{"id":1323,"date":"2008-04-26T19:37:00","date_gmt":"2008-04-26T18:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1323"},"modified":"2008-04-26T19:37:00","modified_gmt":"2008-04-26T18:37:00","slug":"25-de-abril-%e2%80%93-um-cheirinho-a-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1323","title":{"rendered":"25 DE ABRIL \u2013 UM CHEIRINHO A LIBERDADE"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Uma Revolu\u00e7\u00e3o contra a Na\u00e7\u00e3o \u2013 Um pa\u00eds demasiado pequeno para a Liberdade?<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Com o 25 de Abril, Portugal perdeu mais uma oportunidade de se libertar dos coveiros da liberdade dos outros. O cheirinho a liberdade que vinha dos cravos de Abril logo cedeu o lugar ao incenso da rever\u00eancia pol\u00edtica. Os antigos Bar\u00f5es ressurgem entao das cinzas e vingam-se dum Portugal que nega tornar-se adulto. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O sistema partid\u00e1rio que apressadamente se apoderou do poder faz lembrar galinheiros de galos e galinhas chocas em que os galos conhecem o partido mas n\u00e3o a na\u00e7\u00e3o. Os partidos encafuaram a liberdade e a democracia nos seus sistemas \u00e0 custa da cidadania de homens livres. Estes continuam \u00e0 solta, constituindo excep\u00e7\u00f5es nos partidos. Carreirismo aliado ao oportunismo, fora da verticalidade e da honestidade, alimentam-se dum direitismo esquerda e dum esquerdismo direita em fun\u00e7\u00e3o de interesses pessoais ou ideol\u00f3gicos sem sentido de estado. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Como \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o, desde que h\u00e1 partidos em Portugal, os partidos e as ideologias apoderam-se do Estado, sem consci\u00eancia dele. Criou-se uma <b style=\"\">promiscuidade<\/b> da pol\u00edtica e da economia: pol\u00edticos asseguram o seu baronato nas comiss\u00f5es de empresas, n\u00e3o sendo raro o caso de deputados da AR acumularem cargos sendo, ao mesmo tempo, assalariados de empresas e bancos e, para c\u00famulo da corrup\u00e7\u00e3o legalizada, fazerem ainda parte da Comiss\u00f5es Parlamentares de Investiga\u00e7\u00e3o, que, por si mesmas, deveriam controlar essas empresas. Assim os \u201crepresentantes\u201d do povo se convertem em representantes de si mesmos ao servi\u00e7o do oportunismo. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Naturalmente que liberdade \u00e9 o direito dos mais fortes, como confirma a pr\u00e1tica pol\u00edtica. O problema \u00e9 a desmedida. O resto \u00e9 inoc\u00eancia ou ingenuidade!<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O 25 de Abril criou em grande parte uma clientela partid\u00e1ria de prostitutos do poder que n\u00e3o sabe fazer mais nada que pol\u00edtica partid\u00e1ria. Os partidos geram os seus in\u00fateis para quem \u00e9 preciso criar postos e tamb\u00e9m para dar lugar \u00e0s novas esperan\u00e7as do e no partido. Por isso cada vez se assiste mais a bar\u00f5es, antigos ministros ou secret\u00e1rios de estado, fazerem parte da direc\u00e7\u00e3o de empresas, especialmente de bancos. Estes para se fazerem valer no ambiente corrupto dos corredores ministeriais d\u00e3o-lhe um posto para em contrapartida do cargo oferecido conseguirem um atalho para o centro de decis\u00f5es governamentais e parlamentares. Assim tamb\u00e9m os erros dos bancos ser\u00e3o mais facilmente saldados com os impostos do povo. A promiscuidade de interesses privados, estatais e partid\u00e1rios beneficia todos os imiscu\u00eddos.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O povo n\u00e3o conhece outros exemplos e at\u00e9 se admira quando algu\u00e9m os critica. Aqueles desconhecem o pa\u00eds real pondo-se ao servi\u00e7o de internacionais. Controlam tamb\u00e9m os lugares p\u00fablicos da comunica\u00e7\u00e3o social assegurando assim o seu burgo. Portugal parece demasiado pequeno para se poder permitir uma imprensa independente e uma consci\u00eancia pr\u00f3pria. Assim a economia e a sociedade andam atr\u00e1s dos pol\u00edticos em vez do contr\u00e1rio. Vive-se assim duma pol\u00edtica de encena\u00e7\u00e3o. Um 25 de Abril que choca homens que s\u00f3 vivem do partidarismo ter\u00e1, apesar do corpete da Uni\u00e3o Europeia, um destino semelhante ao da democracia instalada em 1910. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\">Da \u201cditadura\u201d da Na\u00e7\u00e3o Imp\u00e9rio para a \u201cditadura\u201d da Na\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Se Portugal dormiu durante o Regime de Salazar bem continua a dormir no Regime dos Abrilistas que al\u00e9m de atrai\u00e7oarem os povos das antigas col\u00f3nias desmiolam o sentido da liberdade e da democracia! Um anacronismo atendendo ao desenvolvimento das na\u00e7\u00f5es europeias nos \u00faltimos 50 anos. No desconhecimento da realidade inter-cultural, parece passar-se em 74, depois das ins\u00f3nias, da \u201cditadura\u201d da Na\u00e7\u00e3o Imp\u00e9rio para a \u201cditadura\u201d da Na\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica. O Povo continua a ser um lameiro de engorda sem pretens\u00f5es sequer a ser arbusto! <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Se uns se arranjaram em nome de Salazar outros, ou os mesmos, arranjam-se melhor em nome da Democracia e da liberdade. Os slogans dos servidores do Povo de outrora apregoavam o bem da na\u00e7\u00e3o e a seguran\u00e7a, os slogans dos novos servidores do Povo anunciam o bem do povo e a liberdade. No tempo das drogas as dores s\u00e3o mais suaves! O tempo est\u00e1 bom camale\u00f5es e invertebrados! Eles prostitu\u00edram-se nas sombras do povo e da na\u00e7\u00e3o! Como vivem bem da prostitui\u00e7\u00e3o, querem um pa\u00eds de meretrizes, \u00e0 sua semelhan\u00e7a, mas sob a bandeira da democracia. Preferem a ignor\u00e2ncia e a subservi\u00eancia do seu povo, para melhor serem aplaudidos nos arcos do triunfo do estrangeiro ou das multinacionais. Para n\u00e3o trope\u00e7arem na iniquidade declaram-na virtude. O futuro do povo \u00e9-lhes indiferente. Por isso desperdi\u00e7am a sua confian\u00e7a n\u00e3o se preocupando com matrizes aferidas ao ide\u00e1rio nacional e humano.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">\u00c9 necess\u00e1rio um 25 de Abril mas equilibrado na mudan\u00e7a e grande no bom exemplo dos eleitos. Para isso ter\u00e3o de deixar de construir barricadas institucionais \u00e0 semelhan\u00e7a dos republcanistas, para constru\u00edrem pontes entre a tradi\u00e7\u00e3o e o novo, entre os ricos e os pobres. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Os partidos automatizaram-se perdendo assim o nexo da na\u00e7\u00e3o. Em contrapartida, os partidos duma na\u00e7\u00e3o como a Alemanha conseguem, no meio dos seus interesses partid\u00e1rios leg\u00edtimos, p\u00f4r acima de tudo os interesses da na\u00e7\u00e3o. Isto nunca se deu em Portugal. Por isso foi t\u00e3o desastrosa a primeira rep\u00fablica portuguesa. Portugal continua a desconhecer o primeiro princ\u00edpio da sociedade de Esparta: o bem-comum da comunidade est\u00e1 antes do bem individual. Um serve o outro.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Ant\u00f3nio Justo<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma Revolu\u00e7\u00e3o contra a Na\u00e7\u00e3o \u2013 Um pa\u00eds demasiado pequeno para a Liberdade? Com o 25 de Abril, Portugal perdeu mais uma oportunidade de se libertar dos coveiros da liberdade dos outros. O cheirinho a liberdade que vinha dos cravos de Abril logo cedeu o lugar ao incenso da rever\u00eancia pol\u00edtica. Os antigos Bar\u00f5es ressurgem &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1323\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">25 DE ABRIL \u2013 UM CHEIRINHO A LIBERDADE<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1323","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1323"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1323\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}