{"id":1228,"date":"2007-11-17T11:28:00","date_gmt":"2007-11-17T10:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1228"},"modified":"2007-11-17T11:28:00","modified_gmt":"2007-11-17T10:28:00","slug":"ecologia-%e2%80%93-ignorancia-versus-dignidade-das-arvores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1228","title":{"rendered":"Ecologia \u2013 Ignor\u00e2ncia versus Dignidade das \u00c1rvores"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\">                    <b>Modelo de sociedade relvado: Sobreiros \u2013 V\u00edtimas do olhar assassino!<\/b><\/p>\n<p>Sim! Eles, os da administra\u00e7\u00e3o da Branca (e de quantas Brancas h\u00e1 por esse mundo fora), os eleitos arboricidas do s\u00edtio, numa ac\u00e7\u00e3o de golpe baixo, mataram os sobreiros centen\u00e1rios, l\u00e1 ao lado do cemit\u00e9rio. (Na sorte destes sobreiros est\u00e1 o destino de tanta \u00e1rvore maltratada e desconsiderada por essas cidades fora!) Sem piedade, envoltos no manto da indiferen\u00e7a geral, mandaram arrancar as \u00e1rvores em cuja copa o amor e a admira\u00e7\u00e3o de muita gente pendia. N\u00e3o os deixaram morrer de p\u00e9, aqueles monumentos solit\u00e1rios testemunhos da arboridade, da personalidade na paisagem. Morreram por um motivo ign\u00f3bil; para darem lugar \u00e0 calidez do cemit\u00e9rio, e assim deixarem de ser uma provoca\u00e7\u00e3o \u00e0 morte e ocasionalmente oportunidade de sombra para visitantes.<\/p>\n<p>                                <b>Na cabe\u00e7a o corta-relva<\/b><br \/>Sim! L\u00e1 na Branca, para deixarem os mortos na torreira, cortaram os sobreiros. Assassinados pela calada da noite, n\u00e3o lhes valeu a men\u00e7\u00e3o de protegidos por lei, nem sequer depois a recorda\u00e7\u00e3o num jornal local, embora eles fizessem parte da imagem da Branca. Morreram inc\u00f3gnitos tal como acontece \u00e0 relva humana. Deles s\u00f3 resta na paisagem a sua aus\u00eancia e o sentimento ferido de quem tem respeito pela natureza!<\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o quero ficar prisioneiro da considera\u00e7\u00e3o, no respeito pelos desrespeitadores.<br \/>Eles, sem vida no cemit\u00e9rio da administra\u00e7\u00e3o administram a morte. Mas, n\u00e3o t\u00eam culpa, n\u00e3o sabem o que fazem! A ignor\u00e2ncia mata muitos inocentes principalmente quando as institui\u00e7\u00f5es trazem o corta-relva na cabe\u00e7a!&#8230;<\/p>\n<p>O dia a dia e a administra\u00e7\u00e3o deram-se as m\u00e3os perdendo a rela\u00e7\u00e3o com a vida, com as plantas. De tanto olharem para a mata j\u00e1 n\u00e3o v\u00eaem as \u00e1rvores, cada uma das \u00e1rvores; chega-lhes a ideia delas. S\u00e3o pessoas estudadas, cientistas, arquitectos, paisagistas, doutores: chega-lhes a ideia. Mataram o esp\u00edrito da mata na \u00e1rvore. A ci\u00eancia, a fun\u00e7\u00e3o estragada j\u00e1 o n\u00e3o v\u00ea, usa os \u00f3culos da biologia ou os da economia. O olhar administrativo, cient\u00edfico n\u00e3o desperta para a vida para o esp\u00edrito, ele divide, ele mata, assassina.<\/p>\n<p>Para certa gente aqueles sobreiros eram de tal modo elevados que constitu\u00edam uma afronta \u00e0 igualdade, ao moderno! Querem ver as pessoas a olhar para baixo, para o cemit\u00e9rio da vida! Uma \u00e1rvore aponta para o c\u00e9u tornando-se um perigo, uma contesta\u00e7\u00e3o do ordin\u00e1rio da vida, uma exig\u00eancia. (Outros tamb\u00e9m nas querem desenraizadas para que as pessoas de tanto olhar para cima tropecem na vida\u2026). O esp\u00edrito do tempo transmite uma mentalidade em que cada vez custa mais \u00e0s pessoas olhar para o que as supera, como se isso constitu\u00edsse um atentado \u00e0 sua personalidade. Chega o olhar \u201ccl\u00ednico\u201d, o olhar matreiro para se desenrascar da vida!<\/p>\n<p>Este olhar cient\u00edfico, desintegrador, recebemo-lo com o leite materno citadino. A mentalidade da ci\u00eancia, que outra coisa n\u00e3o \u00e9 que o pensar da igreja secularizado, vive da classifica\u00e7\u00e3o. A igreja classificava as \u00e1rvores de criaturas, a ci\u00eancia classifica-as de plantas. Assim as desenra\u00edzam da terra e impedem o olhar para o c\u00e9u, a uni\u00e3o entre c\u00e9u e terra. Eles querem-nos apenas produtos, produtos desenraizados comerci\u00e1veis na pra\u00e7a p\u00fablica da economia global.<\/p>\n<p>O nosso amor elementar pela natureza perde-se e com ele aumenta o nevoeiro cient\u00edfico reduzindo tudo a ideias, a abstractos. No templo da escola ensinaram-nos a classificar as \u00e1rvores como plantas, madeira, etc&#8230; N\u00e3o ensinam a aprender a realidade, querem \u00e9 cabe\u00e7as cheias de imagens da realidade. Eles enganam-nos dizendo que amor \u00e9 sentimento, romantismo sentimental. Mas n\u00e3o amor \u00e9 rela\u00e7\u00e3o, \u00e9 acontecer sem passar pelo altar do intelecto onde os cientistas realizam o sacrif\u00edcio\u2026<\/p>\n<p>Instrumentalizamos as \u00e1rvores classificando-as \u00e0 nossa maneira. Roubamos-lhes assim a alma. Na biologia classificamo-las de plantas, na economia de madeira, na teologia de criaturas de Deus. Cada um usa e abusa delas \u00e0 sua maneira desenraizando-as da realidade que \u00e9 a-perspeciva.<\/p>\n<p>       <b>Acesso \u00e0 realidade atrav\u00e9s da poesia nela inerente<\/b><br \/>Sim, o verdadeiro homem tamb\u00e9m acaricia as plantas, n\u00e3o as reduz a \u00e1rvore de natal ou a lenha para queimar!<\/p>\n<p>Aquele que tiver acariciado uma \u00e1rvore e falado com ela j\u00e1 n\u00e3o sacrificar\u00e1 \u00e1rvores sem mais. Quem ama a \u00e1rvore, gosta da mata, ama o mundo. \u201cQuem n\u00e3o ama o mais pequenino dos mais pequenos n\u00e3o entrar\u00e1 no reino dos c\u00e9us\u201d recorda-nos o serm\u00e3o da montanha. Este prega a devo\u00e7\u00e3o do mundo porque sabe que nele mora a poesia e esta \u00e9 a que torna o ser mais humano, isto \u00e9 ajuda-o a descobrir a sua verdadeira rela\u00e7\u00e3o. Religi\u00e3o e ci\u00eancia deveriam inclinar-se e alimentar-se da poesia que repousa na outra l\u00f3gica e na devo\u00e7\u00e3o do mundo. Ent\u00e3o o Homem tornar-se-ia adulto e como tal portador do mundo em si. Perder-nos-\u00edamos para nos encontrarmos nele e viveremos todos na amizade manifestada na experi\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, sem medo, poderemos perder-nos e encontrar-nos no mundo da \u00e1rvore e assim entrar na resson\u00e2ncia do amor do mundo universal trinit\u00e1rio.<br \/>Ent\u00e3o tornar-nos-emos conscientes da desafina\u00e7\u00e3o dessa resson\u00e2ncia que deixa morrer a \u00e1rvore, num mundo desafinado pela turva\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, econ\u00f3mica ou teol\u00f3gica que troca a rela\u00e7\u00e3o com a \u00e1rvore pela rela\u00e7\u00e3o com uma ideia dela.<\/p>\n<p>Na base da turva\u00e7\u00e3o (e no nevoeiro cient\u00edfico e religioso) est\u00e1 a miopia do banal. O segredo do neg\u00f3cio est\u00e1 no facto de, a todos os n\u00edveis, tudo ser subjugado ao h\u00e1bito, ao normal, ao ordin\u00e1rio factual. O ordin\u00e1rio quer tudo subjugado, tudo sacrificado \u00e0 ordem da rotina gratificante do h\u00e1bito castrante. A nossa ordinariedade reduz tudo ao preceito do pragm\u00e1tico ordin\u00e1rio. A\u00ed n\u00e3o h\u00e1 lugar para o segredo, para o mist\u00e9rio. Ao eliminarmos o extraordin\u00e1rio da vida, o ins\u00f3lito, matamos o mist\u00e9rio e ao matarmos o mist\u00e9rio come\u00e7amos com a elimina\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito das \u00e1rvores para depois passarmos ao exterm\u00ednio do Homem. O credo da normalidade, do ordin\u00e1rio, do tal real e factual, n\u00e3o tem limites conduz-nos \u00e0 banaliza\u00e7\u00e3o total \u00e0 perspectiva niilista. O niilismo do dia a dia torna-se niilismo di\u00e1rio no culto do vulgar, do banal! O credo niilista anula, destr\u00f3i, \u00e9 o \u00faltimo acto da ci\u00eancia na sua f\u00e1brica de cad\u00e1veres. N\u00e3o querem ningu\u00e9m a olhar para o c\u00e9u, s\u00f3 aceitam uma perspectiva, a da terra. Da \u00e1rvore conhecem apenas a madeira, do ser humano o corpo: o uso, s\u00f3 cad\u00e1veres! A exist\u00eancia do animal \u00e9 reduzida ao conceito carne, como o de \u00e1rvore a lenha ou celulose. Tudo n\u00e3o passa de material na banalidade do dia a dia. Tudo \u00e9 ordin\u00e1rio, o culto da banalidade n\u00e3o permite a festa, o outro tempo, a conex\u00e3o das coisas.<\/p>\n<p>    <b>O mist\u00e9rio da vida \u00e9 o propulsor do desenvolvimento<\/b><br \/>A banalidade \u00e9 al\u00e9rgica ao mist\u00e9rio, por isso desconhece a vida, \u00e9 al\u00e9rgica a perguntas. Na ilus\u00e3o da luta contra o mist\u00e9rio destroem a vida, roubam-lhe a alma. Colocam tudo na vala comum da massa. Os mais consequentes com a sua ideia tiram-se a vida a si mesmos, talvez confundam o car\u00e1cter purificador dum determinado niilismo para o transformarem em credo absoluto. Chega o fasc\u00ednio das ideias, n\u00e3o h\u00e1 lugar para pensar! E assim, damos os nossos passos de ideia em ideia, na auto-estrada das ideias sem tempo para notar a vida ao lado!<\/p>\n<p>O mist\u00e9rio \u00e9 o \u00fanico legitimador da pergunta. Quem acabar com ele abdica de pensar, acaba com a vida. Quem encalha no mundo material s\u00f3 ter\u00e1 a resposta do n\u00e3o sentido porque nesse porto j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 lugar para perguntas. Mas a pergunta \u00e9 que faz o homem e esta prov\u00e9m do mist\u00e9rio, a realidade de que o Homem \u00e9 formado. \u00c0 primeira vista um labirinto!&#8230;<\/p>\n<p>A mesma turva\u00e7\u00e3o condiciona o esp\u00edrito do ser religioso e do ser cient\u00edfico na sua capacidade de apreender a realidade. O tal esp\u00edrito banal de semana, de vida masturbada, de vida parasita.<\/p>\n<p>A \u00e1rvore \u00e9 rela\u00e7\u00e3o entre c\u00e9u e terra vis\u00edvel na analogia das ra\u00edzes e das folhas. N\u00e3o deve ser reduzida a mero objecto, a uma ideia. Se n\u00e3o desmistificarmos a ci\u00eancia, reduziremos tudo a cad\u00e1veres. Ent\u00e3o defrauda-se o ser, rouba-se \u00e0 \u00e1rvore a sua dignidade, a sua arboridade, o seu ser de templo de Deus.<\/p>\n<p>J\u00e1 passa da hora, mas talvez ainda seja tempo de recuperar o perdido. Seria sacril\u00e9gio continuar a reduzir a \u00e1rvore a madeira ou a \u00e1rvore de natal. Se aparece no Natal ser\u00e1 para nos reencontrar com ela. Se aprendermos a encontrar o sagrado na \u00e1rvore realizamos o mist\u00e9rio do encontro do c\u00e9u e da terra. O caminho para o sagrado \u00e9 o segredo do ser humano.<br \/>E aqui, no mist\u00e9rio humano \u00e9 que a arboridade faz parte do humano. Ent\u00e3o o encontro com a \u00e1rvore tornar\u00e1 o Homem mais humano. O grande segredo do mundo, do Homem e de Deus \u00e9 o relacionamento, tal como o segredo trinit\u00e1rio o equaciona: a rela\u00e7\u00e3o absoluta, a individualidade do n\u00f3s.<\/p>\n<p>Naturalmente que o reduto niilista n\u00e3o suporta o sobressair das \u00e1rvores. Estas superam-se nos arranha-c\u00e9us a custo do estropiamento da humanidade em n\u00f3s. Na arquitectura das cidades n\u00e3o se olha para as \u00e1rvores. Os \u00fanicos sinais permitidos contra a horizontalidade vulgar \u00e9 a verticalidade dos bancos.<\/p>\n<p>Ao matar Deus a sociedade vulgar n\u00e3o aceita \u00e1rvores sobranceiras. Um dia, na sua ilus\u00e3o ideol\u00f3gica, o homem a criar ter\u00e1 de ter a mesma estatura para que a igualdade n\u00e3o seja questionada pela pregui\u00e7a, pela vulgaridade. A individualidade e a diferencia\u00e7\u00e3o parecem ser dif\u00edceis de suportar!<\/p>\n<p>                      <b>Um modelo de sociedade relvado<\/b><br \/>As \u00e1rvores sobressalentes, ao serem transformadas em ideias na c\u00e2mara escura da raz\u00e3o, tornam-se s\u00edmbolos do fascismo por isso \u00e9 preciso cort\u00e1-las como se faz com Jesus e outras \u00e1rvores crescidas. Os representantes da democracia ordin\u00e1ria (presente no consciente de todos os partidos), est\u00e3o interessados em derrubar as \u00e1rvores grandes. S\u00e3o as \u00e1rvores fascistas e comunistas (religiosas ou ateias) que fazem sombra ou incomodam num mundo que se quer relvado! Em vez dos sobreiros centen\u00e1rios querem apenas arbustos ou erva rasteira, tudo em nome da igualdade, tudo ao servi\u00e7o duma ideia da realidade, \u00e0 margem da mesma. Aqui fascismo e democracia tocam-se!&#8230;<\/p>\n<p>A mentalidade tecnocrata inclina-se ao arroteamento. No seu andar n\u00e3o notam a dignidade dos montes, das \u00e1rvores; apenas lhes interessa o alcatr\u00e3o e constru\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas.<br \/>O dom\u00ednio da banalidade n\u00e3o tem o campo visual da tradi\u00e7\u00e3o e da alma encoberta nas coisas. Este espalha-se despercebido em todas as camadas sociais, tal como o esp\u00edrito fascista se espalhou na \u00e9poca nazi.<\/p>\n<p>O g\u00e9nio da destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o suporta a honra de plantas e animais, n\u00e3o quer ningu\u00e9m honrado (no m\u00e1ximo condecorado!). O esp\u00edrito do tempo s\u00f3 aceita plantas rasteiras onde limpar os sapatos ou relva baixa para calcar!<\/p>\n<p>Para se dar o passo do ordin\u00e1rio barulhento, do dia a dia ao extraordin\u00e1rio pac\u00edfico da b\u00ean\u00e7\u00e3o duma \u00e1rvore, pressup\u00f5e-se uma mudan\u00e7a de mentalidades. Esta n\u00e3o pressuporia a ideia de construirmos cidades em que a arquitectura do planeamento urbano se orientasse pela altura das \u00e1rvores. Bastaria um cheirinho desta ideia, j\u00e1 que para alguns o homem se define pelo pensar! Melhor ser\u00e1 pensar, sentir e agir na unidade da din\u00e2mica relacional.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<br \/>\u201cPegadas do Tempo\u201d                   <\/span><\/p>\n<div align=\"right\"> <span class=\"texto\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Modelo de sociedade relvado: Sobreiros \u2013 V\u00edtimas do olhar assassino! Sim! 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