{"id":1191,"date":"2007-11-17T11:08:00","date_gmt":"2007-11-17T10:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1191"},"modified":"2007-11-17T11:08:00","modified_gmt":"2007-11-17T10:08:00","slug":"a-cruz-com-a-cruz-simbologia-e-realidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1191","title":{"rendered":"A Cruz com A Cruz &#8211; Simbologia e Realidade"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\"> Na It\u00e1lia uma senhora mu\u00e7ulmana conseguiu em primeira inst\u00e2ncia ganhar um processo contra a cruz na escola que sua filha frequentava. O tribunal superior revogou a decis\u00e3o do tribunal da inst\u00e2ncia inferior.<br \/>Em Portugal, em Abril passado a Associa\u00e7\u00e3o Rep\u00fablica e Laicidade denunciou ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o 20 casos de cruzes em salas de aula, solicitando a sua retirada. O ME, sem consultar as comunidades escolares, numa ac\u00e7\u00e3o de desrespeito do pr\u00f3prio e de respeito pelo alheio determinou que as cruzes fossem afastadas.<br \/>Ide\u00f3logos ignorantes e pseudo-iluminados multiculturalistas encontram-se por toda a Europa em campanha contra a cruz, s\u00edmbolo dos oprimidos, muitas vezes instrumentalizada pelo poder religioso, por marxistas materialistas que se apoderaram da cruz reduzindo-a \u00e0 cruz comunista do martelo e da foice, pelos nazis com a cruz su\u00e1stica ou pelos satanistas com a sua cruz invertida bem como por aqueles que querem o ser humano de bra\u00e7os abertos, indefeso e crucificado nas lixeiras dos povos. Por toda a parte a cruz com a cruz!&#8230;<br \/>Os que hoje pro\u00edbem a cruz amanh\u00e3 proibir\u00e3o a presen\u00e7a de deficientes nas festas e n\u00e3o tolerar\u00e3o os pedintes nas ruas, onde a cruz \u00e9 mais vis\u00edvel. Como n\u00e3o aceitam a pr\u00f3pria dor nem o sofrimento que causam tamb\u00e9m n\u00e3o aceitar\u00e3o a cruz. Esta \u00e9 o s\u00edmbolo dos que sofrem e por isso uma provoca\u00e7\u00e3o. Eles n\u00e3o se encontram s\u00f3s. Nela se derribam todos os muros r\u00e1ssicos, religiosos, culturais e individuais.!&#8230; Contra a absolutiza\u00e7\u00e3o do poder, do direito, do capital, do consumo e mesmo do racionalismo. Ela relativiza tudo, \u00e9 tamb\u00e9m um princ\u00edpio de d\u00favida met\u00f3dica ao mundo da raz\u00e3o. Ela rasga o v\u00e9u do templo, a verdade dos dogmas e a consist\u00eancia das leis&#8230;<br \/>A reac\u00e7\u00e3o agressiva \u00e0 cruz \u00e9 consequ\u00eancia dum modo de vida e dum projecto. Os dan\u00e7arinos do sonho \u201cmulticultural\u201d actuam com preconceitos contra s\u00edmbolos crist\u00e3os, contra tudo o que cheire a povo. Querem um Homem mutilado, uma imagem de Homem de cabe\u00e7a baixa sem a perspectiva transcendente.<br \/>Uma vez no poder, j\u00e1 n\u00e3o lhes chega carregar o povo com a cruz diab\u00f3lica como at\u00e9 lhe roubar o seu sinal de honra e de dignidade humana. Eles comem tudo. Eles comem tudo e at\u00e9 dos restos t\u00eam medo, n\u00e3o querem vest\u00edgios. Eles querem para os outros apenas a cruz do trabalho e da desonra e n\u00e3o suportam a cruz sinal de protesto dos fracos e sinal da sua dignidade. A tal chegou a arrog\u00e2ncia e a ignor\u00e2ncia do poder, que nem sequer os ossos deixa para os seus s\u00fabditos. Querem um povo sem espinha dorsal, querem apenas s\u00fabditos, querem fi\u00e9is pelintras de joelhos mas alegres e sem mem\u00f3ria, distra\u00eddos, \u00e0 sua porta, \u00e0 sua procura, \u00e0 procura do eu ou da ilus\u00e3o sem sentido. Por detr\u00e1s do combate \u00e0s duas traves cruzadas esconde-se, por vezes, o medo inconsciente de se descobrir o pr\u00f3prio arqu\u00e9tipo de si mesmo que \u00e9 Jesus Cristo, que \u00e9 a cruz. Este s\u00edmbolo n\u00e3o \u00e9 indiferente porque pessoal e real e porque pressup\u00f5e uma consci\u00eancia de ser humano que j\u00e1 n\u00e3o se pode desculpar perante um Deus distante mas pressup\u00f5e um pedir desculpa perante si mesmo, perante o povo, perante a natureza e perante um Deus pessoal; t\u00eam medo de entrarem no seu \u00edntimo, de descobrirem a imagem prot\u00f3tipo, a sua realidade tamb\u00e9m actuante nos outros. Prisioneiros de sistemas aparentemente l\u00f3gicos n\u00e3o querem transpor a realidade do dia a dia e na sua filosofia confundem a meta da vida com a auto-descoberta. A realidade da cruz aponta para a vida para l\u00e1 de imagens fixas, do poder de maiorias ou ortodoxias, tend\u00eancia ou moda.<br \/>A Cruz deslegitima todo e qualquer poder do homem sobre o homem&#8230;.provenha ele de fonte pol\u00edtica, religiosa ou material, seja em nome e por obra de quem for. Muitos reduzem-na \u00e0 simbologia dos abusos praticados em seu nome e ao poder farisaico e presumido duma igreja extremamente oficial petrina.<\/p>\n<p><b>Simbologia<\/b><br \/>A cruz \u00e9 um <b>s\u00edmbolo universal que se encontra em quase todas as religi\u00f5es e culturas sob uma ou outra apresenta\u00e7\u00e3o<\/b>. \u00c9 um s\u00edmbolo que pertence \u00e0 humanidade e n\u00e3o apenas aos crist\u00e3os&#8230; A cruz j\u00e1 se encontra documentada desde h\u00e1 14 mil anos. Para os eg\u00edpcios (Ankh) era sinal de vida e de imortalidade; a cruz su\u00e1stica na \u00cdndia \u00e9 sinal de salva\u00e7\u00e3o e de b\u00ean\u00e7\u00e3o e na China \u00e9 s\u00edmbolo de felicidade, infinito e sol. Ela foi o s\u00edmbolo do nascimento da nacionalidade portuguesa, era o s\u00edmbolo usado na primeira bandeira portuguesa, fazendo ainda hoje parte dela, embora de forma mais discreta. A cruz \u00e9 o sinal principal da bandeira Sui\u00e7a, etc. \u00c9 instrumentalizada pelas mais diversas ideologias: nazismo, comunismo, satanismo, etc.<br \/><b>Passarei a referir-me ao s\u00edmbolo da cruz na civiliza\u00e7\u00e3o ocidental<\/b>.<br \/>Para os crist\u00e3os \u00e9 o s\u00edmbolo dos s\u00edmbolos, o <b>s\u00edmbolo da totalidade e do equil\u00edbrio<\/b>. Ela consta duma linha vertical que une a terra e o c\u00e9u, duma linha horizontal que indica para o mundo, para os outros e dum centro que une os opostos. Como imagem do Homem, \u00e9 um sinal do seu antagonismo, um sinal de amor e de protesto contra a dor, de luz e treva, um sinal positivo, <b>uma f\u00f3rmula, uma chave para a vida<\/b>.<br \/>Torna-se tamb\u00e9m um <b>s\u00edmbolo da ordem material e espiritual \u2013 o seu centro <\/b>&#8211; que abre e possibilita novas perspectivas, novas dimens\u00f5es da realidade sem preconceitos espiritualistas ou materialistas. \u00c9 um convite ao Homem para se tornar humano. Ela est\u00e1 para uma fase superior da humanidade e da Hist\u00f3ria com uma <b>nova ideia de Homem e de Deus<\/b>. Ela \u00e9 s\u00edmbolo de vit\u00f3ria duma nova maneira de ser e de estar no mundo, ou melhor ainda uma nova maneira de se ser e sentir mundo. Para os crist\u00e3os at\u00e9 ao s\u00e9culo V ela era sobretudo um <b>s\u00edmbolo de alegria, de vit\u00f3ria<\/b>. Os romanos reservavam a crucifixa\u00e7\u00e3o na palestina para os amotinadores, os que se revoltavam contra o poder pol\u00edtico de Roma. A oligarquia romana n\u00e3o suportava que os crist\u00e3os usassem a cruz como sinal de salva\u00e7\u00e3o, de vida e colocassem a cruz no centro da sua exist\u00eancia, quando eles a viam como um sinal de rebeldia e a usavam para matar os insurrectos.<br \/>Atrav\u00e9s do Cristo <b>nela triunfam os fracos e fracassados sobre os poderosos, sobre a morte, sobre o mal<\/b>. Os poderosos e candidatos ao poder t\u00eam medo do sinal da cruz. T\u00eam medo de assumir responsabilidade pessoal, t\u00eam medo dos crucificados que se poder\u00e3o libertar num processo de Sexta-feira para Domingo da liberta\u00e7\u00e3o: por tr\u00e1s dum crucificado h\u00e1 a \u201camea\u00e7a\u201d dum ressuscitado. Nela se supera a \u201cmorte\u201d e a humilha\u00e7\u00e3o. Mais que um s\u00edmbolo da morte ela \u00e9 s\u00edmbolo de vit\u00f3ria e de vontade de viver (neste sentido tamb\u00e9m da teologia da liberta\u00e7\u00e3o e da teologia negra!). A cruz torna-se por sua ess\u00eancia invenc\u00edvel, um sinal de vit\u00f3ria, a \u00e1rvore da vida e da sabedoria&#8230;Da\u00ed a sua fascina\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m como escudo invis\u00edvel protector e como express\u00e3o duma consci\u00eancia livre para l\u00e1 dos poderes institucionais estatais ou religiosos, em que os governados, os aben\u00e7oados \u00e9 que deviam governar e aben\u00e7oar. A cruz \u00e9 um sinal protector que protege das m\u00e1s for\u00e7as e das influ\u00eancias negativas das pessoas presencializando a energia, a vida, o amor divino. O bem, a felicidade n\u00e3o se reduz ao pr\u00e9mio de leis ou regras cumpridas, nem a estatutos sociais.<br \/>\u00c9 um s\u00edmbolo universal de b\u00ean\u00e7\u00e3o, vida, felicidade, protec\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o; tem uma parte luminosa e outra desagrad\u00e1vel; ela \u00e9 dor desesperada, dor assumida, \u00e9 b\u00ean\u00e7\u00e3o, \u00e9 revolu\u00e7\u00e3o, vida e morte, for\u00e7a e fraqueza; ela une o esp\u00edrito e a mat\u00e9ria, o c\u00e9u e a terra, reconcilia a contradi\u00e7\u00e3o. Ela est\u00e1 para o ser humano entre o c\u00e9u e a terra na vertical, o amor e o \u00f3dio na horizontal. Nela, <b>como imagem do ser humano, se re\u00fanem e unem as contradi\u00e7\u00f5es<\/b>. <b>Liga Deus e o Homem, homem e mulher num s\u00f3, acabando com as diferen\u00e7as radicais entre a vida e a morte, nela se opera a\u201crecapitula\u00e7\u00e3o do universo\u201d, d\u00e1-lhe consist\u00eancia<\/b>; o Homem de bra\u00e7os abertos realiza a cruz, como afirmavam os padres da igreja do s\u00e9culo II. Na sua horizontalidade o ser humano torna-se aberto e fr\u00e1gil o ber\u00e7o da vida. Na cruz a gl\u00f3ria \u00e9 martirizada e a fraqueza reabilitada. Ela torna-se a nova lei da evolu\u00e7\u00e3o que conduz \u00e0 Liberta\u00e7\u00e3o enquanto que os poderosos a n\u00edvel pessoal ou institucional querem \u00e9 seguir a lei da selec\u00e7\u00e3o, que d\u00e1 lugar aos mais fortes e os legitima no seu roubo ao crente, ao cidad\u00e3o. Ela <b>condena o furto da humanidade e da divindade aos outros<\/b>, e o seu uso para fins quer individuais quer institucionais. <b>A cruz n\u00e3o contemporiza com \u201cos sanguessugas\u201d do corpo nem com\u201dos sanguessugas\u201d da alma.<\/b> Como sinal contradit\u00f3rio provoca: A cruz \u00e9 o s\u00edmbolo da unidade dos opostos. Com Jesus Cristo, significa a invers\u00e3o dos valores pol\u00edticos, sociais e religiosos. Isto fere profundamente quem v\u00ea a realiza\u00e7\u00e3o das suas esperan\u00e7as no poder, na gl\u00f3ria e na explora\u00e7\u00e3o. A cruz est\u00e1 para o contr\u00e1rio. \u00c9 um <b>sinal de rebeldia <\/b>perante o poder estabelecido ou a estabelecer-se porque leva a pessoa e a arraia-mi\u00fada a afirmar a dor que tem de superar e n\u00e3o de suportar, numa economia de transforma\u00e7\u00e3o. Isto traduzido para texto claro significaria que nas escolas e lugares p\u00fablicos n\u00e3o deveriam estar s\u00f3 as fotografias de presidentes e autoridades mas sim a fotografia do povo&#8230; A melhor <b>fotografia que melhor identifica e perpetua o povo \u00e9 a cruz<\/b>, o crucifixo. Os que vivem do sistema acreditam no brilho do ouro, no poder e querem um povo, a eles agradecido, sem esperan\u00e7a, de cabe\u00e7a virada para o ch\u00e3o da necessidade e da dor. Neste sistema n\u00e3o se distinguem os poderosos de estados, religi\u00f5es ou institui\u00e7\u00f5es. A situa\u00e7\u00e3o do povo, de estados e de hierarquias religiosas continua essencialmente igual \u00e0 de h\u00e1 2.000 anos. A cruz j\u00e1 conseguiu muito no desenvolvimento do Homem e das civiliza\u00e7\u00f5es; falta-lhe realizar o salto qualitativo iniciado e realizado por Cristo, a passagem de Homem-objecto para Homem-sujeito.<\/p>\n<p><b>O Significado da Cruz na Teologia<\/b><br \/>J\u00e1 Paulo dizia que a Cruz era o <b>sinal de contradi\u00e7\u00e3o, um esc\u00e2ndalo<\/b>: a loucura dum Deus humilhado e da humanidade divinizada. Esta realidade, esta mundivis\u00e3o transcende todas as sabedorias por mais razo\u00e1veis que se pretendam. \u00c0 sua sombra se desenvolveu a maior civiliza\u00e7\u00e3o da humanidade que alguns querem decadente, sem alma nem identidade.<br \/><b>O crucifixo, cruz com corpo crucificado, s\u00f3 aparece no s\u00e9culo V<\/b>. A cruz era sinal de vit\u00f3ria. At\u00e9 ao s\u00e9c. XIV (cruz e crucifixo, sinais do crist\u00e3o) era mais o sinal da liberta\u00e7\u00e3o e ressurrei\u00e7\u00e3o. A partir da\u00ed a apresenta\u00e7\u00e3o de Cristo sofredor torna-se cada vez mais exagerada e mais unilateral (esta mudan\u00e7a de perspectiva tem tamb\u00e9m a ver com a situa\u00e7\u00e3o de sofrimento criada pelos povos b\u00e1rbaros nas popula\u00e7\u00f5es e com a sensualidade e sentimentalismo crescentes).<br \/><b>A cruz \u00e9 protesto contra todos os poderes<\/b>. Coloca o Homem completo no centro do ser, do acontecer. O ser humano n\u00e3o se define pelo seu estatuto religioso ou civil, nem pelo seu poder-trabalho-\u00eaxito nem t\u00e3o-pouco pelo sucesso ou reconhecimento mas pelo seu ser jesus-cristo, pelo seu ser de pessoa humano-divina em rela\u00e7\u00e3o. Na din\u00e2mica da realidade trinit\u00e1ria, tu-eu-n\u00f3s num s\u00f3. O ser divino no ser humano \u00e9 muito mais que uma tatuagem ou um carimbo indel\u00e9vel que confere personalidade e dignidade. Na realiza\u00e7\u00e3o da cruz, o mundo consome-se em Deus, o ser humano sofre as dores do mundo na agonia de Deus a caminho, o Homem na evolu\u00e7\u00e3o, remindo o mundo no processo da liberta\u00e7\u00e3o.<br \/>Na cruz a pr\u00f3pria escurid\u00e3o brilha, a fraqueza vence o poder. <b>A lei da selec\u00e7\u00e3o \u00e9 superada pela lei do amor<\/b>, numa rela\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria em situa\u00e7\u00e3o de cruz; a necessidade j\u00e1 n\u00e3o cria o \u00f3rg\u00e3o porque esta se realiza na \u00e1gape. A lei reguladora da realidade material e espiritual e a sua percep\u00e7\u00e3o deixa de ser considerada dial\u00e9ctica para se tornar trinit\u00e1ria, numa din\u00e1mica relacional-pessoal personificante. Trata-se de uma <b>superstrutura<\/b> superante que sublima natureza e cultura na caminhada evolutiva do encontro relacional consciente.<br \/><b>A cruz cruza todas as nossas ilus\u00f5es, conceitos e imagens<\/b>. Quem a assume encara de frente o dia a dia das contradi\u00e7\u00f5es da exist\u00eancia de forma activa e livre em acto de diviniza\u00e7\u00e3o do mundo. Na sua fraqueza e abandono o ser consciente responde com o amor que sublima todo o universo num processo de Alfa para o \u00d3mega, da encarna\u00e7\u00e3o do divino para a diviniza\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria na ressalva da personalidade individual tal como na trindade.\u201dEu atrairei tudo e todos a mim\u201dJo.12,32; atrav\u00e9s da cruz d\u00e1-se a metamorfose no amor; de bra\u00e7os abertos, de cora\u00e7\u00e3o aberto, abertos ao mundo em Deus se realiza a transforma\u00e7\u00e3o de tudo em todos, <b>realiza-se a globaliza\u00e7\u00e3o da encarna\u00e7\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o,<\/b> a realiza\u00e7\u00e3o do ser, da cruz convergente, no seu centro criador. Cruz e trindade tornam-se um. A cruz torna-se sinal e realidade do amor divino na terra e do amor da terra em Deus, do amor na humanidade. Com a cruz cria-se uma nova maneira de ser e de estar em sociedade, nasce uma espiritualidade nova para l\u00e1 de dogmas, de sentimentos piedosos e de partidos. Em Jesus Cristo condicionador e condicionado no processo da liberta\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas paradigm\u00e1tica ou hist\u00f3rica atrav\u00e9s da morte na cruz que \u00e9 reveladora do processo existencial individual e global de indiv\u00edduo e mundo numa caminhada teleol\u00f3gica em que a cria\u00e7\u00e3o se realiza em Jesus Cristo o \u00d3mega. Deus, ser humano e natureza, de m\u00e3os dadas, a caminho na realiza\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio de deus, o horizonte do ser. <b>Na resson\u00e2ncia do eco do chamamento e na lembran\u00e7a da rela\u00e7\u00e3o no Tu, penetro no abismo do meu eu de ser imbu\u00eddo na Tua realidade e a\u00ed aconte\u00e7o, realizo Bel\u00e9m em Jerusal\u00e9m<\/b>. A\u00ed Deus morre em Jesus e o Homem liberta-se no Cristo. Assim torna-se real e vis\u00edvel na Hist\u00f3ria o processo da salva\u00e7\u00e3o (liberta\u00e7\u00e3o), o processo da humaniza\u00e7\u00e3o do ser humano, n\u00e3o s\u00f3 como arqu\u00e9tipo do pr\u00f3prio eu e da humanidade a caminho, mas sobretudo como processo dial\u00f3gico Deus-Homem, pobreza-riqueza, Deus-mat\u00e9ria antevisto e concretizado em Jesus Cristo, o ponto \u00d3mega da evolu\u00e7\u00e3o do ser. O ser humano torna-se actuante na realiza\u00e7\u00e3o de tudo em todos, na converg\u00eancia para o ponto \u00d3mega, a realiza\u00e7\u00e3o total da evolu\u00e7\u00e3o. Deus n\u00e3o s\u00f3 se revela em Jesus Cristo, nele celestialmente a terra, o reino de Deus, o ser do Homem. Jesus, a terra, na saudade de Deus, segue o seu chamamento como chamamento de Deus ao Homem e deste \u00e0 cria\u00e7\u00e3o. Deus, Jesus, o ser humano, n\u00e3o perdem a sua personalidade pr\u00f3pria; nela realizam o chamamento absoluto no<b> amor trinit\u00e1rio, mais que f\u00f3rmula ou arqu\u00e9tipo do homem e do universo<\/b> em processo e prolongamento do calv\u00e1rio (no salto auto-realizador) at\u00e9 \u00e0 vit\u00f3ria do amor (o esp\u00edrito de tudo em todos). Como Deus interviu na Hist\u00f3ria e realizou a encarna\u00e7\u00e3o, assim o homem, a natureza, realiza a sua natureza na diviniza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da &#8220;morte&#8221;, da entrega. Tal como acontece com Cristo assim \u00e9 com o ser humano que, no abandono de Deus e dos outros, se entrega incondicionalmente no Tu, sem se agarrar a qualquer coisa e assim participar e realizar a cruz de Cristo numa din\u00e2mica de perd\u00e3o e de reden\u00e7\u00e3o. Neste sentido, na intercomunica\u00e7\u00e3o de tudo em todos, de todos em tudo, a cria\u00e7\u00e3o inteira grita em conjunto o grito do calv\u00e1rio \u201cmeu Deus, meu Deus porque me abandonaste\u201d e assim realiza, passo a passo, a evolu\u00e7\u00e3o (o calv\u00e1rio) para a diviniza\u00e7\u00e3o. Na encorpora\u00e7\u00e3o da entropia, encarna\u00e7\u00e3o e diviniza\u00e7\u00e3o \u2013 encorpora\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito no processo da liberta\u00e7\u00e3o para a diviniza\u00e7\u00e3o \u2013 uni\u00e3o, a <b>cruz \u00e9 ao mesmo tempo processo e consuma\u00e7\u00e3o<\/b>. Neste sentido o ser humano e o ser crist\u00e3o na sua generalidade ainda n\u00e3o descobriu o seu novo ser de ser divinizado. Por isso as estruturas econ\u00f3micas, pol\u00edticas, sociais e religiosas continuam a desalojar o Homem dos seus meios aceitando-o apenas como prolet\u00e1rio, cliente, s\u00fabdito ou fiel no sentido da tradi\u00e7\u00e3o do Antigo Testamento \u00e0 margem de Cristo e da mundivis\u00e3o superior. Em Jesus Cristo torna-se presente e vis\u00edvel o ser do Homem e todo o processo da cria\u00e7\u00e3o e da evolu\u00e7\u00e3o. Na experi\u00eancia do perd\u00e3o o Homem perdoa como Deus perdoa na Cruz ao revelar o totalmente outro. Nela ele actualiza e presencializa a liberta\u00e7\u00e3o tornando-se redentor actuante no inconsciente do mundo imanente. Nesse encontro revela-se a realidade de Jesus Cristo num acto de personaliza\u00e7\u00e3o: uma esp\u00e9cie de nascimento numa experi\u00eancia de dor gozosa do \u201c em tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito\u201d. A resposta ao chamamento \u00e9 intercomunicativa e solid\u00e1ria. A cruz \u00e9 assim vivida, como estrutura base do nosso ser, como lei imanente ao mundo e ao divino. Atrav\u00e9s de Cristo o mundo \u00e9 crucificado e libertado nele. Corporalidade e espiritualidade s\u00e3o reconciliadas e totalmente aceites no anonimato do <b>ser crist\u00e3o que n\u00e3o quer salvar a corporalidade mas aceita a metamorfose do divino na mat\u00e9ria e vice-versa<\/b>.<br \/>Deus, a morte e o pr\u00f3prio mundo s\u00e3o incompreens\u00edveis: s\u00f3 se podem experimentar e apreender na sua totalidade numa perspectiva de <b>cruz viv\u00eancia<\/b>. A n\u00f3s resta-nos participar no destino de deus humanado em Jesus e de Jesus divinizado no Cristo na doa\u00e7\u00e3o rec\u00edproca de Deus e Homem, de Deus e mundo na realiza\u00e7\u00e3o fatal do ser interior da cruz. Deus e Homem est\u00e3o unidos no mesmo \u201cfado\u201d para l\u00e1 de culturas, religi\u00f5es, ra\u00e7as, credos e na\u00e7\u00f5es&#8230;<br \/>Trata-se de um <b>Humanismo aberto, sem atalhos e sem becos sem sa\u00edda<\/b> que exige o salto da pr\u00f3pria comodidade e certeza no abismo do mist\u00e9rio que \u00e9 o ser humanos, a cria\u00e7\u00e3o.<br \/>O crucifixo \u00e9 sinal dum humanismo que n\u00e3o escolhe o atalho da pr\u00f3pria certeza, expressa um sentido que n\u00e3o passa ao lado da morte, da cruz, sem a encontrar. O crucifixo \u00e9 o local real, fora do palco do tempo e do espa\u00e7o onde culturas, mundivis\u00f5es se reduzem ao papel de cen\u00e1rios, pontos de partida para o tal salto no escuro, que possibilita a luz, a realiza\u00e7\u00e3o no amor. A liberdade assume a morte e realiza-se no amor; aqui a vida j\u00e1 n\u00e3o causa angustia. No fracasso da cruz torna-se vis\u00edvel a diferen\u00e7a entre pretens\u00e3o (exig\u00eancia) e realiza\u00e7\u00e3o. Na cruz torn\u00e1mo-nos humildes e reconciliamo-nos; nela aprendemos a encarar e aceitar os nossos defeitos. Ela n\u00e3o s\u00f3 na liberta de algo mas liberta-nos principalmente de n\u00f3s mesmos para nos encontrarmos no \u00e2mago da exist\u00eancia connosco mesmos.<br \/><b>Na cruz se intersecta C\u00e9u e terra<\/b>. Ela \u00e9 pergunta e resposta, processo na realiza\u00e7\u00e3o da realidade trinit\u00e1ria. O Homem no seu andar direito, ao contr\u00e1rio do macaco, est\u00e1 convidado a ver a realidade da perspectiva entre c\u00e9u e terra, entre mat\u00e9ria e esp\u00edrito e n\u00e3o apenas sob a \u00f3ptica da terra ou do c\u00e9u, e a ter uma vis\u00e3o realista, a tornar-se respons\u00e1vel pela terra e pelo seu futuro humanizando-se, humanizando-a no sentido da encarna\u00e7\u00e3o e da liberta\u00e7\u00e3o.<br \/>Cada \u00e9poca procura interpretar a realidade, o mist\u00e9rio da cruz, numa linguagem adaptada ao sentir do tempo e assim melhor facilitar a express\u00e3o da experi\u00eancia e viv\u00eancia de cada um ao n\u00edvel da pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o. A realidade transcende por\u00e9m a percep\u00e7\u00e3o num processo din\u00e2mico de correla\u00e7\u00e3o. Por vezes as exterioridades determinam de tal modo o nosso dia a dia que tornam cada vez mais desproporcionadas as vertentes horizontal e vertical da cruz.<br \/>Com Cristo, o ser ganha uma nova dimens\u00e3o e consist\u00eancia; nele os condicionalismos existenciais alienadores, o mal, a pobreza s\u00e3o sublimados. Esta \u00e9 a dignidade e a miss\u00e3o humana, constitutiva no acto de realizar o mundo, de presencializar a salva\u00e7\u00e3o. A sua aceita\u00e7\u00e3o leva \u00e0 sua transforma\u00e7\u00e3o. Por outro lado o reconhecimento do ch\u00e3o firme do mal possibilita o poder erguer-se e reconhecer o terreno pantanoso alienador e inconsciente do dia a dia na ced\u00eancia \u00e0 lei da adapta\u00e7\u00e3o, da entropia. A aceita\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o possibilita a liberta\u00e7\u00e3o, que acaba com absolutos materiais e espirituais ou com qualquer sujei\u00e7\u00e3o servil; d\u00e1 lugar a uma consci\u00eancia de pessoa digna, realizada, que se aceita como \u00e9, sem complexos e assim se torna fonte de alegria e de realiza\u00e7\u00e3o. <b>Na cruz n\u00e3o h\u00e1 lugar para os puros, a\u00ed n\u00e3o t\u00eam consist\u00eancia nem o esp\u00edrito em si nem a mat\u00e9ria em si<\/b>. A\u00ed os dois cruzam-se na fus\u00e3o e reconcilia\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria e esp\u00edrito originando uma nova identidade numa din\u00e2mica trinit\u00e1ria(n\u00e3o dial\u00e9tica). Nesta uni\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 escravo nem senhor, aqu\u00e9m nem al\u00e9m, aqui nem acol\u00e1, esp\u00edrito nem mat\u00e9ria, bem nem mal&#8230; Estes tornam-se est\u00e1dios, momentos dial\u00e9ticos transpon\u00edveis, camadas processuais em di\u00e1logo relacional qualificado na totalidade do ser original. N\u00e3o h\u00e1 mais lugar para fronteiras, limites, contornos, nem defini\u00e7\u00f5es absolutas. <b>Desaparecem todas as estruturas, mesmo as religiosas, acabando-se com os contornos mesmo entre Homem e Deus<\/b>, n\u00e3o se absolutizando nem a finidade nem a infinidade, tudo \u00e9 processo dial\u00e9ctico no sentido da realiza\u00e7\u00e3o da realidade trinit\u00e1ria. <b>Neste estado de consci\u00eancia \u201cglobal\u201d o ser, o agir \u00e9 resultado e causa, \u00e9 criador-criado e redentor.<\/b> Neste sentido a cruz n\u00e3o s\u00f3 se torna medida de todas as coisas como se manifesta como a estrutura de tudo em todos, o lugar da encarna\u00e7\u00e3o de Deus e da ressurrei\u00e7\u00e3o da carne, numa outra \u201crealidade\u201d.<br \/>Nos momentos de aliena\u00e7\u00e3o a n\u00edvel estrutural e individual (momentos de apropria\u00e7\u00e3o e instrumentaliza\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito, da terra e do Homem) torna-se importante o olhar da cruz para nos colocarmos nela e de novo nos assumirmos como crucifixos. Ent\u00e3o a cruz reflecte o seu brilho ao receber o meu, o teu corpo que a torna crucifixo e este se torna redentor. <b>A cruz liberta-nos de tudo, mesmo de n\u00f3s mesmos e de todos os poderes<\/b>. Ela \u00e9 o melhor s\u00edmbolo contra a absolutiza\u00e7\u00e3o de qualquer poder e contra toda a aliena\u00e7\u00e3o seja ela econ\u00f3mica, pol\u00edtica, religiosa ou existencial. Ela \u00e9 um protesto, um apelo \u00e0 liberdade e \u00e0 responsabilidade de tudo em todos. \u00c9 sinal e s\u00edmbolo de que o limitado est\u00e1 vocacionado a ser aberto ao ilimitado como o ilimitado ao limitado. O crucifixo, tal como o mist\u00e9rio trinit\u00e1rio, em processo relacional, al\u00e9m de segredo, torna-se na f\u00f3rmula que equaciona toda a \u201crealidade\u201d e a \u201crealiza\u201d, consome.<br \/><b>A Cruz n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel no sentido de qualquer interesse seja ele material ou espiritual. <\/b>Nela desaguam todas as necessidades para se superarem; sim, mesmo a necessidade de salva\u00e7\u00e3o! Ela acaba com os conflitos das leis para as sublimar na lei do amor; contesta todo o poder, at\u00e9 o poder biol\u00f3gico que no grito por Deus da cria\u00e7\u00e3o abandonada na cruz se revela o eco inicial criador de Deus a caminho com a sua cria\u00e7\u00e3o. A cruz \u00e9 o grito por Deus que trespassa toda a criatura no seu caminhar na saudade e desejo de presenciar o Reino de Deus. Ela \u00e9 tamb\u00e9m a resposta cultural ao paradigma natural dial\u00e9ctico. Na Cruz a natureza bruta \u00e9 humanizada e liberta. Ela instiga \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o e ao reconhecimento da divindade na natureza, \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o da natureza na humaniza\u00e7\u00e3o da natureza e na diviniza\u00e7\u00e3o do homem. A lei fundamental do amor transforma n\u00e3o s\u00f3 a dor como at\u00e9 o mal, tudo passa a ter sentido.<br \/>Na cruz o ser humano atinge o m\u00e1ximo da sua individua\u00e7\u00e3o; ela \u00e9 o luzeiro, o arqu\u00e9tipo que acompanha e ajuda o ser humano a caminho de si mesmo, a caminho do verdadeiro eu. Jesus na sua entrega total realizou o arqu\u00e9tipo humano que o ser humano e a humanidade est\u00e3o chamados a realizar. A\u00ed, o ser humano, a cria\u00e7\u00e3o atinge o acto de pura consci\u00eancia atrav\u00e9s do \u00faltimo grito, da dor que \u00e9 a chave que transforma a cruz numa porta aberta&#8230;que acaba com o contraste, com o antagonismo e a bipolaridade. Estes reduzem-se ent\u00e3o \u00e0s passadas a dar no caminhar evolutivo na realiza\u00e7\u00e3o do ponto \u00d3mega.<br \/>O ser humano em gesta\u00e7\u00e3o<br \/>A dor, a cat\u00e1rsis ganham ent\u00e3o um sentido a partir do desfecho da cruz. Todo o acto criador surge dum parto original que se repete e s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel na dor aceite. Da dor aceite surge a vida, a luz. O ser consciente que perscrutou o ser e a exist\u00eancia atrav\u00e9s da janela da cruz n\u00e3o se pode colocar debaixo da cruz dos outros vivendo \u00e0 sombra dos outros; isto constituiria a aliena\u00e7\u00e3o duma vida n\u00e3o vivida, quando muito em segunda m\u00e3o!&#8230; O ser humano na sua auto-realiza\u00e7\u00e3o, no seu tornar-se consci\u00eancia, sofre as dores de parto da humaniza\u00e7\u00e3o de Deus em si, tal como Jesus sofreu a sua diviniza\u00e7\u00e3o no Cristo (Processo encarna\u00e7\u00e3o-morte-ressurei\u00e7\u00e3o). A cruz \u00e9 passagem, tal como a P\u00e1scoa, \u00e9 Domingo, o centro das linhas horizontal e vertical. A cruz d\u00e1 \u00e0 luz um novo Homem. O ser humano \u00e9 o lugar privilegiado onde Deus nasce e brilha, onde a cria\u00e7\u00e3o se realiza e completa, \u00e9 o filamento da l\u00e2mpada sem o qual n\u00e3o haveria luz! Sem Deus tamb\u00e9m o filamento n\u00e3o iluminaria. \u00c9 o destino de duas realidades numa s\u00f3: a luz!&#8230;No filamento sofredor transforma-se e brilha.<br \/>A cruz est\u00e1 para todos os que sofrem, <b>\u00e9 um rel\u00e2mpago na escurid\u00e3o<\/b>. Ela possibilita o abra\u00e7o que a torna crucifixo&#8230; Ela d\u00e1 sentido aos oprimidos leva-os a dizer aos seus exploradores: \u201cperdoai-lhes porque n\u00e3o sabem o que fazem\u201d. Isto vale tanto para os exploradores do esp\u00edrito como para os exploradores do Homem e da natureza. Ela \u00e9 o s\u00edmbolo dos que sofrem e por isso uma provoca\u00e7\u00e3o e uma deslegitima\u00e7\u00e3o do poder e de todas as ilus\u00f5es&#8230;Ela \u00e9 tamb\u00e9m um apelo \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o de todos os medos e dos neg\u00f3cios com eles; liberta tamb\u00e9m do neg\u00f3cio com a morte e daqueles que a querem ver reduzida ao s\u00edmbolo da morte.<br \/>A haste vertical une o c\u00e9u \u00e0 terra, a horizontal \u00e9 abertura, solidariedade, leva-nos \u00e0 comunidade no abra\u00e7o global no encontro do cora\u00e7\u00e3o da cruz, no ponto de intersec\u00e7\u00e3o de tudo em todos e de todos em tudo&#8230; A salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser unilateral nem apenas um acto de consci\u00eancia adquirida, ela \u00e9 o rel\u00e2mpago que rasga a escurid\u00e3o e o trov\u00e3o do amor que fica. <b>A cruz \u00e9s tu, eu, o mundo a caminho!<\/b><\/p>\n<p>\u00a9 in &#8220;Ideias Peregrinas&#8221; 2005<br \/>Ant\u00f3nio Justo<br \/>Te\u00f3logo e pedagogo<br \/>Tel: 0049 561 407783<br \/>E-mail: a.c.justo@t-online.de                   <\/p>\n<div align=\"right\"> <b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/div>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na It\u00e1lia uma senhora mu\u00e7ulmana conseguiu em primeira inst\u00e2ncia ganhar um processo contra a cruz na escola que sua filha frequentava. O tribunal superior revogou a decis\u00e3o do tribunal da inst\u00e2ncia inferior.Em Portugal, em Abril passado a Associa\u00e7\u00e3o Rep\u00fablica e Laicidade denunciou ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o 20 casos de cruzes em salas de aula, solicitando &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1191\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">A Cruz com A Cruz &#8211; Simbologia e Realidade<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1191","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1191","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1191"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1191\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1191"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1191"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1191"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}