{"id":1322,"date":"2008-04-24T09:54:00","date_gmt":"2008-04-24T08:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1322"},"modified":"2008-04-24T09:54:00","modified_gmt":"2008-04-24T08:54:00","slug":"proletarizacao-da-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1322","title":{"rendered":"Proletariza\u00e7\u00e3o da Sociedade"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 18pt;\" lang=\"PT\"><br \/><o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 18pt;\" lang=\"PT\">O \u201cSaneamento\u201d Cultural<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Na p\u00f3s-modernidade cada vez se sente mais a mediocridade p\u00fablica duma sociedade em tudo conduzida. Assiste-se na Europa \u00e0 <b style=\"\">super-organiza\u00e7\u00e3o<\/b> Huxleyana dum estado cada vez mais indiscreto e atrevido que nos seus m\u00e9todos de espiolhar o cidad\u00e3o n\u00e3o conhece limites. Em nome do terrorismo internacional o estado faz de todo o cidad\u00e3o um suspeito. Por outro lado, em nome da globaliza\u00e7\u00e3o, suborna-se e depreda-se, pouco a pouco, uma solidariedade social entre as gera\u00e7\u00f5es e as classes sociais, caracter\u00edstica esta que tinha conduzido a Europa a um n\u00edvel de co-responsabilidade social e desenvolvido social alto. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">De momento observa-se a desmontagem sistem\u00e1tica da solidariedade a n\u00edvel dos servi\u00e7os de sa\u00fade, de reforma e mesmo no mundo do trabalho. Tamb\u00e9m as organiza\u00e7\u00f5es sindicais dos trabalhadores se tornam, estruturalmente, cada vez menos ineficientes. As novas tecnologias s\u00e3o postas ao servi\u00e7o dum gosto proletarizado indiferenciado \u00e0 custa duma camada social m\u00e9dia que tradicionalmente era o sustent\u00e1culo da na\u00e7\u00e3o. Disto \u00e9 tamb\u00e9m o exemplo das organiza\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas e o mundo bagatela duma televis\u00e3o e r\u00e1dio de cultura bimba. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Vive-se duma <b style=\"\">publicidade sedutora<\/b> numa democracia de bastidores. Tudo quer viver do chamariz da insidiosa publicidade que sujeita o programa ao an\u00fancio. Constr\u00f3i-se um estado com um povo espectador de actores (n\u00e3o autores) no desejo de superar os problemas contempor\u00e2neos sem estar conscientes deles. Por todo o lado se encontram os camaradas das ideologias simples do s\u00e9culo XIX camuflados nos bastidores da Pol\u00edtica, dos Meios de Comunica\u00e7\u00e3o e da administra\u00e7\u00e3o. A camuflagem encenada veio substituir um certo esp\u00edrito sect\u00e1rio religioso pelo jacobinismo pol\u00edtico. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Caminha-se para uma <b style=\"\">sociedade algarismo<\/b> em que a filosofia base \u00e9 o n\u00famero estat\u00edstico. (E ainda se tem a coragem de criticar os marxistas da irresponsabilidade em voga na Am\u00e9rica latina e o fascismo mu\u00e7ulmano!) Assim se criam cidades de amontoados de popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel e dependente. Assim os bosques das grandes cidades facilitam a vida aos lobos vestidos de cordeiro. A descaradez \u00e9 j\u00e1 tal que os lobos j\u00e1 podem viver mesmo sem a veste da m\u00e1 consci\u00eancia na pele do cordeiro. O bem e o mal tornaram-se arbitr\u00e1rios.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Os que resistem s\u00e3o difamados pelos prolet\u00e1rios da ocasiao. S\u00e3o apelidados de reaccion\u00e1rios e de ap\u00f3statas, pelos que querem um cidad\u00e3o dispon\u00edvel, culturalmente desalfabetizado. Confundem progresso tecnol\u00f3gico, que devem agradecer ao odiado capitalismo com o progresso social e cultural. Desdenham do pr\u00edncipe para investirem no homem sapo de grandes olheiras \u00e0 medida do ecr\u00e3 televisivo. J\u00e1 n\u00e3o interessa o m\u00e1ximo, nem o m\u00ednimo denominador comum, chega o algarismo, a imagem como soma de algarismos, como no mundo virtual cuja base \u00e9 o 0 e o 1.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O original deu lugar \u00e0 imita\u00e7\u00e3o; para ingl\u00eas ver chega o plaqu\u00e9. Os da massa precisam do ouro da massa em troca de plaqu\u00e9 que amalgama no veros\u00edmil um mont\u00e3o de aglomerados amorfos na dependura dum mundo solteir\u00e3o que prefere a serapilheira aos Arraiolos. Quer-se uma realidade em segunda m\u00e3o onde cada um possa viver encostado \u00e0 import\u00e2ncia dum saber tamb\u00e9m ele em segunda m\u00e3o, um saber barato e f\u00e1cil.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Antigamente dominava a teocracia. Hoje \u00e9 o totalitarismo pol\u00edtico que domina a nossa vida. O c\u00famulo \u00e9 que tudo isto acontece hoje em nome da liberdade e da concorr\u00eancia do mercado. O mercado n\u00e3o pode substituir a democracia. No momento em que isso acontecesse bastaria a falta de confian\u00e7a no mercado para surgir o perigo da anarquia e da ditadura.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Nesta sociedade de segunda m\u00e3o dispensa-se a solidariedade e a amizade que torna as pessoas \u00fanicas no mundo. Tanto S\u00f3crates, como o \u201cPrincipezinho\u201d continuam desconsolados \u00e0 procura do homem; em v\u00e3o? Tudo se arruma dos caminhos. Da cozinha \u00e0 sociedade, tudo \u00e9 funcional e despersonalizado. A humanidade e o humanismo ficam na berma da auto-estrada da vida.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u201cSaneamento\u201d Cultural Na p\u00f3s-modernidade cada vez se sente mais a mediocridade p\u00fablica duma sociedade em tudo conduzida. Assiste-se na Europa \u00e0 super-organiza\u00e7\u00e3o Huxleyana dum estado cada vez mais indiscreto e atrevido que nos seus m\u00e9todos de espiolhar o cidad\u00e3o n\u00e3o conhece limites. 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