{"id":1180,"date":"2007-11-17T11:02:00","date_gmt":"2007-11-17T10:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1180"},"modified":"2007-11-17T11:02:00","modified_gmt":"2007-11-17T10:02:00","slug":"terceira-guerra-mundial-a-guerra-das-culturas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1180","title":{"rendered":"Terceira Guerra Mundial: A Guerra das Culturas"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\">                    <b>Fim da Sociedade Aberta <\/b><br \/>            <b>O direito \u00e0 diferen\u00e7a n\u00e3o pode menosprezar a vis\u00e3o de conjunto, a realidade do todo.<\/b><br \/>          Chega uma bagatela na Dinamarca, uma caricatura atrevida sobre Maom\u00e9 para que o mundo perca a cabe\u00e7a. <b>A viol\u00eancia cega n\u00e3o precisa de fundamento, basta-lhe apenas uma oportunidade<\/b>. Quem \u00e9 que se deve aqui desculpar no meio de tanto fanatismo? <b>Os europeus n\u00e3o querem ceder os seus valores e o mundo isl\u00e2mico quer impor os seus<\/b>. No meio de tudo isto s\u00f3 perdem os honestos de um lado e do outro. Terroristas e extremistas aproveitam a mais pequena coisa para espalhar o seu \u00f3dio e incendiar o mundo em nome da religi\u00e3o e de princ\u00edpios sagrados. Na destrui\u00e7\u00e3o e no conflito est\u00e1 a sua oportunidade; apostam tudo na bomba do \u00f3dio e da vingan\u00e7a. <b>Querem globalizar a agress\u00e3o e as ideologias, n\u00e3o suportam uma sociedade aberta e livre, <\/b>querem acabar com a toler\u00e2ncia para instalar uma vis\u00e3o do mundo racista. Jogam com duas medidas. O seu mundo, o estado de Deus inquestion\u00e1vel, o reino do bem querem-no intoc\u00e1vel. O que h\u00e1 a mudar, na sua estrat\u00e9gia \u00e9 o territ\u00f3rio do mal, o ocidente, o reino decadente do diabo, da culpa. Nos seus pa\u00edses, os crist\u00e3os s\u00e3o discriminados e por vezes perseguidos, mas t\u00eam que se calar por medo \u00e0s reac\u00e7\u00f5es. Seria fatal se os estados \u00e1rabes e os grupos revoltosos continuassem a usar <b>a luta religiosa como v\u00e1lvula de escape para a frustra\u00e7\u00e3o e a insatisfa\u00e7\u00e3o fruto das injusti\u00e7as reinantes nos seus sistemas pol\u00edticos. <\/b>O seu recurso \u00e0 religi\u00e3o como \u00fanico instrumento estabilizador de identidade \u00e9 muito d\u00e9bil e d\u00e1-se \u00e0 custa do ser humano.<br \/>          Pa\u00edses como o Ir\u00e3o apoiam descaradamente o terrorismo, a guerrilha. Com as suas palavras e ac\u00e7\u00f5es <b>d\u00e3o raz\u00e3o aos que v\u00eam o mundo \u00e1rabe como agressivo; ao mesmo tempo, facilitam o caminho aos falc\u00f5es<\/b>. Enfraquecer a \u201cescala\u00e7\u00e3o\u201d deve ser a miss\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 dos estados europeus mas tamb\u00e9m dos estados \u00e1rabes.<br \/>Islamistas declararam guerra ao mundo moderno, \u00e0 democracia e aos estados \u00e1rabes que procuram instalar estruturas democr\u00e1ticas s\u00e9rias. A terceira guerra mundial \u00e9 uma guerra de guerrilha. Ela j\u00e1 funciona entre o mundo \u00e1rabe e o mundo ocidental. Esta est\u00e1 cada vez mais presente na consci\u00eancia do povo e determina cada vezmais o seu comportamento..<br \/>Verificam-se paralelos comuns com o embate entre o mundo b\u00e1rbaro e o imp\u00e9rio romano. Dum lado, uma sociedade romana decadente com um grande progresso tecnol\u00f3gico e uma estrat\u00e9gia militar superior que atra\u00eda os povos vizinhos e do outro lado povos rudes que com a sua vitalidade, convic\u00e7\u00e3o e guerrilha dominaram o poder mais forte, espalhando por toda a parte o medo, chegando mesmo a irradiar dos h\u00e1bitos e da mem\u00f3ria daquela civiliza\u00e7\u00e3o aquisi\u00e7\u00f5es que passaram ao esquecimento.<br \/>Declaradamente a presente guerra come\u00e7ou com os actos terroristas de 11 de Setembro em 2001 \u00e0s torres de Nova Yorque. Esta \u00e9 uma guerra fatal que se torna cada vez mais presente em todo o mundo e em cada pessoa condicionando pol\u00edticos e pessoas no seu agir. <b>O medo passou a ser uma realidade constante<\/b>, anteriormente presente na ac\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos e empres\u00e1rios atingiu entretanto o esp\u00edrito de toda a gente. <b>O mundo Isl\u00e3o quer ser considerado tabu n\u00e3o admitindo correc\u00e7\u00f5es \u00e0 sua maneira de estar no mundo<\/b>. Os extremistas j\u00e1 ganharam a batalha do medo. Querem que o Ocidente se ajoelhe perante o Isl\u00e3o como se na Europa a liberdade de express\u00e3o estivesse na m\u00e3o dos governos. A guerra santa contra o Ocidente encontra-se em marcha, for\u00e7ada por extremistas em guerra contra o desenvolvimento.<br \/>                      <b>A Religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 coisa privada<\/b><br \/>          <b>A discuss\u00e3o em torno da quest\u00e3o das caricaturas a Maom\u00e9 e a correspondente reac\u00e7\u00e3o \u00e1rabe mostram que a ideia da realiza\u00e7\u00e3o duma sociedade secular foi uma utopia peregrina. <\/b>Tamb\u00e9m esta porta se encerrou!&#8230; Por toda a parte se levanta o Isl\u00e3o contra a liberdade e contra o mundo crist\u00e3o moderno.<br \/>          Na Europa a religi\u00e3o e a liberdade andam de m\u00e3os dadas. Seria um bom trabalho para <b>as organiza\u00e7\u00f5es mu\u00e7ulmanas aculturarem o Isl\u00e3o \u00e0 Europa e assim no contributo para o Isl\u00e3o evitar a guerra das culturas,<\/b> que de outro modo chegar\u00e1 de maneira brutal. A religi\u00e3o deve ser suscept\u00edvel de cr\u00edtica assim como tudo o que tem a ver com o homem e com a sociedade. A sociedade secular, deve respeitar os sentimentos religiosos tal como os adeptos de outros sistemas pol\u00edticos t\u00eam o dever de respeitar a democracia. H\u00e1 muito que roer na casca das ideologias, das doutrinas, das mundivid\u00eancias e dos mitos. S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel chegar-se ao seu n\u00facleo e obter uma melhor compreens\u00e3o das mesmas e da realidade que incorporam. Se \u00e9 verdade que n\u00e3o deve haver zonas de tabu, tamb\u00e9m n\u00e3o se deve faltar ao respeito. <b>A sociedade secular tem de aprender a toler\u00e2ncia <\/b>respeitando os sentimentos religiosos como uma realidade e n\u00e3o reduzir fanaticamente a religi\u00e3o a \u00f3pio do povo. A mesma toler\u00e2ncia se exige dos crentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ideologias. Naturalmente que n\u00e3o se podem tabuizar temas, mas h\u00e1 limites. E <b>os limites da cr\u00edtica tanto \u00e0 religi\u00e3o como \u00e0 democracia s\u00e3o o momento em que estas forem estropiadas ou desfiguradas em fun\u00e7\u00e3o de interesses menos nobres<\/b>. Em liberdade e em democracia n\u00e3o pode ser tudo permitido. <b>O direito \u00e0 diferen\u00e7a n\u00e3o pode menosprezar a vis\u00e3o de conjunto, a realidade do todo.<\/b><br \/>Embora os crist\u00e3os n\u00e3o sejam t\u00e3o sens\u00edveis \u00e0 cr\u00edtica, \u00e9 \u00f3bvio o respeito pelos sentimentos religiosos das pessoas. Uma arte que coloca Jesus no cen\u00e1culo ao lado duma prostituta quer ridicularizar e difamar. <b>Religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 coisa privada.<\/b> A sociedade secularizada tem de tomar em conta que n\u00e3o tem legitima\u00e7\u00e3o para impor aos outros os seus mitos e ritos. T\u00eam de reconhecer a realidade e o valor da religi\u00e3o. Na reac\u00e7\u00e3o do Isl\u00e3o tornam-se mais patentes certas barbaridades que t\u00eam sido injustamente cometidas contra o cristianismo bem como a falta de respeito e os abusos de certos lobbies.<br \/>Uma certa elite socialista marxista, que nutre simpatias especiais pelo mundo Isl\u00e3o e aposta no ressentimento contra o cristianismo, deveria pensar bem no que faz, porque poderia sair-lhe o tiro pela culatra. Se \u00e9 verdade que o Isl\u00e3o lhe est\u00e1 mais pr\u00f3ximo na ideia centralista de estado tamb\u00e9m \u00e9 verdade que ele fortalecer\u00e1 certas for\u00e7as latentes no Ocidente. <b>Um di\u00e1logo cr\u00edtico no respeito \u00e9 o melhor pressuposto para o desenvolvimento e para o encontro de pessoas e culturas adultas.<\/b><\/p>\n<p><b>Ant\u00f3nio Justo<\/b>                   <\/span><\/p>\n<div align=\"right\"> <span class=\"texto\"><b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fim da Sociedade Aberta O direito \u00e0 diferen\u00e7a n\u00e3o pode menosprezar a vis\u00e3o de conjunto, a realidade do todo. Chega uma bagatela na Dinamarca, uma caricatura atrevida sobre Maom\u00e9 para que o mundo perca a cabe\u00e7a. A viol\u00eancia cega n\u00e3o precisa de fundamento, basta-lhe apenas uma oportunidade. 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