{"id":1272,"date":"2009-01-10T14:14:51","date_gmt":"2009-01-10T13:14:51","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1272"},"modified":"2025-10-10T14:16:33","modified_gmt":"2025-10-10T13:16:33","slug":"nacionalismo-uma-arma-para-impor-interesses-camuflados-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1272","title":{"rendered":"NACIONALISMO \u2013 UMA ARMA PARA IMPOR INTERESSES CAMUFLADOS"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\">\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">Numa \u00e9poca em que o globalismo \u00e9 acto de f\u00e9 para a economia, por todo o lado rumoreja o ventre nacionalista. O nacionalismo n\u00e3o \u00e9 doutrina passada. Hoje ele continua muito presente. As tend\u00eancias nacionalistas, tal como os outros nacionalismos europeus, t\u00eam o seu fundamento na ideia do Estado Nacional. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">As tend\u00eancias nacionalistas chegam at\u00e9 \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o francesa que deu lugar \u00e0 na\u00e7\u00e3o francesa moderna. Por toda a Europa se desenvolve a concep\u00e7\u00e3o do Estado Nacional baseado na ideia de unidade de povo, de estado e de territ\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">O nacionalismo nasceu com a ideia da homogeneidade nacional da autodetermina\u00e7\u00e3o e da pureza \u00e9tnica. Nos s\u00e9culos XIX e XX alcan\u00e7ou o apogeu e as \u00faltimas convuls\u00f5es nos Balc\u00e3s, com a problem\u00e1tica do Kosovo s\u00e3o uma consequ\u00eancia atrasada. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">Norbert Elias afirma em \u201cDie Welt\u201d (22.11.2007) que o nacionalismo \u00e9 \u201co sistema de f\u00e9 mais poderoso dos s\u00e9culos XIX e XX\u201d. De facto, esta f\u00e9 secularista deu origem \u00e0s maiores trag\u00e9dias de toda a hist\u00f3ria. Centenas de milh\u00f5es de pessoas foram v\u00edtimas directas desta perversidade humana. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">Antes era a ideia da ra\u00e7a e da na\u00e7\u00e3o o motor da pol\u00edtica e da economia que obrigava ao desalojamento de povos inteiros. Hoje \u00e9 a economia s\u00f4frega j\u00e1 n\u00e3o de pessoas mas de \u201cfor\u00e7as de trabalho\u201d, que d\u00e3o continuidade aos problemas em curso. Cada \u00e9poca tem a sua ideologia legitimadora das mesmas for\u00e7as continuamente presentes na hist\u00f3ria dos povos e das culturas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">A economia e o poder n\u00e3o olham a meios para se legitimarem. S\u00e3o as estruturas organizadas que determinam a ac\u00e7\u00e3o social e a sua legitima\u00e7\u00e3o. O povo paga sempre, em cada \u00e9poca, a factura. Os seus representantes sucedem-se na administra\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria ou da explora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">Os pol\u00edticos europeus enganam-se a si mesmos para poderem justificar o desalojamento e desenraizamento das pessoas ao servi\u00e7o duma ind\u00fastria e duma economia esfomeada. Numa Europa cansada e j\u00e1 n\u00e3o disposta \u00e0 procria\u00e7\u00e3o afirma-se, sem mais, um sistema econ\u00f3mico que instrumentaliza a pessoa e prefere manter a pobreza dos estados perif\u00e9ricos do mundo obrigando seu povo a emigrar, em vez de constru\u00edrem as f\u00e1bricas nesses pa\u00edses e contribu\u00edrem assim para o seu desenvolvimento econ\u00f3mico evitarem a necessidade de se verem obrigados a emigrar, na fuga ao mal-estar. Segue-se a lei do menor esfor\u00e7o econ\u00f3mico e esta tem como pre\u00e7o a pessoa humana. A factura a pagar pelo sofrimento de hoje ser\u00e1, mais tarde, muito cara e dolorosa.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">Os pol\u00edticos falam de multicultura e de toler\u00e2ncia dentro das pr\u00f3prias muralhas para assim desviarem as aten\u00e7\u00f5es do povo para os problemas \u00e9tnico-civilizacionais que se acumulam nos arrabaldes das grandes cidades.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">Por outro lado, d\u00e3o raz\u00e3o ao nacionalismo e \u00e0 intoler\u00e2ncia surgidos nos Balc\u00e3s, devido \u00e0 maior prolifera\u00e7\u00e3o albana na S\u00e9rvia e ao racismo de uns e de outros. Aqui n\u00e3o se defende a conviv\u00eancias de s\u00e9rvios e albanos, a toler\u00e2ncia entre maiorias e minorias, como se faz crer na Uni\u00e3o Europeia, mas d\u00e1-se raz\u00e3o ao nacionalismo e ao racismo apoiando-se a separa\u00e7\u00e3o. Naturalmente que os problemas recentes surgidos na B\u00e9lgica e mesmo os problemas de sociedades aparentemente est\u00e1veis como a Venezuela corroboram as ideologias nacionalistas turcas, albanas, etc.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">As etnias s\u00e3o usadas como fronteiras, como linhas de separa\u00e7\u00e3o. Infelizmente a lei do mais forte, da economia e n\u00e3o da raz\u00e3o s\u00e3o as que a hist\u00f3ria continua a fazer valer como trunfo na hist\u00f3ria moderna e contempor\u00e2nea. Falta a consci\u00eancia do valor e da dignidade do cidad\u00e3o e da pessoa.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">O nacionalismo ao contr\u00e1rio do patriotismo \u00e9 contra a civiliza\u00e7\u00e3o; \u00e9 uma arma para levar \u00e0 frente interesses an\u00f3nimos \u00e0 custa do povo v\u00edtima.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">Naturalmente que o nacionalismo tem como resultado positivo da sua chacina o alcance duma certa homogeneidade artificial. A velha Europa \u00e9 o resultado dessas lutas em nome da religi\u00e3o, da na\u00e7\u00e3o, da economia, e do povo que tudo legitima. Outros povos encontram-se envolvidos em pleno processo de emancipa\u00e7\u00e3o. Esta por\u00e9m n\u00e3o \u00e9 determinada pela pr\u00f3pria for\u00e7a ou fraqueza mas pelos interesses econ\u00f3micos e internacionais aliados aos interesses de elites locais oportunas!<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">A melhor estrat\u00e9gia estaria numa autodetermina\u00e7\u00e3o interna dos povos atrav\u00e9s dum federalismo com muita autonomia mas subordinado a super-organiza\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis. Isso poder\u00e1 realizar-se quando a dignidade humana individual de cada indiv\u00edduo constitu\u00edrem um valor em si e n\u00e3o apenas um valor funcional.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span lang=\"PT\">Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa \u00e9poca em que o globalismo \u00e9 acto de f\u00e9 para a economia, por todo o lado rumoreja o ventre nacionalista. O nacionalismo n\u00e3o \u00e9 doutrina passada. Hoje ele continua muito presente. 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