{"id":1315,"date":"2008-04-02T16:38:00","date_gmt":"2008-04-02T15:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1315"},"modified":"2008-04-02T16:38:00","modified_gmt":"2008-04-02T15:38:00","slug":"de-burgues-para-cidadao-de-cidadao-para-proletario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1315","title":{"rendered":"De burgu\u00eas para cidad\u00e3o, de cidad\u00e3o para prolet\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 22pt;\" lang=\"PT\">Sistema Pol\u00edtico a Caminho da Entropia?<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 18pt;\" lang=\"PT\">De burgu\u00eas para cidad\u00e3o, de cidad\u00e3o para prolet\u00e1ri<\/span><b style=\"\"><span style=\"font-size: 18pt;\" lang=\"PT\">o<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O Estado cada vez manifesta mais as fei\u00e7\u00f5es duma sociedade prolet\u00e1ria decadente. Sem confian\u00e7a no cidad\u00e3o, parece querer reduzi-lo a mero s\u00fabdito, a cidad\u00e3o menor. Governantes n\u00e3o se comportam \u00e0 altura da na\u00e7\u00e3o. Continuamente metem o p\u00e9 na po\u00e7a, como se andassem sozinhos a caminho.Manifestam uma autoridade \u00e9tica proibitiva, sem considerar o bem-estar moral, o contentamento dos cidad\u00e3os. Aumenta na sociedade o saudosismo duma autoridade firme e exemplar movida pelos interesses do povo e da na\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por ideologias. A discrep\u00e2ncia entre governos e povo acentua-se numa atitude canina dum agir pol\u00edtico sob o ditado da burocracia de Bruxelas. O povo leva uma vida dura embora os M\u00e9dia propaguem uma filosofia de vida sem necessidade de esfor\u00e7o nem de disciplina. <span style=\"\"> <\/span><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">A camada social m\u00e9dia, o fundamento da na\u00e7\u00e3o, sente-se insegura e at\u00e9 inquieta. Ela diminui e com ela a capacidade do povo intervir na configura\u00e7\u00e3o da sociedade. O novo modelo de sociedade pretende que a classe m\u00e9dia \u201cpasse de cavalo para burro\u201d . <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Enquanto na sociedade tradicional, as fam\u00edlias burguesas financiavam o ensino dos pr\u00f3prios filhos, registando-se um exagero elitista, exclusivista e disciplinador, a sociedade nova segue o extremo oposto abandalhando o estilo de vida social enganando mesmo o povo com a promessa duma vida f\u00e1cil. A antiga sociedade privilegiava as fam\u00edlias burguesas, a nova privilegia o desejo individualista catalizado em partidos. A sociedade democr\u00e1tica aberta, socializa o acesso directo aos bens, ao bem-comum, para depois se apoderar dele atrav\u00e9s de institui\u00e7\u00f5es como partidos, lojas e outros elitismos que ocupam os postos na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, na r\u00e1dio, TV, conselhos fiscais de bancos, empresas, etc. A diferen\u00e7a dos sistemas est\u00e1 no baralhar das cartas. <b style=\"\">Em democracia apenas se baralham as cartas de maneira diferente, mantendo-se contudo os mesmos ases, reis, valetes, damas e setes<\/b>. O povo continua palha para assistir.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">A filosofia econ\u00f3mica neo-liberal, de que a protec\u00e7\u00e3o da riqueza adquirida s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s do crescimento, leva o Estado a uma maior depend\u00eancia dos caprichos da economia internacional, que, indirectamente, beneficia a ideologia socialista de administra\u00e7\u00e3o dum povo reduzido a objecto econ\u00f3mico. Tamb\u00e9m por isso, parecem colaborar t\u00e3o bem turbo-capitalismo, socialistas e sociais-democratas. (N\u00e3o se p\u00f5e em causa a sociedade do mercado livre, o que se questiona \u00e9 a perca do seu rosto humano.)<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\">Terrorismo isl\u00e2mico \u2013 Um modelo?<\/span><\/b><span style=\"font-size: 14pt;\" lang=\"PT\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O problema do futuro, a aumentar o descontentamento social e a degrada\u00e7\u00e3o de partes da sociedade, estar\u00e1 na capacidade do Estado para poder continuar a manter o monop\u00f3lio do poder. O estado, na sua forma, cada vez se aproxima mais da pr\u00e1tica do estado isl\u00e2mico . Falta-lhe por\u00e9m a coes\u00e3o da sua cren\u00e7a. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O terrorismo internacional, as insurrei\u00e7\u00f5es nas grandes cidades, a crescente viol\u00eancia no dia a dia, a desilus\u00e3o individual, o medo, ocupam cada vez mais espa\u00e7o da vida individual e social. Tamb\u00e9m a pol\u00edcia j\u00e1 come\u00e7a a ter medo de estar presente em certas zonas das cidades. A falta de futuro e de confian\u00e7a crescente poder\u00e1 conduzir muita gente a uma reac\u00e7\u00e3o extremista que para impor os seus interesses se organizar\u00e1 em grupos tipo guerrilha nos arrabaldes das grandes cidades apoiados pelos marginais do sistema. Bin Laden<b style=\"\">,<\/b> e os \u201cassassinos\u201d imanentes ao seu sistema s\u00e3o uma amostra duma panor\u00e2mica poss\u00edvel; prepara-se a vinda dos Viriatos e dos Sert\u00f3rios. Uma sociedade com grande parte da popula\u00e7\u00e3o a alimentar-se das migalhas que caem das mesas de alguns poucos ou das gotas do estado, degrada a pessoa. A desonra fomenta hero\u00edsmos imprevistos. O Deus dos fortes j\u00e1 n\u00e3o os defender\u00e1 porque entretanto o desmentiram no seu agir. A Democracia, que se afirmou contra a tirania de sistemas brutais, ao apadrinh\u00e1-la, perde a sua legitimidade. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><span style=\"\"> <\/span><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O neg\u00f3cio da necessidade de seguran\u00e7a individual a troco da ced\u00eancia da liberdade pessoal a favor do Estado est\u00e1 a atingir um n\u00edvel que come\u00e7a a ser amea\u00e7ador. A <b style=\"\">prepot\u00eancia estatal no ataque \u00e0 privacidade individual, aliada \u00e0 pr\u00e1tica duma pol\u00edtica de mercen\u00e1rios a viver do Estado e da filosofia da multa, \u00e9 despersonalizante<\/b>. Sem lugar para ele, o s\u00fabdito procura alternativas que proporcionem uma perspectiva \u00e0 sua identidade. A vida da na\u00e7\u00e3o parece reduzida a ideologia, sexo e p\u00e3o. De facto as ideologias s\u00e3o passageiras, a devo\u00e7\u00e3o sexual s\u00f3 satisfaz o momento e n\u00e3o deixa projec\u00e7\u00e3o, e o homem n\u00e3o vive s\u00f3 de p\u00e3o\u2026 Uma economia e uma pol\u00edtica que n\u00e3o se preocupe com o contentamento geral dos cidad\u00e3os torna-se question\u00e1vel.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O terrorismo isl\u00e2mico tornou-se num pretexto para o Estado controlar o cidad\u00e3o por raz\u00f5es de estrat\u00e9gia pol\u00edtica, fiscal e social. A necessidade de poder da nova pot\u00eancia a surgir, a Uni\u00e3o Europeia, n\u00e3o pode legitimar a instaura\u00e7\u00e3o do estado pol\u00edcia de Orwell. N\u00e3o estamos nas Ar\u00e1bias nem na China! O Estado parece compreender-se como um espa\u00e7o cibern\u00e9tico onde reina a unanimidade na abdica\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o e a possibilidade de quem tiver acesso ao banco de dados pessoais, neste caso, o Estado, controlar a esfera privada e se limitar a fazer leis em servi\u00e7o da estat\u00edstica contra o navegador n\u00famero, longe de qualquer humanismo. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Tal como outrora os Romanos defendiam a sua estrat\u00e9gia de luta nas legi\u00f5es contra a estrat\u00e9gia de guerrilha lusa, tamb\u00e9m hoje os estados parecem legitimar a sua luta contra o terrorismo, vendo em cada cidad\u00e3o um potencial terrorista. Por isso, o cidad\u00e3o encontra-se, neste momento, na fuga da sociedade para o seu foro privado, a caminho dum est\u00e1dio tribal, que o iludir\u00e1 na vis\u00e3o duma sociedade em estado de guerrilha, tal como os terroristas j\u00e1 nos exercitam como modelo de auto-afirma\u00e7\u00e3o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<span style=\"\">    <\/span>(Continua)<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sistema Pol\u00edtico a Caminho da Entropia? De burgu\u00eas para cidad\u00e3o, de cidad\u00e3o para prolet\u00e1rio O Estado cada vez manifesta mais as fei\u00e7\u00f5es duma sociedade prolet\u00e1ria decadente. Sem confian\u00e7a no cidad\u00e3o, parece querer reduzi-lo a mero s\u00fabdito, a cidad\u00e3o menor. 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