{"id":1293,"date":"2007-12-23T18:45:00","date_gmt":"2007-12-23T17:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1293"},"modified":"2007-12-23T18:45:00","modified_gmt":"2007-12-23T17:45:00","slug":"quando-dara-jose-a-luz-uma-menina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1293","title":{"rendered":"Quando dar\u00e1 Jos\u00e9 \u00e0 Luz uma Menina?"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"font-size: 18pt;\" lang=\"PT\">Natal sempre a acontecer<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b style=\"\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Paz na terra e aos homens de boa vontade!<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Amar mesmo sem se compreender pertence ao mist\u00e9rio do nascimento do Natal. Natal \u00e9 tempo de festa para crentes e n\u00e3o crentes. Para aqueles que n\u00e3o cr\u00eaem e apenas v\u00eaem no Natal o acontecimento hist\u00f3rico dum homem, tamb\u00e9m esses t\u00eam muita raz\u00e3o para festejar o Natal.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">De facto, atrav\u00e9s de Jesus iniciou-se o amor ao pr\u00f3ximo e aos inimigos como um acto de profunda humanidade. Introduz-se no mundo uma nova cultura. Jesus torna-se o prot\u00f3tipo de todas as verdadeiras revolu\u00e7\u00f5es ao revolucionar a alma humana.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Natal faz lembrar o pres\u00e9pio familiar. Como Jos\u00e9, a vaquinha ou o burrinho, muitos de n\u00f3s homens, costumamos andar um pouco \u00e0 margem do acontecimento. O mesmo parece acontecer com a sociedade. Tornamo-nos estranhos, n\u00e3o envolvidos, encobrimo-nos num s\u00f3 papel ou no mundo paralelo das ideias, jogamos aos pap\u00e9is. N\u00f3s homens, primamos por estarmos presentes no momento da gera\u00e7\u00e3o, a\u00ed sim de alma e cora\u00e7\u00e3o, mas nos outros nove meses e posteriormente, at\u00e9 parece o tempo da balda, da retirada, a n\u00e3o ser quando nos armamos, por momentos, em Pai Natal. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">A fun\u00e7\u00e3o de dar \u00e0 luz, de ser numa s\u00f3 pessoa o pres\u00e9pio todo, passa-se-nos desapercebida. Mais que a vida interessa-nos o teatro, a sua representa\u00e7\u00e3o. A viv\u00eancia do nosso papel \u00e9 t\u00e3o intensa que nem notamos o passar da vida no nevoeiro, sem nascer. Para isso ela tem que ser dada \u00e0 luz n\u00e3o por actores representando pap\u00e9is, mas por homens verdadeiros com capacidade de engravidar, de ser, tamb\u00e9m eles, mulher e m\u00e3e, mulher e homem numa s\u00f3 pessoa. Para se entrar no estado da gra\u00e7a, \u00e9 necess\u00e1ria a abertura de esp\u00edrito e cora\u00e7\u00e3o. No pres\u00e9pio, unem-se os contrastes, entram em di\u00e1logo os p\u00f3los numa rela\u00e7\u00e3o de harmonia.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O nascimento \u00e9 o outro p\u00f3lo da morte. A morte por\u00e9m tem-nos preocupado mais que o nascimento, distanciando-nos da vida, passando a dominar o medo sobre a esperan\u00e7a. De facto ningu\u00e9m nos perguntou se quer\u00edamos nascer nem se quer\u00edamos morrer. O mist\u00e9rio \u00e9 por\u00e9m o espa\u00e7o que nos resta e possibilita a humaniza\u00e7\u00e3o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">A celebra\u00e7\u00e3o do Natal pretende colocar a natalidade, a criatividade, no centro do acontecer. O com\u00e9rcio apoderou-se dele e, muitas vezes, n\u00e3o passa tudo de distrac\u00e7\u00f5es do Natal e da vida. Uma distrac\u00e7\u00e3o para festejantes e para cr\u00edticos.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Naturalmente que as ofertas podem ser uma imagem do dom do Natal, ou talvez umas palhinhas que ajudem a aconchegar um pouco melhor o menino\u2026 <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Na vida intra-uterina resume-se o desenvolvimento da natureza e do universo. O mesmo se d\u00e1 entre o nascer e o morrer. O processo de dar \u00e0 luz \u00e9 universal, um acto continuamente presente de gerar, conceber e nascer. \u00c9 a vida em cont\u00ednuo processo de nascimento, de transforma\u00e7\u00e3o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">O Natal como prot\u00f3tipo da vida \u00e9 transforma\u00e7\u00e3o. O homem ainda n\u00e3o acabou de nascer, continua em processo. Depois da escurid\u00e3o abdominal custa-lhe a sa\u00edda da vagina e o encarar a luz do mundo. Por isso recalca o nascimento vivendo da fuga ao sangue e \u00e0 dor. Procura o oxig\u00e9nio longe de si quando a realidade do nascimento \u00e9 o processo cont\u00ednuo e presencializador da vida. Nunca estamos acabados. A trag\u00e9dia \u00e9 a fuga em que nos colocamos no escape ao estranho do acto de nascimento incompleto. Somos Jesus inacabado a caminho do Jesus Cristo. Assim uns fogem do universo ventral para o universo espacial, outros fogem deste, numa tentativa regressiva de retorno ao ventre materno. Tudo a correr.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Viver como cont\u00ednuo nascente como tornar-se homem em cont\u00ednuo processo de nascimento.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Deus nasce \/morre na incarna\u00e7\u00e3o. Jesus, por sua vez, \u201cgerado, n\u00e3o criado\u201d continua na unidade divina, vive\/morre na ressurrei\u00e7\u00e3o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">A m\u00edstica natal\u00edcia quer recordar a cont\u00ednua encarna\u00e7\u00e3o de Deus, o cont\u00ednuo nascer e dar \u00e0 luz. O Natal chama o ser humano a tornar-se Jesus Cristo. Deus quer nascer em cada um de n\u00f3s, para isso teremos que nos tornar mulher, Maria, que d\u00e1 Jesus \u00e0 luz. O desenvolvimento, a salva\u00e7\u00e3o j\u00e1 aconteceu e continua a acontecer na cristifica\u00e7\u00e3o das dores do mundo a ser dado \u00e0 luz. Deus torna-se homem para que o homem se divinize e divinize o mundo. Deus vem ao mundo e o mundo vai a Deus como j\u00e1 foi realizado em JC no eterno natal. Tudo isto n\u00e3o s\u00f3 no sentimento mas na realidade. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\"><o:p> <\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"\" lang=\"PT\">Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Natal sempre a acontecer Paz na terra e aos homens de boa vontade! Amar mesmo sem se compreender pertence ao mist\u00e9rio do nascimento do Natal. Natal \u00e9 tempo de festa para crentes e n\u00e3o crentes. 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