{"id":1335,"date":"2008-06-07T14:59:00","date_gmt":"2008-06-07T13:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1335"},"modified":"2008-06-07T14:59:00","modified_gmt":"2008-06-07T13:59:00","slug":"dia-de-portugal-%e2%80%93-nas-pegadas-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1335","title":{"rendered":"DIA DE PORTUGAL \u2013 NAS PEGADAS DE PORTUGAL"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\">A Festa repete-se e Portugal tamb\u00e9m <o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Ant\u00f3nio Justo<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Romantismo \u2013 Diagn\u00f3stico e Cura<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Tamb\u00e9m, este ano, alguns portugueses celebrar\u00e3o o seu dia de Portugal. A maioria ter\u00e1 dificuldade em festejar por viver fora de Portugal ou porque as preocupa\u00e7\u00f5es pela sobreviv\u00eancia n\u00e3o deixam espa\u00e7o para festejos. A comemora\u00e7\u00e3o oferece, por\u00e9m, uma oportunidade para se frazer o ponto da situa\u00e7\u00e3o. Que dia de Portugal se continuar\u00e1 a celebrar: o macho ou o f\u00e9mia, o dos seus representantes ou o do povo?<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Ao compararmos o Portugal de hoje com o de ontem, verificamos que repete os mesmos v\u00edcios e virtudes do regime liberal e republicano. A n\u00edvel de processo \u00edntimo, as revolu\u00e7\u00f5es em Portugal parecem decalc\u00e1veis: os mesmos mitos, as mesmas lutas, os mesmos mostrengos, as mesmas ideias, a mesma estrat\u00e9gia, os mesmos pol\u00edticos (desdobr\u00e1veis) e os mesmos erros, a mesma mentalidade. Cada na\u00e7\u00e3o tem a sua doen\u00e7a colectiva espec\u00edfica. Diagnostic\u00e1-la ser\u00e1 j\u00e1 meio caminho andado para a sua cura.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Em \u201cViagens na minha Terra\u201d, Garrett faz uma descri\u00e7\u00e3o modelo da situa\u00e7\u00e3o e dos problemas do Portugal de sempre. Nos protagonistas da narrativa, Carlos, s\u00edmbolo dos progressistas e Joaninha, s\u00edmbolo dos tradicionalistas, temos uma boa diagnose aplic\u00e1vel \u00e0 actualidade sobre a situa\u00e7\u00e3o dos partidos e da cultura portuguesa num Portugal que teima ser irreconcili\u00e1vel. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O romantismo liberal inicial de Garrett e Herculano, tal como, depois, o de Antero de Quental procuram aportuguesar o liberalismo (masculino) e o socialismo pol\u00edtico importado (inicialmente bravio depois oportunamente acomodado) e dar-lhe uma perspectiva lusitana (feminina). Constatam o falhan\u00e7o do projecto de liberalizar e democratizar Portugal. Portugal falha pelas mesmas raz\u00f5es que Carlos e Joaninha falharam. O comodismo instalado e o esp\u00edrito Sancho Pan\u00e7a predomina em todos os sectores nacionais dominal a camada respons\u00e1vel. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O desenrolar da democracia do 25 de Abril parece seguir os mesmos passos encontrando-se j\u00e1 na <b style=\"\">fase da \u201cdesist\u00eancia c\u00edvica\u201d<\/b>. Por isso desejo lembrar dois autores rom\u00e2nticos, Almeida Garrett e Alexandre Herculano, cujo ide\u00e1rio se encontra na continua\u00e7\u00e3o genu\u00edna da originalidade nacional e de Cam\u00f5es e, bem analisado, poderia dar impulsos novos e correctivos, atendendo que apresentam as mais variadas perspectivas do espa\u00e7o portugu\u00eas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O protagonista Carlos, de \u201cViagens na minha Terra\u201d, s\u00edmbolo de Portugal do progresso abandona a prov\u00edncia (Santar\u00e9m) e assim enjeita Joaninha (cultura tipicamente portuguesa) incompatibilizado, ao mesmo tempo, com Frei Dinis (antigo regime) e vai \u00e0 procura de novos ideais para a cidade (liberalismo) envolvendo-se nas lutas liberais (conflitos entre socialistas e conservadores). Neste novo espa\u00e7o transforma-se e conhece, entre outros bens, a cor da luz dos olhos da Georgina e da Soledade (os belos corpos duma modernidade que permanece alheia). Depois de desenganos e frustra\u00e7\u00f5es volta a Santar\u00e9m (cultura tradicional nacional) mas a\u00ed sente-se j\u00e1 estranho; tinha-se mudado e a mudan\u00e7a tinha sido t\u00e3o radical que j\u00e1 n\u00e3o comportava a integra\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria no seu ser. Entretanto foi-lhe revelado que era filho do padre Dinis (um sinal talvez de que deveria reconciliar a tradi\u00e7\u00e3o com o progresso ideol\u00f3gico, o p\u00f3lo masculino com o p\u00f3lo feminino da na\u00e7\u00e3o). Pelo contr\u00e1rio, desiludido da ideologia e da terra, que j\u00e1 na pode amar porque a ideologia e os bens o tinham desnaturado, volta \u00e0 cidade e faz-se bar\u00e3o. Declara-se perdido. Joaninha enlouquece e falece. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Esta tem sido a perspectiva dum Portugal insatisfeito fatalmente irreconcili\u00e1vel consigo mesmo. Em Carlos podemos ver a masculinidade portuguesa infiel e homossexual que vive dos bord\u00e9is estrangeiros e em Joaninha a feminidade portuguesa fiel mas fechada em si mesma quase l\u00e9sbica. Este \u00e9 o problema de Portugal. A sua masculinidade e feminidade n\u00e3o se integram num todo. A luta do <b style=\"\">saber<\/b> c\u00ednico (Carlos) contra a <b style=\"\">cren\u00e7a<\/b> ing\u00e9nua (Joaninha) conduz, segundo a experi\u00eancia hist\u00f3rica, a uma portugalidade amorfa e indiferente. Isto conduz \u00e0quela \u201capagada e vil tristeza\u201d dum Portugal n\u00e3o vivido mas com a ilus\u00e3o de viver que lhe vem da sua divis\u00e3o num Portugal de alguns tantos eremitas e poetas refugiados, de alguns bar\u00f5es da ceita e dum resto lamuriento.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O car\u00e1cter m\u00e1sculo da revolu\u00e7\u00e3o desmistifica a vida nacional fazendo dela um deserto desconsolado e mono-perspectivo. N\u00e3o percebe que uma na\u00e7\u00e3o vive de muitas fidelidades. N\u00e3o chega a mudan\u00e7a pela mudan\u00e7a como pretende o touro revolucion\u00e1rio, \u00e9 precisa a fidelidade duma rela\u00e7\u00e3o que possibilite a evolu\u00e7\u00e3o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Portugal ajoelhado e preso ao cadeado do racionalismo franc\u00eas<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O destino de Carlos e de Joaninha s\u00e3o, at\u00e9 agora, o destino de Portugal, o destino dum Povo fracturado. Foi este o destino da \u00e9poca do Marqu\u00eas de Pombal, da \u00e9poca liberal, da \u00e9poca republicana e parece ser o futuro da revolu\u00e7\u00e3o de Abril com a sua democracia. Nas diferentes \u00e9pocas referidas repete-se o mesmo esquema: estrangeirados e sequazes importam a ideologia renovadora e, com ela, o seu esp\u00edrito jacobino e dial\u00e9ctico. Falta-lhe a pr\u00f3pria reflex\u00e3o, a reflex\u00e3o portuguesa. N\u00e3o chega o esperma da ideia, \u00e9 preciso o corpo da na\u00e7\u00e3o em que ele fecunde. Portugal tem desonrado a na\u00e7\u00e3o (cultura nacional) dando mais carinho \u00e0 amante do que \u00e0 mulher!&#8230; O racionalismo franc\u00eas, incorporado no socialismo portugu\u00eas tem andado inebriado de si mesmo deixando-se levar pelo som das pr\u00f3prias patas em direc\u00e7\u00e3o duma direc\u00e7\u00e3o sem orienta\u00e7\u00e3o. Vai sendo tempo de Portugal deixar de ser o bordel de alguns rufi\u00f5es. Estes t\u00eam que integrar a feminidade em vez de a violarem. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Portugal serve o estrangeiro descurando o seu ser e os seus interesses. As revolu\u00e7\u00f5es, n\u00e3o aferidas ao esp\u00edrito portugu\u00eas, tornadas apan\u00e1gio de alguns e desconhecedoras do seu ser crist\u00e3o, monista e pante\u00edsta, tornam-se ciclos viciosos. Assim os que se apoderam de Portugal comportam-se, no pa\u00eds, como senhorios ao curso dos ventos estrangeiros, determinando, de suas \u201clojas\u201d, o sentir e o ser dos seus inquilinos. Dan\u00e7arinos do poder e da cultura importam as ideologias da Fran\u00e7a (ou R\u00fassia) com o prejudicial jacobinismo como se tratasse da importa\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Em Portugal quem consegue viver de fora n\u00e3o vive mal. Metade dos portugueses vive fora de Portugal e a outra metade vive dos de fora. <b style=\"\">Tamb\u00e9m o pensamento e a reflex\u00e3o t\u00eam sido artigos estranhos de importa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o chega pernoitar com eles.<o:p><\/o:p><\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">As crises sociais e pol\u00edticas portuguesas repetem-se ciclicamente como os ventos. O v\u00edcio comum tem sido o desinteresse e irreflex\u00e3o cultural, acompanhados pelo jacobinismo dos renovadores liberais, republicanos e socialistas (abrilistas). Estes s\u00e3o individualistas e internacionalistas a quem falta a consci\u00eancia p\u00e1tria; s\u00e3o os continuadores dos oportunos que na batalha nacional de Aljubarrota se puseram, \u00e0 margem do povo e ao lado de Castela, que prometias mais comendas. Se, \u00e0 custa do povo e da cultura nacional uns se puseram ao servi\u00e7o dos interesses de Castela, os posteriores puseram-se ao servi\u00e7o da Fran\u00e7a (ma\u00e7onaria sa\u00fada os invasores franceses) e finalmente (entrega das prov\u00edncias portuguesas \u00e0 hegemonia comunista com o 25 de Abril) do socialismo russo e cubano. Um povo vazio, sem ideia nem ideias, facilmente se deixa levar pelos vendedores da banha da cobra que ciclicamente aparecem na arena p\u00fablica. Portugal se quiser sarar ter\u00e1 de descobrir a sua feminidade e criatividade. Para isso ter\u00e1, por\u00e9m, de voltar aos ber\u00e7os da nacionalidade.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">N\u00e3o chega que alguns estranhos \u00e0 cultura e ao povo, se aproveitem do 25 de Abril e de Portugal, tal como os bar\u00f5es se aproveitaram da revolu\u00e7\u00e3o liberal. Estes sim, t\u00eam raz\u00e3o para festejar e se congratular com os proveitos da revolu\u00e7\u00e3o; para a na\u00e7\u00e3o deixam a ideologia requentada. O problema deles \u00e9, n\u00e3o terem nascido do h\u00famus, nem da reflex\u00e3o portuguesa, faltando-lhes assim um conceito de cultura nacional processual, tornando-se eles mesmos no impedimento duma evolu\u00e7\u00e3o portuguesa normal e equilibrada de esp\u00edrito livre e desenvolvido \u00e0 margem de complexos m\u00e1sculos nem f\u00eameos. O viver do encosto provoca no povo uma atitude de encostados das institui\u00e7\u00f5es.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Um socialismo militante, irreflectido e desintegrado e um conservadorismo emocional e burgu\u00eas, sem tradi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica nacional b\u00e1sica, t\u00eam sido os ingredientes que fazem do destino de Portugal o destino de Carlos e Joaninha.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Para festejarmos temos primeiro que restaurar Portugal, teremos de nos tornar Carlos e Joaninha mas reconciliados. Doutro modo n\u00e3o passaremos duns machistas da na\u00e7\u00e3o sempre \u00e0 procura dum outro p\u00e3o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">antoniocunhajusto@googlemail.com<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">(Continua em:<b style=\"\"> \u201cCom o Romantismo nas Pegadas de Portugal\u201d)<\/b><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Festa repete-se e Portugal tamb\u00e9m Ant\u00f3nio Justo Romantismo \u2013 Diagn\u00f3stico e Cura Tamb\u00e9m, este ano, alguns portugueses celebrar\u00e3o o seu dia de Portugal. 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