{"id":1204,"date":"2007-11-17T11:15:00","date_gmt":"2007-11-17T10:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1204"},"modified":"2007-11-17T11:15:00","modified_gmt":"2007-11-17T10:15:00","slug":"portugal-%e2%80%93-povo-nas-valetas-das-estradas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1204","title":{"rendered":"Portugal \u2013 Povo nas Valetas das Estradas"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\">                    <b>Caminho de F\u00e1tima na Continua\u00e7\u00e3o dos Caminhos de Santiago<\/b><\/p>\n<p>Um Estado sem respeito pelo povo continua a mandar para a valeta da estrada o seu povo. Um Estado que apenas se preocupa com estradas e auto-estradas para os instalados da vida e para os contribuintes despreza o povo caminhante.<\/p>\n<p>Quem vem da Europa fica confuso ao observar grupos de caminheiros para F\u00e1tima em itiner\u00e1rios sem respeito nem considera\u00e7\u00e3o pelo pe\u00e3o. Humilha\u00e7\u00e3o pura para pessoas de consci\u00eancia com um m\u00ednimo de exig\u00eancias!<\/p>\n<p>Os peregrinos, acordeirados, nas suas vestes reflectoras fazem lembrar almeidas da C\u00e2mara e das Juntas de Freguesia, enfim, um Estado de ovelhas! \u00c9 uma dor de alma ver-se o povo a caminhar pela estrada nacional n\u00ba. 1, a ter de andar pelos IP e IC por falta de caminhos pr\u00f3prios. Uma imagem que se repete e ningu\u00e9m parece notar. Esta imagem parece ser uma met\u00e1fora duma sociedade a quem n\u00e3o \u00e9 dada a possibilidade de introspec\u00e7\u00e3o. Mesmo as coisas mais \u00edntimas s\u00e3o acompanhadas de ru\u00eddo poluidor.<\/p>\n<p>A p\u00e9 no asfalto, exposto ao perigo autom\u00f3vel, comendo o p\u00f3 das estradas, inspirando o Anidrido Carb\u00f3nico dos tubos de escape, exposto ao calor das estradas, ao ritmo do ru\u00eddo autom\u00f3vel, portugal peregrina para F\u00e1tima. \u00c9 o portugal povo de que se serve o tal Portugal, o Portugal dos instalados, aquele Portugal que s\u00f3 parece conhecer estradas e ruas para carros, ou itiner\u00e1rios sem povo.<\/p>\n<p>A caminho, como se pode observar nas estradas do Norte de Portugal, um Portugal migrante de f\u00e9rias a cumprir promessas que o destino lhe obrigou a fazer. O destino do povo das bermas, do povo das valetas das estradas \u00e9 fazer promessas para fugir \u00e0 dor na \u00e2nsia pela sobreviv\u00eancia, o destino dos outros, dos das \u201cauto-estradas\u201d \u00e9 viver das promessas n\u00e3o cumpridas das campanhas eleitorais! A estrada da na\u00e7\u00e3o, na sua maior parte, n\u00e3o contempla pe\u00f5es nem ciclistas, menos ainda peregrinos, para estes reserva-lhe, quando muito as faixas luminosas.<\/p>\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o do caminho do Norte para F\u00e1tima \u00e9 mais que \u00f3bvia. A sua aus\u00eancia \u00e9 uma acusa\u00e7\u00e3o justa ao Estado, \u00e0 Igreja, \u00e0s C\u00e2maras e Juntas de Freguesia e aos deputados que n\u00e3o est\u00e3o atentos \u00e0s necessidades reais do povo, vivendo uns \u00e0 custa da sua devo\u00e7\u00e3o e outros \u00e0 custa dos seus impostos e dos seus votos.<\/p>\n<p>Senhor Presidente da Rep\u00fablica, senhores do Governo, senhores presidentes e senhores Bispos, juntem-se e planeiem em conjunto ruas, estradas e caminhos com \u00e1rvores, com vida. Realizem o caminho de F\u00e1tima, conscientes da sua grande dimens\u00e3o econ\u00f3mica, social e espiritual no sentido de integrar, de maneira digna, o patrim\u00f3nio nacional no internacional europeu, na tradi\u00e7\u00e3o do itiner\u00e1rio dos caminhos de Santiago. Neles se reflectem o esp\u00edrito e a cultura dos povos, o esp\u00edrito universal que \u00e9 o nosso.<\/p>\n<p>Portugal tal como os peregrinos tem que levantar os olhos para o horizonte consciente de que n\u00e3o h\u00e1 caminho feito mas se faz caminho andando. Peregrinando servimos a higiene corporal e espiritual n\u00e3o ficando parado em nenhuma etapa da vida, ideologia ou cren\u00e7a. A vida \u00e9 fundamentalmente caminhada, \u00e9 aventura, arte e mist\u00e9rio. A miss\u00e3o nobre de toda a elite, se o \u00e9, \u00e9 popular. Deus \u00e9 povo!<\/p>\n<p>Imagine-se que ao lado destes caminhos se juntavam n\u00e3o s\u00f3 par\u00f3quias e Freguesias mas tamb\u00e9m roteiros da arte e centros de veraneio ecol\u00f3gico com artistas e iniciativas ao vivo onde se revivesse o brio das aldeias t\u00e3o necessitadas da dignidade roubada por uma pol\u00edtica prolet\u00e1ria que apenas conhece o fomento da cidade Zeca!&#8230;<\/p>\n<p>Uma sociedade t\u00e9cnica n\u00e3o pode desprezar o percurso pedonal, a que se deveria ligar a bicicleta e tamb\u00e9m o cavalo. De trinta em trinta quil\u00f3metros seriam necess\u00e1rios albergues dignos e econ\u00f3micos. A Comiss\u00e3o Europeia certamente apoiaria com milh\u00f5es um projecto que ligasse aspectos hist\u00f3ricos, culturais e recreativos dum turismo n\u00e3o s\u00f3 espiritual como alternativo a toda a Europa. Valeria a pena iniciar um caminho inici\u00e1tico na descoberta do comum das paisagens interiores e exteriores. Neste trajecto n\u00e3o faltariam certamente liga\u00e7\u00f5es aos templ\u00e1rios. Tudo isto na continua\u00e7\u00e3o da descoberta do Santo Grahal.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo                   <\/span><\/p>\n<div align=\"right\"> <span class=\"texto\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caminho de F\u00e1tima na Continua\u00e7\u00e3o dos Caminhos de Santiago Um Estado sem respeito pelo povo continua a mandar para a valeta da estrada o seu povo. Um Estado que apenas se preocupa com estradas e auto-estradas para os instalados da vida e para os contribuintes despreza o povo caminhante. 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