{"id":1194,"date":"2007-11-17T11:10:00","date_gmt":"2007-11-17T10:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1194"},"modified":"2007-11-17T11:10:00","modified_gmt":"2007-11-17T10:10:00","slug":"uniao-europeia-%e2%80%93-razao-e-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1194","title":{"rendered":"Uni\u00e3o Europeia \u2013 Raz\u00e3o e F\u00e9"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\">                    <b>Partidos \u00e0 Margem da Nova Mundivis\u00e3o Cient\u00edfica<\/b><\/p>\n<p>A Europa foi desbravada com a charrua da f\u00e9 e da raz\u00e3o. Tamb\u00e9m Portugal, na sua fase \u00e1urea, foi \u00e0 conquista do mundo, com o arado da f\u00e9 e da raz\u00e3o, contribuindo com a sua obra colonizadora para o desenvolvimento das civiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em que se ter\u00e1 de basear hoje a Europa para a conquista do futuro? Na redescoberta da uni\u00e3o da f\u00e9 com a raz\u00e3o, na reuni\u00e3o da filosofia e das Ci\u00eancias Naturais?<\/p>\n<p>O que resta de Crist\u00e3o no Ocidente? A investiga\u00e7\u00e3o do espec\u00edfico religioso na cultura europeia n\u00e3o se pode reduzir a um trabalho de arqueologia. Exige uma tarefa de argumenta\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica. A Europa \u00e9 judaica, grega, romana, b\u00e1rbara, ortodoxa, cat\u00f3lica, protestante, revolucion\u00e1ria, dial\u00e9ctica e m\u00edstica. Dela surgiu a globaliza\u00e7\u00e3o que \u00e9 o in\u00edcio da resposta ao esp\u00edrito novo, \u00e0 nova consci\u00eancia do ser humano a que o s\u00e9culo XX deu base com a supera\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es de espa\u00e7o e tempo no cont\u00ednuo espa\u00e7o-tempo e a supera\u00e7\u00e3o do dualismo mat\u00e9ria-energia. Esta descoberta ainda n\u00e3o entrou na consci\u00eancia pol\u00edtica europeia.<\/p>\n<p>             <b>Desenvolvimento da Consci\u00eancia Europeia<\/b><br \/>No desenvolver das na\u00e7\u00f5es, nos seus altos e baixos, houve sempre uma linha condutora que ligou a Europa. O cristianismo manteve o culto da raz\u00e3o no equil\u00edbrio polar de corpo e alma.<\/p>\n<p>Com o in\u00edcio da \u00e9poca moderna no s\u00e9c. XVI e a correspondente divis\u00e3o das ci\u00eancias e fragmenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e religiosa, sob a \u00e9gide das ci\u00eancias naturais obteve-se um grande desenvolvimento tecnol\u00f3gico na Europa.<\/p>\n<p>Galileu Galilei no s\u00e9culo XVI d\u00e1 in\u00edcio ao credo da nova \u00e9poca determinando o absolutismo da nova ci\u00eancia com o seu programa:\u201dMedir tudo o que \u00e9 mensur\u00e1vel e tornar mensur\u00e1vel o que ainda n\u00e3o \u00e9.\u201d Descartes com a geometria anal\u00edtica e o exagero do princ\u00edpio dualista realiza a separa\u00e7\u00e3o completa de corpo e alma.<\/p>\n<p>Com a passagem do pensar l\u00f3gico para o pensar racionalista exagerado, o iluminismo e a Revolu\u00e7\u00e3o francesa (e seus sequazes) querem banir tudo o que \u00e9 crist\u00e3o e substitui-lo pela sua nova ideologia em toda a Europa. Depois da revolu\u00e7\u00e3o francesa afirmam-se no espa\u00e7o pol\u00edtico dum lado as for\u00e7as restaurativas (socialismo e republicanismo) e do outro as for\u00e7as conservadoras. Nesta \u00e9poca o racionalismo imp\u00f5e-se \u00e0 raz\u00e3o e \u00e0 religi\u00e3o desembocando na praxis tecnol\u00f3gica e tecnocrata. A grande actividade renascentista levou tamb\u00e9m aos becos sem sa\u00edda mecanicista, materialista e racionalista. A p\u00f3s-modernidade procura um caminho para sair da crise. O esp\u00edrito ocidental manteve-se mais num esp\u00edrito cat\u00f3lico que n\u00e3o cede ao dualismo e n\u00e3o se perdeu no experimentalismo.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIX e XX o socialismo queria tornar-se o sentido da Europa. As novas descobertas da f\u00edsica relegam o socialismo para uma ideologia presa ainda no esp\u00edrito do s\u00e9c. XIX. O fracasso do sistema socialista e das ideias da gera\u00e7\u00e3o de 68 tornam-se cada vez mais vis\u00edveis. Incapaz de se modernizar a fam\u00edlia socialista ainda actua desesperadamente estoirando os seus \u00faltimos cartuxos. Procura, com uma determinada ma\u00e7onaria, influenciar a Europa a n\u00edvel da sua Constitui\u00e7\u00e3o e institui\u00e7\u00f5es, bem como com interven\u00e7\u00f5es autocr\u00e1ticas, quando se encontram em fun\u00e7\u00f5es governamentais. Perde-se na luta cultural. O seu problema est\u00e1 em ter perdido o comboio da hist\u00f3ria e da ci\u00eancia. Enquanto que o catolicismo muito lentamente se adapta \u00e0 nova vis\u00e3o da ci\u00eancia os credos pol\u00edticos apenas se aproveitam das suas marginalidades mantendo a sua mundivis\u00e3o antiquada. O seu desespero manifesta-se no militantismo dum progressismo ultrapassado contra uma sociedade de esp\u00edrito crist\u00e3o que, apesar de vagarosa, por n\u00e3o ter concorrentes s\u00e9rios a n\u00edvel de vis\u00f5es e modelos intelectuais de sociedade, est\u00e1 segura da sua presen\u00e7a no futuro da Europa e do mundo. Os democratas crist\u00e3os e os conservadores europeus distanciaram-se do missionarismo marxista mas tamb\u00e9m eles, desorientados, se deixam similarmente levar pelo mero pragmatismo.<\/p>\n<p>Assim a Uni\u00e3o Europeia tornou-se numa realidade de grande sucesso \u00e0 margem da ideia do ocidente crist\u00e3o. No debate sobre a Europa do futuro, o elemento crist\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel. Ignor\u00e1-lo significaria a abnega\u00e7\u00e3o de si mesmo. H\u00e1 for\u00e7as ligadas \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o extremista da revolu\u00e7\u00e3o francesa (um certo liberalismo, socialismo e o republicanismo laicista), agarradas \u00e0s velhas ideias mecanicistas, materialistas e racionalistas da velha ci\u00eancia, que continuam empenhadas em desacreditar a hist\u00f3ria do ocidente. O laicismo quer declarar a religi\u00e3o como coisa privada. \u00c0 margem da realidade mundial e dos verdadeiros ideais de democracia, desconhecem que n\u00e3o h\u00e1 liberdade sem liberdade de religi\u00e3o \/ consci\u00eancia, tanto a n\u00edvel p\u00fablico como privado. Optam por um restringimento nacional. Desconhecem a mundivis\u00e3o da nova ci\u00eancia e a filosofia crist\u00e3. Vivem oportunamente dos erros duma economia abandonada a si mesma.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da Europa seria incompreens\u00edvel sem o cristianismo. A Europa tornou-se uma grandeza geogr\u00e1fica e pol\u00edtica atrav\u00e9s dele. O Ocidente como toda a cultura tem os seus fortes e os seus fracos. N\u00e3o se pode viver na limita\u00e7\u00e3o da nostalgia nem na ilus\u00e3o dum mundo intacto. Pol\u00edtica e religi\u00e3o t\u00eam que tomar mais a s\u00e9rio as descobertas da nova f\u00edsica no in\u00edcio do s\u00e9c. XX. A pol\u00edtica para dar resposta aos sinais dos tempos deve rever a sua ideologia com base na nova ci\u00eancia e a religi\u00e3o deve acentuar o pensar m\u00edstico inclu\u00eddo na f\u00f3rmula trinit\u00e1ria que se encontra muito perto da f\u00f3rmula f\u00edsica.<\/p>\n<p>Um elemento que n\u00e3o poder\u00e1 ser esquecido no esp\u00edrito da Europa \u00e9 tamb\u00e9m a ortodoxia.<br \/>A discuss\u00e3o ideol\u00f3gica e a tentativa marxista e racionalista laicista de impedir a refer\u00eancia crist\u00e3 na Constitui\u00e7\u00e3o Europeia e um certo actuar anti-cultural posto na ordem do dia, revelar-se-\u00e3o como um erro no futuro dum socialismo integral.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o pelo cristianismo n\u00e3o implica o monop\u00f3lio crist\u00e3o do esp\u00edrito da hist\u00f3ria europeia. O car\u00e1cter discursivo do esp\u00edrito grego, romano e judaico e o ideal da liberdade s\u00e3o aspectos vitais da identidade espiritual europeia. O cristianismo, nas suas v\u00e1rias express\u00f5es e o esp\u00edrito europeu em permanente discurso e constante ac\u00e7\u00e3o rec\u00edproca dos diferentes povos e sub-culturas europeias, com a sua ideia cat\u00f3lica, s\u00e3o um modelo exemplar para a configura\u00e7\u00e3o do mundo. Isto \u00e9 \u00f3bvio tamb\u00e9m pelo facto dos princ\u00edpios \u00e9ticos serem objecto da discuss\u00e3o e n\u00e3o garantidos pela jurisprud\u00eancia ao contr\u00e1rio da maneira de estar isl\u00e2mica e do credo comunista. A civiliza\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9, na sua ess\u00eancia, aberta. Uma praxis europeia com fundamentos na \u00e9tica, Deus, constitui\u00e7\u00e3o revelou-se muito oportuna. A constitui\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada aos valores. Um pre\u00e2mbulo de Magna Carta que expresse a responsabilidade, Deus, o Homem, a consci\u00eancia na liberdade do desenvolvimento corresponde ao desenvolvimento da Europa atrav\u00e9s dos tempos. A Constitui\u00e7\u00e3o Polaca seria o melhor exemplo a seguir, neste aspecto. Ela fala da responsabilidade perante Deus e perante a pr\u00f3pria consci\u00eancia\u2026<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhum euro-centrismo na tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3. As ra\u00edzes do cristianismo e a sua origem est\u00e3o fora da Europa. Tom\u00e1s de Aquino e Alberto Magno possibilitaram a discuss\u00e3o com a Antiguidade. O protestantismo acentua a continuidade dos fundamentos dos primeiros s\u00e9culos, enquanto que o catolicismo opta por uma apropria\u00e7\u00e3o na continuidade. A independ\u00eancia de igreja e estado \u00e9 espec\u00edfica. A cultura crist\u00e3 possibilita assim a multiplicidade das formas de vida. Ao contr\u00e1rio do Isl\u00e3o que \u00e9 anti-moderno e s\u00f3 se comporta tolerante quando vive em di\u00e1spora; falta-lhe ainda a teologia. O cristianismo \u00e9 compat\u00edvel com as diferentes culturas sem condicionamento hegem\u00f3nico. Esta \u00e9 a vantagem do modelo europeu.<\/p>\n<p>O passado europeu ainda se encontra muito presente. Ainda se n\u00e3o reconciliou na rela\u00e7\u00e3o entre crist\u00e3os ortodoxos, cat\u00f3licos e protestantes nem com o laicismo dos ideais do liberalismo da revolu\u00e7\u00e3o francesa. As experi\u00eancias sangrentas com a revolu\u00e7\u00e3o francesa e as guerras civis republicanas ainda se encontram muito presentes na consci\u00eancia europeia.<\/p>\n<p>O Vaticano II procura a reconcilia\u00e7\u00e3o. Na verdade o ber\u00e7o da dignidade humana \u00e9 o cristianismo, s\u00f3 que a institui\u00e7\u00e3o se preocupou demais pelo poder, pela institui\u00e7\u00e3o. Um pensar baixo laicista persiste em antagonizar cristianismo, liberdade e iluminismo. Nesta luta de galos na mesma capoeira perdem-se muitas penas. A Europa precisa de qualidade espiritual e de perspectivas construtivas. A f\u00f3rmula \u00e9 f\u00e9 e raz\u00e3o independentemente das patologias da f\u00e9 e da das patologias da raz\u00e3o. A raz\u00e3o tem que continuar a ac\u00e7\u00e3o purificadora das patologias religiosas tal como o cristianismo ter\u00e1 de purificar as patologias da raz\u00e3o que se manifestaram na concep\u00e7\u00e3o do homem como um produto. Tamb\u00e9m a raz\u00e3o tem fronteiras como se pode ver na bomba at\u00f3mica e ao passar da l\u00f3gica para o racionalismo. A esquerda tornar-se-ia infiel a certos princ\u00edpios que defende se continuar no combate de castelos no ar e na guerra a um cristianismo macarr\u00f3nico.<\/p>\n<p>O melhor sistema de rela\u00e7\u00e3o entre igreja e estado \u00e9 o modelo alem\u00e3o em que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia na parceria. Este modelo tem naturalmente os seus qu\u00eas numa nova situa\u00e7\u00e3o com o aparecimento dum islamismo com elementos ainda incompat\u00edveis com a democracia.<br \/>Um processo de aprendizagem estar\u00e1 no trato de religi\u00e3o e pol\u00edtica com a liberdade. Isto pressup\u00f5e um longo processo. A experi\u00eancia nos Balc\u00e3s pode ser vista como chance ou como amea\u00e7a, o nacionalismo b\u00f3snio por um lado, uma pol\u00f3nia vital mas muito pr\u00f3xima \u00e0 ortodoxia por outro. O mundo cada vez se torna mais numa \u201caldeia\u201d n\u00e3o permitindo que se des\u00e7a do comboio da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A Europa \u00e9 a alternativa ao poder todo-poderoso das ideologias. Os mu\u00e7ulmanos ter\u00e3o de se abrir ao pensamento cient\u00edfico. Doutro modo haver\u00e1 o perigo duma Balcaniza\u00e7\u00e3o da Europa.<br \/>O laicismo religioso da Turquia fere a liberdade, n\u00e3o sendo compat\u00edvel com a Europa. Por sua vez os crist\u00e3os n\u00e3o podem aceitar que a religi\u00e3o seja reduzida a coisa privada ou sujeita a favoritismo. Os crist\u00e3os aprenderam a li\u00e7\u00e3o uns com os outros. O individualismo v\u00ea o estado e a Igreja como um perigo. A esperan\u00e7a numa liberdade que tudo promete \u00e9 v\u00e3.<\/p>\n<p>A religi\u00e3o ser\u00e1 cada vez mais tema. \u00c9-o j\u00e1 na Europa desenvolvida. O secularismo ter\u00e1 de se tornar mais humilde e aberto, doutro modo diminuir\u00e1 bastante, falhando a sua miss\u00e3o. A religi\u00e3o, quer queiramos quer n\u00e3o, permanecer\u00e1 uma constante evidente. A Am\u00e9rica \u00e9 um exemplo em que religi\u00e3o e modernidade n\u00e3o s\u00e3o contradi\u00e7\u00f5es. A religi\u00e3o faz parte da discuss\u00e3o intelectual. O relativismo ainda vigente em alguns credos pol\u00edtico-administrativos \u00e9 uma ironia acerca do pr\u00f3prio vazio. Na prov\u00edncia europeia instalada em certos meios de influ\u00eancia portuguesa ainda se continua a viver da luta pela luta, da luta de pseudo-intelectuais contra a cultura da maioria.<\/p>\n<p>As pessoas procuram Deus, seguran\u00e7a, salva\u00e7\u00e3o, comunidade, vida subjectiva expressa em diferentes atitudes. Precisa-se da diferencia\u00e7\u00e3o dos esp\u00edritos e de diversas modalidades de vida.<\/p>\n<p>A verdade liberta-se na liberdade, ao decidirmo-nos por ela. Muitos ter\u00e3o de aprender a nadar na nova religiosidade. Esta n\u00e3o oferece garantia a ningu\u00e9m. Pode ser uma chance para todos. A renascen\u00e7a da religi\u00e3o n\u00e3o permite o regresso ao passado apesar dos impulsos mu\u00e7ulmanos. A fixa\u00e7\u00e3o na autoridade \u00e9 estranha \u00e0 realidade crist\u00e3 e contr\u00e1ria ao desenvolvimento subjectivo.<\/p>\n<p>Sendo o cristianismo a fonte da Europa n\u00e3o deve ser reduzido a arqueologia. O futuro do cristianismo na Europa depende naturalmente do seu n\u00famero e do seu testemunho e o desenvolvimento da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental depender\u00e1 da fidelidade ao esp\u00edrito judaico-crist\u00e3o..<\/p>\n<p>A Europa foi constru\u00edda na dial\u00e9ctica entre tradi\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o, entre f\u00e9 e raz\u00e3o. Uma f\u00e9 n\u00e3o fechada em si mesma mas sempre din\u00e2mica no seguimento da intelig\u00eancia e amparada pela raz\u00e3o n\u00e3o precisa de temer o futuro. A Europa soube integrar a revolta no seu ser, atrav\u00e9s duma sabedoria pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O cristianismo \u00e9 tamb\u00e9m um parceiro imprescind\u00edvel \u00e0 Uni\u00e3o Europeia nas diferentes plataformas de di\u00e1logo entre as civiliza\u00e7\u00f5es e as culturas. Seria miopia assentar as rela\u00e7\u00f5es internacionais apenas nas for\u00e7as militares e econ\u00f3micas desconsiderando o papel das ci\u00eancias e da religi\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o das mundivis\u00f5es.<\/p>\n<p>Sistemas partid\u00e1rios antiquados<br \/>S\u00f3 modelos totalit\u00e1rios se julgam capazes de dar resposta \u00e0 perfeita realiza\u00e7\u00e3o humana. Todo o absolutismo abafa o homem. Nenhum futuro, nenhum Deus, nenhum ser humano pode ser encerrado num sistema seja ele pol\u00edtico, religioso ou intelectual.<\/p>\n<p>S\u00f3 a investiga\u00e7\u00e3o fundamental da ci\u00eancia europeia do s\u00e9c. XX conseguiu, com as descobertas de in\u00edcio do s\u00e9culo, dar resposta \u00e0s novas necessidades iniciando uma nova tentativa, uma nova mundivis\u00e3o e m\u00e9todo de trabalho que pressup\u00f5e uma nova maneira de estar no mundo. As elites pol\u00edticas do s\u00e9c. XX n\u00e3o compreenderam esta revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e continuam fi\u00e9is \u00e0s velhas ideias. Assim aqueles que antes eram s\u00edmbolo do progresso tornaram-se o seu impedimento, muito embora em nome dele.<\/p>\n<p>Hoje o grande problema dos nossos sistemas partid\u00e1rios \u00e9 o facto de se manterem antiquados, continuando a aplicar a mundivis\u00e3o do s\u00e9culo XIX, o exagero iniciado no s\u00e9c. XVI e cujos extremismos se manifestam no (racionalismo), no marxismo, no pragmatismo e no existencialismo.<\/p>\n<p>Desconhecem a nova ci\u00eancia iniciada com Planc (teoria qu\u00e2ntica) e com Einstein (teoria da relatividade que superou o materialismo dualista). As ideologias pol\u00edticas modernistas, que determinam actualmente o dia a dia pol\u00edtico europeu, ainda se encontram prisioneiras das velhas ideias dos tempos modernos que dominaram at\u00e9 ao s\u00e9culo XIX. Vivem \u00e0 margem da nova ci\u00eancia que superou a velha maneira de pensar racionalista e materialista.<\/p>\n<p>O futuro implica, com a base da experi\u00eancia da \u00e9poca moderna, a reactiva\u00e7\u00e3o duma vis\u00e3o complementar de todas as disciplinas, procurando evitar todo o dualismo e iniciar uma nova maneira de encarar a realidade na integra\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia naturais e humanas. Uma nova plataforma dos partidos ter\u00e1 que assentar numa din\u00e2mica polar complementar. O Universalismo s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel numa vis\u00e3o integral, n\u00e3o dualista.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo                   <\/span><\/p>\n<div align=\"right\"> <span class=\"texto\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Partidos \u00e0 Margem da Nova Mundivis\u00e3o Cient\u00edfica A Europa foi desbravada com a charrua da f\u00e9 e da raz\u00e3o. Tamb\u00e9m Portugal, na sua fase \u00e1urea, foi \u00e0 conquista do mundo, com o arado da f\u00e9 e da raz\u00e3o, contribuindo com a sua obra colonizadora para o desenvolvimento das civiliza\u00e7\u00f5es. 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