{"id":1298,"date":"2008-01-07T17:09:00","date_gmt":"2008-01-07T16:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1298"},"modified":"2008-01-07T17:09:00","modified_gmt":"2008-01-07T16:09:00","slug":"por-um-portugal-virgem-e-um-estado-eunuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1298","title":{"rendered":"POR UM PORTUGAL VIRGEM E UM ESTADO EUNUCO"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 16pt;\" lang=\"PT\">O Despudor Pol\u00edtico do \u201ceu posso, quero e mando\u201d<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Em Portugal, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, na continua\u00e7\u00e3o da sua campanha de safar da cultura portuguesa os vest\u00edgios do passado crist\u00e3o e de desportugalizar Portugal, deseja, com nova medida, retirar o nome de Santos \u00e0s escolas p\u00fablicas que o tenham. O assunto, a n\u00edvel superficial, at\u00e9 parece banal: o nome de santos ou de pol\u00edticos \u00e9 indiferente para um povo que n\u00e3o gasta cultura porque lhe falta o essencial para viver. O resto \u00e9 conversa entre crentes pol\u00edticos e crentes religiosos a arrotar. Eles at\u00e9 t\u00eam raz\u00e3o; santos s\u00f3 incomodam numa democracia em que se querem todos pecadores iguais!&#8230; A pol\u00edtica n\u00e3o suporta desigualdades nem injusti\u00e7as, a n\u00e3o ser as dos seus. A seu ver, a virtude \u00e9 reaccion\u00e1ria e conservadora; a nova ideologia deseja-a por isso fora da escola. O seu lugar, se andar com sorte, \u00e9 nalguma igreja meio abandonada e desapercebida. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Talvez tencionem substituir o nomes dessas escolas pelos dos seus \u00eddolos pol\u00edticos (os seus santos): Karl Marx, Cunhal, Soares, Stalin, Mao, Fidel Castro, para salvaguarda das sombras do 25 de Abril, para testemunho do seu internacionalismo e para honra de tais padroeiros no adro da sua democracia. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Numa outra ordem de ideias, numa mudan\u00e7a de legislatura, a Ponte 25 de Abril receber\u00e1 o seu nome original de Ponte Salazar!&#8230; No palco das legislaturas cada frac\u00e7\u00e3o poderia colocar, alternadamente, em palco, os cen\u00e1rios com os correspondentes predilectos, pelo tempo que lhes \u00e9 dado pelo povo.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Mas n\u00e3o, na era progressista j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e3o relevantes os partidos, apenas interessam ainda os nomes individuais, j\u00e1 n\u00e3o nomes vulgares, mas nomes formatados a caminho da abstrac\u00e7\u00e3o em que de facto j\u00e1 se superaram as diferen\u00e7as. Ent\u00e3o, numa sociedade \u201ccassete\u201d formatada, instaurar\u00e3o o polite\u00edsmo correcto como garante da sua diferen\u00e7a. O problema \u00e9 que numa fase posterior tamb\u00e9m os deuses passar\u00e3o a estorvar a divindade comum. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">A Caminho do Acobardamento<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Por enquanto, enquanto n\u00e3o nos habituarmos aos seus desmandos, alguns c\u00e9pticos ainda v\u00e3o afirmando que aqueles querem dar continuidade aos extremismos do Marqu\u00eas de Pombal, mas sem a contrapartida do que ele fez pela na\u00e7\u00e3o. Comportam-se, por vezes, como estrangeirados envergonhados da na\u00e7\u00e3o chegando a actuar como mercen\u00e1rios de interesses estrangeiros e de ideologias extremas. O internacionalista t\u00eam de se camuflar para n\u00e3o dar nas vistas e para poder agradar a toda agente l\u00e1 fora; o internacionalista moderno tornou-se uma esp\u00e9cie de pacote s\u00f3 inv\u00f3lucro. Hoje em dia os cartuchos s\u00e3o t\u00e3o bonitos!<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><span style=\"\"> <\/span>Sen\u00e3o veja-se o que acontece at\u00e9 j\u00e1 no futebol: para que a <b style=\"\">cruz do seu emblema n\u00e3o fa\u00e7a sombra \u00e0 meia-lua turca,<\/b> que protestou pelo facto da camisola dum clube portugu\u00eas em campo ter a cruz, a reac\u00e7\u00e3o imediata do portuguesito foi tornar a cruz impercept\u00edvel. Este \u00e9 um exemplo concreto do respeito \u00e0 diferen\u00e7a. Estamos a chegar ao auge dum Portugal de \u201cportugu\u00eas\u201d para ingl\u00eas ver, ou ser\u00e1 que o nosso estado j\u00e1 ter\u00e1 conseguido desalmar a nossa cultura? Esquecem que no pr\u00f3prio s\u00edmbolo comunista, da foice e do martelo, se encontra a cruz. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Na pr\u00f3xima vez quando os nossos clubes forem jogar \u00e0 Turquia coloquem nas suas camisolas a meia-lua. Este ser\u00e1 o melhor testemunho de internacionalismo progressista. Certamente que o governo conceder\u00e1 um subs\u00eddio para o efeito e os turcos se sentir\u00e3o vitoriosos na derrota pela vit\u00f3ria conseguida!&#8230; Em quest\u00f5es de futebol, o governo n\u00e3o se preocupa com o dinheiro: basta recordar <b style=\"\">os milh\u00f5es oferecidos por Portugal aos palestinianos para o campo de futebol<\/b>! <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Na Cultura do Papel Higi\u00e9nico<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Se querem uma cultura portuguesa virgem e um Estado portugu\u00eas eunuco ter\u00e3o tamb\u00e9m que acabar com os nomes, geralmente m\u00e1sculos, sejam eles pol\u00edticos ou quejandas que ocupam o espa\u00e7o p\u00fablico nas institui\u00e7\u00f5es, ruas, pra\u00e7as, etc. Ser\u00e1 necess\u00e1rio come\u00e7ar por fazer o seu saneamento para, no tempo do Homem Adulto, se acabar com todos os nomes. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Se pensarmos em termos pol\u00edticos progressistas, de facto, todo o nome \u00e9 um testemunho de capitalismo, porque significa personaliza\u00e7\u00e3o \/ individua\u00e7\u00e3o que \u00e9 incompat\u00edvel com o actual ideal socialista e o esp\u00edrito colectivista prolet\u00e1rio, que pretende um homem como massa; sim massa mesmo, massa para poder ser comida mesmo sem colher, porque a colher \u00e9 s\u00edmbolo de cultura e esta \u00e9 o papel higi\u00e9nico com que se limpar\u00e1 o sim-senhor, na Nova Cidade Progressista, onde, s\u00f3 alguns, j\u00e1 n\u00e3o senhores mas assenhoreados, vivem da tal massa onde o v\u00edcio da cultura j\u00e1 n\u00e3o atrapalha e a generalidade da massa j\u00e1 n\u00e3o precisa da outra massa porque lhe chega a outra massa da cultura macarr\u00e3o, trabalhando liberta em casernas com obedi\u00eancias a generais e seus espias no servi\u00e7o da generalidade. Os escutas, desregrados, como parte da massa, tornam a lei sup\u00e9rflua, ficando na cabe\u00e7a de uns e de outros apenas uma opera\u00e7\u00e3o: a lei do c\u00e1lculo oportuno. Neste Estado do Proletariado Progressista j\u00e1 n\u00e3o haver\u00e1 nem santos nem senhores que mandem, s\u00f3 se conhecer\u00e1 o c\u00e9u da nomenclatura an\u00f3nima! Atendendo ao seu estado de evolu\u00e7\u00e3o, a gente j\u00e1 n\u00e3o manda nem precisa de mandar; a\u00ed o povo s\u00f3 demanda a desmanda da manada mandada para mandar. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Com o evoluir da sociedade progressista, at\u00e9 dos nomes das ruas, das institui\u00e7\u00f5es e das pessoas se prescindir\u00e1! No primeiro est\u00e1dio o argumento da democracia ainda serve, pelo que se organizar\u00e3o listas de camaradas e companheiros relevantes para a nomenclatura ideol\u00f3gica numa proporcionalidade de igualdade de homens e mulheres, de crian\u00e7as e adultos. Esta \u00e9 a fase nominalista, o est\u00e1dio preparat\u00f3rio do an\u00f3nimo. Nesse para\u00edso j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 trabalhadores: trabalha-se. Tamb\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 chefes: manda-se, obedece-se.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Com o tempo n\u00e3o se tornar\u00e1 f\u00e1cil para o aparelho burocr\u00e1tico p\u00f4r tanta gente na haste p\u00fablica e menos ainda quando cada pessoa se der conta que tamb\u00e9m \u00e9 povo, na\u00e7\u00e3o e nomenclatura ao mesmo tempo, e passe, consequentemente, a exigir para si o direito ao nome da rua onde vive. Ent\u00e3o a filosofia progressista nominalista tornar-se-\u00e1 um imperativo de estado. J\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 preciso nome, chega a rua!<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">No Reino dos Neutros<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Para facilitar, a nomenclatura acabar\u00e1 com o artigo masculino e feminino optando pelo neutro. Para simplificar a rela\u00e7\u00e3o de conviv\u00eancia pr\u00e1tica, p\u00f5em-se j\u00e1 os comit\u00e9s da gen\u00e9tica a trabalhar para que ao chegar-se ao tempo da democracia plena n\u00e3o haja distin\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres mas que se v\u00e1 j\u00e1 dando um jeitinho para que cheguem a ser todos hermafroditas. Entretanto v\u00e3o-se fazendo leis \u2013 <b style=\"\">leis de desquite<\/b> \u2013 que dificultem a aberra\u00e7\u00e3o primitiva da heterossexualidade. Assim acaba-se de vez com as desigualdades diferentes e com toda a fric\u00e7\u00e3o. Quanto ao problema do orgasmo, tamb\u00e9m esse se resolve atrav\u00e9s do progresso, passa a ser mental, a acontecer na cabe\u00e7a. Excep\u00e7\u00e3o seja feita s\u00f3 para o arem da nomenclatura onde j\u00e1 n\u00e3o se encontrar\u00e3o mulheres mas sim a virgindade genu\u00edna, a\u00ed os corpos j\u00e1 n\u00e3o complicam, no C\u00e9u do c\u00e9u tem-se a viv\u00eancia da fa\u00edsca eunuca da igualdade diferenciada. Ent\u00e3o o povo, para espairecer da felicidade indiferenciada, falar\u00e1 baixinho, \u00e0 laia de ladainha, do prazer e das diferen\u00e7as do sexo dos anjos da Nomenclatura Prolet\u00e1ria\u2026<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O Portugal do futuro, que querem construir, j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 do povo portugu\u00eas, mas dum povo n\u00famero. O tal Portugal do Futuro \u00e9 um Portugal mais que Portugal, um Portugal internacional num\u00e9rico. Portugal num\u00e9rico porque abstracto e sem conota\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas de virtude ou desvirtude. Por fim chegaremos a um Portugal virtual global com alguns numer\u00f5es socialistas e conformes que <b style=\"\">viver\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o do biber\u00e3o da manada mas da mama da massa virtual internacional.<\/b> No Portugal num\u00e9rico j\u00e1 n\u00e3o haver\u00e1 problemas, a n\u00e3o ser o da igualdade\/desigualdade num\u00e9rica: \u00e9 que uns n\u00fameros s\u00e3o maiores que os outros. Tamb\u00e9m este problema se resolve acabando tamb\u00e9m com os n\u00fameros porque, no mundo da f\u00e9 laica, afinal de contas, tamb\u00e9m os n\u00fameros s\u00e3o reaccion\u00e1rios: na sua desigualdade acentuam a diferen\u00e7a. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Como apogeu do progresso social, a nomenclatura prolet\u00e1ria, para resolver o problema dos n\u00fameros, da massa e do papel higi\u00e9nico, acabar\u00e1 com o ser humano. Chegou-se \u00e0 hora cient\u00edfica do Portugal abstracto \u2013 transcendente.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Uma vez desaparecido o povo, s\u00f3 ficar\u00e1 a nomenclatura e, desta, subsistir\u00e1 a virgindade genu\u00edna como ideia singela, como ideia viril dum sexo transparente, dum sexo sem espermatoz\u00f3ides positivos e negativos, sem androceu nem gineceu, um sexo sem g\u00e9nero porque um sexo do prazer da igualdade progressista. Um prazer genital mas sublime, sem acto, na realidade do novo c\u00e9u e da nova terra dum socialismo ent\u00e3o consumadamente social. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Valeu a pena sacrificar-se, n\u00e3o por uma realidade factual, mas pela ilus\u00e3o duma ideia, a igualdade no mundo das ideias. Viva, n\u00e3o a realidade, mas a ideia igual! <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Afinal \u201ctudo \u2018valeria\u2019 a pena se a alma n\u00e3o \u2018fosse t\u00e3o\u2019 pequena\u201d para tal sociedade.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O Cristo era ladeado por dois ladr\u00f5es. Agora que tiraram o Cristo e o Santos das escolas consolemo-nos com os ladr\u00f5es.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Mas, diga-se, em abono da justi\u00e7a: os nossos pol\u00edticos n\u00e3o s\u00e3o mais que a medida do nosso desenvolvimento superficial!&#8230;<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Pegadas do Tempo, Janeiro de 2008<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Despudor Pol\u00edtico do \u201ceu posso, quero e mando\u201d Em Portugal, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, na continua\u00e7\u00e3o da sua campanha de safar da cultura portuguesa os vest\u00edgios do passado crist\u00e3o e de desportugalizar Portugal, deseja, com nova medida, retirar o nome de Santos \u00e0s escolas p\u00fablicas que o tenham. 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