{"id":1326,"date":"2008-04-30T09:53:00","date_gmt":"2008-04-30T08:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1326"},"modified":"2008-04-30T09:53:00","modified_gmt":"2008-04-30T08:53:00","slug":"os-perdedores-da-globalizacao-classe-media-e-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1326","title":{"rendered":"Os Perdedores da Globaliza\u00e7\u00e3o: Classe M\u00e9dia e Trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O Radicalismo das Sociedades por Ac\u00e7\u00f5es<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O radicalismo do capitalismo liberal com as suas leis radicais do mercado, em voga, espalha-se como as pragas do Egipto. As consequ\u00eancias vemo-las tamb\u00e9m nos pa\u00edses em vias de desenvolvimento que, em vez de beneficiarem com o Globalismo do mercado, como seria de esperar, n\u00e3o saem do impasse. A classe m\u00e9dia \u00e9 destru\u00edda na Europa, os pobres cada vez se assemelham mais aos pobres da Am\u00e9rica. O er\u00e1rio p\u00fablico \u00e9 que tem de socorrer com bili\u00f5es de Euros para impedir a bancarrota dum mercado financeiro desregulado praticado por bancos e accionistas sem moral.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Precisa-se duma pol\u00edtica com lugar para o particular, para o trabalhador. Este, apesar de produzir grande riqueza v\u00ea os lucros da empresa serem comidos pela praga dos gafanhotos de institui\u00e7\u00f5es de ac\u00e7\u00f5es, que, apesar da produtividade das empresas, as destroem para satisfazerem a gan\u00e2ncia e o desejo de expandir \u00e0 custa do pequeno. J\u00e1 o Padre Ant\u00f3nio Vieira dizia: \u201cN\u00e3o s\u00f3 vos comeis uns aos outros, sen\u00e3o que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contr\u00e1rio, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos;<span style=\"\">  <\/span>mas como os grandes comem os pequenos, n\u00e3o bastam cem pequenos nem mil para um s\u00f3 grande.\u201d<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O problema \u00e9 que, tamb\u00e9m, se n\u00e3o pode ter confian\u00e7a na esquerda porque perdeu o comboio da hist\u00f3ria n\u00e3o tendo compreendido a nova era do globalismo. Os socialistas, por sua vez, s\u00e3o os melhores sacrist\u00e3es do turbo-capitalismo porque o promovem sem que ele fique com remorsos, ainda agarrados a ideias internacionalistas \u00e0 custa da pr\u00f3pria cultura e do povo simples. Ao Centro-direita falta-lhe uma filosofia conservadora consequente moderna e, al\u00e9m do mais, os pa\u00edses pequenos est\u00e3o condenados a ver a banda passar e o que \u00e9 desonrante ainda os governos a bater-lhe palmas. \u00c9 preciso um capitalismo de rosto humano em servi\u00e7o do humanismo e n\u00e3o s\u00f3 apenas do lucro.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><span style=\"\"> <\/span>A justi\u00e7a social, numa economia global, tem que ser acompanhada a n\u00edvel global por estruturas universais \u00e0 imagem dos sindicatos que surgiram nas economias nacionais provenientes da revolu\u00e7\u00e3o industrial. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">A injusti\u00e7a social e as desigualdades entre as elites e o prolet\u00e1rio j\u00e1 fazem lembrar o futebol. Os espectadores \u00e9 que t\u00eam de pagar os ordenados exorbitantes dos futebolistas. O que aqui acontece de livre vontade acol\u00e1 acontece por obriga\u00e7\u00e3o. A l\u00f3gica, por\u00e9m, \u00e9 a mesma. O Estado, ao permitir que institui\u00e7\u00f5es firam o nervo da honra do trabalhador, torna-se c\u00famplice e n\u00e3o merece o respeito de quem, apesar do trabalho intensivo, n\u00e3o ganha para ter uma vida digna. H\u00e1 pessoas que apesar do trabalho ainda est\u00e3o dependentes do apoio social devido aos pobres.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Na pot\u00eancia que \u00e9 a Alemanha, o poder de compra dos trabalhadores, desde a Unifica\u00e7\u00e3o da Alemanha, n\u00e3o sobe. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O pior ainda \u00e9 que apesar de se assistir ao aumento da pobreza nos pa\u00edses ricos, n\u00e3o se v\u00ea uma subida correspondente nos povos em via de desenvolvimento, como seria de esperar com uma boa globaliza\u00e7\u00e3o. Os problemas continuam. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">As fronteiras entre uma injusti\u00e7a aceit\u00e1vel e uma injusti\u00e7a inaceit\u00e1vel cada vez s\u00e3o menores. Naturalmente que um estado injusto vive melhor de alguns ricos e muitos pobres do que de muitos remediados e poucos ricos. O que lhe importa \u00e9 o tilintar da moeda nos minist\u00e9rios da economia e das finan\u00e7as. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O distanciamento do Estado em rela\u00e7\u00e3o aos seus cidad\u00e3os est\u00e1 a tomar propor\u00e7\u00f5es que favorecer\u00e3o o aparecimento de grupos extremistas por todo o lugar. Os aparelhos militares ter\u00e3o de ser refor\u00e7ados em tempo previs\u00edvel. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Por enquanto, os Estados europeus ainda poderiam ter m\u00e3o nas grandes multinacionais. O capitalismo nacional ainda se deixava orientar por considera\u00e7\u00f5es de solidariedade e de respeito para com os trabalhadores e para com os cidad\u00e3os. Os grandes accionistas n\u00e3o t\u00eam terra nem t\u00eam alma. S\u00f3 conhecem o deus Mamon. E ao seu servi\u00e7o querem o homem e a cultura como parte da sua mercadoria.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Al\u00e9m disso os tubar\u00f5es internacionais s\u00e3o incontrol\u00e1veis e a pontos de ganharem maior poder que muit\u00edssimos pa\u00edses. Este \u00e9, al\u00e9m dum perigo para os trabalhadores, um perigo para as na\u00e7\u00f5es.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Radicalismo das Sociedades por Ac\u00e7\u00f5es O radicalismo do capitalismo liberal com as suas leis radicais do mercado, em voga, espalha-se como as pragas do Egipto. As consequ\u00eancias vemo-las tamb\u00e9m nos pa\u00edses em vias de desenvolvimento que, em vez de beneficiarem com o Globalismo do mercado, como seria de esperar, n\u00e3o saem do impasse. 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