{"id":1340,"date":"2008-06-20T10:58:00","date_gmt":"2008-06-20T09:58:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1340"},"modified":"2008-06-20T10:58:00","modified_gmt":"2008-06-20T09:58:00","slug":"bilingualidade-uma-nova-maneira-dare-estar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1340","title":{"rendered":"BILINGUALIDADE &#8211; UMA NOVA MANEIRA DARE ESTAR"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>Raz\u00f5es econ\u00f3micas, pol\u00edticas e demogr\u00e1ficas, aliadas ao desejo de uma nova Europa em processo, pressup\u00f5em o interculturalismo e o bilinguismo como forma normal de ser e de relacionamento. O emaranhado de situa\u00e7\u00f5es e interesses dificultam a concretiza\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o da interculturalidade no mosaico cada vez mais polifacetado das na\u00e7\u00f5es modernas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>Por um lado assiste-se \u00e0 interdisciplinaridade e a um enriquecimento m\u00fatuo dos v\u00e1rios sectores da sociedade, ci\u00eancia e cultura, por outro lado a rela\u00e7\u00e3o a n\u00edvel de grupos \u00e9tnicos deixa muito a desejar.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\">Podemos apontar os turcos e os portugueses como dois exemplos prot\u00f3tipos de atitudes antag\u00f3nicas na maneira de estar numa sociedade de acolhimento (na Fran\u00e7a s\u00e3o os portugueses maioria, na Alemanha os turcos). Se por sua vez os portugueses se integram ou se deixam assimilar, os turcos por raz\u00f5es religiosas e culturais reagem alergicamente a uma integra\u00e7\u00e3o mesmo comedida, fechando-se por vezes em guetos imperme\u00e1veis com consequ\u00eancias quase irrepar\u00e1veis atendendo a que a aquisi\u00e7\u00e3o e dom\u00ednio da l\u00edngua alem\u00e3 \u00e9 um pressuposto para uma participa\u00e7\u00e3o eficaz no sistema. Neste caso assiste-se ao facto da exist\u00eancia de sociedades paralelas. Esta problem\u00e1tica \u00e9 bastante crassa na Alemanha pelo facto da quest\u00e3o migrante n\u00e3o ser objecto da discuss\u00e3o intelectual e pol\u00edtica encontrando-se relegada para o \u00e2mbito da assist\u00eancia ou dos moralistas dos v\u00e1rios quadrantes. Medo, absentismo e oportunismo impedem um discurso e uma rela\u00e7\u00e3o descomplexada e consciente entre a cultura da maioria e as culturas minorit\u00e1rias. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\">Processo de desenvolvimento do bilinguismo<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>As crian\u00e7as portuguesas, tal como as doutras nacionalidades, seriam mutiladas na sua personalidade se fossem alheadas e desenraizadas do meio-ambiente em que crescem. Se as crian\u00e7as crescem num ambiente bilingue \u00e9 \u00f3bvio que devam aprender a l\u00edngua dos pais e a l\u00edngua do pa\u00eds em que vivem. No caso dos casamentos mistos seria natural uma maior consci\u00eancia da import\u00e2ncia da transmiss\u00e3o de duas culturas, preparando a crian\u00e7a para uma maneira diferente de estar no mundo. A forma\u00e7\u00e3o bilingue deve dar-se a partir do nascimento da crian\u00e7a, at\u00e9 porque a capacidade de aprendizagem duma l\u00edngua \u00e9 inversa \u00e0 idade.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>\u00c9 verdade que a crian\u00e7a, at\u00e9 aos dois anos reproduz palavras, misturando as duas l\u00ednguas; com o tempo por\u00e9m surge a diferencia\u00e7\u00e3o e a partir dos dois anos j\u00e1 separa os dois c\u00f3digos e a partir dos tr\u00eas anos e meio passa a distinguir os dois mundos. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>A aquisi\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas acontece em diferentes situa\u00e7\u00f5es, seja ela movida pela necessidade de comunicar com os companheiros de jogo ou com as fam\u00edlias obedecendo sempre a diferentes regras e pressupostos. Esta aprendizagem situacional variada \u00e9 muito proveitosa para a aquisi\u00e7\u00e3o bilingue. A aprendizagem posterior duma l\u00edngua j\u00e1 se d\u00e1 atrav\u00e9s do filtro inicial da primeira l\u00edngua. O beb\u00e9 bilingue aprende, j\u00e1 no primeiro ano de vida, a variedade de sons que facilitar\u00e1 a express\u00e3o futura. Facto \u00e9 que quanto mais complexa for a l\u00edngua<span style=\"\">  <\/span>mais possibilidades abre, mesmo at\u00e9 cerebralmente.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\">Uma outra maneira de ser e de estar<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\"> <\/span>Personalidade enriquecida, aberta e reflectida<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>O Homem tornou-se homem\/mulher atrav\u00e9s da l\u00edngua. Para nos darmos conta da import\u00e2ncia do assunto torna-se necess\u00e1rio reconhecer a depend\u00eancia e a correla\u00e7\u00e3o m\u00fatua que h\u00e1 entre pensamento, linguagem e estrutura social. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>A investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mostra-nos que a personalidade do bilingue \u00e9 diferente da do monolingue. Enquanto que as refer\u00eancias de estrutura\u00e7\u00e3o do monolingue se processam duma forma mais est\u00e1tica e modelar, no bilingue a forma\u00e7\u00e3o da personalidade \u00e9 mais processual, mais din\u00e2mica e diferenciada.<b style=\"\"> O bilingue, mais que ter ou estar, ele acontece em rela\u00e7\u00e3o, \u00e9. <\/b>Ser bilingue \u00e9 ser-se processo, processo na mudan\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 ter duas l\u00ednguas mas viver em duas l\u00ednguas, em dois mundos, navegar noutros espa\u00e7os; \u00e9 ter vistas mais rasgadas, outras perspectivas do mundo, \u00e9 participa\u00e7\u00e3o mais livre, conhecimentos din\u00e1micos; \u00e9 viver amando, aceitando o outro como ele \u00e9, aberto para comunicar, dar e receber&#8230; comunicar-se como forma de vida; \u00e9 uma nova mundivis\u00e3o onde n\u00e3o h\u00e1 modelos fixos em que institui\u00e7\u00f5es e valores passam a ser referenciados e portanto relativizados para mais se poder ser; <b style=\"\">\u00e9 viver em mais que uma exist\u00eancia<\/b>. Numa palavra, o bilingue tem uma personalidade multidialogal cuja forma de ver e sentir j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o est\u00e1tica e &#8220;subordinada&#8221;como a do monolingue mas sim situacional, multirreferencial, processual-din\u00e1mica. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">     <\/span><span style=\"\">     <\/span>O bilingue encontra-se mais cedo que o monolingue na necessidade dum rela\u00e7\u00e3o de passar a ser mais sujeito e menos objecto, no confronto das tradi\u00e7\u00f5es e sistemas, sendo por vezes forjado na tens\u00e3o de sociedades fechadas em que a sociedade de acolhimento puxa para um lado e a sociedade mandat\u00e1ria para o outro. As fam\u00edlias que conseguiram desprender-se destas amarras dial\u00e9cticas possibilitam aos filhos uma consci\u00eancia em que as fronteiras j\u00e1 n\u00e3o constituem limites mas sim, quando muito, apenas pontos de refer\u00eancia. Uma sociedade que j\u00e1 \u00e9 capaz de integrar e aceitar l\u00e9sbicas e homossexuais tem que ser capaz de integrar o diferente, o estranho&#8230; A diferen\u00e7a \u00e9 a lei mais verificada na natureza e, nela, est\u00e1 impl\u00edcito todo o desenvolvimento.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\">Questiona\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>Os cientistas t\u00eam escrito muito sobre a quest\u00e3o da bilingualidade, chegando por vezes a resultados contradit\u00f3rios. H\u00e1 cientistas que recomendam que se fale, com a crian\u00e7a, a l\u00edngua que se domina; significando isto que nos casos de casamentos mistos (portugu\u00eas &#8211; alem\u00e3o) um c\u00f4njuge fale o portugu\u00eas e o outro o alem\u00e3o. Outros chegam mais al\u00e9m desproblematizando a situa\u00e7\u00e3o defendendo mesmo a mistura segundo as situa\u00e7\u00f5es.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>Ao contr\u00e1rio os puristas\/nacionalistas principalmente no passado apontavam para o problema de se originar uma l\u00edngua mistura chegando a falar mesmo do analfabetismo nas duas l\u00ednguas ou da falta duma identidade \u00e9tnica ou mesmo do perigo duma dupla personalidade da crian\u00e7a. Facto \u00e9 que esta opini\u00e3o nunca foi comprovada cient\u00edficamente. Muitas vezes esta vis\u00e3o tem um car\u00e1cter ideol\u00f3gico e remonta aos constructos nacionalistas do s\u00e9culo dezanove.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\">Papel dos pais\/av\u00f3s na inf\u00e2ncia<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">           <\/span>At\u00e9 aos tr\u00eas anos, a crian\u00e7a reflectir\u00e1 o ambiente familiar quer nele se fale s\u00f3 uma l\u00edngua, quer as duas. Com a entrada no Jardim Infantil passar\u00e1 o alem\u00e3o a dominar e a acentuar-se cada vez mais socialmente, mesmo que os pais falem s\u00f3 uma l\u00edngua em casa. Nos primeiros anos da inf\u00e2ncia a crian\u00e7a tem grande capacidade de absor\u00e7\u00e3o das duas ou mais l\u00ednguas sem dificuldade. Com o desenvolver dos anos a dificuldade aumenta. Atendendo ao enriquecimento inter-cultural e \u00e0s capacidades da crian\u00e7a na primeira inf\u00e2ncia seria um roubo \u00e0 crian\u00e7a se esta fosse privada duma das l\u00ednguas ou do conv\u00edvio com elementos das duas sociedades.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\"> <\/span><span style=\"\">          <\/span>Na falta de exercita\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas em casa os pais, em quest\u00e3o deveriam socorrer-nos de estrat\u00e9gias supletivas ligando mais os av\u00f3s nas rela\u00e7\u00f5es com a crian\u00e7a, criando mais encontros com fam\u00edlias portuguesas, frequentando mais os centos portugueses, interferindo mais na programa\u00e7\u00e3o das suas actividades e planeando mais f\u00e9rias em Portugal. Na situa\u00e7\u00e3o inversa seria consequente a cria\u00e7\u00e3o de la\u00e7os individuais e institucionais com a sociedade de acolhimento.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">   <\/span><span style=\"\">       <\/span>No caso de casamentos mistos penso ser de muita import\u00e2ncia que cada um dos pais fale a sua l\u00edngua materna deixando a oportunidade e liberdade \u00e0 crian\u00e7a de se expressar na l\u00edngua que quiser. O facto de um c\u00f4njuge falar sempre o portugu\u00eas leva a crian\u00e7a a internalizar o portugu\u00eas, embora o n\u00e3o use no dia a dia como l\u00edngua de express\u00e3o. Mais tarde, nas aulas de \u201cl\u00edngua da origem\u201d recuperam rapidamente d\u00e9fices espec\u00edficos.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>O portugu\u00eas transmitido nos primeiros anos de vida da crian\u00e7a, embora limitado a rela\u00e7\u00f5es greg\u00e1rias, tem imensa import\u00e2ncia no desenvolvimento; \u00e9 muito relevante para o desenvolvimento psicol\u00f3gico intelectual e social da mesma. Constitui um capital cultural e uma heran\u00e7a muito rica com imensas consequ\u00eancias gratificantes para o futuro e para a personalidade da crian\u00e7a. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\">Ensino da L\u00edngua &#8220;materna&#8221;<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>A inscri\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as nos cursos de L\u00edngua e Cultura Portuguesas \u00e9 essencial para o alargamento da compet\u00eancia comunicativa que deve ser aprofundada e reflectida nos seus aspectos de compet\u00eancia sociolingu\u00edstica, sociocultural, de compet\u00eancia estrat\u00e9gica, discursiva e de compet\u00eancia emp\u00e1tica. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>Conscientes da import\u00e2ncia da l\u00edngua e da cultura dos pais para as crian\u00e7as, os Estados federados alem\u00e3es institu\u00edram desde 1968 o Ensino da L\u00edngua Materna no seu curr\u00edculo escolar com 3 &#8211; 5 horas lectivas semanais. \u00c9 reconhecida grande import\u00e2ncia \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o da l\u00edngua dos antepassados, por raz\u00f5es socio-pedag\u00f3gicas, psicol\u00f3gicas e econ\u00f3micas. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\">Todos os bilingues deveriam ter a oportunidade de se formarem bilingues. Uma educa\u00e7\u00e3o inter-cultural deveria ser poss\u00edvel em todas as escolas e para todos os alunos. Os bilingues ser\u00e3o os mais preparados para manter a rela\u00e7\u00e3o e estabelecer pontes entre gera\u00e7\u00f5es e culturas. \u00c9 preciso incentivar-se a motiva\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tolerar a intoler\u00e2ncia dos guetos. \u00c9 compreens\u00edvel a relut\u00e2ncia que muitas crian\u00e7as apresentam perante a aprendizagem do portugu\u00eas, atendendo \u00e0 sobrecarga que significa e a concorrer com actividades imediatamente gratificantes.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>A l\u00edngua portuguesa, tal como outras l\u00ednguas de culturas minorit\u00e1rias em di\u00e1spora, est\u00e1 sujeita a preconceitos criados pela cultura dominante sendo. Uma l\u00edngua falada s\u00f3 em casa contribui para preconceitos que poderiam ser desfeitos atrav\u00e9s da frequ\u00eancia das aulas de l\u00edngua materna.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\">Por vezes os pais deixam-se impressionar pela press\u00e3o de pessoas, que em alguns casos aconselham os alunos a n\u00e3o frequentarem o Ensino da L\u00edngua &#8220;Materna&#8221;, ou porque, n\u00e3o querem sobrecarregar os filhos com as aulas de portugu\u00eas, ou, ainda, porque os filhos preferem ter a tarde livre como os colegas alem\u00e3es.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>Se \u00e9 verdade que muitas vezes a crian\u00e7a n\u00e3o tem a mesma compet\u00eancia lingu\u00edstica nas duas l\u00ednguas, apresentando problemas numa delas, isso n\u00e3o quer dizer que deva abandonar o portugu\u00eas seja este a l\u00edngua forte ou a l\u00edngua fraca. Pais desinformados n\u00e3o inscrevem os filhos na escola logo na primeira ou segunda classe tornando-se depois cada vez mais dif\u00edcil inscrev\u00ea-los. Se \u00e9 verdade que a crian\u00e7a, no primeiro ano, deve ser alfabetizada no alem\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 verdade que, ao frequentar, simultaneamente, a escola portuguesa, ela come\u00e7a logo a ter a experi\u00eancia duma aprendizagem estruturada da l\u00edngua, se bem que a princ\u00edpio, apenas oralmente e atrav\u00e9s de jogos, imagens e de desenhos. Possibilita-se-lhe assim a experi\u00eancia duma diferente forma de estar no mundo, ao comunicar e brincar com os companheiros da &#8220;escola portuguesa&#8221;, sendo isto muito importante para a socializa\u00e7\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos nos verdes anos.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">           <\/span>Enquanto as elites estrangeiras, conscientes da import\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o inter-cultural, (p.e. os japoneses) criam escolas privadas pagando bem para que a sua l\u00edngua e cultura seja transmitida aos seus filhos, observam-se alguns pais distra\u00eddos, em cidades grandes, que n\u00e3o se preocupam com a escolariza\u00e7\u00e3o dos filhos no portugu\u00eas. A n\u00e3o inscri\u00e7\u00e3o dos filhos na escola constituiria um atestado de pobreza de esp\u00edrito para todos aqueles que, podendo usufruir do ensino do portugu\u00eas gratuito, n\u00e3o recorressem a ele. N\u00e3o se trata de elevar o portugu\u00eas aos cornos da lua pelo facto de ocupar o 5\u00b0. lugar nas l\u00ednguas do mundo mas sim de com esp\u00edrito frio saber ver, organizar e planear indirectamente o futuro abrindo perspectivas \u00e0 vida. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\">Nas zonas onde ensino o portugu\u00eas tenho deparado com o interesse exemplar da quase totalidade dos pais que chegam a enviar os seus filhos a 20 quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia, para poderem frequentar o ensino da L\u00edngua Materna. Isto \u00e9 prova do interesse e consci\u00eancia dos encarregados de educa\u00e7\u00e3o em perfeito contraste com pol\u00edticas de ensino, apregoadas desde 1998, tendentes a acabar com o ensino da L\u00edngua materna para o tornarem apenas acess\u00edvel a alunos liceais (do Gymnasium) onde a concentra\u00e7\u00e3o populacional escolar e a procura<span style=\"\">  <\/span>no respectivo liceu o permitir. (Esta \u00e9 uma pol\u00edtica ilus\u00f3ria desconhecedora da realidade alem\u00e3, tendente a acabar com o portugu\u00eas pela raiz e abandonando infra-estruturas que precisariam sim de revitaliza\u00e7\u00e3o).<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\">Situa\u00e7\u00e3o a evitar<\/span><\/b><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>\u00c9 fatal adiar a inscri\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as nos Cursos de Portugu\u00eas. H\u00e1 crian\u00e7as cujo contacto com o portugu\u00eas se processa apenas pela negativa como se d\u00e1 nos casos em que alguns pais falando habitualmente o alem\u00e3o em casa, com os filhos, em casos conflituosos, usam o portugu\u00eas como ve\u00edculo de agress\u00e3o, apenas para ralhar ou castigar. A crian\u00e7a passa assim a ter uma experi\u00eancia muito parcial do portugu\u00eas, associando-o \u00e0 negatividade al\u00e9m de o n\u00e3o experimentar como ve\u00edculo normal de comunica\u00e7\u00e3o. Nestas condi\u00e7\u00f5es a crian\u00e7a n\u00e3o pode ter nenhuma motiva\u00e7\u00e3o para aprender o portugu\u00eas. H\u00e1 encarregados de educa\u00e7\u00e3o que para aprenderem o alem\u00e3o deixam de falar o portugu\u00eas optando por um alem\u00e3o macarr\u00f3nico, habituando a crian\u00e7a a estruturas de l\u00edngua n\u00e3o correctas. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\">Vantagens da bilingualidade<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>Uma plurilingualidade viva constitui um enriquecimento para a personalidade aos mais diversos n\u00edveis. De facto h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o entre fun\u00e7\u00f5es da l\u00edngua e fun\u00e7\u00f5es cerebrais. Uma pessoa que desde a primeira inf\u00e2ncia fale mais que uma l\u00edngua activa de maneira particular os centros da l\u00edngua no c\u00e9rebro e interliga as fun\u00e7\u00f5es cerebrais dado as ac\u00e7\u00f5es da l\u00edngua se armazenarem nos dois globos do c\u00e9rebro.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\"> <\/span><span style=\"\">          <\/span>O dom\u00ednio de l\u00ednguas facilita a aquisi\u00e7\u00e3o de outros idiomas, al\u00e9m de alargar a riqueza fon\u00e9tica espec\u00edfica capacita a pessoa para novas vis\u00f5es da realidade: capacita\u00e7\u00e3o para a diferencia\u00e7\u00e3o e reconhecimento da diferen\u00e7a. Deste modo o aproveitamento e o desenvolvimento da crian\u00e7a potenciam-se. Crian\u00e7as bilingues orientam-se de maneira diferente das crian\u00e7as monolingues. As bilingues aprendem cedo a diferenciar situa\u00e7\u00f5es e a posicionar-se situacionalmente. Elas t\u00eam de desenvolver mais estrat\u00e9gias de express\u00e3o adquirindo assim compet\u00eancias contextuais, de conex\u00e3o bem como compet\u00eancias metal\u00edngu\u00edsticas (que v\u00e3o mais longe do que a l\u00edngua, como aspectos neuro-psicol\u00f3gicos etc.). A bilingualidade promove, al\u00e9m do mais, o desenvolvimento de compet\u00eancias de interac\u00e7\u00e3o cultural e um maior desenvolvimento do c\u00e9rebro.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\"> <\/span><span style=\"\">          <\/span>Os pais n\u00e3o podem abdicar da sua miss\u00e3o caindo num laissez faire irreflectido. Para o desenvolvimento posterior da l\u00edngua \u00e9 respons\u00e1vel a escola. A semente tem por\u00e9m de ser lan\u00e7ada pelos pais\/av\u00f3s. \u00c9 urgente capacitar os jovens a poderem viver e expressar-se nos dois mundos. Deste modo capacitamos os nossos educandos a maior flexibilidade e a estar em casa em v\u00e1rios mundos, espa\u00e7os e \u00e9pocas. A bilingualidade, trilingualidade ser\u00e3o realidade decisiva numa Europa do futuro. Numa Europa multi\u00e9tnica, o dom\u00ednio de l\u00ednguas abre tamb\u00e9m chances culturais e econ\u00f3micas. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>\u00c9 preciso criar-se o espa\u00e7o da L\u00edngua Portuguesa<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"> como o espa\u00e7o de exist\u00eancia de formas e experi\u00eancias vitais diferentes com muito espa\u00e7o para a liberdade e criatividade onde se aprende o afecto na rela\u00e7\u00e3o aut\u00eantica e verdadeira. Neste sentido t\u00eam que se empenhar pais, associa\u00e7\u00f5es, estado, multiplicadores, RTPi etc. A RTPi tem que repensar os seus programas que normalmente &#8220;espantam&#8221; a crian\u00e7a bem como pessoas de esp\u00edrito jovem ao serem confrontadas com programas de conversa ou melo-saudosistas voltados apenas para um tipo ultrapassado de emigrantes.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><span style=\"\">          <\/span>A l\u00edngua \u00e9 a minha terra, e para o bilingue a sua terra \u00e9 o mundo.<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\">Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\" lang=\"PT\">(Professor de L\u00edngua e Cultura Portuguesas em Kassel e docente de Portugu\u00eas na Universidade de Kassel, membro de direc\u00e7\u00e3o dev\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es, Conselheiro eleito durante 12 anos pela lista franco-portuguesa na C\u00e2mara de Kassel). O que aqui apresento \u00e9 fruto de estudo acurado e de muita an\u00e1lise directa na minha rela\u00e7\u00e3o di\u00e1ria com os alunos e encarregados de educa\u00e7\u00e3o. Tenho feito confer\u00eancias sobre o assunto desde 1987.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raz\u00f5es econ\u00f3micas, pol\u00edticas e demogr\u00e1ficas, aliadas ao desejo de uma nova Europa em processo, pressup\u00f5em o interculturalismo e o bilinguismo como forma normal de ser e de relacionamento. O emaranhado de situa\u00e7\u00f5es e interesses dificultam a concretiza\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o da interculturalidade no mosaico cada vez mais polifacetado das na\u00e7\u00f5es modernas. 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