{"id":1164,"date":"2007-11-17T10:55:00","date_gmt":"2007-11-17T09:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1164"},"modified":"2007-11-17T10:55:00","modified_gmt":"2007-11-17T09:55:00","slug":"papel-dos-sindicatos-1%c2%b0-de-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=1164","title":{"rendered":"PAPEL DOS SINDICATOS &#8211; 1\u00b0. DE MAIO"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"texto\"><b>Deixar de viver de falsas ilus\u00f5es<\/b><br \/>Um papel importante dos sindicatos \u00e9 uma exig\u00eancia \u00e9tica social. Esta, com objectivos claros, n\u00e3o poder\u00e1 deixar o patronato nem a sociedade indiferentes.<br \/>A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e pol\u00edtica em que nos encontr\u00e1mos \u00e9 socialmente t\u00e3o prec\u00e1ria que nem as ilus\u00f5es dos sindicatos nem os sonhos de idealistas poder\u00e3o ajudar-nos a resolver os problemas. Hoje urge realismo e autocr\u00edtica com estrat\u00e9gias bem definidas. N\u00e3o chegam j\u00e1 as frases moralistas duns nem as l\u00e1grimas de crocodilo doutros. Nas circunst\u00e2ncias actuais, a pol\u00edtica n\u00e3o tem a capacidade de regular a economia de modo a evitar o desemprego. As medidas que toma apenas mudam o clima. A praga do desemprego que vem da d\u00e9cada de oitenta ainda se acentua hoje mais com a necessidade do estado racionalizar os seus servi\u00e7os. Em vez de se preocupar com a distribui\u00e7\u00e3o do trabalho por mais bra\u00e7os ainda se aumenta o tempo de trabalho para os empregados. O bus\u00edlis da quest\u00e3o \u00e9 que a concorr\u00eancia internacional exige maior produtividade para se produzir a pre\u00e7os concorrentes de mercado.<br \/>O patronato tornou-se muito agressivo e em grande parte extremamente desumano, s\u00f3 orientado pelos interesses de accionistas an\u00f3nimos cujos objectivos s\u00e3o apenas o lucro, \u00e0 custa dos trabalhadores e do humanismo. A globaliza\u00e7\u00e3o actua como um turbilh\u00e3o que engole indiv\u00edduos e institui\u00e7\u00f5es.<br \/>Os sindicatos, na defensiva, limitam-se apenas a reagir. Numa sociedade em que a \u00e9tica individual e social s\u00e3o cada vez mais ego\u00edstas, tal como a n\u00edvel patronal, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil mover as massas, at\u00e9 porque cada vez se torna mais habitual o contrato individual \u00e0 margem dos contratos colectivos. O problema crucial dos sindicatos \u00e9 o facto de se terem s\u00f3 interessado, at\u00e9 agora, pelo ordenado dos s\u00f3cios, pelos que tinham trabalho. Assim renunciaram a um instrumento importante regulador do trabalho \u2013 o desemprego e os desempregados. Os sindicatos, para poderem ter uma ac\u00e7\u00e3o relevante na sociedade ter\u00e3o de se preocupar com o aumento de lugares de trabalho e com a forma\u00e7\u00e3o profissional. N\u00e3o se pode continuar a reduzir os lugares de trabalho e para mais \u00e0 custa do er\u00e1rio p\u00fablico com regulamenta\u00e7\u00e3o de reformas antecipadas. N\u00e3o pode passar desapercebida a situa\u00e7\u00e3o duma sociedade com 5 at\u00e9 10% de desempregados permanentes. Uma sociedade que aceite isto como realidade \u00e9 injusta e desumana. A dignidade humana exigir\u00e1 uma nova maneira de estar e novas formas de luta. Esta \u00e9 global e n\u00e3o reduzida a s\u00f3cios ou a membros de partidos. Este tipo de solidariedade na concorr\u00eancia feroz e na defesa apenas dos interesses dos s\u00f3cios participa do mesmo v\u00edcio que regula a ac\u00e7\u00e3o dos \u201ccapitalistas\u201d que combatem mas que na realidade s\u00e3o.<br \/>A globalizada, o humanismo exigir\u00e3o a estrutura\u00e7\u00e3o supranacional e global dos sindicatos e das institui\u00e7\u00f5es \u00e0 imagem da supra-estrutura cat\u00f3lica. Para isso ser\u00e1 necess\u00e1ria uma politiza\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo mas n\u00e3o no sentido partid\u00e1rio como era comum nos anos setenta e oitenta. O tempo vai mal para os trabalhadores em tempos de dessolidariza\u00e7\u00e3o. Neste sentido \u00e9 importante recordar os tempos em que a solidariedade levava as pessoas a unirem-se. A comemora\u00e7\u00e3o do 1\u00b0. de Maio remonta a 1886 dia em que os trabalhadores americanos se insurgiram com greves gerais na defesa do dia de trabalho com 8 horas.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Justo                   <\/p>\n<div align=\"right\"> <b>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/b> <\/div>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deixar de viver de falsas ilus\u00f5esUm papel importante dos sindicatos \u00e9 uma exig\u00eancia \u00e9tica social. 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