{"id":1223,"date":"2007-11-17T11:25:00","date_gmt":"2007-11-17T10:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1223"},"modified":"2007-11-17T11:25:00","modified_gmt":"2007-11-17T10:25:00","slug":"energia-biologica-novas-perspectivas-para-a-aldeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1223","title":{"rendered":"Energia Biol\u00f3gica &#8211; Novas Perspectivas para a Aldeia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\">                    <b>Agricultores de Volta<\/b><\/p>\n<p>Os conflitos do futuro dar-se-\u00e3o na luta pelas fontes de energia. A R\u00fassia n\u00e3o \u00e9 de palavra e o mundo do petr\u00f3leo \u00e1rabe quer, em contrapartida, a exporta\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o e do terrorismo.<\/p>\n<p>Finamente, com a globaliza\u00e7\u00e3o, o terceiro mundo elevar\u00e1 o seu n\u00edvel de vida. Isto significar\u00e1 uma corrida cada vez mais desenfreada \u00e0s fontes de energia. A China e a \u00cdndia ser\u00e3o buracos sem fundo, tornando a fome de energia cada vez maior.<\/p>\n<p>A Europa para n\u00e3o se tornar cada vez mais dependente ter\u00e1 de fomentar fontes de energia alternativa. As planta\u00e7\u00f5es de colza, que antes serviam de forragem para o gado ,cada vez s\u00e3o mais alargadas para aproveitamento do \u00f3leo de colza, extra\u00eddo das suas sementes &#8211; o chamado \u201cgas\u00f3leo biol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o a pagar pela independ\u00eancia do fornecimento de energia do estrangeiro ser\u00e1 muito alto. A planta\u00e7\u00e3o de colza na Alemanha aumenta de dia para dia. Se em 1998 se produziram 50 000 toneladas de \u00f3leo de colza, em 2006 a produ\u00e7\u00e3o subiu para 3,4 milh\u00f5es. Hoje s\u00e3o usadas 13% da \u00e1rea ar\u00e1vel da Alemanha para a produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima e em 2030 poder\u00e3o j\u00e1 ser 25%, o que aumentar\u00e1 muito a concorr\u00eancia entre a produ\u00e7\u00e3o alimentar e a produ\u00e7\u00e3o de energia biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Isto ter\u00e1 incisivas consequ\u00eancias ben\u00e9ficas para a agricultura e para a silvicultura e colateralmente o encarecimento dos produtos alimentares. Chamar\u00e1 as aten\u00e7\u00f5es para o campo.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de energia biol\u00f3gica expandir\u00e1 de tal modo que reprimir\u00e1 substancialmente os terrenos de cultivo alimentar atrav\u00e9s do alargamento do cultivo de plantas para fins energ\u00e9ticos. A concorr\u00eancia entre os cereais aliment\u00edcios e as plantas para a energia e para outras mat\u00e9rias primas vegetais ser\u00e1 cada vez mais dura, como opina a universidade de Giessen na Alemanha. Cereais tornar-se-\u00e3o muito mais caros o que provocar\u00e1 um encarecimento progressivo dos pre\u00e7os para a alimenta\u00e7\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o de energia cada vez concorrer\u00e1 mais com os g\u00e9neros aliment\u00edcios. A agricultura e a silvicultura tornar-se-\u00e3o actividades compensadoras. Quem tiver dinheiro l\u00edquido para investir a longo prazo ter\u00e1 aqui, penso eu, um campo de investimento rent\u00e1vel. Seria miopia continuar a entregar os montes alentejanos de gra\u00e7a aos espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>A gasifica\u00e7\u00e3o de massa biol\u00f3gica que aproveita madeira e restos de plantas tornar-se-\u00e1 o ramo mais ecol\u00f3gico e econ\u00f3mico do futuro.<\/p>\n<p>A concorr\u00eancia animar\u00e1 o neg\u00f3cio. Os pre\u00e7os subir\u00e3o e ent\u00e3o a Europa j\u00e1 n\u00e3o continuar\u00e1 a construir bloqueios \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00e1rios do terceiro mundo.<\/p>\n<p>No futuro mais que o diesel biol\u00f3gico ser\u00e3o muito mais eficientes e rent\u00e1veis combust\u00edveis biol\u00f3gicos a partir da madeira e das plantas.<\/p>\n<p>Isto ter\u00e1 como consequ\u00eancia a refloresta\u00e7\u00e3o das montanhas. O agricultor e o silvicultor ser\u00e3o ent\u00e3o bem compensados.<\/p>\n<p>Estaremos perante o in\u00edcio do regresso do homem da cidade para o campo? Oxal\u00e1!&#8230;<\/p>\n<p>Facto \u00e9 que os velhos valores da natureza est\u00e3o de regresso\u2026<br \/>Porque se persiste, a n\u00edvel pol\u00edtico e social, em continuar a andar atr\u00e1s do acontecimento?<\/p>\n<p>Neste contexto recomendo a leitura de \u201cViagens na Minha Terra\u201d de Almeida Garrett e \u201cA Ciddade e as Serras\u201d de E\u00e7a. Urge a re-humaniza\u00e7\u00e3o do homem da polis, do homo politicus.<\/p>\n<p><b>H\u00e1 mais que a alternativa de escolher entre \u201ca horrenda imund\u00edcie da gente\u201d da aldeia com a sua \u201cbem boa terra\u201d, como sentenciava E\u00e7a, ou continuar a viver \u201cno descampado do sentimentalismo\u201d, na imund\u00edcie duma mentalidade citadina prolet\u00e1ria. <\/b><\/p>\n<p>As novas perspectivas do campo poder\u00e3o tornar-se oportunidade para uma nova filosofia e uma nova maneira de ser, estar e pensar. H\u00e1 que abandonar a fixa\u00e7\u00e3o na dial\u00e9ctica natural-social para se passar a integrar os dois p\u00f3los.<\/p>\n<p>A leitura de \u201cViagens na Minha Terra\u201d com a sua inclina\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica preparar-nos-\u00e1 para compreender a necessidade do di\u00e1logo entre o campo e a cidade. Garrett chama-nos a aten\u00e7\u00e3o para o conflituoso entre o Homem Natural e o Homem Social e para a dial\u00e9ctica entre o frade e o bar\u00e3o, entre o idealismo religioso da religi\u00e3o \/ campo e o materialismo destemperado do bar\u00e3o, o partidarismo dos boys da cidade, que se tornaram nos herdeiros do sujeito burgu\u00eas utilit\u00e1rio artificial das apar\u00eancias.<\/p>\n<p>Concluindo: Os bar\u00f5es voltar\u00e3o \u00e0 aldeia.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo                   <\/span><\/p>\n<div align=\"right\"> <span class=\"texto\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agricultores de Volta Os conflitos do futuro dar-se-\u00e3o na luta pelas fontes de energia. A R\u00fassia n\u00e3o \u00e9 de palavra e o mundo do petr\u00f3leo \u00e1rabe quer, em contrapartida, a exporta\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o e do terrorismo. 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