{"id":1189,"date":"2007-11-17T11:07:00","date_gmt":"2007-11-17T10:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1189"},"modified":"2007-11-17T11:07:00","modified_gmt":"2007-11-17T10:07:00","slug":"ambicoes-nucleares-do-irao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1189","title":{"rendered":"Ambi\u00e7\u00f5es Nucleares do Ir\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\"><b>Luta pela Hegemonia no Mundo \u00c1rabe<\/b><\/p>\n<p>A Troika (Alemanha, Fran\u00e7a e Inglaterra) da Uni\u00e3o Europeia mostrou ter chegado com o seu latim ao fim nas sua ac\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o Ir\u00e3o ao amea\u00e7ar levar a quest\u00e3o para o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU. Com um tratamento mais duro para com o Ir\u00e3o, atrav\u00e9s de san\u00e7\u00f5es, esperam poder provocar uma mudan\u00e7a de curso. A Europa \u00e9 o maior parceiro comercial do Ir\u00e3o e tem grandes interesses no mundo \u00e1rabe.<br \/>Por\u00e9m, quanto mais p\u00fablica for a cr\u00edtica ao Chefe de Estado Achmadinedschad mais brutal ser\u00e1 a sua reac\u00e7\u00e3o. D\u00e9spotas n\u00e3o ligam \u00e0s consequ\u00eancias negativas que o povo poder\u00e1 vir a sofrer com embargos.<br \/>Um estado teocr\u00e1tico rege-se por outros valores que n\u00e3o os do di\u00e1logo e menos ainda os democr\u00e1ticos. A \u00fanica refer\u00eancia s\u00e3o interesses imediatos que por sua vez s\u00e3o legitimados por o Cor\u00e3o e pela Scharia. Trata-se portanto de objectivos \u201esantos: <b>tornar-se uma pot\u00eancia nuclear <\/b>para poder, sem consulta, condicionar a pol\u00edtica mundial, come\u00e7ando por <b>irradiar Israel do mapa<\/b>, como quer o chefe de estado, ou \u201e<b>afogar os judeus no mar<\/b>\u201d como querem outros.<br \/>Naturalmente que a Europa n\u00e3o pode admitir que o Ir\u00e3o se torne pot\u00eancia nuclear at\u00f3mica porque a Europa est\u00e1 na esfera de alcance do Ir\u00e3o. Pa\u00edses teocr\u00e1ticos n\u00e3o se deixam comprometer com conven\u00e7\u00f5es. <b>O grande problema \u00e9 o esp\u00edrito hegem\u00f3nico que ainda determina a cultura \u00e1rabe e o facto de se definir em contraposi\u00e7\u00e3o com o resto do mundo<\/b>.<br \/>A aquisi\u00e7\u00e3o da bomba at\u00f3mica pelo Ir\u00e3o corresponderia, no contexto actual do mundo \u00e1rabe a imin\u00eancia duma guerra inter-cultural.<br \/>          Por outro lado se o Conselho de Seguran\u00e7a das NU declarasse uma <b>resolu\u00e7\u00e3o de embargo ao Ir\u00e3o isto iria ter consequ\u00eancias muito negativas <\/b>para o Iraque (maioria schiita, como no Ir\u00e3o) e para o terrorismo no M\u00e9dio Oriente e no mundo \u00e1rabe.<br \/>No Conselho de Seguran\u00e7a n\u00e3o ser\u00e1 de prever uma decis\u00e3o atendendo a que o veto da China poderia impedir a estrat\u00e9gia em curso. <b>Pequim quer o \u00f3leo do Ir\u00e3o sendo para si priorit\u00e1ria a seguran\u00e7a do fornecimento desta mat\u00e9ria-prima<\/b>. A chance poder\u00e1 vir da <b>press\u00e3o a obter da liga \u00e1rabe <\/b>que tem interesses contradit\u00f3rios no seio dos seus membros. Como muitos estados \u00e1rabes n\u00e3o v\u00eaem com bons olhos o crescimento do poderio turco, outros tamb\u00e9m n\u00e3o aceitariam ficar sob a hegemonia do Ir\u00e3o. Est\u00e1 tamb\u00e9m em jogo o desequil\u00edbrio entre as for\u00e7as religiosas sunitas e as schiitas).<br \/>Por tudo isto, na hora em que a diplomacia europeia parece abdicar, s\u00f3 resta \u00e0 Europa uma alternativa a apelos p\u00fablicos. <b>A alternativa ser\u00e1 uma  <u>pol\u00edtica diplom\u00e1tica secreta<\/u> para conseguir aliados no mundo<\/b>. Com actos p\u00fablicos de for\u00e7a n\u00e3o se conseguir\u00e1 nada; a n\u00e3o ser que optassem por uma interven\u00e7\u00e3o militar. Uma op\u00e7\u00e3o <b>militar n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel atendendo \u00e0 guerrilha internacional <\/b>dum certo mundo \u00e1rabe e aos diferentes interesses das pot\u00eancias internacionais.<br \/>           A Chanceler alem\u00e3 \u00c2ngela Merkel j\u00e1 afirmou que era decisivo que o Ir\u00e3o saiba que \u201e<b>para n\u00f3s \u00e9 uma quest\u00e3o s\u00e9ria&#8221;<\/b>. \u00c9 interessante o facto de os alem\u00e3es amea\u00e7arem com o Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Geralmente, na sua diplomacia, alem\u00e3es e franceses s\u00e3o muito pragm\u00e1ticos e sobretudo preocupados com as rela\u00e7\u00f5es comerciais. Tudo leva a querer que o <b>assunto \u00e9 mesmo quente e muito problem\u00e1tico<\/b>. Interessante \u00e9 a maneira moderada de Busch tamb\u00e9m ele muito interessado numa solu\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica. Isto apesar de a Am\u00e9rica na sua pol\u00edtica externa ater sempre presente al\u00e9m do aspecto econ\u00f3mico tamb\u00e9m o idealismo da exporta\u00e7\u00e3o da democracia para todo o mundo. <b>Naturalmente que a Am\u00e9rica n\u00e3o permitir\u00e1 que o Ir\u00e3o, na situa\u00e7\u00e3o em que se encontra, venha a adquirir armas nucleares.<\/b> Isso corresponderia \u00e0 desestabiliza\u00e7\u00e3o total do mundo \u00e1rabe e do mundo.<br \/><b>Um estado soberano \u00e9 livre na decis\u00e3o dos seus actos?<\/b><br \/>Uma ideia peregrina ing\u00e9nua sempre passa pela nossa cabe\u00e7a: porque \u00e9 que um pa\u00eds soberano n\u00e3o pode ter o direito a possuir armas nucleares, tal como algumas pot\u00eancias? O problema \u00e9 o da responsabilidade pr\u00f3pria e universal. Uma teocracia imperialista n\u00e3o est\u00e1 ainda na situa\u00e7\u00e3o de usar o armamento com responsabilidade, se \u00e9 poss\u00edvel falar-se de responsabilidade na utiliza\u00e7\u00e3o das armas.<br \/>O M\u00e9dio Oriente, o Iraque, o Ir\u00e3o, e o Afeganist\u00e3o s\u00e3o zonas de interesse comum de americanos e europeus. S\u00e3o <b>zonas muito inst\u00e1veis que ainda n\u00e3o alcan\u00e7aram a maturidade pol\u00edtica<\/b>. S\u00f3 rela\u00e7\u00f5es de boa vizinhan\u00e7a e de estabilidade interior poder\u00e3o criar um clima de confian\u00e7a e aceita\u00e7\u00e3o rec\u00edproca. O processo de pacifica\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos e da Europa foram processos longos. Por outro lado, devido ao contexto internacional e \u00e0 paz a atingir, os grandes blocos <b>n\u00e3o podem permitir a coloniza\u00e7\u00e3o interna <\/b>dentro das outras culturas. O est\u00e1dio de desenvolvimento dos v\u00e1rios grupos entre si n\u00e3o pode ser deixado, como no passado \u00e0 for\u00e7a do mais forte dentro de cada grupo e na rela\u00e7\u00e3o com os grupos vizinhos. A consci\u00eancia dos direitos humanos individuais, j\u00e1 \u00e9 um facto reconhecido internacionalmente, o que impede que as etnias mais fortes concluam o seu processo de assimila\u00e7\u00e3o dos vizinhos. <b>O direito cultural imp\u00f5e-se \u00e0 lei da selec\u00e7\u00e3o.<\/b><br \/>Naturalmente que o mundo \u00e1rabe, com os recursos de petr\u00f3leo que t\u00eam se tivesse nas m\u00e3os a bomba at\u00f3mica poderia cantar de galo. Neste momento da hist\u00f3ria quem canta \u00e9 o mundo ocidental.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo<br \/>Alemanha                   <\/p>\n<div align=\"right\"> <b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/div>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luta pela Hegemonia no Mundo \u00c1rabe A Troika (Alemanha, Fran\u00e7a e Inglaterra) da Uni\u00e3o Europeia mostrou ter chegado com o seu latim ao fim nas sua ac\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o Ir\u00e3o ao amea\u00e7ar levar a quest\u00e3o para o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU. 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