{"id":1227,"date":"2007-11-17T11:27:00","date_gmt":"2007-11-17T10:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1227"},"modified":"2007-11-17T11:27:00","modified_gmt":"2007-11-17T10:27:00","slug":"paralelismo-entre-a-saude-das-pessoas-e-o-estado-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1227","title":{"rendered":"Paralelismo entre a sa\u00fade das pessoas e o estado do tempo"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\">                    <b>Estima e reconhecimento<\/b><br \/>O grande r\u00e1pido da vida passa com tanta veem\u00eancia, com tanta energia que se n\u00e3o estamos atentos somos reduzidos a folhagem por ele arrastada. Um dos pressupostos, para n\u00e3o nos deixarmos reduzir a cena outonal duma paisagem, \u00e9 uma atitude vigilante e o cultivo da auto-estima. Esta pressup\u00f5e sobretudo compet\u00eancia de observa\u00e7\u00e3o e de inter-rela\u00e7\u00e3o. Quem estiver habituado a observar e sentir com a natureza e com o corpo notar\u00e1 que na natureza se d\u00e3o as mesmas mudan\u00e7as de estado (bom ou mau) como no nosso corpo-alma. O paralelismo dos factores influenciadores \u00e9 flagrante. O sol est\u00e1 para o bom tempo na natureza como a alegria, a boa disposi\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade do nosso corpo, etc. A auto-estima \u00e9 fundamental na regula\u00e7\u00e3o do estado clim\u00e1tico da nossa paisagem psicossom\u00e1tica.<\/p>\n<p>Pessoas com baixa auto-estima s\u00e3o inclinadas a andar pela faixa sombria da vida, viradas de semblante para a terra mas de esp\u00edrito ausente no sonho, fazendo ju\u00edzos generalizados sobre a vida e os seus pap\u00e9is sociais. Falta para elas a capacidade de se situar segundo o princ\u00edpio \u201ceu sou eu e as minhas circunst\u00e2ncias\u201d. N\u00e3o se presta aten\u00e7\u00e3o ao espec\u00edfico de cada situa\u00e7\u00e3o mas tende-se a olhar para um horizonte ideal que automaticamente nos aliena da realidade. \u00c0 ca\u00e7a de sensa\u00e7\u00f5es gratificantes perdemos a capacidade de nos relacionarmos.<\/p>\n<p>Uma boa opini\u00e3o sobre n\u00f3s mesmos traz-nos mais alegria na vida mais gosto de viver e consequentemente mais sucesso. Para um aumento da auto-estima pressup\u00f5e-se a capacidade de se aceitar como se \u00e9, o que pressup\u00f5e aten\u00e7\u00e3o e for\u00e7a para reconhecer o pr\u00f3prio comportamento que automaticamente criticar\u00edamos. Naturalmente que como na natureza h\u00e1 factores mais ou menos determinantes dum tipo de car\u00e1cter tal como na natureza a proximidade dum deserto ou de um oceano s\u00e3o factores importantes na influ\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o do tempo, do esp\u00edrito. Da\u00ed ser muito importante a observa\u00e7\u00e3o consciente do ambiente.<\/p>\n<p>Quem tem pouca auto-estima ter\u00e1 de procurar deixar de ser o legislador das pr\u00f3prias ac\u00e7\u00f5es com cont\u00ednuos julgamentos sobre si mesmo. \u201cN\u00e3o julgues e n\u00e3o ser\u00e1s julgado\u201d vale tamb\u00e9m para n\u00f3s. N\u00e3o se trata de ser como se deve mas de se ser pr\u00f3prio, de se descobrir a si mesmo e se aceitar como se \u00e9. Esta \u00e9 a base de toda a transforma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento.<\/p>\n<p>O reconhecer e aceitar a pessoa com o seu comportamento cria nela espa\u00e7o para nova realiza\u00e7\u00e3o, para a efectiva\u00e7\u00e3o de imensas potencialidades que dormem nela. Doutro modo n\u00e3o deixaremos de andar com a coleira ao pesco\u00e7o puxados pela trela da lei, do ideal, do que os outros poder\u00e3o pensar, etc. N\u00e3o nos tornamos adultos. Em n\u00f3s h\u00e1 uma multiplicidade de comportamentos, como c\u00e3es na casota \u00e0 espera que lhe abramos a porta. S\u00f3 que essa casota tem muitas portas com chaves diferentes. Cada chave est\u00e1 dependente da aten\u00e7\u00e3o que conduz ao reconhecimento das nossas necessidades e do sentido. Esta aten\u00e7\u00e3o leva-nos a descobrirmo-nos como somos, a encarar a vida de frente sem que esta seja apenas vista atrav\u00e9s do preconceito de ideias espelhadas. Estas, e o nosso eu ideal mant\u00eam-nos prisioneiros deles mesmos. J\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, a ideia \u00e9 que vive em mim.<\/p>\n<p>N\u00f3s mesmos ao longo da nossa vida, al\u00e9m de normas inatas fomos internalizando outras criando ao mesmo tempo uma inst\u00e2ncia, um tribunal que nos dita como devemos ser e o que devemos fazer. Este tem uma fun\u00e7\u00e3o orientadora e motivadora, s\u00f3 que muitas vezes \u00e9 irrealista exigindo mais do que se pode no momento. Pessoas com baixa auto-estima colocam os seus objectivos demasiadamente altos. \u00c9 preciso muita auto-reflex\u00e3o para se aceitar n\u00e3o ser o melhor, n\u00e3o se tornar escravo duma ideia, que parecendo o melhor n\u00e3o \u00e9 o poss\u00edvel tornando-se ela impedimento para realizar o presente, o momentaneamente poss\u00edvel. Doutro modo correremos sempre arquejantes e banhados em suor atr\u00e1s das nossas pretens\u00f5es ou prop\u00f3sitos.<\/p>\n<p>Geralmente n\u00e3o deitamos contas \u00e0 vida. N\u00e3o se presta aten\u00e7\u00e3o ao exagerado pre\u00e7o a pagar para se atingir certos objectivos. Muitas vezes me lembro de pessoas que no momento da morte me confiavam: tudo foi em v\u00e3o! A solid\u00e3o e a dor que n\u00e3o admitimos na vida espera-nos mais tarde na forma de desespero!<\/p>\n<p>O segredo do bom viver est\u00e1 em pararmos, em deixarmos de correr atr\u00e1s dum eu insaci\u00e1vel, em abrir-nos \u00e0 natureza, possibilitando em n\u00f3s um estado aberto de resson\u00e2ncia com o ser em que momentos intensivos de felicidade surgem, n\u00e3o pelo facto de os termos querido ou trabalhado para eles mas simplesmente por estarmos abertos, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, para podermos saborear o que recebemos.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de dar lugar \u00e0 pregui\u00e7a. Trata-se dum querer sem querer, um agir sem reagir. Se nos encontramos divididos entre baixa auto-estima e uma exig\u00eancia ideal \u00e9 natural que surja uma reac\u00e7\u00e3o boicote. A realidade e a ideia desqualificaram-se uma \u00e0 outra. Ent\u00e3o d\u00e1-se uma esp\u00e9cie de fuga irreflectida para a frente. A\u00ed se estoira muita energia ps\u00edquica sendo natural a reac\u00e7\u00e3o de se querer olhar para o ar e assim iludir uma obriga\u00e7\u00e3o excessiva. A este estado a\u00e9reo junta-se a falta de ordem e disciplina.<\/p>\n<p>O \u00f3ptimo \u00e9 inimigo do bom! E Roma e Pavia n\u00e3o se fizeram num dia\u2026<\/p>\n<p>Antr\u00f3nio Justo<br \/>Pedagogo                   <\/span><\/p>\n<div align=\"right\"> <span class=\"texto\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estima e reconhecimentoO grande r\u00e1pido da vida passa com tanta veem\u00eancia, com tanta energia que se n\u00e3o estamos atentos somos reduzidos a folhagem por ele arrastada. Um dos pressupostos, para n\u00e3o nos deixarmos reduzir a cena outonal duma paisagem, \u00e9 uma atitude vigilante e o cultivo da auto-estima. 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