{"id":1242,"date":"2007-11-17T18:24:00","date_gmt":"2007-11-17T17:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1242"},"modified":"2007-11-17T18:24:00","modified_gmt":"2007-11-17T17:24:00","slug":"25-de-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1242","title":{"rendered":"25 de Abril"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\"> O grito e a \u00e2nsia do povo portugu\u00eas continuam, hoje como ontem, vivos na can\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Afonso &#8211; a melhor ordem do dia:<\/p>\n<p>\u201eGr\u00e2ndola, vila morena<br \/>Terra da Fraternidade<br \/>O povo \u00e9 quem mais ordena<br \/>Dentro de ti, \u00f3 cidade&#8230;<\/p>\n<p>Em cada esquina um amigo<br \/>Em cada rosto igualdade\u2026<br \/>Jurei ter por companheira<br \/>Gr\u00e2ndola, a tua vontade.\u201d<\/p>\n<p>Este dia da liberdade e da democracia, iniciado pelos capit\u00e3es de Abril, pretende ser s\u00edmbolo da dignidade humana a restabelecer, o in\u00edcio dum processo sempre novo alheio \u00e0 estagna\u00e7\u00e3o em ideias, em conceitos ou sistemas.<\/p>\n<p>Esta dignidade humana amorda\u00e7ada a n\u00edvel social tinha levado muitos de n\u00f3s a combater na clandestinidade, em sindicatos e outras institui\u00e7\u00f5es, por um dia de aurora como aquele dia do Zeca Afonso e do \u201cmovimento das For\u00e7as Armadas\u201d. Aquele dia queria persistir em continuar madrugada e \u00e0 tardinha o Sol n\u00e3o se queria p\u00f4r, nele os direitos humanos prometiam florir nos cravos vermelhos para um povo \u201cZeca\u201d. Naquela alvorada \u00e9 derrubado um regime autorit\u00e1rio que n\u00e3o tinha lugar para a express\u00e3o dos direitos humanos e sociais mais fundamentais.<\/p>\n<p>Por alguns tempos nos sentimos povo no despertar da sua consci\u00eancia para uma sociedade a caminho nas esperan\u00e7as partilhadas. Ideologia com f\u00e9 de premeio ajudam a suportar a ditadura da realidade!<\/p>\n<p>O ardor do sol da esperan\u00e7a era tanto que os cravos come\u00e7aram a murchar. O povo que se tinha levantado para se p\u00f4r em movimento depressa se viu confrontado com o estaticismo dos contra-movimentos ideol\u00f3gicos. Da luta contra o incrustamento dum sistema surgiu a desilus\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o dum outro mais flex\u00edvel mas que peca de erros semelhantes. De facto, a sociedade e o ser humano s\u00e3o processos e n\u00e3o sistemas im\u00f3veis. O povo no seu instinto processual viu-se justamente envolvido na defesa dum processamento que n\u00e3o se queria sistema empedernido auto-suficiente e est\u00e1tico. Por isso do mesmo instinto e desejo de mudan\u00e7a do outrora permanece no povo o desejo da mudan\u00e7a do hoje.<\/p>\n<p>Aquela aurora promissora foi por\u00e9m em pouco tempo ensombrada pelas nuvens ideol\u00f3gicas est\u00e1ticas que concebem o mundo em termos hirtos de imperialismos. Assim dum imperialismo de estilo americano se quer passar ao outro imperialismo de cunho russo. Os problemas colaterais da revolu\u00e7\u00e3o tornam-se mais presentes. As v\u00edtimas do regime Salazar d\u00e3o lugar \u00e0s v\u00edtimas do regime sovi\u00e9tico (abandono dos pretos colaboradores do sistema portugu\u00eas \u00e0 chacina do imperialismo russo com a incondicional fuga dos portugueses que h\u00e1 centenas de anos viviam e se tinham identificado com o \u201cultramar\u201d- \u201cos retornados\u201d).<\/p>\n<p>O 33\u00b0 anivers\u00e1rio da revolu\u00e7\u00e3o dos cravos constitui uma oportunidade para todos os portugueses participarem na democratiza\u00e7\u00e3o presencializando a revolu\u00e7\u00e3o dos cravos j\u00e1 demasiadamente encrostada. Outrora houve gente valorosa \u2013 n\u00e3o salvadores! \u2013 que surgindo dum sistema autorit\u00e1rio soube renov\u00e1-lo; do sistema de hoje mais aberto e livre, seria de esperar que surjam os transformadores do sistema de hoje. N\u00e3o chega lutar contra os \u00f3pios de ontem, \u00e9 preciso estar atentos aos de hoje.<\/p>\n<p>Dos cravos \u00e9 a cor<br \/>A vermelha tamb\u00e9m<br \/>Ao jogo das cores<br \/>O povo a\u00ed vem<\/p>\n<p>Revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 processo. A liberdade n\u00e3o \u00e9 pac\u00edfica, n\u00e3o o pode ser!<\/p>\n<p>Neste sentido, viva o 25 de Abril, ontem e hoje!<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo                   <\/span><\/p>\n<div align=\"right\"> <span class=\"texto\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/span><\/div>\n<p><span class=\"texto\">                  <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grito e a \u00e2nsia do povo portugu\u00eas continuam, hoje como ontem, vivos na can\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Afonso &#8211; a melhor ordem do dia: \u201eGr\u00e2ndola, vila morenaTerra da FraternidadeO povo \u00e9 quem mais ordenaDentro de ti, \u00f3 cidade&#8230; Em cada esquina um amigoEm cada rosto igualdade\u2026Jurei ter por companheiraGr\u00e2ndola, a tua vontade.\u201d Este dia da &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1242\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">25 de Abril<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1242","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1242"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1242\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}