho dizia: \u201cDeus \u00e9-te mais \u00edntimo do que tu mesmo\u201d, e dele jorra a vida de que fazemos parte. A\u00ed no encontro do divino com o humano surge a rela\u00e7\u00e3o vital, o amor que tudo inebria. Da\u00ed jorra a santidade, o esp\u00edrito que tudo vivifica e cura. O odor dos frutos, as cores das flores, o sorriso das pessoas s\u00e3o express\u00e3o do mesmo amor. Sa\u00fade \u00e9 a harmonia da alma e do corpo mergulhados no meio divino: o oceano da resson\u00e2ncia do todo na vibra\u00e7\u00e3o do n\u00f3s. Neste estado mesmo os factores fomentadores de desarmonia podem ser reintegrados e purificados. Ao encontrarmos a nossa ipseidade, Deus, a vida, ent\u00e3o tornamo-nos a sua chama, formando um todo: o eu e o tu tornam-se num n\u00f3s. \u201cQuando dois ou tr\u00eas se encontram em meu nome l\u00e1 estou eu no meio deles\u201d. A perspectiva da parte ao reconhecer-se na perspectiva do todo supera em si as barreiras da parte. <\/p>\n<p>Doen\u00e7a \u00e9 desarmonia, \u00e9 desconhecimento, separa\u00e7\u00e3o, \u00e9 falta de vibra\u00e7\u00e3o e de rela\u00e7\u00e3o, \u00e9 a vela sem chama. As doen\u00e7as s\u00e3o gritos da alma \u00e0 espera dum eco, dum f\u00f3sforo que a acenda e crie a uni\u00e3o. Este f\u00f3sforo tamb\u00e9m pode ser uma esperan\u00e7a, uma ora\u00e7\u00e3o, uma pessoa, um acontecimento, que provoque em mim um processo de abertura a mim mesmo e ao outro. Ent\u00e3o a emo\u00e7\u00e3o, o sentimento de alegria produzir\u00e1 no meu corpo os mesmos efeitos que o Sol provoca na natureza. A excita\u00e7\u00e3o exagerada pode provocar um sentimento de al\u00edvio moment\u00e2neo tal como a trovoada ou o furac\u00e3o que passa; o problema s\u00e3o os estragos que deixa.<\/p>\n<p>Se a alma sofre o corpo entra em compaix\u00e3o com ela tornando fisiologicamente vis\u00edveis os sofrimentos interiores e as suas causas. Quando o sofrimento \u00e9 grande precisamos dos outros, da comunidade para nos restabelecermos. Em cada um de n\u00f3s se encontram mananciais de vida pura profunda \u00e0 espera de serem mobilizados em nosso favor e em favor dos outros. Para isso \u00e9 preciso olhar e ver tamb\u00e9m para dentro. A mente predisp\u00f5e e a f\u00e9 espiritual mobiliza o esp\u00edrito. O pensamento e a f\u00e9 s\u00e3o for\u00e7as que nos transformam. Um pensamento aprofundado na medita\u00e7\u00e3o ou na ora\u00e7\u00e3o espiritualiza-se.<\/p>\n<p>Muitas moradas abertas e Xamanes esgotam-se ao tentar mobilizar as pr\u00f3prias for\u00e7as da mente e do esp\u00edrito para as transmitirem ao doente. A for\u00e7a curativa por\u00e9m j\u00e1 est\u00e1 presente. A pr\u00f3pria pessoa deve colocar-se em segundo plano procurando a harmonia do esp\u00edrito e abrir-se \u00e0 resson\u00e2ncia universal possibilitadora da transmiss\u00e3o da onda curativa. N\u00e3o somos n\u00f3s que curamos, \u00e9 Deus que em n\u00f3s cura e salva. Ao entrarmos numa rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com a cria\u00e7\u00e3o e com o criador aurimos ent\u00e3o da profundeza do esp\u00edrito comum, do n\u00f3s, da for\u00e7a harmonizadora que nos d\u00e1 acesso \u00e0 fonte da santidade que possibilita a cura. A confian\u00e7a no m\u00e9dico, no padre, no acompanhante e a atmosfera espiritual preparam o esp\u00edrito do paciente para o circundar da energia curativa. Tamb\u00e9m a sugest\u00e3o pode mobilizar as energias mais salutares desde que o paciente colabore e assim possibilite uma continuidade no processo de cura. \u201cN\u00e3o peques mais\u201d e n\u00e3o deixes os outros pecar em ti! A esperan\u00e7a acompanhada dum esp\u00edrito desanuviado \u00e9 o melhor desinfectante, o melhor purgativo para o corpo e para a alma. Quem cr\u00ea n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3!<\/p>\n<p>Na ordem f\u00edsica o gelo exposto ao calor modifica-se. Tamb\u00e9m na ordem espiritual o contacto com o brilho do sol, escondido no nosso mais \u00edntimo, possibilita a mudan\u00e7a de n\u00f3s mesmos e o desatar dos n\u00f3s que impedem o fluxo harm\u00f3nico da energia vital universal. Tudo isto acontece sem esfor\u00e7o, para l\u00e1 das nossas verdades, estere\u00f3tipos e do nosso querer. L\u00e1 onde o eu descobre o n\u00f3s trinit\u00e1rio, onde o nosso ser reza \u201ctu e eu somos um\u201d. A\u00ed se estabelece o processo de cura e de salva\u00e7\u00e3o e se reconhece no Sol a for\u00e7a que d\u00e1 energia a todo o ser e se v\u00ea, na sombra e na dor, apenas a aus\u00eancia da luz. <\/p>\n<p>O esvair do sol da tarde traz consigo o frio e a escurid\u00e3o que nos impede de ver. O Sol da raz\u00e3o, por vezes \u00e9 t\u00e3o forte que nos impede de ver aquilo que mais de imediato nos rodeia. Tamb\u00e9m o sentimento chega a ser t\u00e3o forte que impede de ver as coisas mais claras. A toupeira, que n\u00e3o sabe nada da luz, apenas sente o frio ou a escurid\u00e3o da terra!&#8230; O ser aberto \u00e9 guiado pelo cora\u00e7\u00e3o iluminado, pela intui\u00e7\u00e3o. A cura pressup\u00f5e entrar no processo trinit\u00e1rio imbuindo o esp\u00edrito e o corpo. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o sacramento dos enfermos ter\u00e1 que ter em conta as duas componentes, tal como era praxe nos primeiros crist\u00e3os. Para isso ser\u00e1 necess\u00e1ria a for\u00e7a da ilus\u00e3o e das ideias para entrar na for\u00e7a do esp\u00edrito, para l\u00e1 do espa\u00e7o e do tempo. A verdade \u00e9 que cura. N\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00f5es f\u00edsicas da medicina para o placebo, al\u00e9m dos problemas de explica\u00e7\u00e3o para o efeito da homeopatia al\u00e9m dos problemas da dor criada e da dor querida. A f\u00e9, imbu\u00edda numa atitude de esperan\u00e7a, influencia o processo da cura. Luc 18, 42:\u201dA tua f\u00e9 te salvou\u201d. O efeito \u201cnocebo\u201d tamb\u00e9m produz o contr\u00e1rio da cura, uma f\u00e9 negativa, ou a desesperan\u00e7a. <\/p>\n<p>Naturalmente que seria perigoso tentar explicar o mal, ou a doen\u00e7a duma forma mono-causal ou com uma solu\u00e7\u00e3o simplicista. Cada um acarreta n\u00e3o s\u00f3 com a responsabilidade pr\u00f3pria mas tamb\u00e9m com a da esp\u00e9cie. \u00c9 importante fortalecer-se o esp\u00edrito para que o infecto n\u00e3o se alije na mente. A f\u00e9 n\u00e3o pode ser tomada apenas como medicamento. Trata-se de n\u00e3o se deixar subjugar pelas ideias negativas (ideias micr\u00f3bios), pela in\u00e9rcia, pela media\u00e7\u00e3o nem pelo medo. O c\u00e9rebro domina o corpo e condiciona o esp\u00edrito. A cura depende duma observa\u00e7\u00e3o exacta do estado e consci\u00eancia da pessoa englobando as suas circunst\u00e2ncias corporais, mentais, espirituais e sociais. A irradia\u00e7\u00e3o do curandeiro pode ajudar a acordar a f\u00e9 curativa, a mover as energias positivas. A cura depende duma observa\u00e7\u00e3o exacta do estado e consci\u00eancia da pessoa, onde se encontra a doen\u00e7a e os sintomas. O mediador ter\u00e1 de estar preparado para corresponder \u00e0 consci\u00eancia e deixar-se conduzir pelo esp\u00edrito que intuitivamente agir\u00e1.<\/p>\n<p>Os sistemas encobrem a verdade materializando-a. A verdade \u00e9 como a luz do amanhecer que vai arrumando a treva, a escurid\u00e3o. Esta v\u00ea-se na dor, na falsidade, no sofrimento, na mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Na ora\u00e7\u00e3o o orador procura a verdade viva numa tentativa de afastar da realidade o manto da aus\u00eancia de Deus, manto esse que, por vezes, encobre as coisas.<\/p>\n<p>No processo da cura \u00e9 fundamental a cria\u00e7\u00e3o dum estado de esp\u00edrito aberto ao espiritual, latente em tudo e em todos. N\u00e3o se tratar\u00e1 de usar dum poder duma pessoa ou institui\u00e7\u00e3o mas de se descobrir na comunh\u00e3o e em comunidade a for\u00e7a do carinho que nos envolve. Uns falam da for\u00e7a da f\u00e9, outros dum magnetismo ou fluido que no fundo tem tudo a ver com a influencia\u00e7\u00e3o rec\u00edproca de corpo e esp\u00edrito. <\/p>\n<p>A excita\u00e7\u00e3o da faculdade imaginativa, bem como os ritos podem criar uma predisposi\u00e7\u00e3o para mover a for\u00e7a do esp\u00edrito, para a entrega nele. N\u00e3o se trata de curar atrav\u00e9s duma cren\u00e7a mas de se tornar Emanuel. Ent\u00e3o entraremos numa consci\u00eancia de tudo aben\u00e7oar, de tudo perdoar. A\u00ed o fluxo da energia divina, o fluxo do amor envolve-nos, inebria-nos e o processo curativo e santificador inicia-se. Neste estado, a causa da doen\u00e7a desaparece. Pressuposto para a cura do corpo \u00e9 a sa\u00fade do esp\u00edrito. <\/p>\n<p>As nossas ideias e sentimentos t\u00eam a sua quota-parte tanto no envenenamento do corpo e a alma como na sua purifica\u00e7\u00e3o. As nossas ideias s\u00e3o as sombras do esp\u00edrito pelo que no exerc\u00edcio da cura teremos que procurar transform\u00e1-las para entrar na resson\u00e2ncia com o esp\u00edrito. O texto, a letra matam, revelando apenas a sombra da ideia, do esp\u00edrito. <\/p>\n<p>Numa linguagem um pouco est\u00e1tica poder\u00edamos dizer que a mat\u00e9ria \u00e9 a sombra do esp\u00edrito ou a sua aus\u00eancia, numa viv\u00eancia din\u00e2mica dir\u00edamos que o esp\u00edrito \u00e9 a outro lado da mat\u00e9ria. H\u00e1 uma unidade essencial entre esp\u00edrito e mat\u00e9ria j\u00e1 reconhecida no mist\u00e9rio da Trindade. Deus \u00e9 vida, amor, verdade, corpo, alma e esp\u00edrito. Na incarna\u00e7\u00e3o o Homem enche-se de Deus. <\/p>\n<p>A moral consciente, o amor ao pr\u00f3ximo, a humanidade, a esperan\u00e7a envolvida s\u00e3o os luzeiros a alumiar o caminho da alma. No falar se manifestam met\u00e1foras do esp\u00edrito, da realidade. O esp\u00edrito pentecostal transforma a palavra em Jesus Cristo. Verdade \u00e9 acontecimento. Tal como o sol \u00e9 o centro no qual se orientam e descansam todos os seus planetas, tamb\u00e9m no ser humano o seu centro estabilizador \u00e9 a alma, o esp\u00edrito. Assim se conseguir\u00e1 ultrapassar os limites do parecer da mat\u00e9ria e entrar na harmonia do ser, na resson\u00e2ncia do esp\u00edrito. Neste sentido ter\u00e1 de ser feito um esfor\u00e7o por integrar a ci\u00eancia espiritual com a ci\u00eancia material, para que a f\u00e9 material n\u00e3o destrua a f\u00e9 espiritual nem vice-versa. Assim como antes da ac\u00e7\u00e3o est\u00e1 a ideia, antes do f\u00edsico est\u00e1 o esp\u00edrito. <\/p>\n<p>Ao magnetismo do amor que tudo vivifica corresponde o magnetismo da coes\u00e3o das coisas que num equil\u00edbrio de for\u00e7a centr\u00edpeta e centr\u00edfuga d\u00e1 coes\u00e3o \u00e0s coisas. S\u00f3 o amor, o esp\u00edrito subsiste por si e resplandece energia; o resto \u00e9 sombra. Com efeito, o esp\u00edrito alonga a vista e o horizonte sem negar a mat\u00e9ria, tornando-a apenas transparente. Entrar na harmonia divina significa actualizar a for\u00e7a, a natureza de Cristo e nessa ten\u00e7\u00e3o curar com o amor divino na procura do verdadeiro ser. O caminho, a \u00f3rbita da vida \u00e9 amor. \u201cIde por todo o mundo e anunciai a Boa Nova, curai os doentes e amai o vosso pr\u00f3ximo como a v\u00f3s mesmos\u201d, dizia o Mestre de Nazar\u00e9. Trata-se de clarear o esp\u00edrito para que este transforme a natureza.<\/p>\n<p>Precisa-se duma cultura s\u00e3 imbu\u00edda do amor que, como o fogo, transforma mesmo o ferro mais duro. Onde n\u00e3o h\u00e1 amor domina a viol\u00eancia ou a entropia. At\u00e9 a hormona am\u00edgdala premeia o h\u00e1bito mesmo que este seja doloroso. Toda a fixa\u00e7\u00e3o \u00e9 contra a vida: o f\u00edsico quer satisfa\u00e7\u00e3o e a alma aspira a perfei\u00e7\u00e3o. Habituados ao ser da noite apreendida como sendo a realidade, j\u00e1 n\u00e3o notamos a aus\u00eancia da luz. A noite \u00e9 apenas a aus\u00eancia de luz. O esp\u00edrito ter\u00e1 de prevalecer sobre o corpo porque pelo esp\u00edrito \u00e9 que tomamos parte na eternidade. \u201cJ\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo \u00e9 Deus que vive em mim\u201d, constatava Paulo.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Poder da Ideia e do Esp\u00edritoAnt\u00f3nio JustoEm alem\u00e3o a palavra curar tem a mesma raiz que a palavra santificar. Pressup\u00f5e uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica \u00edntima entre corpo e esp\u00edrito. Ambos se encontram integrados numa realidade mais abrangente: a harmonia com as leis materiais e espirituais no confluir do finito como infinito. 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