{"id":1195,"date":"2007-11-17T11:10:00","date_gmt":"2007-11-17T10:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1195"},"modified":"2007-11-17T11:10:00","modified_gmt":"2007-11-17T10:10:00","slug":"universo-%e2%80%93-uma-metafora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1195","title":{"rendered":"Universo \u2013 Uma Met\u00e1fora"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\"> Como come\u00e7ou o universo, de que consta e o que \u00e9 que o mant\u00e9m? Estas perguntas permanecem constantes em toda a humanidade e durante todos os tempos.<\/p>\n<p>Cada \u00e9poca d\u00e1 diferentes respostas \u00e0s mesmas perguntas. Isto corresponde \u00e0 necessidade de se querer ordenar o mundo, de querer arrum\u00e1-lo. Para uns o mundo come\u00e7a com o Big Bang (Explos\u00e3o inicial) para outros com Deus.<\/p>\n<p>Com Nicolau Cop\u00e9rnico a Terra passou a ser ordenada no sistema solar. A consci\u00eancia de se estar no centro do mundo foi-se. A Terra deixa de ser o centro do universo e com isto surge uma nova consci\u00eancia humana. Com a insignific\u00e2ncia da terra tamb\u00e9m o ser humano passa a ser sat\u00e9lite, uma fun\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica an\u00f3nima. Do humanismo d\u00e1-se o passo para o materialismo. Hoje os astr\u00f3nomos relegam a Terra para a periferia dum universo ao lado de muitos outros. E o ser humano onde se encontra?<\/p>\n<p>A vis\u00e3o do universo correspondente \u00e0 vis\u00e3o da mat\u00e9ria. Microcosmo e macrocosmo correspondem-se. Da mat\u00e9ria dos \u00e1tomos passa-se \u00e0s forma\u00e7\u00f5es universais. O universo consta apenas de 1 a 5% de mat\u00e9ria vis\u00edvel e \u00e9 activado por uma for\u00e7a invis\u00edvel; os cientistas especulam sobre os 95% que faltam falando ent\u00e3o de mat\u00e9ria escura e de energia escura. A for\u00e7a que move o universo n\u00e3o \u00e9 conhecida; o universo est\u00e1 cheio do que se n\u00e3o conhece. Fala-se mesmo de v\u00e1rios universos. As imagens da realidade dos cosm\u00f3logos s\u00e3o t\u00e3o diversas como as dos te\u00f3logos sobre Deus e o mundo. David Gro\u00df, pr\u00e9mio Nobel americano, afirma: \u201cN\u00f3s mesmos n\u00e3o sabemos do que falamos\u201d. Constroem-se teorias que depois se procuram provar. A investiga\u00e7\u00e3o dos macrocosmos e dos microcosmos complementam-se.<\/p>\n<p>Lee Smolin da University of Waterloo refere que \u201choje a maior parte do que os te\u00f3ricos publicam sobre as bases da f\u00edsica n\u00e3o se pode examinar\u201d. \u00c9 dif\u00edcil encontrar provas para a nova mundivis\u00e3o. A origem e a estrutura base do universo n\u00e3o foram ainda equacionadas em f\u00f3rmulas.A f\u00edsica encontra-se empenhada na procura duma nova imagem do mundo, na procura da sua f\u00f3rmula.<\/p>\n<p>A f\u00edsica conhece 5 estados da mat\u00e9ria: s\u00f3lido, l\u00edquido, gasoso, plasma (g\u00e1s ionizado que forma mais de 99% do universo vis\u00edvel) e condensado, segundo Bose-Einstein (um estado em que os \u00e1tomos participantes vibram na mesma frequ\u00eancia e se alcan\u00e7a \u00e0 temperatura de -273 graus Celsius). Temperatura \u00e9 energia do movimento.<\/p>\n<p>O universo \u00e9 uma met\u00e1fora de Deus. \u00c0 semelhan\u00e7a dos mundos \u201cf\u00edsicos\u201d formam-se as mundivis\u00f5es.<\/p>\n<p>Para a f\u00edsica astron\u00f3mica o universo originou-se dum \u201cponto nulo\u201d atrav\u00e9s da explos\u00e3o original. Para a matem\u00e1tica o ponto \u00e9 um nada. Para a filosofia ele \u00e9 a medida de todas as coisas. Para a teologia crist\u00e3 \u00e9 Deus, que se especifica na f\u00f3rmula trinit\u00e1ria.<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo Euclides definiu j\u00e1 300 anos antes de Cristo o ponto como \u201calgo que n\u00e3o tem partes.\u201d O ponto negro \u00e9 um ponto infinitamente pequeno de tal modo comprimido que materialmente n\u00e3o existe e ao mesmo tempo contem a mat\u00e9ria das estrelas solares mortas. Ele \u00e9 de tal modo comprimido que nem sequer luz irradia.<\/p>\n<p>Chegamos a uma imagem do mundo de c\u00e9u aberto em que o centro se encontra em toda a parte e se reconhece o n\u00e3o-material como origem do mundo material vis\u00edvel. Isto implica a forma\u00e7\u00e3o duma nova consci\u00eancia e duma nova mundivis\u00e3o com consequ\u00eancias inestim\u00e1veis para o futuro.<\/p>\n<p>Para Teilhard de Chardin mat\u00e9ria e esp\u00edrito s\u00e3o os dois rostos do mesmo elemento c\u00f3smico, dois estados da cria\u00e7\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o \u00e9 um acto cont\u00ednuo da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e hist\u00f3rica e \u201cDeus \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de tudo, o cora\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria\u2026\u201d (O cientista e te\u00f3logo Teilhard de Chardin antecipa a nova consci\u00eancia que ainda continua a passar desapercebida na p\u00f3s-modernidade. A mudan\u00e7a iniciada no s\u00e9c.XX s\u00f3 pode ser comparada com a mudan\u00e7a de consci\u00eancia do renascimento, s\u00f3 que desta vez para melhor! A globaliza\u00e7\u00e3o em curso \u00e9 um fruto exterior da mentalidade nascente).<\/p>\n<p>A medida da humaniza\u00e7\u00e3o do ser humano orienta-se para o ponto \u00d3mega, a incarna\u00e7\u00e3o. Tudo se encontra a caminho desse ponto. Cada um, por vias diferentes, est\u00e1 a caminho na procura da luz que se encontra na mat\u00e9ria: \u201cEu sou a luz do mundo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cConsola-te, tu n\u00e3o me procurarias se me n\u00e3o tivesses j\u00e1 encontrado\u201d, j\u00e1 sabia Blais Pascal. Agostinho ju\u00e1 tinha chegado \u00e0 mesma experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Aqui se torna latente o irromper duma nova consci\u00eancia, uma nova maneira de estar no mundo que \u00e9 comum \u00e0 F\u00edsica, \u00e0 Cosmologia e \u00e0 Teologia. A pol\u00edtica ainda n\u00e3o despertou para a nova realidade!<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo                   <\/span><\/p>\n<div align=\"right\"> <span class=\"texto\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como come\u00e7ou o universo, de que consta e o que \u00e9 que o mant\u00e9m? Estas perguntas permanecem constantes em toda a humanidade e durante todos os tempos. 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